Olá!
Olha, eu acho que ninguém discordaria da (1), mas só pra deixar claro, eu me refiro a um ambiente que não cause interrupções (demais), e não a um silêncio absoluto.
Agora vejamos a (3)… veja, eu falei em 8+ pessoas… Eu penso que se cada discussão interromper o seu trabalho (e a maioria interrompe), a perda de produtividade é grande, por mais que seja interessante conhecer as soluções que os demais estão utilizando. E o ponto onde queria chegar é exatamente a (4).
No Peopleware os autores citam um estudo da Cornell University: pegaram dois grupos de alunos de ciência da computação, um que gostava de trabalhar com música e outro que prefiria o silêncio. Metade de cada grupo foi colocada a trabalhar com música, e metade em silêncio, num mesmo problema. A produtividade dentre os dois grupos foi, como esperado, bem semelhante. Só que havia uma “armadilha”: o problema consistia numa série de operações aplicadas sobre números que, ao final, retornava o mesmo número da entrada. E a vasta maioria dos que perceberam o fato pertencia ao grupo que trabalhou em silêncio.
A explicação é que o trabalho ‘automático’ é feito pela metade esquerda do cérebro, enquanto a música é ‘digerida’ pela metade direita. Só que é essa metade direita é também a “responsável” pela criativadade, aquele “ahÁ” que pode evitar dias ou meses de trabalho. E ficou evidente que a música “diminuiu a criatividade”. Eu acho que os autores tem um ponto aqui.
Mas então? Os espaços abertos pregados pelo XP são, no final das contas, uma boa prática?