Quais são as matérias do curso de Ciência da Computação que não são valorizadas pelo mercado de trabalho, ou seja, a área que não é a área acadêmica?

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Clark_Samurai

As matérias Cálculo I, Cálculo 2, Física do curso de Ciência da Computação são valorizadas pelo mercado de trabalho, ou seja, a área que não é a área acadêmica?

Se não, existe outras matérias do curso de Ciência da Computação que não são valorizadas pelo mercado de trabalho?

Se sim, quais são as outras matérias do curso de Ciência da Computação que não são valorizadas pelo mercado de trabalho?

29 Respostas

TerraSkilll

O que você considera como “valorizadas”? Qual o critério para dizer que uma disciplina é “valorizada”? Sem saber o que isso significa, fica difícil dar uma boa resposta.

Abraço.

Clark_Samurai

@TerraSkilll,

É melhor reformular a pergunta:

Um professor universitário disse em um grupo de informática do estado onde eu moro que disciplinas do curso de Ciência da Computação como Cálculo, Física e tantas outras não são usadas na prática, eu não entendi o que ele quiz dizer com “não são usadas na prática”.

Quais são as matérias do curso de Ciência da Computação que não são usadas no mercado de trabalho, ou seja, a área que não é a área acadêmica?

TerraSkilll

“Valorizadas” e “usadas na prática” são coisas distintas. Qual dos dois você quer saber? Decida-se.

Por que isso é importante pra você? Você pretende ingressar num curso que tem essas disciplinas? Ou é mera curiosidade?

Então vá lá e pergunte pra ele o que ele quis dizer com isso. Se ele fez essa declaração, possivelmente ele tem uma explicação. Ou é uma mera opinião da parte dele?

Até onde eu sei (e essa é a minha opinião), todo o conteúdo matemático que é dado em um curso superior é, em maior ou menor grau, útil de alguma forma. Mas isso vai depender de onde o profissional com essa formação vai trabalhar. Nem todo mundo vai precisar de todo o conteúdo mas, se 1 aluno da turma inteira precisa desse conhecimento em algum momento da carreira, isso qualifica esse conhecimento como útil, creio eu.

Abraço.

Clark_Samurai

@TerraSkilll,

Eu quero saber “usadas na prática”.

@TerraSkilll,

Eu pretendo entrar em um curso que tem parte dessas disciplinas, o Bacharelado de Sistemas de Informação.

andrebmarinho

Gostaria de saber se sua preocupação é essa: “Será que concluindo o curso que vou fazer é garantia de que vou entrar no mercado de trabalho?”.

Olha se for isso, então deixa eu te passar o que aconteceu comigo em varias entrevistas de empregos:

Geralmente o empregador/entrevistador pergunta tipo: Se tenho formação superior e ponto final. Em nenhuma entrevista que fiz ele perguntou muito mais que isso, exemplo: quais eram as matérias ou qual a grade etc…

Porém eram uma quantidade enorme de perguntas sobre experiências profissionais e uso de ferramentas.

Concluindo se a sua intensão é entender como o mercado de trabalho vai lhe enxergar, a minha resposta é: ele vai lhe enxergar mais por sua experiência do que pelas matérias que você estudou na faculdade.

L

por exemplo, softwares de edição gráfica, como Photoshop, Corel Draw, etc, cada comando de manipulação das imagens é um algoritmo que usa conteúdos de Cálculo. E todo conteúdo quantitativo da Computação precisa ser tratado com algum método matemático pra se chegar a alguma conclusão

darlan_machado

Eu dei aula de java por algum tempo.
Certa vez discutíamos por que precisávamos ver threads, se é algo que dificilmente se usa.
Eu respondi que é importante aprender, mesmo que não tenha um uso corriqueiro.
Ao que um aluno complementa: um amigo dele fez um curso de java nos EUA e o instrutor havia dito que ele jamais usaria threads.
No dia seguinte o chefe desse amigo o colocou num novo projeto para, entre outras coisas, trabalhar com multithread.
E aí?
Aí que você pode não usar cálculo ou física hoje, mas, vai que amanhã você para num time de desenvolvimento de jogos…

fventurajr

É interessante o tema que você levanta. Os cursos de informática ou vieram de adaptações do curso de matemática ou do curso de engenharia. Como tal, foram acrescentadas matérias essencias à ciência da computação, mas mantidas outras, que em maior ou menor grau poderia ser eliminada.

Acontece que, no caso do Brasil pelo menos, o MEC é que determina o que deve ser obrigatório e o que pode ser opcional nas diversas formações.

Se não houvesse essa centralização, cada instituição de ensino poderia escolher livremente a sua grade de disciplinas, que levariam a procura diferentes pelos diversos interessados, e com o passar do tempo haveria uma grade mais ou menos homogênea, mas determinada pelo mercado de trabalho e não por burocratas do governo federal e o loby dos professores.

P

Não é isso maninho. Algumas disciplinas dependendo do emprego que vc trabalhar não serão aproveitadas, em questão de conteúdo como outras. Boa parte das empresas de TI trabalha com softwares comerciais e com isso alguns conteúdos vistos em disciplinas como cálculo ou física, não são aproveitadas na maioria das vzs(quando é necessário algum cálculo complexo ou específico geralmente um especialista da área faz parte da equipe cabendo ao programador “transportar” a lógica do cálculo para o programa) caso vc trabalhe em uma empresa com esse perfil. Já se partir para a área acadêmica e de pesquisa alguns conhecimentos visto em cálculo são necessários.

darlan_machado

Sim, assim como odontologia era um ramo da medicina e tornou-se um campo de estudos separado, embora próximo. Assim como arquitetura isolou-se da engenharia civil.
Ou seja, naturalmente uma ciência pode originar outras, afinal, as áreas do conhecimento não são estruturas fixas.

E mesmo assim não existe uma grade uniforme.

Até onde eu sei, o MEC define quais são as disciplinas e tempo de duração de um determinado curso com base em padrões internacionais. Isso faz com que haja uma definição específica de um montante de disciplinas, carga horária e outros detalhes que não compreendem a grade total do curso. Cabendo a cada instituição fazer a complementação conforme achar mais conveniente.

Não, isso não aconteceria. Afinal, a predileção por essa ou aquela linguagem muda conforme N razões: cidade, região, linguagem/framework da moda…

Lobby de professores? Cara, conheço vários professores que odeiam as grades e as disciplinas que precisam trabalhar. E não é má vontade, eles simplesmente não entendem por que raios precisam trabalhar aquilo.
Quanto a mercado de trabalho, o mercado entende que o fundamental é o conceito das coisas. Além disso, especialização não se aprende numa graduação, ou é uma pós ou um curso extra curricular.

Isso tudo que estou colocando não quer dizer que eu ache que o sistema de ensino brasileiro é muito bom. Tem-se muito a melhorar, com toda a certeza.
Agora, aspectos levianos e rasos como estes não são os pontos mais terríveis.

TerraSkilll

Como os colegas citaram, algumas áreas da programação (como desenvolvimento de jogos, inteligência artificial, segurança da informação e processamento de imagens, dentre outras) usam esses conceitos. Não são todos, mas não são conceitos inúteis. Obviamente, se você entrar numa empresa que só precisa que você saiba fazer adição e subtração, vai parecer inútil. Mas aí é problema do profissional, não de quem o formou.

Acho que você está nessa de “pretendo entrar num curso” há uns 6 anos já. Se você tivesse entrado em um, nesse tempo já teria concluído.

Já há alguns projetos para flexibilizar as grades de alguns cursos (dentro de certos parâmetros, obviamente). Resta saber se vão pra frente, e se não vão ser apenas mais uma desculpa das instituições particulares pra economizar dinheiro, em vez de melhorar a qualidade do serviço e tornar os cursos mais interessantes.

Abraços.

darlan_machado

Meu temor neste tipo de situação é enxugarem a graduação, transformando num tecnólogo de 1 a 2 anos e meio e forçando que você compre cursos de pós, mba e especialização para ter acesso a algo realmente produtivo.

L

Pela constituição do Brasil, o estado fica responsável pela educação do país, dentre outras coisas, gerir o sistema de ensino básico e superior, que tanto as instituições públicas e particulares tem de seguir, como levantar dados, ter PPP, etc. As universidades tem autonomia de gestão pela lei, os demais faculdades tem de seguir não uma série de conteúdos mas sim metas baseadas em competências, cada qual escolhendo o caminho para cumpri-las. Sem falar que a SBC tem currículo de referência.Falo porque estudo isso tbm. o coerente é a instituição assegurar o ensino adequado pela necessidade e não por modismos de mercado

fventurajr

Qualquer profissão, seja através de sindicatos ou órgãos de classe, lutam(fazem loby) pela sua área, em maior ou menor grau, conforme a sua força. Lembra que tentaram tirar filosofia e sociologia e foi a maior chiadeira. Imagina se você se forma em educação física e o governo decide que essa disciplina deixe de ser obrigatória nas faculdades?

Uma coisa é o governo prover a educação, outra é estabelecer o que instituições particulares devem lecionar. Inclusive é proíbido a educação domiciliar e é obrigatória a educação sob pena da lei para os responsáveis.

Clark_Samurai

@TerraSkilll,

Se eu não entrar no Bacharelado de Sistemas de Informação no ano que vem, eu não tentarei entrar em nenhuma graduação (curso superior) de informática.

javaflex

Seria uma boa opção pra ter o canudo rápido e uma base mínima, por muitos contratos exigerem isso. Cursos faz se precisar.

javaflex

Não sei no Brasil, mas no geral Computação Gráfica.

Parabéns pelo tópico, quem diria Clack salvando o forum de tantos tópicos ruins ultimamente.

Clark_Samurai

@javaflex,

Que bom que eu salvei o GUJ de tantos tópicos ruins ultimamente.

É boa idéia mudar o meu nick para Clark_Samurai?

Se sim, por favor, alguém mude o meu nick para Clark_Samurai.

Eu não tive essa sorte no LinuxQuestions Forums, eu postei ontem um tópico no LinuxQuestions Forums usando FreeBSD Desktop para saber se o Patrick Volkerding irá adicionar o SystemD e o Gnome no Slackware, mas este tópico foi trancado, eu estou falando sobre esse tópico: https://www.linuxquestions.org/questions/slackware-14/will-patrick-volkerding-add-systemd-and-gnome-in-slackware-[telefone removido]/

EDIT: É possível ver o sistema operacional que é usado para postar no LinuxQuestions Forums se você estiver logado nesse fórum.

javaflex

Nao entendo nada de Linux, essa comunidade fala muito complicado.

Clark_Samurai

Alguém mudará o meu nick para Clark_Samurai?

darlan_machado

Já que o que você respondeu nada tem a ver com o tópico, em nenhuma parte, responderei, mas, ciente de que está fora do contexto.

Exceto a dos analistas e desenvolvedores de sistemas.

Sim, pois é necessário manter um padrão de educação. Afinal, a ideia era oferecer o míimo de condições para quem não é tão abastado poder concorrer a oportunidades melhores no mercado de trabalho.
O que me leva a perguntar: você realmente é tão rico que estudou a vida toda em instituições particulares? É tão rico que pode custear a educação completa dos teus filhos em instituições particulares? Se a resposta para qualquer das duas perguntas for não, então eu não entendi a tua posição.

Obviamente. Bem ou mal, a vida escolar ainda permite formar pessoas. É o melhor ambiente? Nem sempre. É a única maneira? Absolutamente, não.
É um pensamento muito pequeno acreditar que só se vai à escola para aprender as diversas ciências que se estuda, do português à física. A escola ensina muito mais. Amizade, companheirismo, conviver com diferenças, lutar pelos seus direitos, lidar com frustrações, etc.
Além disso, como o Brasil não possui uma política pública adequada para geração e desenvolvimento de possíveis atletas das mais diversas modalidades, as escolas e colégios ainda são um dos meios mais abundantes em novos candidatos a esta ou aquela modalidade (com exceção do futebol, obviamente).
Ah, educação domiciliar: se com tudo o que se define em termos de legislação e de normas para a formação acadêmica, ainda temos absurdos (me recuso a citar terraplanistas), imagine se libera isso?
Ah, mas é só instituir avaliações periódicas. Ok, mais uma lei que não será cumprida por, pasme, ausência de fiscalização e agentes fiscalizadores.
Além do que, talvez você não saiba, mas há muitas mulheres, mães de família, solteiras ou não, que não podem trabalhar por falta de vagas em creches. Será que a educação domiciliar ajudaria essas pessoas? A creche, a escola e o colégio, além de um lugar para ensinar, são fundamentais para que muitas pessoas trabalhem. E não só diretores, secretárias, pedagogas, professoras, zeladoras e etc. Pais e mães que confiam que a escola é um ambiente saudável (ou, ao menos, menos tóxico que as ruas) e acreditam que seus filhos estarão sendo cuidados e alimentados. Pode não ser verdade em 100% dos casos, mas, é a realidade.

Voltando ao cerne da questão: a equação é simples, se um curso superior qualquer te parece pouco útil as tuas necessidades, não faça. Escolhe outro.

andrebmarinho

Começamos por julgar a validade de algumas materias na grade curricular e no final acabamos julgando todo o sistema de ensino. Vou deixar uma pergunta aqui apenas para uma reflexão que não precisa ser respondida:

“Se ano a ano a escassez de profissionais de T.I só aumenta, com vagas que nunca são preenchidas, por outro lado vimos nos últimos anos que a quantidade de faculdades e cursos de formação superior em informática só aumentou, porque a conta não fecha?”. Apenas pra pensar!!!

Pra mim tenho as seguintes conclusões:

1 -Para quem esta começando e quer entrar na área, a faculdade, acho que é uma porta de entrada, um ponto de partida.

2 - A faculdade é suficiente em si pra formação de bom profissional? Na minha opinião NÃO, por que? porque a faculdade não tem a mesma velocidade do mercado.É importante que o profissional entenda que se ele entrou na área de tecnologia precisa estudar no longo prazo: livros, cursos, eventos etc…

Quer entrar na área de informática? OK! Prepare-se pra estudar pra sempre …

TerraSkilll

Sim, a ideia (em teoria) é permitir isso. É um sistema similar a de instituições dos EUA. Em vez do aluno passar 1 semestre estudando 4 ou 5 disciplinas determinadas por uma grade fixa, ele pode se inscrever nas disciplinas que quer cursar a qualquer momento (desde que cumpra os pré-requisitos), e as aulas são meio que um “modo intensivo”, ou seja, a duração da disciplina é bem menor (uns 3 meses), com mais aulas por semana, podendo fazer em todos os horários disponíveis. Então, se tem aulas de Cálculo I de manhã e à tarde, o aluno pode fazer as duas aulas, e isso conta como “presença” por assim dizer (o termo é outro).

No fim, o conteúdo é basicamente o mesmo, mas mais condensado e se adequando à disponibilidade do aluno. Se a pessoa não trabalha, dá pra fazer todas as disciplinas de Cálculo em 1 ano, e um curso como engenharia em 3 anos, se quisesse. Obviamente, isso pode ser bem desgastante.

Abraços.

Mike

Como todos te conhecem por Clark (seu primeiro nickname), a alteração esta feita!

fventurajr

Você tem a sua posição. Eu tenho a minha. Esteja certo que você não mudou a minha opinião em um mílimetro. Eu não saí do contexto. Fazia parte da discussão. Você tem uma opinião paternalista do estado, eu não.

fventurajr

Eu acho que a porta de entrada poderia ser o segundo grau com a possibilidade de formação de programadores. Do jeito que temos no Brasil, na maioria dos casos, excetuando um instituto de educação, que forma professores, ou uma escola técnica, que forma técnicos, ou uma ou outra escola que formam técnicos de contabilidade, por exemplo, o segundo grau termina sendo apenas uma ponte para o vestibular.
Concordo com você que a universidade não tem a velocidade do mercado, mesmo porque tem um monte de amarras do MEC. Imagine que eu fazendo a minha faculdade de engenharia lá pelo final dos anos 80 e tinha aulas de Fortran dentro da disciplina de Introdução ao Processamento de Dados, quando o Pascal já se colocava como a melhor linguagem do ponto de vista educacional. Propus à professora fazer um determinado trabalho em Pascal e ela não aceitou.
Também acho falha no recrutamento de profissionais, quando no edital pede que o profissional saiba Java e C#, conheça Oracle, SQL Server e Mongo DB, por exemplo. Afinal de contas a emprea quer um profissional de Java ou de C#? Vai trabalhar com Oracle, SQL Server ou Mongo DB ou com os 3? Parece que há uma certa preguiça ao recrutador em não definir exatamente o que precisa e aí pede um profissional que não existe se acrescentar que quer experiência em todas as tecnologias que aponta no edital.

darlan_machado

Cara, eu quero mudar a tua opinião tanto quanto eu quero mudar o estádio do Corinthians de lugar: 0%.

Clark_Samurai

@fventurajr e outros,

Quais são exemplos de linguagens de programação que são ensinadas na disciplina de Introdução a Programação enquanto que outra linguagem se coloca como a melhor linguagem do ponto de vista educacional?

darlan_machado

@FearX

Criado 25 de outubro de 2019
Ultima resposta 29 de out. de 2019
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