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CarlosEduardoDantas
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Pessoal, vou compartilhar uma experiência com vocês e gostaria de, se possível, ler relatos de pessoas que já passaram por esta situação.

Trabalhei em consultoria por alguns anos como desenvolvedor, e, há quase 3 anos atrás, comecei a trabalhar em uma empresa maior, onde o cliente é interno. Logo de cara, o interessante foi que, pelo cliente ser interno, o convívio era mais próximo e, automaticamente, comecei a desenvolver software pensando em agradar o cliente e não a mim. Lógico que, em consultoria a intenção também é atender ao cliente, mas, talvez pelo convívio ser menor e mais restrito, não havia um referencial.

Porém, de algum tempo pra cá, venho percebendo que, passei a conviver "demais" com o cliente, chegando a um ponto de gastar mais da metade do meu tempo diário fornecendo suporte (entende-se, tirando dúvidas, analisando possíveis erros do sistema ou de cadastro, analisando melhorias, explicando regras), o que, para alguém com um perfil técnico, é algo frustrante. O cargo na empresa na teoria é projetar e desenvolver software, e somos cobrados por isso, mas, na prática, o que faço na maior parte do tempo é dar suporte. Claro que já conversei com os superiores, mas a empresa não pode ficar sem esse suporte e não vão contratar outra pessoa.

Alguém já passou por isso e gostaria de compartilhar?

grato

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'Nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, então, não é um ato, mas um hábito'.

Aristóteles.

carloseduardoxp
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Marcio_Nogueira
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Já trabalhei de forma semelhante, onde o cliente era a própria empresa. Porém havia uma equipe para prestar suporte e uma equipe de desenvolvimento da qual eu fazia parte.

MBA em Desenvolvimento de Sistemas em Ambiente Web
Bacharel em Desenho Industrial / Programação Visual
Marcio Nogueira C. Pinto
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CarlosEduardoDantas
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Marcio_Nogueira wrote:Já trabalhei de forma semelhante, onde o cliente era a própria empresa. Porém havia uma equipe para prestar suporte e uma equipe de desenvolvimento da qual eu fazia parte.


Olá Márcio,

um dos nossos problemas é exatamente este. Não temos uma equipe de suporte em sistemas, apenas em infra-estrutura.

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'Nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, então, não é um ato, mas um hábito'.

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carloseduardoxp
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johnny quest
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Eu passei por algo parecido nesse ano por uns 8 meses. Mas o pior foi que fiquei no suporte
de um Sistema que nem criei. Pior projeto que já peguei.
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CarlosEduardoDantas
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Só para ilustrar a situação para os colegas do GUJ entenderem melhor:


15 min atrás ligaram no meu ramal questionando: "eu estou cadastrando a funcionalidade X mas não puxa o fornecedor". Eu respondo que vou olhar. Olho no sistema e realmente não está puxando, dai vou olhar a query e acho a falha. O fornecedor não está vinculado a nenhum comprador. Retorno por email informando que o fornecedor não está vinculado a nenhum comprador, por isso ele não aparece no sistema. Passa 10 min a pessoa me liga

"vi sua resposta, mas como faço para amarrar o fornecedor X ao comprador Y "?

eu respondo

"liga no cadastro que eles farão isso pra você"

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carloseduardoxp
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alves.Felipe
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aqui na empresa funciona exatamente assim...
não tem ninguém para dar suporte aos sistemas, ai sempre ligam perguntando coisas básicas...
eu nunca trabalhei com consultoria.. não sei como é..
mas apesar de ter um convívio mais próximo tb, as vezes da vontade de mandar o usuário pra pqp.. hehe

Felipe Alves
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Marcio_Nogueira
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Atualmente, jogam a responsabilidade do suporte nas costas do desenvolvedor. Por que não criar uma equipe para isso?

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Marcio Nogueira C. Pinto
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CarlosEduardoDantas
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Membro desde: 13/11/2006 15:26:38
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alves.Felipe wrote:aqui na empresa funciona exatamente assim...
não tem ninguém para dar suporte aos sistemas, ai sempre ligam perguntando coisas básicas...
eu nunca trabalhei com consultoria.. não sei como é..
mas apesar de ter um convívio mais próximo tb, as vezes da vontade de mandar o usuário pra pqp.. hehe


na minha opinião nem é tanto fazer isso, porque alguém precisa fazer. O maior problema é você fazer isso sem este tipo de atividade fazer parte dos seus indicadores, ou seja, se você fica 4 horas por dia dando suporte, para a empresa é como se voce ficasse 4 horas por dia sem fazer absolutamente nada.

E nem preciso dizer que, para perfis técnicos, este tipo de atividade é um desastre.

This message was edited 1 time. Last update was at 22/12/2010 17:50:25


'Nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, então, não é um ato, mas um hábito'.

Aristóteles.

carloseduardoxp
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Daniel_MV
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Nunca trabalhei para cliente interno, mas entendo que deve ser uma experiência interessante.

Porém deve ser primordial uma estrutura organizada.

Projeto é projeto, seja para fora ou para dentro da própria empresa. Então os mesmos principios utilizados para desenvolver um software para uma instituição terceira, devem ser utilizados para a própria organização.

Senão vira a festa do caqui. Escopo não existe, prazos e prioridades variam conforme o "diâmetro" de quem está fazendo a solicitação, e a tendência é que a longo prazo o sistema se torne nojento.

Deve existir suporte e se possível limitado a alguma quantidade de horas por mês, isso tudo depende muito do tamanho da equipe, da empresa, budget interno, etc..

Como sempre trabalhei para consultoria, o lance é aquele que todo mundo aqui deve conhecer, alguns clientes são gente fina, outros são terríveis, alguns são gente fina mas atrasam tudo do lado deles, prejudicando a equipe que fica ociosa em alguns momentos, outros são terríveis mas certinhos, entregam tudo no prazo, tem uma enormidade de combinações possíveis.

Mas no geral, acredito que um desenvolvimento interno deve ser mais prazeroso, desde que tenha um mínimo de organização, como mencionei acima.
Jesuino Master
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CarlosEduardoDantas wrote:Pessoal, vou compartilhar uma experiência com vocês e gostaria de, se possível, ler relatos de pessoas que já passaram por esta situação.

Trabalhei em consultoria por alguns anos como desenvolvedor, e, há quase 3 anos atrás, comecei a trabalhar em uma empresa maior, onde o cliente é interno. Logo de cara, o interessante foi que, pelo cliente ser interno, o convívio era mais próximo e, automaticamente, comecei a desenvolver software pensando em agradar o cliente e não a mim. Lógico que, em consultoria a intenção também é atender ao cliente, mas, talvez pelo convívio ser menor e mais restrito, não havia um referencial.

Porém, de algum tempo pra cá, venho percebendo que, passei a conviver "demais" com o cliente, chegando a um ponto de gastar mais da metade do meu tempo diário fornecendo suporte (entende-se, tirando dúvidas, analisando possíveis erros do sistema ou de cadastro, analisando melhorias, explicando regras), o que, para alguém com um perfil técnico, é algo frustrante. O cargo na empresa na teoria é projetar e desenvolver software, e somos cobrados por isso, mas, na prática, o que faço na maior parte do tempo é dar suporte. Claro que já conversei com os superiores, mas a empresa não pode ficar sem esse suporte e não vão contratar outra pessoa.

Alguém já passou por isso e gostaria de compartilhar?

grato



Olá! Vivo uma situação semelhante: Sou consultor funcional ABAP e as vezes dou suporte direto aos funcionais de módulos de negócio. O problema é que esse suporte não conta nas "metas" e nem nas planilhas de produtividade.

A minha solução foi ter uma maior proximidade com a gerência e com o próprio cliente para que ambos entendam que o suporte interno é necessário. Por outro lado, também conversei com os funcionais para que os mesmo entendam quando eu não posso atender em função dessas "coisas que contam".

William Antônio Siqueira
Analista de Suporte
Blog e Twitter
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Projetos? Idéias? Críticas? MP!
Não tome uma opinião como verdade absoluta!
AbelBueno
Virtual Machine Man

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Também já trabalhei nas duas situações e acho que ambas são proveitosas.

Em consultoria, acredito, que você tenha mais contato com tecnologias, coisas novas. Seu negócio é o desenvolvimento. É mais fácil aprimorar a parte técnica.

Em cliente você acaba aprendendo mais sobre como o usuário utiliza o sistema. Esse tipo de informação é bem legal também.
Com o tempo você sabe como facilitar a vida dele, que tipo de dúvidas são mais comuns. Isso geralmente ajuda a aprimorar a usabilidade do seu sistema.

Esse exemplo que postou, por exemplo, me chamou atenção: Você precisou rodar uma query para saber o que estava ocorrendo.

Talvez isso seja um indício de que o sistema não exiba informações suficiente para o usuário.
Se ao deixar de "puxar o fornecedor" o sistema já desse o alerta que a área de cadastro precisa fazer a vinculação, já seria uma ligação a menos.

Muitas vezes nós, desenvolvedores, não damos a devida atenção sobre como informar o usuário do sistema das opções existentes.
Estamos mais preocupados em performance, patterns e esquecemos a experiência do usuário.

Para mim, a maior vantagem desse contato direto, é justamente começar a desenvolver essa habilidade de tornar o software mais intuitivo e auto-explicativo.
CarlosEduardoDantas
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AbelBueno wrote:
Esse exemplo que postou, por exemplo, me chamou atenção: Você precisou rodar uma query para saber o que estava ocorrendo.

Talvez isso seja um indício de que o sistema não exiba informações suficiente para o usuário.
Se ao deixar de "puxar o fornecedor" o sistema já desse o alerta que a área de cadastro precisa fazer a vinculação, já seria uma ligação a menos.

Muitas vezes nós, desenvolvedores, não damos a devida atenção sobre como informar o usuário do sistema das opções existentes.
Estamos mais preocupados em performance, patterns e esquecemos a experiência do usuário.

Para mim, a maior vantagem desse contato direto, é justamente começar a desenvolver essa habilidade de tornar o software mais intuitivo e auto-explicativo.



abel, concordo plenamente com voce, mas acho que, em muitos casos, quando uma query nao retorna nada, fica complicado em um sistema ficar executando join por join em separado para retornar para o usuáro exatamente onde está a falha.. e de qualquer maneira me ligariam perguntando onde que faz este cadastro.. hehehe

mas voce tem razao, qto mais intuitivo for, em tese, menos problemas.

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bestlinux
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CarlosEduardoDantas wrote:Pessoal, vou compartilhar uma experiência com vocês e gostaria de, se possível, ler relatos de pessoas que já passaram por esta situação.

Trabalhei em consultoria por alguns anos como desenvolvedor, e, há quase 3 anos atrás, comecei a trabalhar em uma empresa maior, onde o cliente é interno. Logo de cara, o interessante foi que, pelo cliente ser interno, o convívio era mais próximo e, automaticamente, comecei a desenvolver software pensando em agradar o cliente e não a mim. Lógico que, em consultoria a intenção também é atender ao cliente, mas, talvez pelo convívio ser menor e mais restrito, não havia um referencial.

Porém, de algum tempo pra cá, venho percebendo que, passei a conviver "demais" com o cliente, chegando a um ponto de gastar mais da metade do meu tempo diário fornecendo suporte (entende-se, tirando dúvidas, analisando possíveis erros do sistema ou de cadastro, analisando melhorias, explicando regras), o que, para alguém com um perfil técnico, é algo frustrante. O cargo na empresa na teoria é projetar e desenvolver software, e somos cobrados por isso, mas, na prática, o que faço na maior parte do tempo é dar suporte. Claro que já conversei com os superiores, mas a empresa não pode ficar sem esse suporte e não vão contratar outra pessoa.

Alguém já passou por isso e gostaria de compartilhar?

grato



Isso aconteceu comigo, trabalho em uma Fabrica de Software.

Depois do momento que passei duas coisas para o cliente: skype e msn.

Virei um analista de suporte programador.

Graças a Deus meu cliente esta em Brasilia..ufa !


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