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Bani
JWizard
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boaglio wrote:Essa notícia me pareceu tão estranha quanto: "IME-USP lança novo modelo de estruturas de construção de prédios" ou "IQ-USP define novo teorema matemático revolucionário".
Já tendo trabalhado por alguns meses em um desses laboratórios da Poli a notícia não me surpreendeu nem um pouco.
A postura da Poli (e da FEA) são bem distintas do resto da USP, e é o tipo de coisa que se espera deles mesmo. A idéia deles (palavras de um desses professores chefões de lá) é que engenheiro tem uma formação para capacitá-los a atuar em qualquer coisa, e melhor do que os especialistas na área! Detalhe: palavras essas direcionadas a mim, aluna do IME e a única que manjava alguma coisa de Java do projeto inteiro, insinuando que eu tinha que estar lá no projeto com a postura de aprender com eles.
Não quero generalizar pois alguma das pessoas de meu contato pessoal que eu mais respeito são formadas na Poli ou trabalham lá, mas meu contato pessoal com professores da Poli só me deixou más impressões, por esse e outros motivos.
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armando
Java Ninja
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Bani wrote:
A postura da Poli (e da FEA) são bem distintas do resto da USP, e é o tipo de coisa que se espera deles mesmo. A idéia deles (palavras de um desses professores chefões de lá) é que engenheiro tem uma formação para capacitá-los a atuar em qualquer coisa, e melhor do que os especialistas na área! Detalhe: palavras essas direcionadas a mim, aluna do IME e a única que manjava alguma coisa de Java do projeto inteiro, insinuando que eu tinha que estar lá no projeto com a postura de aprender com eles.
Apenas uma observação: Um Engenheiro de Computação É um especialista da área.
Realmente, tem muita gente arrogante na Poli, mas tem muita coisa boa. Essa rixa entre IME e POLI, na minha opinião, é uma bobeira tão grande... não se ganha nada alimentando isso.
Abraço,
Armando
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Bani
JWizard
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Tem razão, desculpe o comentário que saiu um pouco da discussão do tópico.
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Paulo Silveira
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armando wrote:
Discordando, não acho que haja um instituto na USP com mais propriedade para falar de Engenharia de Software do que a Poli, que possui o curso de Engenharia de Computação, que é considerado há algum tempo entre os melhores cursos de computação do país (quando não o melhor).
sou ex-poli eng de computacao (larguei, formei no ime), e acho que a poli faz realmente muita coisa, mas a quantidade de noticias desse genero que saem as vezes sao demais. os outros institutos trabalham a mesma quantidade (ou mais, vale lembrar que a poli tem um dos piores indices de publições por docentes da usp!) e nao fazem esse estardalhaço, ainda mais com noticias e projetos half baked.
e volto a dizer que um phd nao diz muito quando a gente ta falando em uma metodologia para desenvolver software. creio que nesse caso a experiencia seja fundamental.
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http://blog.caelum.com.br twitter: @paulo_caelum
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Paulo Silveira
Administrador
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armando wrote:
Realmente, tem muita gente arrogante na Poli, mas tem muita coisa boa.
Tem mesmo! Não é a toa que agora na minha equipe tem gente de la
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rodrigousp
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armando wrote:
Discordando, não acho que haja um instituto na USP com mais propriedade para falar de Engenharia de Software do que a Poli, que possui o curso de Engenharia de Computação
Poxa, mas isto é difícil viu. Já era difícil argumentar sobre o uso racional de modelagem, e porque não, de processos de desenvolvimento de software... vai a poli falar que: USP lança um modelo de fábrica de software!
Toin!!!
(Esta história de modelo de fábrica de software) parece uma regressão àquela antiga analogia da construção de software como a construção de um prédio. Primeiro vai o engenheiro e o arquiteto, desenhar e planejar a construção do prédio. Depois, os pedreiros vão lá edificar o projeto com tijolos e cimento.
Me desculpem. Não dá para aceitar quieto isto. Parece que poli está forçando a barra para que a computação tenha mais cara de engenharia (tradicional).
E não tem!!!
1) A construção de software é a construção de conhecimento. O conhecimento não tem peso... pode ser replicado, refatorado, transportado a custo (próximo de) zero. Isto não se aplica a carros, prédios, aviões.
2) Como conseqüência, O processo de construção de software pode ser um bazaar (várias pessoas, em diversos lugares do mundo, em momentos diferentes).
3) O maior custo da fábrica de software não são os maquinários mas as pessoas. Dessa forma, qualquer grupo de desenvolvedores pode resolver "virar" uma fábrica.
4) Por tudo isto, o mercado de software é ímpar. Por exemplo: Os softwares tendem ao monopólio natural (lei das redes: todo mundo usa msn porque todo mundo usa, todo mundo usa word/excel porque todo mundo usa, etc). O custo marginal de produção de software é alguma coisa próxima de zero.
Na USP toda, só dois institutos possuem disciplinas voltadas para o estudo desses fenômenos, e Poli não é um deles.
Vejamos outros exemplos: o Warcraft III foi construído por um grupo de 15 pessoas (entre QA, designers, programadores). O grupo do K42 da ibm (que visa o desenvolvimento de novos sistemas operacionais) possui 16 pessoas.
Será que a Poli se propõe a considerar e mostrar para os alunos estes modelos de desenvolvimento como alternativas aos modelos tradicionais!?
Engenharia de Software evolui muito nos últimos anos (XP, Refactoring, Test driven, etc) . Evolui tanto, para não ser mais confundido com uma adaptação da engenharia tradicional ao desenvolvimento de Software. Então, até que eu veja que a poli tenha assimilado todos estes conceitos, não engulo a história que ela tenha mais propriedade que qualquer outro instituto da USP para falar sobre Engenharia de Software.
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Rodrigo di Lorenzo Lopes - blogger |
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Daniel Quirino Oliveira
Moderador
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armando wrote:
Discordando, não acho que haja um instituto na USP com mais propriedade para falar de Engenharia de Software do que a Poli, que possui o curso de Engenharia de Computação, que é considerado há algum tempo entre os melhores cursos de computação do país (quando não o melhor).
Engenharia de software != Engenharia de computação.
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Daniel Quirino Oliveira |
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Fabio Kung
JavaEvangelist
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Bom, antes de tudo eu sou aluno do curso de engenharia da computação lá da Poli.
armando wrote:Discordando, não acho que haja um instituto na USP com mais propriedade para falar de Engenharia de Software do que a Poli, que possui o curso de Engenharia de Computação
Discordo. Realmente o curso de engenharia da computação na USP é muito bom, mas uma coisa é o curso de Engenharia da Computação, outra é o departamento de engenharia de software.
Conheço _MUITAS_ pessoas boas e competentes trabalhando lá dentro do departamento de engenharia de softwate (incluindo aí o LTS que é o laboratório da reportagem). Porém na minha opinião as idéias defendidas pelo pessoal desse departamento são um pouco atrasadas e muito acadêmicas. As disciplinas que cursei com o pessoal de lá sempre defenderam os desenvolvimentos pesados e cheios de documentação no melhor estilo RUP.
rodrigousp wrote:
vai a poli falar que: USP lança um modelo de fábrica de software!
Toin!!!
Bom quem está dizendo isso é o autor da reportagem, e não a USP nem a Poli. O que foi lançado é apenas um projeto do professor Jorge Risco, e talvez essa seja a confusão.
rodrigousp wrote:
(Esta história de modelo de fábrica de software) parece uma regressão àquela antiga analogia da construção de software como a construção de um prédio. Primeiro vai o engenheiro e o arquiteto, desenhar e planejar a construção do prédio. Depois, os pedreiros vão lá edificar o projeto com tijolos e cimento.
O problema aí é que nem a engenharia tradicional, como você chamou, é desse jeito. Não é essa coisa arrogante de que um engenheiro Deus master vai lá, projeta e todo mundo segue a planta calado!
Longe disso, eu pelo menos uso a engenharia sim no desenvolvimento de software. E com muita humildade.
rodrigousp wrote:
Me desculpem. Não dá para aceitar quieto isto. Parece que poli está forçando a barra para que a computação tenha mais cara de engenharia (tradicional).
Bom, denovo, eu sou da Poli e não acho isso.
Essa é uma opinião da equipe que fez o projeto e não da Poli. Na verdade, não existe a engenharia tradicional a que você se refere. A engenharia não é uma receita de bolo de como construir casas. Muito mais que isso, é uma forma de pensar e de agir com uma única finalidade: resolver problemas. Cada engenheiro aplica a engenharia de forma diferente!
Realmente (como você mesmo disse) não há nada de "ciências exatas" nisso. O engenheiro nada flexível que só segue receita de bolo para mim não é engenheiro!
rodrigousp wrote:
Na USP toda, só dois institutos possuem disciplinas voltadas para o estudo desses fenômenos, e Poli não é um deles.
Concordo. Sinto falta de disciplinas assim no curso de engenharia da computação da Poli.
rodrigousp wrote:
Será que a Poli se propõe a considerar e mostrar para os alunos estes modelos de desenvolvimento como alternativas aos modelos tradicionais!?
Infelizmente não. Concordo plenamente com você nesse ponto e acho que o pensamento do pessoal lá do departamento de eng. de software é atrasadíssimo.
armando wrote:Realmente, tem muita gente arrogante na Poli, mas tem muita coisa boa. Essa rixa entre IME e POLI, na minha opinião, é uma bobeira tão grande... não se ganha nada alimentando isso.
Realmente, essa rixa entre a Poli e o IME é ridícula. Como aluno da Poli eu já fiz muita coisa no IME: assisti aulas, dei monitoria, me envolvi em projetos. Também tenho amigos lá dentro e conheço muitas pessoas.
Em vez de ficar com essa briga idiota, as pessoas deveriam ter consciência de que estão em uma Universidade. Trabalhando/pesquisando na mesma área; e por isso deveriam juntar forças!
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Fabio Kung
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be
Smalltalk
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