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O que vocês acham que vai acontecer se a TW não conseguir contratar os 22 colaboradores com a qualificação de que precisa?

Digamos que das 22 vagas, só consigam preencher 10.

Será que vão contratar gente menos qualificada pras outras vagas por falta de opção? Se isso acontecer, cai por terra o argumento que muitos usaram nesta discussão de que estariam trabalhando com uma equipe maravilhosa e super qualificada.
cv wrote:Aos que perguntaram sobre trabalhar em Sao Paulo: eu tambem comprei um ape la ano passado, e nem peguei as chaves ainda... entao eu estou no mesmo barco que voces

A ThoughtWorks nao tem nenhum plano de abrir em SP ainda, mas sabemos que eh inevitavel. No entanto, estas vagas abertas sao pra quem esta disposto a se relocar pra Porto Alegre (e qualquer outro lugar do mundo onde a gente tenha escritorios... esse tipo de coisa depende do projeto).

Uma das principais razoes por evitar abrir o primeiro escritorio da ThoughtWorks no Brasil em Sao Paulo foi justamente pra nao calhar de acabar contratando um monte de gente encostada que nao sai nem do proprio bairro, e considera descer da Vila Madalena pro Guarujá uma "viagem longa".

A propósito, POA = Porto Alegre, não Poá - SP



Diga uma coisa. Você realmente acha que há profissionais suficientes no mercado para preencher as 22 vagas da ThoughtWorks com nível de qualificação que está sendo exigido?

Eu to há tempo no mercado de TI de SP, e a questão do "excelent english spoken", minha percepção, ainda é um obstáculo para a maioria dos profissionais brasileiros. Eu conheço pouquíssimas pessoas que tem condições de participar de uma reunião em inglês sem ficar boiando. E não to falando de estagiários, to falando de gente formada, com + de 5 anos de experiência e salários na faixa dos 5 ~ 6 mil reais.

No ano passado eu recebi vários telefonemas de empresas de RH desesperadas que precisavam encontrar alguém com uma experiência razoável em Java/JEE e que fosse bem fluente em inglês. Era para alocar num projeto da IBM. O salário chegava a R$ 9.200 / PJ. E as recrutadoras comentaram comigo que estavam procurando alguém fazia tempo e não conseguiam nenhum candidato. Os pouquíssimos que elas encontravam eram pessoas que já estavam bem colocadas no mercado, ganhando tanto quanto eles estavam oferecendo e não estavam interessadas em entrar num projeto da IBM.

Aí eu fico imaginando. Quanto a ThoughtWorks vai ter que oferecer de salário para convencer um profissional suficientemente qualificado a sair do melhor mercado de TI do país (que é São Paulo) e ir para Porto Alegre? E ainda por cima pagando em regime CLT!!

O sujeito que aceitar a oferta da ThoughtWorks e for para Porto Alegre, vai ficar de certa forma "refém" da empresa, porque se por qualquer motivo quiser sair, não vai conseguir uma oportunidade do mesmo nível no mercado local de Porto Alegre.

Acho que seria de grande valia para a comunidade se um "insider" como o CV comentasse pontualmente estas questões que eu coloquei.
Este escritório em Porto Alegre vai desenvolver sistemas para empresas brasileiras ou vai ser offshore?
Porque isso acontece no fórum do GUJ?
m4rkk wrote:Boa noite, eu nunca passei por isso mas acho que vou passar em breve, você deve estar se perguntando "isso o que?", bem leia a baixo e você
entenderá.

Vamos supor que você estagia em uma empresa de desenvolvimento com atividades de programador( nao importa linguagem, seja java ou .net) por 2 anos, bem acabou seu contrato, a empresa gosta de você e quer te contratar, porém é muito facil achar outro profissional igual a você.
Você se formou naquele ano na faculdade de Sistemas de Informação, e acha justo que a empresa pague um salário de 2800 como analista junior.

È a hora de falar com a gerente e negociar o salário, a gerente diz que pela sua experiencia você se encaixaria em um cargo junior, seja programador ou analista.
Você pedê 2600, mas no fundo do coração da gerente ela não quer pagar isso para você, ela quer pagar 1.800 , mas você está crente que deve receber no minimo 2300, mas tambêm sabe que é facil para empresa conseguir outro profissional igual a você...

O que acontece nessa hora? qual será a atitude da gerente? ela irá dispensar o funcionario ou irá fazer outra proposta ? O que você faria ?


1. Quantos erros de acentuação!
2. A faixa salarial muda drasticamente de cidade para cidade. Diga onde você mora e trabalha para que os colegas aqui do GUJ possam avaliar melhor. Para São Paulo, esse salário é ridiculamente baixo, mas para uma cidadezinha no interior da Bahia, certamente não será.
3. Em último caso, você aceita o que a gerente propuser e fica na empresa mais um ano, só para ter uma experiência comprovada que não seja apenas um "estágio". Se não conseguir crescer nesse meio tempo, use a experiência adquirida para encontrar outra vaga.
thingol wrote:Eu me lembro de ter participado de um projeto em um grande banco em que você tinha de cadastrar a operadora referente a um determinado número de celular. Já naquele tempo (há uns quatro anos atrás) já estavam cientes dos problemas que a portabilidade iria trazer.


Isso é verdade.

Eu abri recentemente uma nova conta corrente e o banco me perguntou a operadora do celular. Mas não perguntou do fixo, pelo que me lembro.

Mas mesmo assim, eu poderia informar uma determinada operadora pro banco e depois fazer a portabilidade para outra, deixando o cadastro do banco desatualizado.

A única saída 100% confiável parece ser uma consulta online a um serviço centralizado fornecido pela organização que gerencia os processos de portabilidade e que, por consquência, sabe em que operadora está determinado número.
pcassiano wrote:seria bom se rolasse uma api pública para isso, não? #sonhomeu


Eu aposto que existe sim! Algum webservice provido por esta empresa mesmo e, sem dúvida, pago!

Grandes empresas de telemarketing ativo e outras que por qualquer motivo originam muitas chamadas costumam ter centrais telefônicas inteligentes que selecionam automaticamente operadoras de telefonia fixa, celular e de longa distância com base nas respectivas tabelas de preços destas empresas no horário em que a chamada está sendo feita para obter o menor custo possível.

A diferença geralmente é de poucos centavos, mas se a sua empresa origina 10.000 chamadas por dia, imagina quanto você não economiza no fim do mês.

Antigamente estes sistemas se baseavam nas regras numéricas para saber de qual operadora era o número discado.

Então, se a central deduzia que o número que você discou era da Claro, ela completava a chamada usando uma linha celular da própria Claro, para conseguir a menor tarifa.

Ou então se você discava um número com outro DDD, ela comparava a tabela de tarifas da Embratel, Intelig 23, Telefonica, Brasil Telecom e assim por diante, pra escolher qual operadora era mais barata para aquela chamada naquele instante.

Com o surgimento da portabilidade, a capacidade de "acerto" destas centrais telefônicas foi por água abaixo. E provavelmente elas eventualmente vão ser atualizadas para consultar algum cadastro centralizado online via webservice ou qualquer outra tecnologia.
Existe um serviço para consulta pública:

http://consultanumero.abr.net.br:8080/consultanumero/

A ABR Telecom é a empresa responsável pela portabilidade numérica em todo o Brasil.

Se o número que você estiver consultando foi portado para outra operadora, o processo vai ter sido registrado pela ABR. Portanto, o site da ABR sempre vai te mostrar a operadora correta atual do número. Mesmo que ele seja portado denovo e denovo e denovo.

Somente pelas sequências numéricas, não é mais possível identificar a operadora. Todas as regras que existiam para determinar isso foram por água abaixo com o surgimento da portabilidade.
Gostaria de saber da comunidade se alguma vez alguém já se deparou com alguma tarefa bem específica de software e desejou que para tal houvesse uma biblioteca pronta.

Exemplos de coisas que já me aconteceram:

* Interpretar arquivos binários gerados por um sistema de mainframe fazendo distinção entre bytes com e sem bit de sinal.
* Acessar webservices usando código Java compatível com JRE 1.2, carregado em Java Stored Procedures dentro de um BD Oracle 8.
Obviamente, quem quiser convite, tem que informar a sua Google Account no post.
Tenho vários convites para Google Wave e vou oferecer alguns aqui no GUJ.

Quem quiser, mandar MP ou postar neste tópico.
sergiotaborda wrote:Esse tipo de prática e postura é inaceitável.

Pessoas com ideias como essas deveriam ser expostas como fraude profissional. É o mesmo nivel de um médico violentar uma paciente ou um cozinheiro mijar na soupa. Eu coloco à votação do todos se acham ético que o nome dessas pessoas e empresa que as mantém no cargo seja divulgado.

Não podemos continuar aceitando esse tipo de coisa. Isso não é apenas um detrimento à nossa profissão , mas a todos os profissionais e à inteligência e cultura humana como um todo.


Concordo plenamente com isso.

Depois de fracassado o projeto, a culpa ainda vai ser dos caras novos e se duvidar o dinossauros vão fazer parecer que a linguagem nova "não serve" ou não atende as necessidades da empresa.

Isso polui o mercado, estimula más práticas, deprime os profissionais e acarreta mais um sem fim de estragos.
arthurgon wrote:Preciso enviar uma mensagem para um determinado WebService utilizando o JMS para criar uma fila.

Errado! Isso não faz o menor sentido.
Webservices são recebem mensagens.

arthurgon wrote:O problema é o erro que o console me apresenta. A chamada ao WS é essa:



Errado! Isso não é uma chamada de webservice. É um JNDI lookup.
Quem disse que pode fazer cast para TopicConnectionFactory?

É só olhar no JNDIView do jmx-console que você vai ver que objeto vinculado a este nome no JNDI é de outro tipo.
Mensagem moderada.:
Não é permitido quaisquer tipo de ofensas ou citações políticas , solicito manterem uma postura ética.
Thiagosc wrote:Esse pessoal se comporta que nem moleque. Porra, cresça!


Olha o nível!

Thiagosc wrote:Esse tipo de atitude é o que perpetua o abuso. Você só está vendo o seu lado e provavelmente já esqueceu de quando era recém-formado ou quando estava na faculdade. O problema é que novos profissionais, principalmente aqueles que ainda estão estudando, não podem ficar se mudando para outros lugares e dependerão das empresas.


Eu não estou vendo só o meu lado não. Eu já trabalhei para empresas pequenas que tinham clientes pequenos e pagavam muito mal na minha cidade natal no interior do RS. E lá não tinha outro mercado. Então, eu ganhei a experiência que eu pude lá, depois arranjei um emprego numa empresa um pouco melhor em Curitiba, e depois outras em SP.

Se o cara não pode se mudar, problema é dele. Não é culpa das empresas. Os dirigentes delas estão competindo no mercado delas, do jeito que eles sabem e/ou podem.

Thiagosc wrote:Muitos não tem experiência suficiente para exigir nada em termos de salário, etc. Fechar os olhos para esse tipo de cartel é garantir que todos os profissionais passarão pelo período de 3 a 5 anos no início de carreira onde serão ludibriados.


Se o mercado de onde o cara nasceu ou estuda é ruim é infortúnio dele. Nem todas as regiões do país tem bons mercados para todas as profissões.
É como você querer ser estilista em uma cidadezinha no meio da Amazônia. O cara que quiser ser estilista lá, vai ter que achar um jeito de sair de lá e ir para uma grande metrópole se quiser ter alguma chance. E isso vai ser culpa do governo do estado dele? Ou da sociedade? Ou das lojas de roupas da cidadezinha? Claro que não. Ninguém mandou o cara escolher esta carreira.

Assim como ninguém mandou o cara escolher trabalhar como desenvolvedor de software.

Thiagosc wrote:E por falar nisso, a cidade de São Paulo é horrorosa. Um custo de vida alto, qualidade de vida baixa, problemas com violência, trânsito, etc, e as pessoas que trabalham por lá tem mania de ficar no escritório depois do horário sem serem pagos a hora extra. Não, obrigado.


Não generalize sobre o que você (aparentemente) desconhece.

Vá ver as médias salarias em números em pesquisas legítimas. O custo de vida em números em pesquisas oficiais. O local onde funcionam as empresas de software que fornecem sistemas para os maiores compradores do país (bancos, empresas de telecom, etc). E depois vá falar mal se conseguir argumentar.

Contra números não se discute, e pelo visto você os desconhece.
 
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