Segunda Graduação - Sugestão

[quote=Orocildo]São casos e casos. Claro, para trabalhar como implementador de requisitos de ensino médio CRUDeiro, vulgo programador, não é preciso nada. Claro que um mestrado ou uma segunda graduação não faz sentido nenhum. Agora se a pessoa busca um nicho mais específico de mercado ou se diferenciar, atuando em um profissão “de maior nível”, acho válido. Na realidade quem me influenciou a refletir sobre a possibilidade foi justamente um professor meu que fez medicina e estatística, atua justamente na intersecção entre essas áreas e é muito bem sucedido. Ele que nos incetivou em procurar algo nesse sentido. Citou um exemplo de um amigo que tinha computação e estatística e trabalhava desenvolvendo Software para estatística ganhando por baixo 15 pau.

Então, a análise não é tão simplista como “isso é coisa de quem não sabe o que quer”. A coisa é mais profunda, por isso estou pesquisando muito, conversando com pessoas etc. para tomar uma decisão. :D[/quote]
E por que não fazer uma pos graduação na aréa? Por que a graduação é melhor?

O problema na segunda graduação são as cadeiras obrigatórias que não agregam nada.

Um exemplo é o cara que faz ciências da computação e depois quer fazer administração! Ele vai ter cadeiras como história geral da administração que não agregam nada se ele quer desenvolver sistemas administrativos.

Ainda temos o problema do tempo, no mínimo mais 4 anos, e do dinheiro gasto! Fazer uma graduação quando se trabalha é um inferno imagina fazer a segunda!

Se o cara não trabalha temos o problema profissioanal! O cara faz uma segunda graduação vai atuar afinal na primeira ou na segunda? Se for na primeira ele está longe do mercado a bastante tempo e se for na segunda ele vai ter que procurar um nicho aonde ele possa atuar utilizando a primeira. Fora que vai levar 8 anos para começar a trabalhar!

Você colocou exemplos de nicho. Isso não significa que você fazendo uma segunda graduação não encontre um nicho de mercado e que uma especialição no meio não resolva. A empresa em que eu atuo no momento é um exemplo! Ela desenvolve um software para o mercado de capitais, mas ambos os sócios são engenheiros. Um cuida da parte comercial e o outro da parte tecnica e ambos tem um profundo conhecimento do mercado financeiro mesmo sem fazer uma segunda graduação.

A coisa muda de figura se você tem tempo e dinheiro. Ai a questão seria: “Tenho tempo e tenho dinheiro e gostaria de fazer uma segunda graduação, qual escolher?”

[quote=x@ndy]
E por que não fazer uma pos graduação na aréa? Por que a graduação é melhor?[/quote]
Se forem áreas não relacionadas será que dá para chegar direto na pós?

Esse tipo de atividade é excelente, desafiadora e paga bem, mas… será que compensa investir tanto tempo e dinheiro para um nicho tãããão específico? Você saberia por onde começar a procurar um emprego como desenvolvedor-estatístico? Eu acho que esse tipo de situação acontece meio na “sorte”, a oportunidade surge e aí o cara corre atrás… Por exemplo, um ex-colega de trabalho começou a trabalhar em uma grande empresa de Telecomunicações. Ele começou um curso na área (*) e foi indo mais para o lado da engenharia, mesmo assim seus conhecimentos em computação são importantes pois os produtos envolvem software, infraestrutura, banco de dados, etc, e ele é o único da equipe que não é “apenas” engenheiro eletrônico.

(*) Usei como exemplo de alguém que misturou duas áreas, mas tenho que dar razão ao x@andy aqui: esse curso que ele está fazendo é uma pós.

[quote=gomesrod][quote=x@ndy]
E por que não fazer uma pos graduação na aréa? Por que a graduação é melhor?[/quote]
Se forem áreas não relacionadas será que dá para chegar direto na pós?
[/quote]
Acho que a maioria sim! Claro que coisas totalmente distoantes não daria. Tipo uma pós em medicina com uma graduação de engenharia! Mas já vi um caso de graduação em ciência da computação (ou engenharia não me lembro bem) na qual o cara fez um mestrado em biomedicina justamente por que para trabalhava na aréa médica.

O problema de uma graduação é ela é bem genérica é gasto tempo gasto um tempo substancial com cadeiras que tem relevância apenas para a graduação mas que para uma especialição ou alguém que já fez não tem muito sentido.

Uma segunda graduação faz sentido, se o cara consegue aproveitar um grande número de cadeiras de um curso no outro. Um exemplo são os cursos de engenharia! Se alguém fez graduação em uma e na sequencia deseja fazer outra na mesma faculdade acabará fazendo somente as cadeiras específicas da segunda graduação. O mesmo vale para um barachelado em física e matemática.

Agora de for em outra universidade nem todas as cadeiras são compativeis, e vai ser necessário fazer uma mesma cadeira duas vezes.

[quote=gomesrod][quote=x@ndy]
E por que não fazer uma pos graduação na aréa? Por que a graduação é melhor?[/quote]
Se forem áreas não relacionadas será que dá para chegar direto na pós?[/quote]
Sim.

Certificações não são fachadas! Esse texto tem muita coisa errada cara!

[quote=Orocildo]São casos e casos. Claro, para trabalhar como implementador de requisitos de ensino médio CRUDeiro, vulgo programador, não é preciso nada. Claro que um mestrado ou uma segunda graduação não faz sentido nenhum. Agora se a pessoa busca um nicho mais específico de mercado ou se diferenciar, atuando em um profissão “de maior nível”, acho válido. Na realidade quem me influenciou a refletir sobre a possibilidade foi justamente um professor meu que fez medicina e estatística, atua justamente na intersecção entre essas áreas e é muito bem sucedido. Ele que nos incetivou em procurar algo nesse sentido. Citou um exemplo de um amigo que tinha computação e estatística e trabalhava desenvolvendo Software para estatística ganhando por baixo 15 pau.

Então, a análise não é tão simplista como “isso é coisa de quem não sabe o que quer”. A coisa é mais profunda, por isso estou pesquisando muito, conversando com pessoas etc. para tomar uma decisão. :D[/quote]

Cara, acho extremamente válido fazer uma segunda graduação. Como você mesmo disse, Computação tem intersecções com diversas áreas do conhecimento e eu vejo muito mais mercado para pessoas com formação interdisciplinar do que para ultra-especialistas, nos EUA por exemplo, é comum alunos das universidades top saírem com 2 ou 3 graduações em 5/6 anos (é claro que lá o sistema de ensino é diferente). No caso do mestrado por exemplo, praticamente só faz diferença se você partir para carreira acadêmica (e ainda assim vai precisar de um doutorado depois). Com exceção do Google, nunca vi uma empresa valorizar mestrado aqui no Brasil. Em tempo, dizer que graduação no Brasil é perda de tempo é um verdadeiro sacrilégio. É um dos raros países do mundo em que você (ainda) tem universidades gratuitas de qualidade. Países como EUA e Coréia do Sul até mesmo as universidades públicas são pagas. Cursos noturnos não faltam, além de que em algumas delas, já há modalidades de cursos on-line. Enfim, acho que é uma opção perfeitamente válida.

Nesse caso, resta você saber se o que você quer uma carreira mais técnica ainda (Física, Matemática, Biologia, etc.) ou algo próximo de empresas (Direito, Adm., Contabilidade, etc.) ou ainda você pode descobrir um nicho completamente novo. A única ressalva é você esperar completar outra graduação para começar a trabalhar, pois aí você fica com excesso de formação e escassez de experiência.

Minha sugestão como curso pra segunda graduação? Filosofia

O exato oposto do que fiz: meu primeiro curso foi Filosofia, depois fui pra Matemática Computacional e Ciência da Computação. (como primeiro curso desrecomendo Filosofia totalmente)

Por que Filosofia? Simples: por que a esmagadora maioria das pessoas da nossa área simplesmente não sabe ler e não pensa fora da caixa.
O curso de Filosofia vai te propiciar acesso a um conteúdo cultural que difícilmente você teria de forma natural. A gente aprende a ler. Sim: eu sei que todo mundo acha que sabe ler, mas isto é mentira, você só aprende mesmo a LER quando sua profissão te exige.
Como bônus, vai aprender a pesquisar também. O objeto de trabalho do filósofo é a bibliografia. Aprender como chegar à informação, montar boas bibliografias, fazer fichamentos, enfim: lidar com conteúdo.

Outra: você aprende a questionar. É raro vermos isto na nossa área sendo feito de forma inteligente e não puramente passional como muitos fanboys que vejo por aí.
Resumindo: você vai sair do mundo dos bits e bytes e vai pro mundo real.

E sabe o que é mais interessante? Filosofia e Computação tem TUDO a ver.
Pergunta básica da filosofia: “o que é isto?”
Pergunta básica na análise de sistemas: “o que estou modelando?”

E se disserem que pega mal no currículo, bom: o meu então tá todo cagado (http://www.linkedin.com/in/kicolobo). :slight_smile:

gomesrod, concordo com você mesmo. Esse tipo de oportunidade é mais de “ocasião” mesmo. Não existe exatamente um amplo mercado para profissionais tão específicos, até porque não tem pessoas qualificadas mesmo para isso. :smiley: Mas concordo com seu ponto.

rmendes08, gostei e concordo com você.

kicolobo, sempre pensei em fazer Filosofia, sério mesmo. O ponto todo é o mercado. Mas acho que vou deixar em “Stand By” para uma fase posterior da vida. Quem sabe uma terceira graduação :smiley:

Olá…
Aproveitando esse tópico, ja tenho uma graduação em Anal. de Sistemas, tava pensando em fazer uma em Tecnologia da Informação, em vez de uma pós… é uma boa ?

[quote=bsatrianim]Olá…
Aproveitando esse tópico, ja tenho uma graduação em Anal. de Sistemas, tava pensando em fazer uma em Tecnologia da Informação, em vez de uma pós… é uma boa ?

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Depende, você precisa explicar os motivos.

Bem, a área de negócios e gerenciar projetos, acho bem interessante e a grade desse curso vi que foca bastante…
Então acho uma boa …

Pq nao faz um MBA em Gerenciamento de Projetos? Parece ser exatamente o que vc quer…

Vi esse MBA, mas achei mais interessante o de Gestão em TI, a grade é ate mais interessante…
Mas é vou ver… pensa é a melhor coisa…