De quase 250 países nós ficamos em 73º com média de 2,3 Mbps, bem longe da primeira divisão, mas também não estamos entre os piores. Como a maioria do pessoal aqui desenvolve para web, a informação é interessante pra saber a média de tráfego que os clientes acessariam caso fosse um servidor remoto (independente de ser nuvem).
Fazendo uma análise rápida, dá pra ver o tanto que o país precisa melhorar, mas também tem alguns pontos positivos que desmentem as lendas de que somos ‘o pior país do mundo’.
O que vi de positivo:
- se for olhar o número de países, ficamos na linha intermediária, na segunda divisão porém subindo.
- a média de 2,32 Mb ultrapassou o limite considerado pela maioria dos países hoje em dia como banda larga, embora até o começo do ano passado eles considerassem 1 Mbps como o limite. Aqui no Brasil o governo ainda considera esse valor, com exceção de São Paulo, onde o governador considera 512 kbps banda larga pra poder cumprir sua meta. Mas depois das eleições, quem sabe?
- o crescimento mundial de velocidade foi de 4% e no Brasil, 7,4%, quase o dobro. Ou seja, estamos tirando um pouco do atraso.
- o país é o 6º maior em número de pessoas com acesso à Internet e o 7º que mais cresceu
- apenas 1,82% possuem conexão menor que 256 kbps, desmentindo o que muitos já postaram que a grande maioria dos brasileiros ainda acessa via linha discada ou conexões de 128 k
Negativos
- além de 73 ser um número distante, apenas 0,7% acessam a links maiores que 10 Mb
- se compararmos com a líder Coreia, com 64 Mbps, vamos demorar uns 50 anos pra alcançá-la
- a distribuição ainda é muito desigual dentro do país
- na América do Sul, estamos em quarto lugar, perdendo pro Chile (3.0M), Colômbia (2.8M) e Equador (2.33), nesse último, quase empate.
- é muito pouco pra streaming de vídeo alta definição e outras tecnologias que são tendências mundiais hoje.