RUP pode ser ágil?

[quote=flaleite][quote=nefertiti][quote=flaleite]

  • Usando um processo ágil cada iteração deve ser “entregue” ao cliente, então isso serve como uma “prototipação”
    [/quote]

Com certeza. Pelo menos no RUP, a utilização de ‘pequenos protótipos’ é recomendada porque a cada iteração realizada você pode mostrar ao cliente. Ocorre uma evolução do protótipo até chegar ao ‘produto final’ (apesar que não existe produto final porque o software nunca é finalizado completamente… :D…sempre existem modificações a fazer )

Até mais

Patty[/quote]

Você considera RUP um processo ágil?[/quote]

Saiu essa discussão aqui no tópico sobre protótipo…

Eu lhes pergunto. O RUP pode ser ágil?

[não sou da IBM e não defendo RUP]

Depende do que tu quer dizer com “ágil”.

Se deres uma definição mais específica talvez tenha uma resposta mais específica. 8)

www.agilemanifesto.org

:?

Não conheço bem esta metodologia, mas pelo que entendi ela pode ser adaptada para se tornar ágil.

Na página de artigos da Agile Alliance tem alguns artigos sobre o assunto:
http://www.agilealliance.com/articles/AgileArticlesCatSearch?category=Rational%20Unified%20Process

A IBM também tem um plugin para utilizar o Extreme Programming junto com o RUP http://www-128.ibm.com/developerworks/rational/library/4156.html

Não é uma dúvida, é uma discussão!

Queria entender porque todo “agilista” logo de cara acha que está contrapondo o ®UP…

O RUP é um framework. Ele ser ágil depende de como você implementa. Há uma implementação minimalista bastante famosa, chamada dX - em alusão ao diferencial, he he - que se aproxima brutalmente de XP.

http://www.objectmentor.com/publications/RUPvsXP.pdf

Então eu diria que sim, o RUP pode ser ajustado para ser ágil.

Mas, se vc vai ajustar RUP pra ser agil, pq nao usar um processo agil logo duma vez? :wink:

And that’s the million dollar question… :slight_smile:

Incrível, mas tem clientes que pedem que se use RUP como processo de suporte ao desenvolvimento (não, eu não estou passando mal!). Logo, num caso assim, acho que flexibilizar o RUP para torná-lo ágil é válido. Nos demais casos onde não haja uma cláusula contratual obrigando o uso de RUP, entre flexibilizá-lo ou usar XP/SCRUMM, acho mais fácil a segunda opção.

Acredito que nenhum processo é “out-of-the-box”. Seguir qualquer processo à risca mesmo que seja XP pode te transformar num “tradicionalista”. Certo? :oops:

Você aplica as metodologias [color=red]exatamente[/color] do jeito que a literatura manda? Você não faz algumas adaptações (mesmo que pequenas)? :wink:

Acredito que nenhum processo é “out-of-the-box”. Seguir qualquer processo à risca mesmo que seja XP pode te transformar num “tradicionalista”. Certo? :oops:

Você aplica as metodologias [color=red]exatamente[/color] do jeito que a literatura manda? Você não faz algumas adaptações (mesmo que pequenas)? :wink:
[/quote]

Eu entendi o que você quis dizer, Rodrigo, mas acho que o ponto que o Carlos quis comentar não foi bem este. Acho que a questão seria: “o que é melhor: ajustar algo que é grande, complexo e tradicionalmente não-ágil como o RUP para torná-lo ágil ou simplesmente adaptar as práticas do XP/Scrumm para as suas necessidades?”.

Daniel, é verdade, bom, podemos usar o AUP nesse caso que a customização já está feita… Mas sobre o que você falou das empresas exigirem o RUP não é fato isolado. Rola direto!!!

Geralmente o gestor que está comprando o projeto acha que estará mais seguro se o processo for distribuido por uma empresa (IBM). Bom, cada louco com a sua mania…

:wink:

Usar um processo agil nao exclui a necessidade de criar diagramas, modelos, etc, sempre que necessario, deve-se fazer modelos para melhor entender o sistema.
So que na XP por exempo, a atividade principal e CODIFICAR, nao modelar, como no RUP.

[quote=Robert]Usar um processo agil nao exclui a necessidade de criar diagramas, modelos, etc, sempre que necessario, deve-se fazer modelos para melhor entender o sistema.
So que na XP por exempo, a atividade principal e CODIFICAR, nao modelar, como no RUP.[/quote]

Robert, aí é que vc se engana. Não é que a atividade principal do XP é codificar. Para falar a verdade a maneira de se modelar é que é diferente. Eles usam um modelo mental, ou um modelo rascunhado, ou até mesmo a questão de você fazer os testes antes de codificar é considerado o modelo.

Até mesmo o pair programming pode ser considerado uma atividade de modelagem (um pensa no operacional o outro pensa na tática). Tudo isso é para compensar a especificação mais leve que o processo prega.

Muitos metodologistas defendem que os processos ágeis não são gambiarra e nem mesmo 100% desprovidos de documentação. Como já falei, não gosto quando XP vira desculpa para sair fazendo as coisas sem processo nenhum.

Os gerentes de projetos e afins adoram metodologias como RUP e metodos de qualidade como CMM* simplesmente por que tem muito papel e documento, ( quilos alias ) o cliente precisa ter informacoes sobre o projeto. e ele muitas vezes nao sabe ler codigo, entao … quer tranquilidade melhor para um gerente do que mandar 100 emails por dia com 2 documentos anexados pro cliente “se divertir” e largar do pé do supracitado ?

Papéis e documentos são importantes na medida certa. O problema (que é o que costuma acontecer) é quando tentam usar a burocracia como álibe para prováveis problemas que o projeto enfrentar (e que provavelmente vão existir).

Como eu escrevi em um post no meu blog (é, marketing pessoal mesmo), Horácio já dizia:

Ahhh, se este cara fosse engenheiro de software da SEI hoje em dia… :smiley:

[quote=Robert]Usar um processo agil nao exclui a necessidade de criar diagramas, modelos, etc, sempre que necessario, deve-se fazer modelos para melhor entender o sistema.
So que na XP por exempo, a atividade principal e CODIFICAR, nao modelar, como no RUP.[/quote]

No XP a atividade principal eh entregar software funcinoando o mais rapido possivel - codificar eh uma das coisas necessarias pra isso, mas nao se pode confundir as duas. :wink:

cv, aí na fábrica do Fowler vcs estão aplicando sempre XP, ou outras metodologias ágeis? Rola alguns projetos num Unified Process mais tradicional? (casos de uso, design, implementação, teste)

Pergunto isso porque o maior entrave para usar metodologias ágeis aqui no Brasil é o cliente (digo isso em fábrica de software, que é onde trabalhei nos últimos 6 anos). O cliente não quer trabalhar fácil, e muitas vezes nem iterativamente.

Queria saber como são os contratos aí no UK…

Já que está citando personagens da turma da mônica, o Humberto diria:

:lol:

[quote=rodrigoy][quote=“Horácio”]
Dum vitant stulti vitia, in contraria currant /
O tolo, ao tentar evitar o erro, acaba fazendo o contrário.
[/quote]

Já que está citando personagens da turma da mônica, o Humberto diria:

[/quote]

Tudo bem que o Horácio que eu citei é um personagem histórico, mas ele não é pré-histórico.