Software é uma doutrina recente e muito empírica…A preocupação de fazer algo organizado é de longa data, mas modelos, padrões, documentações e foco em projeto só tiveram ações efetivas nos últimos 10 anos.
Já trabalhei fora do Brasil, em empresas líder de segmento e não se ve nada muito diferente do que se vê por ai e do que foi citado: foco na entrega e péssimo planejamento.
Obviamente há uma preocupação em melhora, países como suécia já tem isso mais avançado, mas o mercado ainda tem muita gente no passado.
Criou-se a cultura de fazer tudo para ontem e hoje quando se tenta mostrar que qualidade exige prazo, ninguém aceita.
Os seniors do exterior são na maioria dissidentes de outras áreas: economistas, administradores, ex-soldados etc…que começaram a mexer com software. Ou seja, ninguém foi formado na ‘geração software’ onde as boas práticas e doutrinas já estavam se solidificando.
E o fato de software ser ‘soft’ (sem trocadilhos) é o que facilita a ‘zona’. Para se fazer um carro vai no ´mínimo 5 anos de projeto e ensaios porque se um ferramental errado ou erro nos cálculos vai ser uma dificuldade infinita corrigir, visto que metal é metal…não se ‘dobra’ não se dá gato etc etc.
Software, começa de um jeito e morre de outro totalmente diferente, por ser soft é facil gambiarriar.
Somando isso aos ERPs acho que tá mais que explicado, e ainda o fato que poucas pessoas realmente seguem os processos. Para seguir o jeitinho brasileiro, haja flexibilidade!