[quote=“maquiavelbona”]Uma coisa que é interessante mas não muito divulgada - e que talvez nem precisasse mesmo - é que empresas processadas e em processo de execução da sentença não podem participar de convites(até [R$80.000,00 - R$150.000,00]) e nem tomadas de preço(até [R$650.000,00 - R$1.500.000,00]) em licitações, ou seja, empresas que vivem de “ganhar” licitações temem, um pouco, um processo, por mais besta que seja, pois até que a sentença seja executada, não poderão arrecadar mais dinheiro.[/quote]Isso funciona na prática? Digo isso porque praticamente todas as empresas de tecnologia que eu conheço têm processos nas costas, e muitas delas participam de licitações normalmente… provavelmente deve ser o “jeitinho brasileiro”… :roll:
[quote=“maquiavelbona”]Houve algo parecido comigo algum tempo atrás com uma empresa - dessas que se sustentavam através de licitações - na qual fiz o projeto para um colega meu dentro dessa empresa e quando eles resolveram dar o calote, entrei com uma ação no “pequenas causas”. O mais interessante que antes eles foram estupidamente rudes e se negaram a pagar, depois que foram convocados para a “conciliação”, foram extremamente prestativos e atenciosos para resolver o problema.[/quote]Nem me fala isso, já passei por essa situação… é uma coisa que me irrita profundamente.
[quote=“duvidante”]Se alguém chega com um e-mail imprimido como prova de algo, pra mim não vale nada.[/quote][quote=“maquiavelbona”]Email não é o melhor tipo de prova para se anexar a uma ação, pois além de ser algo forjável, muitos juízes ainda não estão familiarizados ou adeptos da tecnologia. O melhor mesmo é ter pessoas e/ou documentos em papel - nem que seja uma carta ou especificação - para que se possa argumentar melhor.[/quote]Atualmente eu estou processando a última empresa que eu trabalhei, e o advogado que está me representando, que inclusive já representou inúmeros outros processos contra essa mesma empresa e ganhou todos, garantiu que emails são provas sim. É provável que os emails sozinhos não sejam provas, mas junto com coisas tipo documentação do projeto, timesheet, crachá da empresa etc etc, eu imagino que seja aceito numa boa por qualquer juiz.
[quote=“duvidante”]Agora, ver o e-mail online, direto na sua conta, é outra história, pois aí, teremos todas as evidências, e, a não ser que você tenha invadido o e-mail do acusado e enviado mensagens para si mesmo simulando uma conversa de negócios, fica óbvio a culpa do cara.[/quote]Dá pra forjar um envio de email sem precisar invadir a conta do acusado, btw. Só que, quantos vão se dar ao trabalho de fazer isso e quantos vão efetivamente conseguir fazer isso? E mais: de que adianta falsificar emails, ou invadir a conta de alguém, se vc não tiver uma “história” convincente pra contar, quer dizer, não conseguir criar emails com textos normais, com coisas do dia-a-dia de funcionários de uma empresa?