Ant

em 23/01/2003 , por Richardson Oliveira
Introdução
Neste tutorial pretendo apresentar o projeto jakarta Ant. Vamos aprender a instalar e configurar um projeto simples de exemplo. Em um próximo tutorial veremos como fazer uso de recursos mais avançados da ferramenta. De qualquer maneira, não deixe de visitar o site oficial, assim como a sua documentação, em http://jakarta.apache.org/ant.
O que é Ant?
O Ant é uma ferramenta para a automação de builds no seu projeto, por exemplo, atualiza o classpath, compila o código separando os .java e os .class em diretórios distintos, gera javadoc do projeto, configura e executa a aplicação. É certo que isso não é nenhuma novidade, o make faz coisa bem parecida, porém não é poderoso como o Ant, que tem entre suas maiores virtudes o fato de ser independente de Sistema Operacional, pois é feito em Java. Por que usar Ant se meu IDE favorito faz muitas dessas funções? Porque Ant além de ser independente de SO, também é independente de IDE além das principais IDEs do mercado já trabalharem com o Ant hoje.
Primeiro passo
O Ant é um projeto opensource, produzido pelo grupo Jakarta da Fundação Apache. Para trabalhar com o Ant você precisa de:
  • J2SDK instalado, pois o Ant é uma aplicação Java.
  • Ant (lógico). Lembre-se: muitas IDEs já vem com o ANT embutido (jedit, eclipse, etc..). Mas se voce quiser aprender como tudo funciona, instale o ant você mesmo! Você deve baixar o Ant aqui: http://jakarta.apache.org/ant/bindownload.cgi. A última versão é a 1.5.1, depois de de descompactar você deve seguir os seguintes passos:
    Instalação no Windows
    Copie o diretório que foi descompactado para onde vc desejar melhor, exemplo:

    Crie uma variável de ambiente ANT_HOME apontando para o diretório onde esta o Ant, exemplo:

    Agora devemos configurar a PATH:

    Depois escreva ant na linha de comando, se o resultado for:

    Beleza, Ant instalado com sucesso!
    Instalação no Linux
    Copie o diretório que foi descompactado para onde vc desejar melhor, exemplo:

    Como root, edite o arquivo /etc/profile e crie uma variável de ambiente ANT_HOME apontando para o diretório onde esta o Ant, exemplo:

    Agora devemos configurar a PATH:

    Depois escreva ant na linha de comando, se o resultado for:

    Beleza, Ant instalado com sucesso!
    Buildfiles
    O Ant trabalha com arquivos XML chamados de buildfiles, eles são interpretados pelo ANT, para que ele possa executar as tarefas que estão descritas nesses arquivos. O buildfile é um arquivo XML geralmente chamado de build.xml, este arquivo está normalmente organizado desta maneira:

    Um project é a tag raiz do build.xml, ele representa todo o projeto e só pode existir um por buildfile.
    Um target é uma coleção de tarefas que desejamos aplicar em determinado momento e encadeando junto com outras tarefas.
    Um task é uma tarefa que desejamos que seja feita dentro do target, o Ant já disponibiliza tarefas prontas como: ,... porém é possível criar novas.
    Um propety é um parâmetro em forma de nome-valor necessário para configurar nossa aplicação.
    Exemplo da criação de uma property:

    Para acessar o valor da property que foi criada:

    Um exemplo de execução do Ant
    Isto faz o ant procurar o build.xml no diretório base e executa alvo default:

    Executa o alvo default de arquivo.xml:

    Roda o alvo desejado e dependências relacionadas:

    Existem muitas outras opções que você pode passar para o ant por linha de comando. Se você estiver usando o ANT como plugin de alguma IDE, normalmente ele vai te fornecer todos os alvos que você pode executar daquele arquivo de descrição (frequentemente build.xml).
    Meu primeiro build.xml
    Em um exemplo simples, teremos a noção do mínimo que o Ant pode fazer.
    Nosso projeto tem apenas uma única classe HelloAnt, ela está no pacote exemplo dentro do diretório src. Precisamos configurar o Ant e escrever nosso build.xml. Queremos compilar, gerar o .jar e executar a aplicação. Um exemplo parecido com esse, porém mais completo, acompanha este tutorial! Use-o para aprender melhor! Leia este buildfile e veja como é bem fácil de fazer, e fácil de entender o que esta escrito. Dentro deste exemplo, tem comentários explicando o que é cada trecho:

    Conclusão
    O Ant adiciona portabilidade na automação de builds e se propõe a fazer muito mais que isso. Escrito em XML, fica fácil de aprender e extender além de facilitar a vida de quem gosta de programar no hardcode, e integrar-se com as principais IDEs do mercado. Em próximos tutoriais veremos o que mais o Ant pode fazer, como por exemplo:
  • Manipulação de arquivos e diretórios
  • Substituição de palavras em arquivos
  • Envio de e-mail
  • Conexão com banco de dados
  • Documentação E muitas outras tarefas.