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maior_abandonado wrote:
um começo seria deixar bem definidos os papeis de cada um... estagiário não poderia ser responsável pro projeto, uma mesma pessoa supostamente não poderia desenvolver e testar, poderia-se exigir que exista o papel de analista, de desenvolvedor, de arquiteto, até poderia ser a mesma pessoa mas teria-se que dificultar a pratica do "pega um recém formado ai, jogasse projetos (no plural) no colo do individuo e mande-o se virar para a entrega no dia x".

Ja eu acredito que muita da inovacao na nossa area surge exatamente por nao haverem papeis bem definidos. Desenvolvedores colaborando com atividades de testes, analistas ajudando em decisoes que afetam o negocio etc. Uma area tem muito a ganhar quando uma pessoa de outra resolve "meter a colher". Quanto a carga de trabalho nao vejo como um problema que seja especifico a nossa area. Vai de cada empresa/profissional buscar uma relacao saudavel ou um novo empregado/emprego.

maior_abandonado wrote:
Acredito que o sindicato também precisa ter seu papel, veja ai como exemplo a quantidade de lugar que faz terrorismo pro funcionário fazer um absurdo de horas extras e não tem nem banco de horas referente a isso (quanto mais pagamento). Sei que o sindicato na nossa área é fraco (assim como muitos outros sindicatos), mas parcela de culpa também é nossa por que de uma forma geral falta união e profissionalismo, ano passado por exemplo o sindpd procurou fazer greve mas a verdade é que pouca gente aderiu, aqui onde eu estou ninguém, inclusive ouvi que tem empresa ai recorrendo da decisão por que não quer pagar PLR que foi acordada, agente também precisa fazer a nossa parte.

As leis no Brasil ja defendem bastante o empregado. No caso que voce descreveu nao seria mais simples a pessoa simplesmente recorrer a justica do trabalho ao inves de esperar que o sindicato intervenha?

maior_abandonado wrote:
eu acredito que um conselho deva ser mais operante mesmo com medidas que evitem os abusos que acontecem com o pessoal mais que ta começando... nesse caso exigir um monte de coisa para uma vaga de alguém que esteja começando vai resultar em não encontrar essa pessoa mesmo, é muito raro alguém que está começando conhecer tanta coisa...

Se tal cobranca fosse proibida, o que mudaria na pratica para quem esta comecando? Se uma empresa nesse caso fosse obrigada a contratar profissionais mais experientes, isso apenas diminuiria ainda mais as chances de um iniciante. Ou, na melhor das hipoteses, eles exigiriam menos, porem o numero de vagas e candidatos dificilmente seria afetada por isso, nao?

Concordo que um conselho pode lutar contra essas "injusticas", porem acho mais facil eles criarem novas situacoes injustas do que realmente soluciona-las. Afinal, na pratica ainda seria o mercado que ditaria quem eh contratado, o quanto se paga etc etc.
maior_abandonado wrote:
s4nchez wrote:
oliva wrote:
Vejo que as pessoas não valorizam o profissional formado, e isso é um tanto quanto ruim, tendo em vista que nós nos formamos, passamos por todo o stress e não temos ao menos um Conselho que estabeleça melhorias para nós.


Existem varios topicos sobre o assunto no forum, mas vou repetir minha opiniao.

Cabe a cada profissional saber se valorizar e melhorar a imagem da profissao. Se o cara precisa de um Conselho pra fazer isso por ele, provavelmente eh um profissional no maximo mediocre. E neste caso nada mais justo do que o mercado julgar seu valor.


é muito fácil dizer isso depois que já é pleno ou sênior... o problema é que o conselho teoricamente defenderia os direitos de todos os profissionais realmente, e não é só profissional ruim que depende disso, iniciante também. Tem muito lugar ai com estagiário/júnior tocando mais de um projeto, se mantendo na empresa para pegar experiência, necessária por que dependem disso no curriculum... já reparou que de vez em quando aparecem uns tópicos aqui no forum de gente com certa participação, que responde dúvidas que tendo dificuldade pra entrar na área? É meio difícil de começar também na nossa área, as vagas pra quem está começando costumam pedir um absurdo de coisas...

o buraco é bem mais embaixo...


E no que um conselho ajudaria neste caso? Uma ideia seria proibir empresas de pedirem certas tecnologias para pessoas com menos experiencia, mas eu soh vejo isso causando mais problema do que resolvendo. Voce poderia elaborar um pouco mais qual seria o papel do conselho pra quem esta comecando?
oliva wrote:
Vejo que as pessoas não valorizam o profissional formado, e isso é um tanto quanto ruim, tendo em vista que nós nos formamos, passamos por todo o stress e não temos ao menos um Conselho que estabeleça melhorias para nós.


Existem varios topicos sobre o assunto no forum, mas vou repetir minha opiniao.

Cabe a cada profissional saber se valorizar e melhorar a imagem da profissao. Se o cara precisa de um Conselho pra fazer isso por ele, provavelmente eh um profissional no maximo mediocre. E neste caso nada mais justo do que o mercado julgar seu valor.
Se voce quer uma equipe trabalhando em um unico projeto no github, nao eh necessario que cada um possua seu proprio fork. Cada desenvolvedor (contributor no seu projeto) pode ter um clone do seu repositorio principal e podera fazer builds pessoais sem maiores problemas.
Quando se trata de controle de versao distribuido, normalmente se escolhe um repositorio e branch tidos como "oficiais" para fins de integracao continua.

No caso de forks/commits locais TeamCity tambem permite rodar "personal builds", que ajudam validar seus commits antes de integra-los com o branch principal.
pcassiano wrote:Será que nós, lusófonos, teremos de "nos contentar" com material defasado e de baixa qualidade, sempre?


Nao. Basta aprender ingles e aproveitar tudo que ha de mais novo por ai...

E no Brasil pode ate existir demanda para livros em portugues, porem enquanto livro for tao caro e o consumidor tao acostumado a piratear, dificilmente bons autores poderao fazer a vida publicando em territorio nacional.



http://philcalcado.com/2011/08/17/domain_change.html
Lucas,

A nao ser que voce veja muito futuro na sua empresa, eu aconselho fazer faculdade em outra cidade. Nao pelo curso, mas pela experiencia em si. Eu tambem cresci em Jundiai e aos 18 me mudei pra Floripa pra estudar na federal de la. Soh o fato de sair da minha zona de conforto me fez aprender muito.

Quanto a faculdade, infelizmente eh algo que no Brasil vc ainda precisa ter no curriculo. Por outro lado, na nossa area 80% do que se aprende eh fora da sala de aula, entao eu nao me preocuparia tanto com o nome da instituicao, e sim com a experiencia que vc vai ter durante o curso. Qualquer cidade que tenha uma comunidade de TI ativa pode te ajudar muito a ganhar experiencia atraves de estagios, conferencias, eventos de grupos de usuario etc enquanto aprende os fundamentos na faculdade.
Eu acho que infelizmente nao vai ser XP que vai salvar esse projeto.
Que tal de graca? http://aws.amazon.com/free/
pcassiano wrote:apesar de o codinome do node ser performance, como seria configurar um load balance? ou algumas instâncias de vps, para lidar com ainda mais conexões simultâneas?

Voce pode tratar nodejs como um webserver qualquer. Load balancers em geral soh se interessam em protocolo (HTTP, nesse caso), nao a tecnologia que a implementa. A mesma coisa vale pra VPS: nodejs nao impoe nenhuma restricao de infraestrutura onde ele vai rodar. Basta escolher algo que atenda as necessidades da sua aplicacao.
pcassiano wrote:sem contar que ainda não ficou claro pra mim se ter javascript no servidor torna desnecessário linguagem/framework/servidor para backend...

Bem, javascript eh uma linguagem, e frameworks ja existem (express sendo um dos mais popular no momento)

pcassiano wrote:
quem desenvolve em node.js precisa ter 'servidor de aplicação' ou algo do tipo?

Nao. Basta um script com algumas linhas pra iniciar um servidor web, e ate agora desconheco qualquer tipo de "container" pra nodejs.

pcassiano wrote:
como fica o acesso à banco de dados?

Ja tem biblioteca para acesso. Funciona como em qualquer outra linguagem.
Eu ja usei nodejs para algumas coisas por aqui. Ele eh especialmente elegante quando seu sistema web eh baseado em JSON. Trabalhei com integracao com mysql e rabbitmq tambem e funcionou bem.

Fora isso nao posso dizer muito porque "arquitetura de um sistema web" no meu entendimento pode variar bastante.
Se voce trabalha incrementalmente, suas alteracoes no banco de dados nunca serao tao grandes ou complexas o suficiente para causar problemas. Ou seja, a evolucao da estrutura do banco de dados apenas acompanha a evolucao do sistema como um todo. Isso exige um pouco mais de disciplina para nao quebrar nada a cada mudanca (testes de integracao sao essenciais para isso), mas no longo prazo eh mais facil que tentar adivinhar tudo que voce precisara no seu banco de dados.

De uma olhada em ferramentas como dbdeploy (ou estude migrations do Ruby on Rails). Uso dbdeploy faz tempo e com ele consigo ter diferente bancos suportando diferente versoes do sistema sem maiores problemas.
Se voce quer desenvolver algo serio com XCode, aqui vai a dica: compre um Mac de verdade. A nao ser que seu tempo valha muito pouco, ou voce nao se importe em comecar com gambiarra antes mesmo da primeira linha de codigo.
 
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