Esse raciocínio vem da definição.
Ou seja, são premissas que um matemático ou filósofo criou, estudando algum comportamento.
Toda matemática é baseada nessas premissas, que nada mais são do que princípíos simples, básicos, fortes, mas geralmente não comprováveis, que fundamentam toda uma teoria.
No caso da lógica, as premissas iniciais que fundamentaram a lógica foram duas:
a) Princípio da não contradição: Ou a coisa é, ou não é. Não existe outra valor que não seja V ou F.
b) Princípio do terceiro excluído: Portanto V ou F é sempre V. V e F é sempre F.
Com base nisso, cria-se toda lógica que você estuda para computação.
Quanto à lógica ternária, ela não tem nada a ver com a lógica aristotélica, e nada do que você viu de computação e citou aqui no fórum se aplica a ela.
Afinal, ela nega essas premissas ao dizer que pode haver um terceiro valor (e daí seu nome). Isso não se aplica a circuitos, nem à computação.
Geralmente, outro tipo de lógica exótica que você verá é a lógica difusa (fuzzy). Ela permite atribuir percentuais de certeza. É usada em computação pois pode representar o comportamento de sinais analógicos e filtros. É um bocado usada em IA para jogos e robótica também. Mas ela também não tem nada a ver com a lógica aristotélica.
Não tente comparar as lógicas entre si, pois embora pareçam similares à princípio, são criaturas completamente diferentes.