Robocode: brincadeira ou coisa séria?

Há alguns meses, numa época em que eu era comprador assíduo da revista GeeK, deparei-me, na sua edição #29, com um tal de Robocode, uma espécie de jogo em que você cria robôs para lutas programando em Java. Na época, não dei muita atenção, pois achei que fosse mais uma obra “de geeks para geeks”.

Este assunto permaneceu morto (ou será que nem chegou a nascer?) na minha cabeça — como, naquela época, eu ainda não havia me interessado por Java, nem cheguei a instalar o programa —, até que, meio que coincidindo com o fim da Revista do Linux e com a pausa da GeeK, comecei a comprar assiduamente a revista MundoJava.

Na sua edição #4, deparei-me com uma entrevista com Tarcísio Lopes sobre as estratégias da IBM para Linux e Java no Brasil. Logo no começo da entrevista, Lopes cita o Robocode — que, logo depois, eu viria a descobrir ser coisa da IBM — com um tom um pouco mais sério do que eu esperava.

Afinal, o que é o Robocode? É um jogo, uma brincadeira, ou é algo para ser levado a sério (uma espécie de “laboratório” para prática de Java)?

Pode considerar tudas as categorias as quais você citou, depende apenas do ponto de vista em que é aplicado. Em uma Universidade, pode ter um enfoque mais sério, com envolvimento de equipes de desenvolvimento para criar os melhores algoritmos. Já entre eventos Java, ou ainda amigos, pode-se desenvolver algoritmos apenas para distração. Porém a idéia principal é sempre aprimorar o conhecimento Java e OO, já que envolve vários destes conceitos aplicados.