A verdade sobre a Telefônica e a privatização do setor de telefonia no Brasil

Basta! Está na hora do Brasil retomar o que entregou à Telefonica

Eu sei que isso não tem nada a ver com java, mas tem com tecnologia. Simplesmente não pude deixar de divulgar um artigo tão esclarecedor quanto esse. Leiam, é realmente muito informativo.

Basta dizer que pra ter telefone residencial você entrava numa lista de espera de anos e anos e as linhas eram vendidas por valores equivalentes a 3 mil reais hoje.

Quando foi implantado o primeiro sistema de celular da telerj, também era feito um cadastro via central (eu sei, pois fiz na época) e tinha que aguardar.

Hoje tem gente que não tem o que comer mas tem um pré-pago.

Concordo que se houvesse interesse o governo poderia ter reestruturado todo o sistema, mas interesse de algum governo no Brasil? Piada né.

Foi a melhor privatização já feita nesse país.

Na minha opinião privatização em geral sempre traz muitos beneficios, pois na pratica,nada que é do governo funciona.

Eu acho realmente engraçado alguém dizer que as coisas antes da privatização eram boas…se eu quisesse um telefone teria que recorrer ao mercado negro para ALUGAR um, ou comprar por valores exorbitantes nesse mesmo mercado.

Ou se quisesse pagar um pouco menos, tinha que esperar aparecer um plano de expansão, me cadastrar, e torcer para ser sorteado, e por último, esperar ser chamado! Isso geralmente levava anos. Lembro nitidamente do último plano de expansão, no qual eu participei, e desde o cadastro até a carta dizendo que eu poderia comprar a linha (por R$900,00 na época!!!) se passaram quase 2 anos.

Há problemas com o setor? Com certeza!

Mas dizer que o setor estaria melhor nas mãos do Governo, é pra dar risada mesmo.

Ele quis provar que estatais são melhores, mas o tiro saiu pela culatra. É justamente pela politicagem e pouco interesse em providenciar um serviço decente que estatais não prestam.

Todo o “causo” de como a Telesp era impedida de trabalhar naquele blog só prova que o Estado não tem nada que se meter com empresa alguma.

Sou contra privatizações.

Eu concordo que os serviços melhoraram. Entretanto, os valores das contas tmb aumentaram.

Um exemplo disso é a conta de luz. Se ainda fosse estatal não seria tão cara, embora os serviços tmb não seriam tão “bons”.

O que falta é vontade!

Discurso sobre privatização é uma bobagem sem fim.

O esquerdista, nacionalista, pseudo-intelectual sempre lembrará de algum defeito das empresas atuais (que seria resolvido se o próprio governo petista aprimorasse a agências regulatórias), da ganância dos investidores (que é um sentimento nato do ser humano), e de como no passado era muito melhor (a memória curta sempre ajuda).

O direitista, monetarista, pseudo-progressista sempre lembrará de algum defeito que havia nas empresas antigas, mas que não existe hoje (mas ocultando que muitas dessas empressas criaram outros problemas e, pior, ficam ainda mendigando dinheiro do governo), de como o Estado ficaria mais enxuto (não ficou, a privatização foi acompanhada de uma grande irresponsabilidade financeira do governo tucano, que custou anos de dependência do FMI), e de como estaríamos na direção de um Brasil mais moderno (longe disso, basta olhar a burocracia para abrir ou fechar uma empresa, e de se manter na legalidade).

Então, parem de discussões inúteis, os dois lados estão errados, e sempre estiveram! Pra uma discussão séria, é necessário lembrar uma coisa: quando o País tem uma organização estatal, precisa tirar dinheiro do próprio bolso (do contribuinte) pra mantê-la, na esperança que traga dividendos no futuros (e que pode não vir). O valor que se paga para a manutenção dessas empresas está valendo a pena? Pensem nisso.

Não acho inútil… muito pelo contrário.

Ouvir o ponto de vista dos outros é sempre bom.

Só não é bom quando o ponto de vista não é definido e a única forma de “consertar” a nação é morrendo e nascendo em outra.

Tem certeza?

Os valores de serviço realmente aumentaram, no caso da telefonia fixa. Mas isso não quer dizer que eles eram lucrativos antes da privatização. O que devemos nos perguntar, é, de onde vinha o dinheiro para manter o preço tão baixo? E, a resposta, não será da eficiência da tele estatal.

Ok, existem problemas em nosso modelo de privatização. Por exemplo, a Anatel tabela os preços de telefonia fixa, e não permite variação diferente da tabela em uma margem de 9% para mais ou para menos. Na verdade, nossa privatização ainda não tem livre-concorrência e, isso, é um problema do governo, não da privatização. Muitas de nossas empresas também foram adquiridas por gigantes estatais de outros países, monopolistas em suas regiões. E, em boa parte das regiões, muitas companhias ainda são monopolistas.

O governo ainda pressiona as companhias pela “comunicação social”, ou seja, por levar linhas para regiões do nosso mapa, onde antes não haviam. Além disso, ele também pressiona para que pessoas de baixa renda adquiram linhas. Mas essas pessoas, não pagam pulsos, e muitas vezes gastam menos do que o valor necessário para que a empresa financie o reparo da linha. Mas a linha está lá, funcionando. Pergunte-se então, quem paga a conta?

Para mais informações:
http://www.revistaoikos.org/REVISTA/R6/9.pdf

O fato, é que o preço é alto, porque nosso governo é ineficiente, e por que não temos ainda acesso a livre concorrência. Não vejo como um governo estatal e totalitário possa reverter esse quadro, principalmente, por usar como prática de mercado o monopólio e não visar lucro. Sem falar, é claro, de nos tirar a liberdade individual de escolher quem vai nos fornecer um serviço.

E, finalmente, é bom lembrar que os países com menor custo de telefonia do mundo (entre eles os EUA), seguem o modelo privado. Talvez o nosso modelo não seja o ideal, mas creio que torna-lo estatal só piora o quadro, ao invés de soluciona-lo.

Pra quem quer olhar opiniões contrárias e tirar suas próprias conclusões:
O Mito do Consenso de Washington
As corporações contra o mercado

Só avisando, a conversa aqui ainda está amistosa. Sugiro que replies sigam essa linha, argumentativa e, preferencialmente, com links. Se algum ativista entrar aqui (seja de esquerda ou direita), vou bloquear o tópico, pois temas políticos não deveriam ser tratados no GUJ, nem mesmo no off-topic.

Talvez não fosse o caso de estatização a la Hugo Chávez, mas sim de entregar para quem sabe fazer melhor, para quem tem mais competência…

Contratei o Speedy 2 MB por um ano e meio a R$89,90PS (no Paraná, a GVT oferece 10 MB por um valor menor do que esse :wink: ). Apenas uma fatura veio com o valor correto. As outras, obviamente, vieram com valores maiores, gerando uma diferença de quase R$500,00 no final do contrato. Fico imaginando quantas pessoas não foram enganadas por propaganda enganosa e/ou erros nos sistemas de billing dessa empresa.

O problema NÃO está na privatização e sim na atuação da ANATEL e da Justiça (Governo). A primeira deveria regular o setor, a segunda deveria dar ganho de causa com valores exemplares a clientes que são ignorados pelas centrais de “relacionamento”. Hoje, para quem me pergunta eu digo que a Telefônica tornou-se um problema de saúde pública, ou seja, A TELEFÔNICA É PREJUDICIAL À SAÙDE.

Não. De forma alguma disse que eram lucrativas antes da privatização.
O problema é que mesmo após a privatização, algumas áreas continuaram não sendo lucrativas.
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/02/26/294719695.asp
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u609563.shtml

O dinheiro para custear as empresas públicas vinham, sim, dos cofres públicos. Ou seja, da população brasileira que paga impostos.
Entretanto, de 1994 até 2003, os impostos subiram de 20% do valor do PIB brasileiro para 45,5% do PIB.
http://www.kanitz.com.br/veja/pai.asp

Ai está. Muito se fala que privatizações aumentam a concorrência. Isso já é notável, principalmente, nos serviços de telecomunicações.
Entretanto, os consumidores ainda estão longe, muito longe, de ter esse serviço em outros setores, como o da energia elétrica.
Sem falar que há concorrência mesmo havendo outras empresas, quando há compromisso.
Veja o caso da Petrobras: a mais sustentável do mundo entre as petroleiras
http://www.abin.gov.br/modules/articles/article.php?id=2035
E o setor bancário brasileiro é o mais competitivo do mundo, tendo o Banco de Brasil (que tem 68,7% de suas ações de posse da União) como sétimo maior banco das Américas, perdendo apenas para seis instituições norte americanas.
http://www.ini.org.br/ini/site/parceiros/fundadoresassociados/bb/inf_gerais.htm
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,MUL1265405-9356,00-BANCO+DO+BRASIL+E+O+SETIMO+MAIOR+BANCO+DAS+AMERICAS+DIZ+CONSULTORIA.html

Ao menos não localmente.
http://www.nationmaster.com/graph/med_ave_cos_of_loc_cal-media-average-cost-local-call

Só pra acrescentar.
Apesar de entender que assunto Off-topic seja qualquer tipo de assunto. Estamos lidando com assunto de privatização e não de governo. Portanto, sem argumentos do tipo… “se é off-topic eu tmb posso falar sobre governo”.
Apesar do forum ser sobre Java, na minha opinião, essa discussão tá sendo ótima!!! :smiley:

Já fui pró e contra privatização.

É fato que a telefonia melhorou, só que abaixo da média mundial, assim como a qualidade.

Hoje acredito que o que faz melhorar a qualidade não são as empresas públicas ou privadas, mas a CONCORRÊNCIA. Tem muitos países com estatais eficientes, a diferença é que elas competem na mesma regra das empresas privadas. O problema no Brasil é que temos um agravante nas empresas públicas que é a corrupção dos políticos. Por isso na maioria das vezes as empresas públicas são monopolistas.

Empresas públicas tem a vantagem pro governo de conseguir gerar demanda onde não tem: se quer desenvolver uma região, contrói uma filial, encomenda um investimento de lá, estimula um financiamento…

A cidade onde moro em Minas Gerais, Uberlândia, era muito menor que a vizinha, Uberaba. O governo resolveu construir uma Universidade Pública aqui e não na cidade mais desenvolvida e foi muito criticado na época porque Uberlândia era quase uma roça. Só que hoje a cidade já passou a vizinha e o mercado distribuiu entre as duas, não correndo o risco de estrangular e nem encher de favelas com um crescimento descontrolado.

Hoje construíram um campus em uma cidade vizinha, também pequena. E por aí vai…

Outro exemplo recente é a quebra do monopólio de resseguros que estava na mão na estatal IRB. Hoje ela ficou mais eficiente, o valor dos resseguros baixou. Só que teve a desvantagem de alguns setores ter encarecido por terem risco algo e agora o IRB não precisa ser obrigado a segurar. Exemplo: seguro contra granizo pra montadoras de carro.

Percebi que alguns que comentaram aqui não leram o artigo por inteiro. Só pra esclarecer, segundo o autor do artigo - que era executivo da Telesp, a empresa era lucrativa sim. Só que o governo tomava todo o seu lucro, o que a impedida de investir. E por que uma estatal não pode ser eficiente? Segundo esse argumento a Petrobrás seria ineficiente, e todos sabemos que isso não é verdade. Talvez uma solução melhor seria uma empresa de capital misto, como a Petrobrás e o Banco do Brasil.

Não sou um defensor do modelo estatal, apenas não suporto mais os abusos da Telefônica. E pra quem acha que a Telefônica investiu bilhões no Brasil, está enganado, ela não trouxe um centavo de fora, investiu o que ganhou aqui e ainda pegou empréstimos com o BNDS. Ou seja, a população é quem está financiando uma empresa estrangeira, a ajudando a fazer lucro com serviços de péssima qualidade.

Não foi meu caso, pois li o artigo todo, na íntegra.

Existem problemas sérios em empresas estatais e, só para citar alguns:
a) O modelo de licitações é extremamente ineficiente, porém, é o melhor modelo que uma estatal dispõe;
b) Estabilidade de emprego impede demissões, mesmo quando elas são necessárias. Exemplos disso são de empresas que mantém funcionários só pq fizeram contratações num momento de pico, e não podem demiti-los depois;
c) As contratações são lentas, burocráticas e exigem concurso.
d) Estão sujeitas a interferências negativas do governo, para fins exclusivamente políticos.

Empresas de capital misto sofrem em menor escala com esses fatores, mas sofrem.

Quanto ao dinheiro vir do BNDS. Não vejo problema nisso. Linhas de financiamento são para isso mesmo e, desde que haja pagamento, os cofres públicos estarão lucrando, e não tendo prejuízo. É bom lembrar que sobre capital emprestado cobra-se juro e para grandes empresas o empréstimo do BNDS não é tão camarada (é melhor que o de outros bancos, mas é lucrativo).

Realmente, privatizações não aumentam a concorrência, a menos que sejam bem-feitas. Mas acredito que a solução está mesmo em tornar o modelo mais liberal, e não menos liberal. Ou seja, estimular a concorrência. Os exemplos que temos do governo é que ele é um péssimo administrador. Como esperar eficiência de uma empresa onde os administradores visam interesses políticos no lugar do crescimento?

Não tenho certeza se a petrobrás é tão eficiente quanto diz a propaganda governista, ou tão eficiente como poderia ser, caso houvesse outras empresas competindo com ela. O que tenho certeza é que pago na bomba um valor muito superior ao que pagam pessoas de outros países e por razões exclusivamente políticas.

[quote=renamed]
O problema é que mesmo após a privatização, algumas áreas continuaram não sendo lucrativas.
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/02/26/294719695.asp
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u609563.shtml[/quote]

O duro de privatizações, é que as novas empresas passam a ser sujeitas ao mercado. E, o mercado, pode realmente não ser lucrativo. É um risco que se corre com qualquer empresa, em qualquer mercado. A diferença está no fato de que, as empresas nesse novo mercado, terão que se tornar mais competitivas, ou fechar. E isso dará lugar a outras empresas. Enquanto uma empresa governista pode tapar buracos com dinheiro público pois aquilo é politicamente interessante.

Não descarto o fato de haver atuação do governo em mercados por razões sociais. Mas acho que ele deve atuar como investidor, não como proprietário de empresas. Por exemplo, ele pode financiar a instalação de serviços de telefonia no interior do Brasil, apostando em desenvolvimento regional, o que seria muito pouco provável que uma empresa privada fizesse por conta, já que a chance de lucro é pequena. O governo também tem papel importante nos mercados de infra-estrutura, como rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, etc.

[quote=renamed]Ai está. Muito se fala que privatizações aumentam a concorrência. Isso já é notável, principalmente, nos serviços de telecomunicações.
Entretanto, os consumidores ainda estão longe, muito longe, de ter esse serviço em outros setores, como o da energia elétrica.[/quote]

Esse serviço não é estatal? Pelo menos, aqui no Paraná, o governador Roberto Requião uniu-se há alguns comunistas sindicalistas para manter o serviço sob o controle do estado. Portanto, isso explica a ausência de concorrência, já que o estado dificilmente a admite.

Mas, realmente, privatização não é garantia de aumento de concorrência. E a solução para isso, como citei acima, é tornar estimular essa concorrência, e não voltar ao monopólio estatal.

[quote=renamed]Ao menos não localmente.
http://www.nationmaster.com/graph/med_ave_cos_of_loc_cal-media-average-cost-local-call[/quote]

Esse dado leva em consideração apenas o preço da ligação, não o percentual que ele tem sobre a renda de quem liga. Aposto que 0.09 por hora pesa muito menos no bolso do americano do que nossos 0.04 aqui no Brasil. E fico feliz de não morar no equador.

Por isso é necessário a concorrência. Coloque alguém aí disposto a tomar os serviços, clientes e lucros da Telefônica e veja se o serviço não melhora. A GVT cresceu muito aqui no Paraná só oferecendo uma alternativa à Brasil telecom. Aliás, muitos amigos meus migraram só porque eram melhores atendidos no telefone.