Aprender Fisica/Matematica e Assembly 64/32 è perda de tempo ? (+duvida , pessoasMeDesanimando)

19 respostas
SirDominque

Gente, bom dia.
Como sabem , desde que entrei no fórum, evolui bastante em programação.
Agora além da facul estou estudando um livro de matematica/Fisica para programação, ja acabei um de javaFX 2.0 Introduction e
Minha próxima etapa é acabar o javaFX 2.0 PRO e depois começar a ler o 9nd do Deitel e depois
Assembly 64 bits.

Só que, esses dias, veio um amigo meu, que ja trabalha na área, dizendo que é perda de tempo porque com isso vou acabar passando fome, porque o mercado nao quer isso.
Porém, eu gosto de aprender essas coisas, alem disso o javaFX tem coisas muito bacanas, e eu quero aprender assembly.

Agora, a pergunta, tenho que deixar de aprender o que eu quero por causa do mercado?Ou posso continuar fazendo isso que estou no caminho certo ?
Porque, igual eu disse outro dia, as vezes, eu posso acabar entrando numa empresa desenvolvedora de jogos…

O que acham?

Porque, eu olho la o pessoal da facul, eles só estudam o curso mesmo.
E eu quero mais.

Estou errado ?
Queria também saber o que o ViniGodoy acha disso também ( mas também quero a opiniao de todos), porque ele desenvolve esses jogos, e eu nao acho perda de tempo.Tanto que quero fazer meu próprio jogo, pode ser simples, sei la, mas quero que seja algo que eu fiz.
Quero saber o que voces que ja estao na área há algum tempo acham.

Por exemplo, numa entrevista, se o rapaz ver que eu ja tenho esses conhecimentos prévios, isso não da um ++ ?

Obrigado gente.
Vamos ver suas opiniões :

19 Respostas

Gabriel

Vai por mim, tem muita gente na área falando do que não sabe.

Se você gosta, se você tem tesão por isso, aprenda e pronto. Seja feliz.

J

Da matemática e física não tem como fugir. No caso do assembly já existem compiladores de diversas linguagens para x86/64. Mas que é bom aprender é sim.

drsmachado

Sabe a lâmpada elétrica? Essa que acende quando você aperta o botão do interruptor? Com um filamento que conduz eletricidade? Pois bem, sabe quantas vezes o cara que inventou ela ouviu “Não vai dar certo?” Mais de 100 vezes. E adivinha quem dizia isso? A própria esposa, a sra. Edison. E se o Thomas tivesse desistido só pela crítica? Ainda estaríamos vendo castiçais por todo canto (não, né, mas teríamos um atraso tremendo).

Cara, siga o que você acredita, o que julga melhor. Se não der certo, ao menos você poderá ter orgulho de dizer que tentou algo diferente. Mas, todos os que buscam conhecimento, jamais perdem tempo.

Tchello

drsmachado:
Sabe a lâmpada elétrica? Essa que acende quando você aperta o botão do interruptor? Com um filamento que conduz eletricidade? Pois bem, sabe quantas vezes o cara que inventou ela ouviu “Não vai dar certo?” Mais de 100 vezes. E adivinha quem dizia isso? A própria esposa, a sra. Edison. E se o Thomas tivesse desistido só pela crítica? Ainda estaríamos vendo castiçais por todo canto (não, né, mas teríamos um atraso tremendo).

Cara, siga o que você acredita, o que julga melhor. Se não der certo, ao menos você poderá ter orgulho de dizer que tentou algo diferente. Mas, todos os que buscam conhecimento, jamais perdem tempo.

Exemplo bacana.
Pegando carona nisso, cuidado pra não seguir toda a trajetória do colega Thomas Edson, tornando-se aquilo que supostamente condenava.

Anyway, com exceção do assembly estou no mesmo caminho pra relembrar e aprender muitas coisas que vi/não vi na faculdade em matemática e física.
Tudo pra me tornar um desenvolvedor melhor. Acredite, já está ajudando.

Ataxexe

É muito bom estudar coisas que te agradem, apenas lembre-se que o mercado precisa de quem é útil e não de quem faz o que gosta.

Recomendo ler isto

igor_ks

nao gostei desse texto não atax, pra mim tem que balancear as coisas, qdo diz fazer o que gosta, é profissionalmente. O cara compara isso com “beber cerveja na praia”, mistura lazer com profissão.

O cara é bem titulado USP e Harvard e tem varios livros publicados, mas não concordo com o autor não.

Respondendo ao topico:
Cara, se vc tem curiosidade e vontade aprender assembly, aprenda sim… quem sabe um dia vc nao tem a idéia de algum projeto que necessite disso. Qdo vc estuda algo que vc gosta, vc aprende bem mais, e isso não é perca de tempo, vc vai estar fazendo o que gosta, mas tenta balancear as coisas também… aprnde algo que o mercado pede, mas estude coisas que vc goste tb…

Luiz_Augusto_Prado

Andre Lopes:
Gente, bom dia.
Como sabem , desde que entrei no fórum, evolui bastante em programação.
Agora além da facul estou estudando um livro de matematica/Fisica para programação, ja acabei um de javaFX 2.0 Introduction e
Minha próxima etapa é acabar o javaFX 2.0 PRO e depois começar a ler o 9nd do Deitel e depois
Assembly 64 bits.

Só que, esses dias, veio um amigo meu, que ja trabalha na área, dizendo que é perda de tempo porque com isso vou acabar passando fome, porque o mercado nao quer isso.
Porém, eu gosto de aprender essas coisas, alem disso o javaFX tem coisas muito bacanas, e eu quero aprender assembly.

Agora, a pergunta, tenho que deixar de aprender o que eu quero por causa do mercado?Ou posso continuar fazendo isso que estou no caminho certo ?
Porque, igual eu disse outro dia, as vezes, eu posso acabar entrando numa empresa desenvolvedora de jogos…

O que acham?

Porque, eu olho la o pessoal da facul, eles só estudam o curso mesmo.
E eu quero mais.

Estou errado ?
Queria também saber o que o ViniGodoy acha disso também ( mas também quero a opiniao de todos), porque ele desenvolve esses jogos, e eu nao acho perda de tempo.Tanto que quero fazer meu próprio jogo, pode ser simples, sei la, mas quero que seja algo que eu fiz.
Quero saber o que voces que ja estao na área há algum tempo acham.

Por exemplo, numa entrevista, se o rapaz ver que eu ja tenho esses conhecimentos prévios, isso não da um ++ ?

Obrigado gente.
Vamos ver suas opiniões :

Cara, vc é um dos meus.
A computação surgiu das questões e dúvidas da matemática. Logo passou-se a utiliza-la na gerra: criptografia por exemplo.
Vai por mim amigo, vc vai ser capaz de inovar e de olhar mais a fundo os problemas do cotitiano do que seus colegas que só estudam o conteúdo imposto. É o que vc gosta? Eu também. Gosto mais de ler sobre este assunto do que Machado de Assis. Hobby =D

Tchello

E pra galera que fica de “mimimi” na faculdade de que não vai utilizar Calculo, Pesquisa Operacional, Métodos Matemáticas, etc…
Isso pode ser válido, desde que você se mantenha a CRUDs e não se aventurar por projetos mais complexos.

Eu por exemplo tive a sorte e a felicidade de estar envolvido em alguns projetos que foi exigido muito de PO, GA e bastante Cálculo Numérico.
Foi difícil? Com certeza!
Valeu a pena? Não tenha a menor dúvida, sou um desenvolvedor mais realizado por conta da participação nesses projetos.

rmendes08

Andre Lopes:
Gente, bom dia.
Como sabem , desde que entrei no fórum, evolui bastante em programação.
Agora além da facul estou estudando um livro de matematica/Fisica para programação, ja acabei um de javaFX 2.0 Introduction e
Minha próxima etapa é acabar o javaFX 2.0 PRO e depois começar a ler o 9nd do Deitel e depois
Assembly 64 bits.

Só que, esses dias, veio um amigo meu, que ja trabalha na área, dizendo que é perda de tempo porque com isso vou acabar passando fome, porque o mercado nao quer isso.
Porém, eu gosto de aprender essas coisas, alem disso o javaFX tem coisas muito bacanas, e eu quero aprender assembly.

Agora, a pergunta, tenho que deixar de aprender o que eu quero por causa do mercado?Ou posso continuar fazendo isso que estou no caminho certo ?
Porque, igual eu disse outro dia, as vezes, eu posso acabar entrando numa empresa desenvolvedora de jogos…

O que acham?

Porque, eu olho la o pessoal da facul, eles só estudam o curso mesmo.
E eu quero mais.

Estou errado ?
Queria também saber o que o ViniGodoy acha disso também ( mas também quero a opiniao de todos), porque ele desenvolve esses jogos, e eu nao acho perda de tempo.Tanto que quero fazer meu próprio jogo, pode ser simples, sei la, mas quero que seja algo que eu fiz.
Quero saber o que voces que ja estao na área há algum tempo acham.

Por exemplo, numa entrevista, se o rapaz ver que eu ja tenho esses conhecimentos prévios, isso não da um ++ ?

Obrigado gente.
Vamos ver suas opiniões :

Cara, provavelmente esse seu colega entende por “mercado” apenas as empresas que terceirizam o desenvolvimento. Pode ser que seja esse “mercado” que ofereça a maior quantidade de vagas, mas também é o pior ambiente do meio (pressão de gerentes, salários baixos, contratos PJ). Geralmente esse “mercado” gosta de CRUDeiros de 1000 frameworks. A minha percepção é completamente diferente. Existem empresas que desenvolvem produtos próprios, para os mais diversos segmentos e nesses casos, você precisa conhecer programação de fato, pois a solução não virá em um framework ou código jogado na Internet.

Na minha opinião, você está mais do que certo, apenas não espera um retorno logo no primeiro emprego, mas você vai sentir a diferença na velocidade com que você consegue crescer e o quanto a sua experiência será mais proveitosa.

ViniGodoy

Já perdi as contas de quantas vezes me destaquei em informática por ser fera em matemática e física.

Ataxexe

igor_ks:
nao gostei desse texto não atax, pra mim tem que balancear as coisas, qdo diz fazer o que gosta, é profissionalmente. O cara compara isso com “beber cerveja na praia”, mistura lazer com profissão.

Entendo, ele pegou pesado mesmo. Mas a mensagem é clara: o mercado não liga pro que você gosta, liga pra sua utilidade. Isso não significa que não devemos estudar essas coisas (como o Vini, eu também já me destaquei muitas vezes por ser bom em física e matemática), significa que temos que fazer algumas coisas das quais não gostamos simplesmente porque devem ser feitas. Exemplo: eu não sou fã de dar manutenção em sistemas legados, mas, como tenho uma boa experiência nisso, acabei crescendo na minha carreira mais por conta disso do que das outras coisas.

O ponto que eu acho válido é: aprender matemática, física, assembly, etc. é excelente, mas não é somente isso que vai te fazer subir na carreira, sendo necessário focar em diversas outras coisas de acordo com o que você queira na carreira. Existem tarefas necessárias e saber executá-las é essencial. O que eu gosto eu faço pra mim, pros outros eu faço o que sou útil. Se isto envolver algo que eu gosto, ótimo! Se não, tudo bem. O Vini é muito mais capacitado pra dizer sobre isso, mas desenvolver games vai muito mais além de dominar física e matemática (sendo que, nesse caso, esses dois são pré-requisitos muito mais fortes do que em sistemas de informação, por exemplo).

Um exemplo disso: eu sou apaixonado por calculadoras e, numa ocasião, programei um mini-sistema de estoque na minha calculadora pra poder verificar com mais facilidade se o sistema apresentava inconsistência financeira com base nos relatórios que os clientes nos enviavam. Eu poderia ter feito no computador, mas pra mim era melhor ter isso no bolso (era mais prático usar a calculadora em vez de um desktop numa sala de reunião). O fato de eu saber programar na calculadora não agregava em nada pra empresa no momento da minha contratação, mas resolveu algumas situações de uma forma tão simples e prática que me rendeu bons frutos.

ViniGodoy

Ataxexe:
Entendo, ele pegou pesado mesmo. Mas a mensagem é clara: o mercado não liga pro que você gosta, liga pra sua utilidade. Isso não significa que não devemos estudar essas coisas (como o Vini, eu também já me destaquei muitas vezes por ser bom em física e matemática), significa que temos que fazer algumas coisas das quais não gostamos simplesmente porque devem ser feitas. Exemplo: eu não sou fã de dar manutenção em sistemas legados, mas, como tenho uma boa experiência nisso, acabei crescendo na minha carreira mais por conta disso do que das outras coisas.

O ponto que eu acho válido é: aprender essas coisas é excelente, mas não é somente isso que vai te fazer subir na carreira. Existem tarefas necessárias e saber executá-las é essencial. O que eu gosto eu faço pra mim, pros outros eu faço o que sou útil. Se isto envolver algo que eu gosto, ótimo! Se não, tudo bem.

Eu concordo em gênero, número e grau. Aliás, já li diversas reportagens sobre a frustração da geração y no mercado de trabalho, o fato de trocarem rapidamente de emprego, justamente por acharem que a profissão será fazer apenas “o que gosta”.

No fundo, eu também sou totalmente contra o discurso de “fazer o que gosta”. Prefiro o de “gostar do que faz”. Esse discurso leva adolescentes a se preocuparem excessivamente com a escolha do primeiro emprego. De achar que vai haver uma, e somente uma, profissão ideal, onde nela todos os dias trabalhar será uma ocasião feliz.

Eu amo informática, nunca tive dúvidas sobre a profissão que seguiria. Mas mesmo amando muito o que faço, sempre existem os dias de analisar logs, ler/escrever documentações, ficar em reuniões e dar manutenção naquele código mau escrito (ou escrito em uma linguagem pré-histórica) que alguém deixou para trás. Faz parte da profissão encarar os abacaxis também, não só o filet mignon.

Da mesma forma, já encontrei satisfação em outras tarefas que não a de programador: professor, coordenador e acho que poderia ser feliz em outra profissão bem diferente.

igor_ks

Belo exemplo pro cara querer aprender Assembly… poxa, apenas pra satifação pessoal já vale a pena, nem precisaria render algum dinheiro. Acredito que vc deve ter falado com orgulho de ter programado em uma calculadora, e é de se falar mesmo. Pra que pensar em mercado em uma hora dessas? Você ta ali se divertindo :slight_smile:

Acredito que a maioria dos marceneiros, os melhores são aqueles que desde criança, pegava os pedaco de madeira e construia seus brinquedos, ou os mecanicos, que desde crianca desmontavam suas bicicletas, seus carrinhos pra entender como eles funcionavam. Essa motivacão de estar fazendo o que gosta, estudar algo que tem interesse, acho que é a melhor forma de aprender, voce se empolga e vai muito mais a fundo do que esperava ir.

Ataxexe

igor_ks:
Belo exemplo pro cara querer aprender Assembly… poxa, apenas pra satifação pessoal já vale a pena, nem precisaria render algum dinheiro. Acredito que vc deve ter falado com orgulho de ter programado em uma calculadora, e é de se falar mesmo. Pra que pensar em mercado em uma hora dessas? Você ta ali se divertindo :slight_smile:

Foi legal mesmo quando eu mostrei o resultado. Me diverti pra caramba fazendo, aprendi mais ainda sobre a calculadora e ganhei um reconhecimento pelo meu trabalho. Já usei até mapa de Karnaugh pra simplificar uns ifs de 3 linhas que mal dava pra entender. Mas isso são coisas que apenas me agregam valor, nunca foram diferenciais.

Ruttmann

Olha, acho que se você gosta de aprender sobre isso, tem mais é que estudar mesmo…

É a mesma história de jogar videogame. Eu jogo videogames todos os dias, e isso agrega algo pra minha carreira? Logicamente não, mas é algo que me diverte, que eu gosto de fazer…

Se estudar Assembly é divertido pra você, estude! Na pior das hipóteses, você vai ser um cara sem emprego que sabe Assembly muito bem. :lol:

Poderia ser pior!

Acho que você deve fazer o que gosta, independente do que as pessoas ficam falando pra ti.

Mas obviamente, deve se focar na carreira também, senão vai ficar parado no tempo. Você saber balancear os estudos, estudar o que gosta e estudar também o que vai ser útil pra sua vida profissional.

E reiterando o que o ViniGodoy falou com muita sabedoria, você deve se esforçar pra gostar do que faz, e não querer só fazer o que gosta!

:wink:

Ataxexe

Exatamente, Vini! E é muito melhor aprender a gostar do que faz do que conseguir fazer o que gosta.

Eu também sou apaixonado pelo meu trabalho, já tive minhas dúvidas a respeito da profissão por também ser artista, mas mudei muito minha forma de pensar e hoje me sinto muito mais confiante na minha carreira em informática.

E encarar os abaxis foram as melhores coisas que já me aconteceram. Quando você está limitado e precisa dar solução é quando você realmente coloca a cabeça pra funcionar a todo o vapor e vê qual é o seu limite.

V

Aprender matemática e física é muito importante para o desenvolvedor que quer ir além dos CRUDs que dominam o mercado. Na verdade, de acordo com Robert Kyosaki, o maior patrimônio que nós temos é a nossa inteligência. Ao estudar assuntos complexos, sua capacidade sempre é desafiada e você só tem a ganhar com isso.

Uma dica que eu dou é sempre tentar aplicar os conhecimentos que você estuda em casos da vida real. Um exemplo é um estudo que eu, junto com dois colegas, estamos desenvolvendo para uma cadeira chamada Metodologia de Pesquisa em Informática na faculdade. Decidimos fazer um estudo sobre redes sociais, abordando os conceitos técnicos e aplicando-os num modelo teórico. Não iremos desenvolver o sistema, porque foge da idéia do estudo. Mas estamos fazendo uma boa abordagem sobre grafos aplicados ao modelo de redes sociais. Além disso, estamos aplicando alguns preceitos da Teoria Geral de Sistemas para explicar diferentes ligações entre diferentes atributos e o impacto disso no nosso modelo. Como você pode ver… não tem código, não tem tecnologia, apenas conceitos matemáticos e sociais aplicados a um problema do mundo real. Será que esse conhecimento que eu irei adquirir não valerá de nada apenas porque o “mercado” não valoriza?

Cuidado com as opiniões de quem já está “na área”. Um ditado que li em um livro do Malcom Gladwell sintetiza isso: “To a worm in horseradish, the world is horseradish!”.

Abraço!

V

Acho que é simples, seja disciplinado. Separe uma parte do dia para fazer o que deve gostando ou não.
O tempo restante faça o que gosta e pense em uma forma de usar o que gosta para ganhar dinheiro mas, não antes de fazer o que deve ou mesmo sendo expert em assembly você será um profissional incompetente.
Normalmente no começo da carreira gasta-se muito tempo com o primeiro e sobra pouco para o segundo mas, com o tempo (se Deus quiser pouco tempo!) você consegue inverter essa relação.

ViniGodoy

Só para reiteirar. Eu não estou falando também que o sujeito tem que ser mercenário, e só trabalhar pelo dinheiro em algo que não gosta. Gostar do que faz é muito importante, até para você poder tocar estudos pessoais e se sentir profissionalmente satisfeito. Particularmente, eu vivo dizendo para o pessoal pensar mais na carreira e no aperfeiçoamento do que no salário. O salário é uma conseqüência, não necessariamente um motivador.

Agora, eu critico fortemente o conceito romantizado de “gostar do que faz”. Muita gente acha que gostar do que faz é não ter frustrações, e já começa a pensar em largar de emprego ou trocar de carreira logo nos primeiros revezes. A pessoa sente algo ruim, e já começa todo um questionamento filosófico se está ou não “na profissão de sua vida”.

Você vê profissionais mais novos que não se fixam em empregos, ou que tem grandes frustrações justamente por terem criado essa expectativa surreal de que no emprego “que eu amo” ele seria feliz 100% do tempo.

Na realidade, acho que uns 20% do tempo você irá fazer aquele trabalho do qual você realmente vai ser orgulhar, achar o máximo, e se exibir nos futuros empregos. Uns 50% vai ser do feijão com arroz, que depois de alguns anos de profissão não vai ter nada de desafiador (mas que você ainda pode gostar de fazer bem feito). E o resto, vai ser de bucha. E, poxa, são 30% de bucha! Toda empresa vai ter seus problemas também: aquele chefe chato, aquela política de aumento de salários que você não concorda, a falta de um ar condicionado, um ser longe, não ter um bom refeitório, exigir horas extras, etc… etc… etc… Há boas empresas para se trabalhar, mas mesmos essas, terão problemas.

O importante é ter maturidade. Perceber que o mundo não é um mar de rosas, que nenhum emprego é perfeito e que nem tudo que você gosta vai valer dinheiro para a empresa que você trabalha. Mas que, por outro lado, há muitas empresas, muitos empregos e boa parte deles será capaz de te satisfazer plenamente.

Criado 18 de outubro de 2012
Ultima resposta 19 de out. de 2012
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