contratação como cotista  XML
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rmendes08
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Membro desde: 29/05/2008 14:09:28
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Pessoal, recebi uma proposta para trabalhar como cotista. Diferentemente de PJ, você entra como sócio da empresa e recebe o seu salário líquido, como participação nos lucros da empresa. Alguém conhece esse regime de contratação ? Será que é uma boa ?

"A Técnica é transformada em Arte por quem a emprega"

"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos"

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"É importante estabelecer uma estrutura de alto nível, mas isso não significa criar uma infinidade de diagramas de classes detalhados."
wellington.nogueira
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Já trabalhei assim. Já faz um bom tempo. Achava, inclusive, que isso não existia mais pra TI.

Pesquise bem a empresa da qual você "vai virar sócio" pq vc não fará parte das principais decisões, apenas de assembléias que você é convocado mas não é obrigatóiria tua presença (tipo reunião de condomínio).

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rmendes08
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Ah sim claro, isso eu já imaginava mesmo. Mas a minha dúvida principal é a seguinte, se, descontando a contribuição para o INSS, fazendo uma reserva equivalente ao FGTS, etc. se compensa em termos de $$$ com relação a CLT, sem falar no IR. Eu verifiquei na declaração e realmente, recebimento de lucros e dividendos são isentos. E aí, você acha que compensou ?

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deniswsrosa
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rmendes08 wrote:Pessoal, recebi uma proposta para trabalhar como cotista. Diferentemente de PJ, você entra como sócio da empresa e recebe o seu salário líquido, como participação nos lucros da empresa. Alguém conhece esse regime de contratação ? Será que é uma boa ?


Já ouvi propostas assim e o grande problema pra mim nesta modalidade é quando vc quer se desligar da empresa, não me pareceu ser um processo simples.

SCJP, SCEA I
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wellington.nogueira
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rmendes08 wrote:Ah sim claro, isso eu já imaginava mesmo. Mas a minha dúvida principal é a seguinte, se, descontando a contribuição para o INSS, fazendo uma reserva equivalente ao FGTS, etc. se compensa em termos de $$$ com relação a CLT, sem falar no IR. Eu verifiquei na declaração e realmente, recebimento de lucros e dividendos são isentos. E aí, você acha que compensou ?


Então, houveram duas situações em que aceitei isso:
Em ambas, eram oportunidades de mudança de área, logo, aceitei para entrar no mercado de trabalho relativo a meus estudos e não pensava tanto nos benefícios do CLT e as propostas foram boas (na visão de dinheiro na mão no mes a mes) mas na época, se fizesse as reservas necessárias, acho que, no máximo, empatava (na verdade, perdia).

A sim, se não me engano, é necessário pagar ISS também.

Questione como funciona o desligamento da empresa (como comentado pelo deniswrosa). É sempre simples se ligar a cooperativas (ainda é esse nome?), mas nem sempre o é no desligamento. Algumas podem te vender a idéia de que, se a empresa contratante te dispensar, eles tentarão te alocar em outra empresa (nunca precisei mas não creio que seja assim).

Outra coisa que ocorreu é que, numa de minhas passagens como cotista foi que a empresa que me contratava tirou a cooperativa e "obrigou" todo mundo a ser CLT. Quem ganhava menos tomou um corte de uns 30% no mês a mês. Quem ganhava mais, foi de 40% a quase 50%.

Minha conclusão: Na época, foi bom, mas hoje, não aceitaria novamente sem um motivo EXTREMAMENTE justo

This message was edited 1 time. Last update was at 29/07/2011 14:40:12


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maior_abandonado
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e viva a gambiarra nas contratações de TI... eu ja tinha visto N variantes do CLT flex, tinha ouvido falar de grupo de amigos dividindo uma mesma empresa para dividir impostos mas essa eu nunca tinha visto...

espero ter ajudado...

falando nisso, caso seu problema tenha sido resolvido, edite o seu primeiro post e coloque um [RESOLVIDO] no titulo do tópico.
ArtesaoDeSoftware
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Lembre-se que como sócio, se a empresa tiver problemas com a União ou com a justiça, incluindo multas,dívidas ou falência, você estará incluso como responsável.
ruivo
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Vou dar o meu "testemunho" : Também já trabalhei num esquema assim, sendo sócio-cotista. Porém, o que eles fizeram foi o seguinte:
A empresa principal, vamos chamá-la de ABC, a que pegava os projetos, continuou na mão dos dois únicos sócios.Então, eles criaram outra empresa, vamos chamá-la de DEF e nessa colocaram todos os outros funcionários como sócios, mas os dois sócios da empresa anterior tinham 75% da sociedade.
Quando surgia um projeto, a empresa ABC era contratada, e repassava o trabalho para a empresa DEF. Na hora de receber, o valor do projeto que DEF recebia era exatamente a soma dos pró-labore de todos os colaboradores de DEF, sendo que o restante ficava para ABC.

O valor que eu recebia de pró-labore era um salário mínimo, com o restante entrando como 'antecipação de lucros'. Porém, a empresa da qual era sócio nunca tinha lucro real. O lucro era sempre a somatória das diferenças entre os salários combinados e os salários-minimos de cada sócio. A tal da participação nos lucros de fato nunca aconteceu.
Então, no final eu recebia o mesmo que se fosse um CLT, mas sem 13°, sem férias, sem vale-transporte, sem plano de saúde, pq, em tese, eu também era 'dono' da empresa e teria que arcar sozinho, se quisesse, com essas despesas.

Fica a seu critério aceitar ou não, mas EU não aceito mais esse tipo de contratação. Como o amigo acima falou, se der algum problema de multa, sonegação de impostos, falência, etc, o seu nome também estará comprometido.
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boaglio
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ArtesaoDeSoftware wrote:Lembre-se que como sócio, se a empresa tiver problemas com a União ou com a justiça, incluindo multas,dívidas ou falência, você estará incluso como responsável.


Não só como responsável, mas se por exemplo a empresa possui 4 sócios e você for dono de 1%, na hora da falência você fica com 25% (é dividido igualmente entre os sócios).

Além disso, a mudança de sócio precisa de alteração no contrato social da empresa, e que eu saiba em São Paulo até a Prefeitura dar o Ok vai no mínimo 3 meses.

Minha opinião: não vale a pena o risco, continue como PJ ou CLT.


 

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wellington.nogueira
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boaglio wrote:
ArtesaoDeSoftware wrote:Lembre-se que como sócio, se a empresa tiver problemas com a União ou com a justiça, incluindo multas,dívidas ou falência, você estará incluso como responsável.


Não só como responsável, mas se por exemplo a empresa possui 4 sócios e você for dono de 1%, na hora da falência você fica com 25% (é dividido igualmente entre os sócios).

Além disso, a mudança de sócio precisa de alteração no contrato social da empresa, e que eu saiba em São Paulo até a Prefeitura dar o Ok vai no mínimo 3 meses.

Minha opinião: não vale a pena o risco, continue como PJ ou CLT.

Se não me engano, no caso de cotista, é mais simples pois não chega a ser necessária a alteração no contrato social...

Que eu me lembre, essa modalidade foi criada para dar agilidade no setor agrícola. Posteriormente o modelo foi "exportado" para outras áreas como construção civil e TI. Entretanto, em TI, achei que tinha "morrido" sendo substituida por contratos PJ ou CLT-Flex.

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