Mensagens enviadas por: andgonca
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Dá um olhada no CardLayout, talvez ajude.

[]s

[EDITADO] Ooops!!! Não tinha visto que já responderam...[/EDITADO]
Sim. O finally sempre é executado.
GoF: "evite herança, prefira composição"

Creio que o caminho talvez seja mais pela composição do que pela herança, nesse caso. Se Cliente tivesse uma Pessoa, vc poderia atribuir PessoaFísica, PessoaJuridíca ou qualquer outra Pessoa que você pudesse vir a criar, sem que Cliente precise saber especificamente que tipo de Pessoa ele é.

Por outro lado, dessa maneira poderia se criar um problema no momento de referenciar os métodos ou atributos específicos de objeto PessoaFísica ou PessoaJurídica, sendo necessário efetuar casts de acordo com o tipo de Pessoa que existir em Cliente.

Tanto Funcionário quanto Fornecedor poderiam seguir a mesma linha.
felipecruz wrote:
claro que importa.. voce nao deve ter lido todos os meus posts..

se o pessoal começar a nao fazer faculdade, o que ja esta acontecendo, nos nao vamos produzir tecnologia.. so usar.. quanto mais pessoas passarem por uma faculdade, maior a chance de haver uma producao tecnologica..

eu acho que regulamentando, muitas pessoas vao passar pelas faculdades e vao poder ESCOLHER entre produzir algo novo ou apenas ir pro mercado..


Tem uma coisa que eu não entendo no seu raciocínio: Você diz que gostaria que o Brasil produzisse e exportasse tecnologia, certo? E qual a diferença se a tecnologia para ser exportada é produzida na academia ou na indústria?

Quanto ao restante da sua resposta, tenho três perguntas:

1-) Você acha que o governo vai conseguir - ou ter vontade política de - disponibilizar faculdades públicas de tecnologia para todos que quiserem cursar?

2-) Você acha que a quantidade de profissionais formados por essas faculdades hipotéticas que o governo disponibilizar serão suficientes para suprir a demanda do mercado?

3-) Você acha que a grande maioria das pessoas vai escolher entre permanecer na vida acadêmica, ganhando R$ X,00 ou partir para o mercado onde é possível ganhar R$ 4X,00?

Além disso, como eu já disse antes, o problema é bem mais complexo do que isso. Como falar de faculdade, se a educação básica é deficiente? Como formar cientistas se as políticas públicas educacionais brasileiras não formam nem cidadãos? Para o Brasil se tornar um pólo de produção e exportação tecnológica, você concorda que a mudança deve ser muito mais drástica do que simplesmente regulamentar a profissão?
felipecruz wrote:
sim, LUA, que nasceu dentro da Puc-Rio.. imagina se ninguem fizesse faculdade? as faculdades alem do ensino te dao uma infra estrutrura que voce nao teria se nao fosse ela..


Saiu do escopo. O ponto na minha resposta foi te mostrar que existe tecnologia sendo criada no Brasil, sim. Se é dentro da academia ou do mercado não importa.
felipecruz wrote:
o que eu não entendo de voces, é que o fato de vcs acharem que todos os autodidatas sao perfeitos, ou seja, sabem de tudo... de analise a compiladores, passando por sistemas distribuidos etc.. e segundo voces, tudo pode ser aprendido..

Em momento algum eu disse que autodidatas são perfeitos. Mas uma coisa é fato: tudo pode ser aprendido por qualquer um que tenha vontade. Claro que sendo direcionado e/ou orientado leva menos tempo e talvez seja uma aprendizagem mais completa e abrangente. Pense em uma coisa: quem deu aula de computação para os inventores do ENIAC, por exemplo? Você concorda que ele foram autodidatas, pelo menos em computação? Tudo bem, eles tinham formação de física e de engenharia elétrica mas não de computação, concorda?
felipecruz wrote:
entao.. segundo voces a faculdade nao serve pra muita coisa.. medicos, advogados etc.. nao precisam fazer faculdade.. basta estudar sozinho..

a faculdade ta ai pra te mostrar coisas que voce nao ve muito no dia dia..
cabe a voce ir mais a fundo ou não.. ela te direciona.. te mostra caminhos..


Acho que a discussão não é essa. Creio que seja referente às vantagens que a regulamentação traria para o país, que, ao meu ver, tendem a zero. Entretanto, as desvantagens são inversamente proporcionais.

felipecruz wrote:
se seus colegas fizeram trabalhos de final de curso ruins, azar o deles..
a minha faculdade não aceita mais trabalhos que são *apenas* cadastros..


Mesmo? Que faculdade é a sua? Pública? Particular?

Obviamente não conheço todas as faculdades do universo. Falo pela minha experiência, pelas conversas com colegas da área e pelas faculdades por que já passei: uma pública e uma particular. Posso dizer que grande parte do projetos passa sim, mesmo não contribuindo necessariamente.

Os motivos são bastante amplos e bilaterais: nas públicas, os orientadores não têm tempo para avaliar 50 TCCs simultaneamente, pois muitos acumulam cargos; nas particulares, normalmente, a intenção é formar profissionais para o mercado, portanto, os projetos tendem a ser o mais práticos quanto possível. E encaremos a realidade: 80% do que o mercado precisa é "cadastro".
Daniel, discordo de você. Não creio que exista inversão de valores. Entretanto, inicialmente devemos levar em conta que sem o mundo dos negócios não existiria a academia. Sim, pois onde seriam aplicadas na prática as teorias desenvolvidas academicamente? E mais: como seria a academia um organismo totalmente independente sem que existissem necessidades levantadas pela indústria a serem atendidas pela produção tecnológica acadêmica? Você acha que alguém se daria ao trabalho de pesquisar grafos se não existisse uma necessidade para tal?

Continuando, não creio que exista inversão de valores, pois, como já foi dito aqui, bons profissionais são valorizados independente de sua formação. O próprio mercado possui uma espécie de auto regulamentação que erradica elementos nocivos após alguns ciclos. Conforme Lincoln: "Pode-se enganar poucos por muito tempo, pode-se enganar muitos por pouco tempo, mas não se pode enganar muitos por muito tempo".

Paralelamente, um profissional pode ser correto, esforçado e formal sem nunca ter pisado em uma faculdade. Assim como existe muito profissional formado que é malandro, esperto e sevirol. Novamente: não é possível generalizar.
Meu ponto é: como começar a falar de regulamentar alguma coisa, se não é possível definir exatamente que benefícios essa regulamentação trará, sem que exista uma série de argumentos contrários? Niguém diz quais os reais benefícios para o Brasil, estão apenas pensando em suas próprias carreiras e preocupados com o mundo corporativo, pois as "empresas poderão ter em quem colocar a culpa" ou "as empresas terão melhores parâmetros para contratar". Como pensar apenas em uma ponta do processo, quando toda a educação brasileira precisa ser revista?

Enfim, creio que regulamentar não é saída para os problemas do mercado de tecnologia no Brasil. Aliás, que problemas são esses mesmo? Maus profissionais? Não existem maus médicos que são negligentes com pacientes? Não existem maus advogados que perdem ações por incompetência? E maus engenheiros que constroem prédios com areia da praia? Quantos realmente se dão mal no Brasil? Faz pensar.
felipecruz wrote:
se vc tivesse se formado, com um projeto de curso, teria contribuido gerando conhecimento,,

outras pessoas leriam o seu projeto.. talvez disso saisse alguma tecnologia nova desenvolvida no BRASIL...

Será? Pelo que vi com meus colegas de faculdade e em conversas informais com outros profissionais da área percebo que raramente um TCC agrega algo a alguém, sendo normalmente uma formalidade a mais para se concluir uma faculdade. Os trabalhos da minha turma foram simplesmente ridículos. Não passavam de sites ou projetos mais do que batidos. Senão, o que falar de um site de leilões ou de um cliente de e-mail? Tudo bem, poderia ser que a abordagem utilizada para esses projetos ou sites fosse revolucionária. Não foi o caso.
felipecruz wrote:
o governo podia controlar a qualidade dos profissionais através de uma prova como a da OAB.. ou um orgao regulamentador..
ou voce vai dizer que passar na prova da OAB nao sgnifica nada tambem?

Ótimo. Vamos pensar no seu cenário: teríamos uma Ordem dos Cientistas da Computação do Brasil (OCCB ou OrCiCoB para ficar "falável") e teríamos, assim como existe um cursinho para a OAB, um cursinho para a OrCiCoB, que ensina todos os "macetes" para que você passe. Isso provaria que o cientista que passou no OrCiCoB é um bom profissional? Não dizendo que passar na OAB não signifique nada, mas também não impede que maus advogados existam e trabalhem, prejudicando pessoas da mesma maneira.
felipecruz wrote:
se os outros pulam de uma ponte, voce tambem pula?


Acho que o ponto não é esse. Esta mais para: "Se os outros não pulam da ponte, devo pular?". De um ponto de vista inovador, talvez isso traga algum avanço para quem pula. Algo como "audaciosamente pulando de pontes de onde nenhum homem jamais pulou" pode trazer benefícios, mas a questão nesse caso é mais ligada ao problema da burocracia generalizada que existe no país. Além disso, uma profissão regulamentada funciona em países que funcionam.

Creio ser necessário, antes, melhorar a educação básica. Posteriormente, formar cidadãos capazes de ter pensamento crítico e generalizado, através do ensino médio. Finalmente lidar com os problemas do ensino superior. Depois será possível o seu Brasil, esse Brasil gerador e exportador de tecnologia. Pensar apenas na graduação me parece uma visão um tanto limitada do problema.
felipecruz wrote:
quantos profissionais sem formação academica ja publicaram artigos/papers sobre alguma coisa?
qual a proporção de publicação de formados e nao formados? vai me dizer que os nao formados publicam mais?

Publiquei um artigo sobre bancos de dados orientados a objeto em um congresso no terceiro semestre da faculdade. O Shoes publica artigos na Mundo Java frequentemente. Com certeza, existem outros exemplos. Não vejo o motivo de uma pessoa não ter capacitação para publicar um artigo apenas pelo fato de não ser formada. Seria necessário fazer um bom levantamento sobre quantos artigos são publicados e qual a formação de quem publica antes de afirmar quem publica mais.
felipecruz wrote:
porque se nao é obrigatorio fazer faculdade, e como a profissao é relativamente nova, a tendencia é diminuir o numero de pessoas com interesse em cursar uma cada vez mais..

Durante minha carreira, que beira os 15 anos, vejo a situação exatamente inversa: cada vez mais pessoas querendo ou fazendo faculdade de tecnologia. Não é a toa que as faculdades especializadas em tecnologia, pelo menos em São Paulo, cresceram bastante. Vide o exemplo da FASP: passou de um pequeno prédio para um prédio de 15 andares em plena avenida Paulista. Surgiram, nos últimos anos: FIAP, IBTA, FITI, além das públicas estaduais que, em 2004 chegaram a dobrar de número, com relação a apenas 4 anos antes. Fora a USP Leste que oferece um curso de tecnologia bastante concorrido.
felipecruz wrote:
porque tem muito profissional se "prostituindo" fazendo com que nossos salarios sejam menores..

trabalha 6 meses numa empresa, faz cagada, vai pra outra
se ele se mantem 4 anos assim (pode ser muito mais) ele ja desvalorizou o salario de MUITA gente..

pronto.. me afetou ja..

No meu caso, pessoas como essa afetam positivamente. Já fui inserido no cenário citado por você exatamente após os 6 meses em que maus profissionais iniciaram o desenvolvimento de um solução e a empresa, necessitando entregar o produto, recrutou alguns bons profissionais para fazer acontecer. Posso dizer que recebi meu peso em ouro pelos 4 meses posteriores, assim como meus colegas de equipe. E essa não foi a primeira vez que isso aconteceu.

Ou seja, uma empresa - normalmente - é uma entidade que aprende com seus erros: ao contratar profissionais de qualificação duvidosa (veja bem, estou falando de qualificação, não certificação ou formação ou etc.), só porque esses profissionais estão cobrando pouco e perceber que essas pessoas simplesmente não dão conta do trabalho, faz com que a empresa perceba que isso não compensa, pois posteriormente será necessário contratar profissionais qualificados - a qualquer preço - para resolverem a situação.
felipecruz wrote:
talvez se muitos bem sucedidos sem faculdade tivessem cursado uma, nos teriamos um brasileiro que criou uma linguagem de programação

Apenas um exemplo: LUA

Linguagem criada e mantida por brasileiros. Utilizada mundialmente, inclusive pela LucasArts em vários jogos. Tema de uma dúzia de livros.

É generalizante dizer que não se cria tecnologia no Brasil. Apenas não se tem essa percepção, provavelmente devido à mentalidade tacanha de que o Brasil não passa de filial.
tenta colocar uma função parecida com isso no seu javascript



Ou algo assim...

Espero ter ajudado!

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