tem uma parte boa nisso, pelo menos no meu meio, a maior parte dos estrangeiros que já vinham com contrato de trabalho de alguma empresa, eram “grandes cabeças” dessa empresa que queriam abrir um novo escritório na região, contratando mão de obra nessa região. E isso acontece não só para dentro do Brasil, mas do Brasil para fora também… Quando fui para o exterior para um projeto, esse projeto tinha como objetivo iniciar as instalações da empresa em outro país. (mas eu particularmente não saio mais do Brasil, muito melhor trabalhar aqui)
Ou seja, dificilmente uma empresa vai trazer para o Brasil um funcionário para pagar 600/mes, se for trazer, vai ser um líder de uns 8k/mes, talvez alguns funcionários da equipe dele de lá, mas existe uma chance muito grande de contratar pessoas aqui.
E sobre os indianos aceitando 600/mes, quanto uma empresa não gastaria para selecionar alguém na índia, depois tem o tempo de experiência, custo de manter o funcionário aqui, etc… Mesmo que aceitem um trabalho barato, a empresa vai correr o risco do cara abandonar o contrato com ela, e pegar um emprego em outra empresa que pague o valor de mercado brasileiro (isso se o indiano achar que compensa continuar no Brasil, visto que o custo de vida aqui é mais alto que lá), e como fica o que a empresa já gastou com ele? Funcionário “mais barato” como trainee, estagiário, júniors, vai continuar sendo melhor contratar brasileiros, o que vai mudar possivelmente são os cargos gerenciais, que virão mais do exterior, buscando mão de obra aqui. Claro que eu também, que já trabalhei em cargo gerencial (mas estou me preparando agora para abrir empresa), não vejo isso como um benefício para mim, mas olhando a comunidade no geral, principalmente os formandos, que são aqueles que mais “se ferram”, me parece ser uma boa.
Mas como o VinyGodoi disse, “primeiro tem que ser aprovado, depois tem que ver se vai dar certo…” Talvez esse “facilitador” nem traga diferença nenhuma, porque funcionários mais caros, são mandados para outros países, principalmente em projetos pilotos, independente do custo com o governo (mas tendo um peso muito maior a economia da região, e os possíveis clientes)