Mensagens enviadas por: neófito
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Flavio Almeida wrote:Como esta escrito no artigo, o interesse deles é em "parallel programming", principalmente com o advento de processadores multicores.
Para fazer o mesmo em Java é muito trabalhoso (uma solução paleativa, nem por isso menos correta é abusar das threads), por isso que o clousures é uma das coisas quentes do Java 8.

The principle use case for Java closures is parallel programming
http://www.infoq.com/news/2009/11/reinhold_closures_update




O que closures tem a ver programacao paralela ficar mais facil em java ? (2)
Eu também preciso agradecer ao Guj. Lembro que em 2003, eu saindo do VB, estava totalmente perdido no java. Já vi tantas discussões de qualidade aqui, umas um tanto acaloradas, outras não, mas aprendi muito mesmo com tudo isso. Lembro da época que Struts era legal e todo mundo queria aprender, ehehe. E depois, a mudança gradual de algumas opiniões... muito legal. Só sinto falta de alguns tipos aqui (ex.: Calçado e CV), que mesmo as vezes sendo um pouco chatos (eehhehh), me passaram interessantes lições sobre tecnologia.

O legal do Guj é isso mesmo. Você não fica fechado no seu mundinho, vc fica exposto a várias idéias e opiniões, tendências de mercado, tecnologias, etc. E as vezes vc tem uma opinião que no fundo é guiada por paixão, por protecionismo, achismo, aí vc expõe isso e toma algumas críticas. No início é difícil entender e aceitar, mas depois vc analisa as coisas com calma e aprende bastante. No final vc acaba se tornando pragmático.

Não posto muito mas acompanho bastante as discussões aqui. Obrigado a todos que mantém o guj, inclusive àqueles que respondem perguntas e dão suas opiniões sobre assuntos diversos.

Parabéns a todos nós!

marcosalex wrote:Sendo assim, o Linux também não é livre, já que a MARCA Linux também não é livre. Mas a OSI e até os radicais da FSF defendem que marcas devem ser protegidas. Se você criou a marca Coca-cola, Microsoft, Apple, você agregou valor a ela e ela é associada a uma série de característica que são méritos seus, nada mais justo. Ou qualquer um pode lançar uma tilanga e chamar de "Java Marcos Edition"?


O código do Linux é livre, a marca não. E concordo totalmente com o que você falou, não quis dizer que isso é uma coisa errada. Temos que ser pragmáticos.
mrapha wrote:
Frente a esses fatos, concluo que não há mesmo nada que possamos fazer. Peço desculpas à toda comunidade pelas minhas alegações afirmando o contrário. Eu estava errado. Podemos contar com o OpenJDK e seu código aberto e continuar usando o Java como o Oracle definir como.

Talvez possamos fazer como as comunidades dos softwares proprietários fazem: reportar bugs para Oracle e enviar sugestões de melhorias e participar de projetos que utilizam o Java como as IDEs, servidores, entre outros. O que já ajuda e muito a comunidade.

Só torço para que o Java "free" seja tão bom quanto foi! Muito obrigado a todos pelo conhecimento e esclarecimento que obtive nesses últimos dias!

Abraços!


Espere aí, não é assim tão desesperador. Vivemos até hoje com o Java assim, e estamos bem. Uma das coisas legais do Java é que tem o JCP, que apesar dos problemas, ainda escuta o que empresas e a comunidade tem a dizer. Essa abertura da plataforma Java é bem interessante, apesar da plataforma não ser totalmente livre. A postura da Sun na maior parte do tempo foi de fazer parcerias, chamar outras empresas de tecnologia, e isso é bem legal. É muito diferente da Microsoft, por exemplo. E até digo que é justo, pois foi a Sun que idealizou, investiu, gastou dinheiro, etc, com a plataforma. As empresas participam do JCP, criam implementações de refêrencia para JSR's, criam frameworks, etc, enfim, melhoram a plataforma. Em troca ganham uma parte do software de forma gratuita, com o feedback da comunidade, e outros produtos baseados em especificações, com possibilidade das mesmas empresas criarem implementações comerciais ou não. Para mim esse é um bom modelo.

Quando a Sun criou o Java, ela tinha interesses comerciais, não foi por ela ser boazinha. Criar a implementação OpenJDK foi uma decisão estratégica, creio eu que para uma melhor aceitação do mercado e feedback da comunidade. As empresas fazem isso mesmo, criam produtos para ganhar dinheiro. E não vejo problema nenhum nisso, temos mais é que agradecer. Na minha visão é exatamente essa a diferença da Sun. E hoje o que muitas pessoas esperam da Oracle, é que ela saiba fazer dinheiro com o Java, para o bem e continuidade da plataforma.


marcosalex wrote:

Na verdade a implementação OpenJDK é 100% livre (licença GPL), mas o Java em si, sua especificação, marca, etc., pertence à Oracle e, portanto, não é livre.


Sendo assim, o Linux também não é livre, já que a MARCA Linux também não é livre. Mas a OSI e até os radicais da FSF defendem que marcas devem ser protegidas. Se você criou a marca Coca-cola, Microsoft, Apple, você agregou valor a ela e ela é associada a uma série de característica que são méritos seus, nada mais justo. Ou qualquer um pode lançar uma tilanga e chamar de "Java Marcos Edition"?

hehehe
Lembrei agora do Sistema Operacional que tive de fazer na época da faculdade como trabalho de fim de ano. Chamei de Marc'OS.


Você acredita mesmo que o java é livre? Então porque a ASF não consegue o TCK, e assim, uma implementação "compatível"? Lembremos que as especificações do JCP são apenas isso: especificações. Não são padrões, como os definidos pela ISO.
kicolobo wrote:
Não é bacana uma boa discussão? Andamos, combatemos e, no final, todo mundo torce um pouco o braço e aprende alguma coisa! ISTO é comunidade! Palmas pra nós!

Sinceramente, sou cético com relação à existência de um Java 100% livre. É patente demais misturada no núcleo pra que se torne algo aberto/livre em um futuro próximo.
Mas no final das contas, acho que as coisas caminham pra algo positivo: temos uma comunidade forte, que pentelha os detentores da tecnologia e acaba influenciando as suas decisões de uma forma ou outra. ISTO é importante.


Na verdade a implementação OpenJDK é 100% livre (licença GPL), mas o Java em si, sua especificação, marca, etc., pertence à Oracle e, portanto, não é livre. A Oracle pode fazer o que quiser com o java. Não acredito que vá fazer alguma besteira, mas se ela quiser, ela pode.
Concordo com o que o Kicolobo e o Chun estão dizendo. Mas não digo que não há problemas. Acho as reivindicações da ASF válidas, mas é um problema que vem desde a Sun. Seria interessante ver a Oracle dar um TCK para a ASF, mas é uma coisa que a Oracle tem o direito de não fazer, veio da cultura da empresa que criou o java.

Ah, e por favor, sem romantismo com relação a open-source e a comunidade. Dizer que o java também é mantido por nós, meros mortais, é ridículo. Vocês tem idéia do tamanho da complexidade da JVM? JIT? Garbage Collector? Quem daqui da comunidade implementou isso? Ou foram os milhões investidos pela Sun e outros ao longo dos anos que fizeram isso? A nossa contribuição é para nós mesmos, para termos ferramentas melhores, mas o núcleo da plataforma é de uma empresa, que por sinal investiu muito dinheiro para chegar até aqui.
juliocbq wrote:Win 7 não é ruim não, para falar a verdade é um ótimo produto.


O Windows 7 não é ruim?

Acabei de comprar um notebook hp que veio com windows 7. Eu precisava criar um partição para o ubuntu 10.04, e resolvi fazer pela ferramenta do windows. O HD da máquina tem 320 GB, e a tal da ferramenta MS disse que só podia diminuir a partição windows para 150 GB, e eu queria deixar apenas 70 GB para o windows. Ela inclusive citava algo sobre desfragmentar o disco para conseguir diminuir mais. Procurei a ferramenta de desfragmentação de disco e ela disse que o disco estava fragmentado em apenas 2%, ou seja, praticamente nada. Conclusão, diminuí a partição windows pelo próprio cd do ubuntu, conseguindo atingir os 70 GB. Ou seja, a cada dia, a cada versão, o windows me parece mais bugado, lento e intragável. A insistência dele em querer tomar o controle da máquina é insuportável. Eu quero que eu tenha o controle da máquina, e não meu SO com ego elevado.

Isso é um fato isolado, não que por isso o windows seja ruim. Mas eu posso citar outros n motivos pelos quais considero o ubuntu muito melhor, dentre eles a rapidez para iniciar, encerrar, e executar aplicativos.
Vou tentar ir também.
Minha empresa também é optante pelo simples, e pesquisando sobre o assunto encontrei uma resposta em http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/sobre/perguntas.asp , na pergunta 2.3 (que lista as atividades que se enquadram no simples), item 16 da listagem:
Receita Federal wrote:elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante;

Então, ao que parece, se o desenvolvimento for realizado no estabelecimento da empresa, a atividade se enquadra no simples.
Alex Basto wrote:
neófito wrote:
Apenas como um exemplo, o Groovy possui o recurso de AST Transformations. Você sabe o que é isso e para que serve? Você sabe se isso é possível com Scala? Antes de falar algo, se informe sobre o assunto para evitar falar asneiras e dar comentários sensacionalistas.

Scala suporta AST Transformations em contorno com um outro plugin , não deixa de ter essa funcionalidade mesmo que não seja pura, sobre Joint Compilation é pra lhe provar o design da linguagem que não afeta a estrutura da linguagem java.


Na verdade eu até entendo o Duran. Ele é um troll provavelmente criado pelo Calçado ou pelo CV, usado para criar tópicos polêmicos e "testar" (ou extrair) o conhecimento do pessoal do Guj. Só não continuo a discussão porque não sou especialista em Scala e não conheço essa forma de ter AST Transformations em Scala.

De qualquer forma, os paradigmas adotados pelo Scala e pelo Groovy são diferentes. O Scala é tipado estaticamente, o Groovy é estaticamente e dinamicamente. O Groovy possui um Meta-Object Protocol, que permite muitas "mágicas" dinâmicas. É possível ter isso com Scala com traits? Em parte sim, mas como eu intercepto a chamada a um construtor em Scala? Com Groovy é possível. E o Groovy contribuiu com inovações também. Um exemplo é o safe navigation operator.

Eu concordo plenamente que Scala pode substituir o Java, e até ficaria feliz se isso acontecesse. Mas dizer que o Groovy é inútil, nos moldes que ele se encontra hoje, é errado. Até porque temos ótimos frameworks escritos em groovy, como exemplo o Grails.
Alex Basto wrote:
neófito wrote:
Apenas como um exemplo, o Groovy possui o recurso de AST Transformations. Você sabe o que é isso e para que serve? Você sabe se isso é possível com Scala? Antes de falar algo, se informe sobre o assunto para evitar falar asneiras e dar comentários sensacionalistas.

Joint compilation of Java and Scala sources is a profound addition to the Scala feature list, making it significantly easier to use Scala alongside Java in pre-existing or future projects. With this support, it is finally possible to use Scala as a truly drop-in replacement for Java without modifying the existing infrastructure beyond the CLASSPATH.


E o que Joint Compilation tem a ver com AST Transformations? Você não sabe nada do que está falando.
Feliz natal (atrasado) e próspero ano novo!!!

Desejo que o mercado se aqueça bastante, principalmente com muitos projetos com linguagens melhores e mais divertidas que o Java!!! Entre elas:
- Groovy / Grails
- Ruby / Rails
- Scala
- Python

Que um dia meus desejos se realizem! eheheh


Mark_Ameba wrote:Só uma duvida..

Alex Basto é o novo Marcio Duran?

parece que sim.
Alex Basto wrote:
Tchello wrote: É mesmo, faz tempo que saiu isso.
Acho que o que ele quis dizer é que o Scala faz o que ele pretende que groovy o fizesse e que caso o conhecesse não reinventaria a roda.


Errado !!!, Grovvy é um rascunho perto de Scala foi isso que ele diz dizer.


Você fala de coisas que não sabe, sem argumentos concretos, com uma visão simplista que só um leigo no assunto pode ter. Groovy e Scala possuem objetivos e paradigmas distintos, há espaço para as duas. Além disso o Groovy evolui muito depois que o Strachan o criou. E ele só fez isso, criou o Groovy. A evolução da linguagem não tem nada a ver com ele.

Apenas como um exemplo, o Groovy possui o recurso de AST Transformations. Você sabe o que é isso e para que serve? Você sabe se isso é possível com Scala? Antes de falar algo, se informe sobre o assunto para evitar falar asneiras e dar comentários sensacionalistas.
Percebi que alguns que comentaram aqui não leram o artigo por inteiro. Só pra esclarecer, segundo o autor do artigo - que era executivo da Telesp, a empresa era lucrativa sim. Só que o governo tomava todo o seu lucro, o que a impedida de investir. E por que uma estatal não pode ser eficiente? Segundo esse argumento a Petrobrás seria ineficiente, e todos sabemos que isso não é verdade. Talvez uma solução melhor seria uma empresa de capital misto, como a Petrobrás e o Banco do Brasil.

Não sou um defensor do modelo estatal, apenas não suporto mais os abusos da Telefônica. E pra quem acha que a Telefônica investiu bilhões no Brasil, está enganado, ela não trouxe um centavo de fora, investiu o que ganhou aqui e ainda pegou empréstimos com o BNDS. Ou seja, a população é quem está financiando uma empresa estrangeira, a ajudando a fazer lucro com serviços de péssima qualidade.
 
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