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cv
Moderador
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Estava dando aquela típica navegada aleatória da meia-noite quando achei esse texto do Paul Graham, e achei tão bom que resolvi recomendar a todo mundo aqui do GUJ
http://www.paulgraham.com/hp.html
Quem tiver a paciência de ler (é um texto bem longo, devo admitir ) com certeza vai ter algo pra comentar dele, então aqui vai um espaço pra isso
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Bani
JWizard
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Realmente muito bom o artigo.
Gostaria de acrescentar um que saiu no site da Sun no final do ano passado: [url=http://java.sun.com/features/2002/11/gabriel_qa.html]
The Poetry of Programming[/url]
Ele aborda alguns temas em comum a este artigo, especialmente a parte "do meio", mas de um ponto de vista mais de um escritor do que de um pintor.
Meus comentários: Apesar de bom, achei o texto muito "anti-XP"... Usar a criatividade não implica na necessidade de criar tudo sozinho. No mundo corporativo, como foi dito, não cabe ao programador decidir o que o sistema tem que fazer, e na verdade nem aos gerentes, e sim a quem vai usar o sistema. O toque pessoal do programador está no modo de implementar e dentro disso existe bastante espaço para trabalho criativo. Claro que escolher o que fazer é uma oportunidade a mais, mas da mesma forma que um pintor desenhar uma paisagem real não tira seus méritos pelo quadro, programar dentro de uma especificação determinada por terceiros não anula o trabalho programador. Também discordo da necessidade de cada programador ser responsável sozinho por um módulo. Acho que tendo oportunidade de fazer um brainstorming contínuo as idéias vão sendo construídas de forma muito mais eficiente, porque ao invés de você parar em um problema e ficar pensando de forma fechada nele você tem a oportunidade de estruturar melhor as idéias durante a comunicação e ir modelando a solução do problema, surgindo muito mais idéias enquanto hipóteses são levantadas alternadamente. Além disso, acaba sendo mais gratificante do que esperar tudo estar pronto para ter algum reconhecimento do trabalho que foi feito durante um longo período.
Enfim, acho que foi dada muita ênfase à criação revolucionária, quando na verdade o ato de programar vai muito além da concepção do programa. É aquela velha história de criar a demanda vs. atender a uma demanda existente. Programadores gostam de programar, mas computadores como um fim em si mesmo raramente tem utilidades. Portanto, a inspiração que vai ter algum uso é quase sempre externa, e o que varia é apenas o nível: de uma vaga demanda a uma especificação mais detalha que requer apenas implementação.
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~ Site da Bani ~ |
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Alfredo Mangia
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Não li os dois artigos, ainda.
Mas chamou a minha atenção a observação sobre a visão de cada um sobre um mesmo objeto. Cada indiduo observa, ou age, de acordo com sua bagagem, seu conhecimento e seus valores.
A Bani escreveu:
Também discordo da necessidade de cada programador ser responsável sozinho por um módulo. Acho que tendo oportunidade de fazer um brainstorming contínuo as idéias vão sendo construídas de forma muito mais eficiente, porque ao invés de você parar em um problema e ficar pensando de forma fechada nele você tem a oportunidade de estruturar melhor as idéias durante a comunicação e ir modelando a solução do problema, surgindo muito mais idéias enquanto hipóteses são levantadas alternadamente. Além disso, acaba sendo mais gratificante do que esperar tudo estar pronto para ter algum reconhecimento do trabalho que foi feito durante um longo período.
Nessa discussão cabe observar alguns detalhes.
Nunca ví quadro ou obra de arte realizada por mais de um artista (pintor ou escultor), se existir é raro. Neste tipo de atividade o individualismo reina absoluto por diversas razões, boas ou más.
No esporte o exemplo é o tênis, que mesmo quando jogado em dupla a raquetada (a jogada) é de apenas um de cada vez.
Ainda no esporte o futebol é um exemplo clássico de esporte coletivo. Joga-se em equipe, onde cada um faz parte do grupo.
Alguns gostam de jogar futebol outros preferem jogar tênis.
Admiro sinceramente as pessoas que, na área técnica, conseguem trabalhar em equipe com naturalidade, melhor dizendo, em equipes multidisciplinares. Eu penso e pratico isto.
Nesses casos as pessoas que gostam de trocar conhecimento, de somar com outros seus conhecimentos (colegas de trabalho, inclusive), são raras, verdadeiras preciosidades. Tão raro quanto um quadro com dois autores.
Abraços a todos
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Abraços,
Alfredo |
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louds
Moderador
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eu acho que existe muita, mas muita semelhança entre arte e computação.
Vamos pensar nas obras renacentistas, muitos genios existiram naquela epoca criando peças únicas. Porem 5 seculos depois elas não tão a mesma coisa, já tiveram de ser recuperadas, passando na mão dos restauradores.
Agora faça um paralelo com desenvolvimento de sistemas, pra fazer 1 sistema muito loco, é necessario 1 genio pra acontecer. Já pra manutenção, qualquer fulaninho da conta do recado...
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