A tal da "geração Y"

De uns tempos pra cá, vimos percebendo a chegada de novatos no mundo corporativo com péssimos costumes associados. Alguns deles são a falta de respeito a hierarquia e as pessoas que tem mais experiencia, o excesso de ganancia e a ilusão de que poderão mesmo ser diretores antes dos 30 anos, há pessoas que batalham a vida inteira e jamais chegam a tal cargo e inclusive são a maioria delas.
A total falta de noção o excesso de confiança e o desprezo a qualidade do serviço tem sido marca dessa moçada de hoje que acreditando ter nascido na era da internet são superiores aos mais antigos que balizaram tudo o que eles tem hoje.

Ao entrar em um novo emprego aprenda, nao tente mandar ou impor sua visão das coisas, as pessoas que lá estão não tem porque aceitarem sua opinião ou suas vontades, muito mais facil é substitui-lo por outro mais capaz. Seja HUMILDE!

[quote=Sparcx86]De uns tempos pra cá, vimos percebendo a chegada de novatos no mundo corporativo com péssimos costumes associados. Alguns deles são a falta de respeito a hierarquia e as pessoas que tem mais experiencia, o excesso de ganancia e a ilusão de que poderão mesmo ser diretores antes dos 30 anos, há pessoas que batalham a vida inteira e jamais chegam a tal cargo e inclusive são a maioria delas.
A total falta de noção o excesso de confiança e o desprezo a qualidade do serviço tem sido marca dessa moçada de hoje que acreditando ter nascido na era da internet são superiores aos mais antigos que balizaram tudo o que eles tem hoje.

Ao entrar em um novo emprego aprenda, nao tente mandar ou impor sua visão das coisas, as pessoas que lá estão não tem porque aceitarem sua opinião ou suas vontades, muito mais facil é substitui-lo por outro mais capaz. Seja HUMILDE![/quote]

Hehehehehe, deve ter sido a mesma coisa que meu vô disse da Baby Boom…

Boa noite.

Eu gostei muito da forma como você colocou a questão, contrasta com um artigo que eu lí a alguns dias atraz, eu não consegui encontrá-lo agora, entretanto, em um determinado trecho do texto , o autor, fazia uma alusão aos novos funcionários contratados pelas empresas e a carência, segundo ele, de inovar e querer mudar o mundo ao seu redor, digamos assim.

Eu penso que inovar é preciso, mas juntamente, com essa humildade e interesse pelo que jah foi lapidado antes.

[]'s

Isso incomoda você? Sinceramente, deixe o pessoal mais novo com suas ambições e trabalhe segundo as suas. Cada um tem uma cultura e viveu sob geração diferentes, tem mercado pra todos os perfis.

Se a pessoa da geração anterior não tiver numa empresa que tenha plano de carreira formal, acaba tendo esses riscos mesmo.

Isso tem nome, é o famoso conflito de gerações. Sempre acontece.
Cada geração é qualificada por um conjunto de características próprias.
Temos no mercado alguns remanescentes do Baby Boom, que foram seguidos pela geração X, geração Y e geração Z.
Na verdade, quem está entrando agora no mercado de trabalho deve pertencer à geração Z.
Para quem está prestes a se aposentar, o choque cultural é muito grande devido à diferença entre as gerações, veja que estamos falando de diferenças entre duas até três gerações!
Mas isso não é motivo para preocupações, toda geração nova é revolucionária, e toda geração mais velha é mais conservadora.
É a vida que segue.

[quote=Sparcx86]De uns tempos pra cá, vimos percebendo a chegada de novatos no mundo corporativo com péssimos costumes associados. Alguns deles são a falta de respeito a hierarquia e as pessoas que tem mais experiencia, o excesso de ganancia e a ilusão de que poderão mesmo ser diretores antes dos 30 anos, há pessoas que batalham a vida inteira e jamais chegam a tal cargo e inclusive são a maioria delas.
A total falta de noção o excesso de confiança e o desprezo a qualidade do serviço tem sido marca dessa moçada de hoje que acreditando ter nascido na era da internet são superiores aos mais antigos que balizaram tudo o que eles tem hoje.

Ao entrar em um novo emprego aprenda, nao tente mandar ou impor sua visão das coisas, as pessoas que lá estão não tem porque aceitarem sua opinião ou suas vontades, muito mais facil é substitui-lo por outro mais capaz. Seja HUMILDE![/quote]

Concordo…

concordo em partes…

É fato, podem pesquisar a estatística para qualquer profissão:

  • Quando a demanda do mercado está baixa o patrão tem oportunidade de abusar.
  • Quando a demanda do mercado está alta o funcionário tem oportunidade de abusar.

Já trabalhei com com pessoas de todos os cargos, idades e experiências dentro de empresas a pelo menos 8 anos.
Vi de tudo, mas quando falta respeito (vindo do alto ou de baixo da hierarquia), o melhor é substituir o funcionário ou no outro caso se demitir da empresa. Muita traição, falsidade… Devemos aceitar conviver com qualquer tipo de pessoa por dinheiro?

O problema não é na geração X ou Y. É quando um dos lados tá de sacanagem mesmo.
Agora, quando for sacanagem, cabe a cada um saber o que vai aceitar ou não.
Eu não aceito agressão nem pratico.

Também acredito que as novas gerações estão se tornando problemáticas. Mas por quem as gerações novas estão sendo criadas? Quais os meios onde ela tem que viver e interagir? Os novatos devem se submeter a agressões? Não, nem os mais experientes nem os mais novos precisam aceitar isso. Isso, a novas gerações aprenderam bem.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=rug1I69Udmo[/youtube]

As perguntas que Mário Sergio Cortella alerta que seriam feitas, estão começando a serem feitas.

Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam…

O problema “da” nova geração ao meu ver é que ela não tem educação. O que vemos é uma degradação profissional terrível. Quando digo “educação” diga-se a básica e a escolar. Não sabem nada. São médicos, engenheiros incompetentes comprando diplomas. Já trabalhei com vários e estão fadados à frustração. O problema é que o dinheiro virou um “fim”, e não um “meio”.

É um fato que ser humilde no ambiente corporativo é uma estratégia pior do que ser superconfiante.

E por qual outro motivo a pessoa sairia da sua casa para um lugar neutro, largando a familia, amigos, e pegando transito TODO DIA… se não pelo interesse financeiro?

Na minha opinião essa é uma discussão sem fim, pois cada um defenderá seu ponto de vista, tantos os que vierem aqui para defender a geração Y, quanto vierem falar contra.

Concordo com o autor do post de que é necessário humildade no ambiente corporativo, mas não somente nesse ambiente.

Outro ponto importante é que cada um luta por seus próprios interesses e propósitos. Independentemente da idade/geração todos estão buscando um futuro melhor, a diferença é, que a geração Y tem uma forma mais agressiva de buscar seus interesses.

E por qual outro motivo a pessoa sairia da sua casa para um lugar neutro, largando a familia, amigos, e pegando transito TODO DIA… se não pelo interesse financeiro?[/quote]

Tem razão, o dinheiro é o objetivo final*, mas você pode pensar de duas formas:

  • Vou aprender bem esse ofício e fazê-lo muito bem feito, para que o cliente satisfeito pague um bom preço pelos meus serviços
    ou
  • Vou fazer esse curso aqui que tá dando mó grana, só ficar 3 anos no bar e depois já era mano, chego ganhando 5 pau. isshhh tiozão, isquema bem loco!

Eu concordo com o Júlio, o problema não está só na nossa área (infelizmente também está em outras bem mais críticas). Falta educação em casa - o jovem aprende que ele é o centro do universo - e falta educação na escola.

  • obs: concordo que o dinheiro é a razão de trabalharmos, mas também precisa lembrar que algumas áreas também deveriam envolver uma boa dose de vocação e amor pelo que se faz, por exemplo a medicina. E isso não se vê mais.

1+

E por qual outro motivo a pessoa sairia da sua casa para um lugar neutro, largando a familia, amigos, e pegando transito TODO DIA… se não pelo interesse financeiro?[/quote]

Digamos que o “mercado” (isso não existe) nos colocou nessa situação.

O que na verdade o Julio quis dizer é que hoje em dia só o que vale é “a grana no bolso final do mês” e se perderam outros valores.

Citando os médicos, fica claro o descaso de alguns com suas profissões antes tão respeitada…

Entendi o que o Júlio falou, pois embora o money no final do mês seja o que eu aguardo, procuro não fazer disso O FIM de tudo, senão a frustração realmente aparece.

Se envolver nos problemas de seus clientes e realmente tentar solucioná-los é um dos meios que vejo pra fuga dessa armadilha de se trabalhar UNICAMENTE pelo $$$$.

Isso é fato, essa nova geração não tem, eles já chegam na empresa pensando quando que vão sair com uma proposta maior.

Não a toa (citando novamente a medicina, nossa área de exemplo mais amada) a qualidade do atendimento médico tem caído vertiginosamente, pois “o que importa é a grana cair final do mês” e quanto mais, melhor.

Abs []

E por qual outro motivo a pessoa sairia da sua casa para um lugar neutro, largando a familia, amigos, e pegando transito TODO DIA… se não pelo interesse financeiro?[/quote]

Cara, se você não gosta do que faz, nunca vai fazer tão bem feito quanto quem gosta. Se você gosta do que faz vai atras pra aprender.

É mais ou menos assim, para mim, se eu pudesse passar o dia em casa e/ou viajando, somente dedicado ao lazer eu ficaria muito feliz. Mas já que não posso, que tenho que trabalhar, que pelo menos seja em algo que eu goste, algo que me interesse e algo que eu tenha algum prazer em estudar. Acho que ele fala da escolha de dinheiro como um fim para quem escolhe a profissão pelo dinheiro, não que temos que trabalhar de graça.

Agora quanto ao assunto do tópico: hoje em dia está muito comum essa reclamação: “os jovens são mal educados”, “os jovens não respeitam hierarquia”. O que eu tenho visto na verdade (palavra de alguém que não é tão jovem, e nem é tão velho) é a incapacidade de se lidar com pessoas que não aprenderam hierarquia em casa. Pessoas que não respeitam seu cargo, sua posição e sua gravata.

A impressão que tenho da nova geração é que se você não sabe fazer você não é respeitado, se sabe é respeitado e as vezes admirado. E eu acho isso muito mais válido que simplesmente “respeitar hierarquia”. Ah mas o moleque não sabe nada e ja quer chegar sendo gerente. Ok, é sua função então mostrar a ele que as coisas não são bem assim e fazer com que entenda porque você é o gerente e não ele, e o que falta ainda a ele saber para que possa questionar seu trabalho.

Se nem isso o gerente consegue, talvez o moleque não esteja errado em querer passar por cima.

Eu dou aula para essa geração. Esses textos exprimem bem o que ocorre:
http://qga.com.br/comportamento/jovem/2013/09/porque-os-jovens-profissionais-da-geracao-y-estao-infelizes

Mas o que ocorreu é que o período repressivo, sofrido pelos baby boomers e por parte da geração X, foi substituído por um período de excessos de liberdades, de supervalorização do indivíduo, condenação da autoridade do professor. Essa geração também passou pelo fato de que, no segundo grau, conheciam as tecnologias e o google e se aproveitavam da falta desse conhecimento de seus professores. Assim, acostumaram-se com uma vida onde a internet resolvia seus problemas acadêmicos imediatos e tornaram-se consumidores de informação, com uma inércia enorme para fazer a transição de produtes de informação.

Felizmente, esse quadro está mudando. Primeiro, pois o meio acadêmico já está se adequando as novas tecnologias. Segundp, porque boa parte dos pais já não é mais tão liberal quanto a geração anterior. Finalmente, por que muitos dos jovens que são da geração Y já começam a escrever críticas.

Mas realmente, um dos trabalhos que temos na faculdade é transformar as expectativas desse pessoal em realidade. Muitos acham que já vão entrar sendo um grande sucesso no mercado e tem ilusões bem grandes que seja trabalhar num emprego “que você goste”. Não imaginam que por mais que você ame uma profissão, sempre haverá períodos com trabalhos chatos, prazos apertados e estresse. E, tem pouca noção não só de respeito a uma hierarquia, mas do porque da existência de uma hierarquia.

Não estou denegrindo a geração Y. Muitos dos meus alunos são pessoas muitíssimo inteligentes e antenadas. O problema é gerenciar as expectativas mesmo. Assim, evitar a evasão prematura em empresas.

realmente existem esses Y afobados que não sabem de nada e desejam o trono. porém existem aqueles que estão extremamente convictos de sua capacidade e possuem todos os requisitos necessários exceto o tempo de experiência no papel pra assumir um cargo maior, esses ou abrem empresas ou tentam concursos. alguns deles podem até respeitar uma hierarquia, mas não concordam, ainda mais quando não é uma hierarquia baseada em meritocracia e sim em tempo ou amizade.

uma frase do Y: “se eu sei, se eu consigo, se eu faço melhor do que ele, eu deveria estar lá”. isso é correto porém no Brasil isso não importa.

[quote=douglaskd]realmente existem esses Y afobados que não sabem de nada e desejam o trono. porém existem aqueles que estão extremamente convictos de sua capacidade e possuem todos os requisitos necessários exceto o tempo de experiência no papel pra assumir um cargo maior, esses ou abrem empresas ou tentam concursos. alguns deles podem até respeitar uma hierarquia, mas não concordam, ainda mais quando não é uma hierarquia baseada em meritocracia e sim em tempo ou amizade.

uma frase do Y: “se eu sei, se eu consigo, se eu faço melhor do que ele, eu deveria estar lá”. isso é correto porém no Brasil isso não importa.[/quote]

O problema também é quando essa convicção não corresponde a realidade. Muitas vezes a pessoa é competente e tem potencial, mas não significa que ela esteja pronta. Esse “deveria” estar lá vira uma pressa que muitas vezes não se justifica.

[quote=ViniGodoy][quote=douglaskd]realmente existem esses Y afobados que não sabem de nada e desejam o trono. porém existem aqueles que estão extremamente convictos de sua capacidade e possuem todos os requisitos necessários exceto o tempo de experiência no papel pra assumir um cargo maior, esses ou abrem empresas ou tentam concursos. alguns deles podem até respeitar uma hierarquia, mas não concordam, ainda mais quando não é uma hierarquia baseada em meritocracia e sim em tempo ou amizade.

uma frase do Y: “se eu sei, se eu consigo, se eu faço melhor do que ele, eu deveria estar lá”. isso é correto porém no Brasil isso não importa.[/quote]

O problema também é quando essa convicção não corresponde a realidade. Muitas vezes a pessoa é competente e tem potencial, mas não significa que ela esteja pronta. Esse “deveria” estar lá vira uma pressa que muitas vezes não se justifica.[/quote]

mesmo que significasse, elas jamais teriam oportunidade. por isso algumas abrem empresas, fazem concurso o resto…na verdade a maioria, acaba esperando dar o tempo.

Nesse caso, não é problema da geração. É uma situação normal, e é obrigação de quem conhece procurar outro emprego mesmo.

O problema da geração Y é, de maneira geral, ter uma expectativa errada sobre si mesmo. É claro que há pessoas que são exceção (como em toda geração), mas não cabe falar de um perfil geral citando exceções.