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Modelo de prova para seleção de programador


#1

Pessoal tão precisando de gente aqui na empresa e eu vou fazer um provinha pra testar os conhecimentos dos candidatos.
Gostaria de saber se alguém tem alguma prova com questões sobre J2EE, para que eu posso pegar algumas questões e desenvolver uma para o perfil que agente tá precisando.

Valeu!


#2

Meu faz que nem faz a IBM, dá um test psicotécnico e pede pra o canditado fazer uma redação. O resto não passa de investimento e afinidade a tecnologia.


#3

Caro amigo selecionador, hoje houve uma "dicussao" aqui neste forum sobre candidatos e selecionadores ( gerentes ).

Acredito poder ajudar na sua empreitada.

O assunto é "Sacanagem nas entrevistas "

Segue o link

http://www.guj.com.br/posts/list/121106.java#655399

Marco Aurélio


#4

Uma prova não significa nada.

Veja como ele reage sob pressão: coloque toda a equipe a fazer perguntas que vcs achem pertinentes e peça pra ele falar de si.


#5

rsrsrs..caramba, essa situação é embaçado msm....


#6

É mas não mata. Perfeito para descobrir se o cara vai surtar no primeiro probleminha que ele encontrar pela frente.


#7

é verdade...concordo com vc....


#8

Discordo que seja pela pressão a melhor forma de avaliar um funcionário. Desculpe, mas acho que a coisa anda ficando muito distorcida por aí.

Desenvolvedor lida com criatividade e conhecimento específico da linguagem. Sob Pressão, os dois estão em baixa. As vezes perde-se um ótimo profissional por pensar dessa forma.


#9

Exato , até pq vc tem que medir o cara pelo que ele deve suportar diariamente, ou seja, a rotina normal do cara, e não por situações esporádicas como pressão em eventuais momentos.

Se uma empresa tem um ambiente de pressão todos os dias, eu é que vou efetuar a recusa.


#10

Isso testa o conhecimento também.

O que ele esta dizendo é para perceber certos aspectos de comportamento do candidato.. já fizeram isso comigo... fizeram varias perguntas seguidas e relacionadas, antes que eu responder uma pergunta, outro, já fazia uma nova... no final o entrevistador me achou um cara calmo... mas eu não tinha conhecimento suficiente para preencher a vaga. Entre esses métodos: atacar diretamente o currículo do candidato e dizer alguma besteira para ver se o candidato corrigirá de forma adequada o entrevistador.

Mas acho que só passa ai, quem já sacou esse tipo de abordagem, pois qualquer ficará intimidado. Durante essa entrevista, eu esqueci uma pancada de coisas; tive que dizer que não sabia explicar. :lol:

Mas acho que o método não é ruim, porque a equipe sofre quando encontra um membro que quer ser o sabichão e perde as estribeiras em uma discussão; do contrário: se o cara passar, terá todas as condições de evoluir com/a equipe.

Isso é diferente das sacanagens que citei, pois ali, estou abordando o feedback falso do cliente para o RH.

Mas uma coisa: o entrevistado pode ficar em evidência quanto a equipe, se a equipe não concordar com alguma coisa, não quer dizer que ele esteja errado.

:roll: :lol:


#11

Discordo. Não acho que nossa profissão seja algo em que o foco é o quanto você está robotizado, e sim no que você é capaz de fazer, e de forma otimizada. É por causa desse raciocínio que a maioria dos projetos ficam uma droga. As vezes por causa de 2, 3 meses, se faz uma bacalhoada.

Nossa profissão é raciocínio+conhecimento+criatividade, e não produção em escala.


#12

Ninguem disse que isso não é altamente estimado.

Acontece, que todos pensam que têm: conhecimento, criatividade, raciocínio. Mas quando você vira para o colega e diz, não faz assim não, ele surta e perde todos esses atributos e ai o projeto, vai pro saco... um bom profissional, deve ter também um orelhão. Igual ao meu hihihi... só não me jogue água que o bicho pega.. In my humble opinion
:lol: :roll:


#13

Então essa questão de prova é totalmente relativa e as vezes furada OBS: Isso não eh uma regra.

Aqui na empresa já tivemos a metodologia de prova, contudo em muitas vezes as provas filtravam muito a galera, porem
quando este pessoal era contrato viamos que eles apenas tinham estudado para uma prova ou seja decorado, assim na
hora de pensar na solução de problemas a maioria não aguentava o trampo. Claro isso não é uma regra apenas um observação que obtivemos apartir de medias.

Até que um dia um dos diretores resolveu dar chances ao pessoal que não iam bem nas provas, claro após uma boa filtragem dos candidatos.
Observamos que muitos que iam mal nas provas estavam se destacando entre os demais.
Então chegamos a conclusão que a metodologia de prova em muitos casos estam furando, assim abolimos provas de seleção.


#14

Pois é, também tem esse detalhe. Eu mesmo já passei por situação parecida. Não sou expert, mas me viro muito bem, participei de um processo seletivo junto com um amigo que estava ainda engatinhando na linguagem. Ele passou, e eu fui reprovado. Detalhe: Eu que ensinei a maioria das coisas que ele sabe.

A verdade é que é preciso muito tato na hora de avaliar uma pessoa. Além do conhecimento específico, quem está avaliando precisa ter muita empatia para poder tentar analisar o potencial de uso do profissional. O problema é que a maioria dos contratantes não tem ninguém preparado para isso. :?


#15

Concordo, mas isso agradeça ao terror psicológico que o mercado coloca na cabeça das pessoas. Todos tem que ser super profissionais. Escutar um colega do lado dizer como você deve fazer algo, alfineta o pavor de ser considerado "menos" e seu colega ser exaltado por isso, mesmo que ninguém escute...


#16

Aqui aplicamos prova + entrevista.

Porém, fazemos uma prova beeem diferente da encontrada na certificação. Ela é dividida em três tipos de pergunta, em ordem aleatória:
1. Perguntas que testam conhecimento da sintaxe, nos principais elementos da sintaxe que usamos: "Crie um tipo enumerado, para representar as operações de SOMA, SUBTRAÇÃO E DIVISÃO, e faça um método/função aplicar() que, dado um enum, realize a operação".

  1. Perguntas conceituais, relacionados ao projeto de classes, ou a problemas comuns de programação:
    "Qual é o erro do código abaixo? Podemos dizer que ele viola o encapsulamento?"

public class ClasseComMatriz {
    private int[] matriz; 
    public ClasseComMatriz(int[] matriz) {
         this.matriz = matriz;
    }
    public int[] getMatriz() {
         return matriz;
}
  1. Perguntas de conhecimento específico que nos interessam: collections, threads e sockets, por exemplo.

O que não tem na prova: Pegadinhas de sintaxe, análise de códigos rebuscados (se tiver análise de código, seria de um que escreveríamos na prática), etc. A idéia é que a prova não faça o candidato se sentir um palhaço. Aliás, alguns que vão mal até elogiam o conteúdo da prova e pedem dicas de onde se pode estudar o seu conteúdo!

A correção também não se resume em certo/errado. Analisamos o código produzido, as observações do candidato e os cuidados que eles tomam na prova. Por exemplo, há candidatos que validam a entrada lançando exceções, outros mostram claramente que não sabem qual collection usar em cada situação (embora as vezes gerem um código funcional, mas pouco eficiente).

Na última prova, também deixamos a documentação de uma classe mais "exótica" e pedimos para o candidato fazer algo com ela. Só um conseguiu responder a questão e ganhou pontos na entrevista ao dizer que também não conhecia a classe, só soube ler o javadoc e o trail da Sun.

A prova faz a filtragem "básica". É impressionante o número de pessoas que simplesmente abandonam a prova, ou erram todas as questões, inclusive as fáceis, ou que mostram desconhecer a sintaxe do Java 5+.

Depois disso, fazemos uma entrevista com os mais bem colocados para ver o perfil da pessoa, sociabilidade, interesses, planos, etc.

O processo tem funcionado muito bem, até hoje. Curiosamente, profissionais certificados tem ido tão mal quanto os não certificados. Eles dificilmente erram as questões de sintaxe, mas não raro produzem códigos tão rebuscados quanto o das provas que eles estudaram tanto para passar. Não temos um espaço amostral grande o suficiente para dizer que isso é uma regra, mas já é um indício que ter um certificado pode não ser garantia de sucesso na contratação, caso estejam sabendo alguém que saiba programar.


#17

Eu pareço aquelas crianças que abrem o tópico e depois vão embora.

Bom, sobre a prova eu acho certo, até porque eu não vou colocar perguntas dificeis e escorregadias, o objetivo dessa prova seria separar aos programadores dos pedreiros. Queria fazer uma prova com alguma coisa de padrao de projeto e ALGORITMO, pq tem muita gente que sabe de varias coisas de varias teorias e de varios planetas no sistema solar mas não consegue fazer um algoritmo que ache o fatorial de um número.

Por exemplo, quando eu entrei aqui tinha um cara que cuidava de um projeto de um grande cliente. Nesse projeto tinha uma página com log de acessos, para tirar o relatório de log de acessos demorava mais ou menos 20 min!!
Tava tão mal feito que o site ficava lento quando o sql estava sendo executado, o banco sentava e demorava pra entregar outras queries.
O cara foi demitido e eu refiz o log de acessos. Hoje demora uns 5 segundos.

Talvez eu deixe a prova pra lá e peça pro cara escreve uns dois algoritmos no quadro, com a galera olhando pra ele. Até pq estou sem tempo de digitá-la.

flw!


#18

Concordo com o duran. O que precisa ser testado é a capacidade do profissional de resolver o que lhe é imposto. Se ele possui bom raciocínio.


#19

O conceito de desenvolvimento é o que é entendido do negócio para a implementação , e não ao contrário, poderia lhe questionar uma prova aplicando algo tão simples e um ambiente extremamente desconhecido, e isso não me iria somar em nada.


#20

Ok, mas do que adianta você contratar um programador se nem a sintaxe básica da linguagem ele sabe?