Diploma faz a diferença?

Gostaria de saber se um Diploma realmente faz a diferença.

Estava muito afim de cursar na USP, já venho a tempos pensando nisso, e sei que no mínimo em Ciências da Computação consigo passar na FUVEST (ou fudest), sei disto pelo histórico de aprovações da minha escola nos grandes vestibulares.

Mas também estava refletindo se valeria realmente a pena fazer a faculdade em São Paulo, já que aqui na minha cidade tem uma Universidade (Unicentro), que até que é boa em estrutura, mas muito voltada a atividades agricolas e rurais, pois afinal de contas, moro no interior do Paraná.

Será na hora da entrevista, contratação, e na própria vida profissional dentro da empresa um diploma da USP valeria muito mais que o de uma Universidade pouco conhecida?

Também sempre ouço falar que tem muitos que fazem faculdade tudo nas coxas, e acabam siando sem saber nada, e dizendo que faculdade não quer dizer nada. Mas será que na USP, pelo fato maior exigência em cima aluno essa história não seria diferente?

Eu acho que faz sim. Não é um super-mega diferencial, mas não deixa de ser um diferencial. Principalmente em empresas grandes, que recebem muitos currículos.
Algumas faculdades daqui sequer apareceram listadas num processo de seleção da Exxon e havia lá uma mensagem “se sua faculdade não está listada, você não é elegível ao cargo.”

Já ouvi falar de mais de um contratador que descarta faculdades muito desconhecidas.

Na minha região também tem muitas empresas que exigem diploma e fazem distinção entre universidades.

Outras não exigem, mas usam como diferencial na hora de priorizar. E como a quantidade de gente com diploma vem aumentando cada vez mais (felizmente), a tendência é isso aumentar. Isso não significa que o diploma vai obrigatoriamente te tornar um bom profissional e a falta dele vai te impedir de sê-lo, mas é fato que ele abre portas.

O que será que teria mais impacto na contratação (de um modo geral), um diploma de uma faculdade considerada boa, ou um inglês de alto nível (avançado, sem ser fluente)?

Pois o meu Inglês é relativamente fraco, é mais ou menos o de Internet, um pouco mais pro lado técnico, pois de vez em quando leio alguns reviews internacionais.

Claro que a USP é um diferencial. Sua chance de ser um profissional mais bem preparado ao se formar lá aumenta e muito do que se for fazer em uma outra faculdade que talvez priorize sua permanência lá através de maneiras que não serão tão interessantes para você a longo prazo.

Quando alguém da USP está competindo com alguém de uma universidade menos conhecida, não é só um diploma mais badalado que ele leva consigo. Ele leva também uma quantidade de experiências muito maior.

[quote=Luiz Niedermier Custodio]O que será que teria mais impacto na contratação (de um modo geral), um diploma de uma faculdade considerada boa, ou um inglês de alto nível (avançado, sem ser fluente)?

Pois o meu Inglês é relativamente fraco, é mais ou menos o de Internet, um pouco mais pro lado técnico, pois de vez em quando leio alguns reviews internacionais.[/quote]

Cara, acho que depende da empresa que você for trabalhar, não tem regra.

Eu se fosse você, se tivesse uma empresa em vista procuraria saber o que ela valoriza mais. Se não tivesse nada em vista, ia pela faculdade primeiro, que teoricamente abre mais portas que o inglês. Claro que supondo você possa se dedicar à faculdade, que exige muito da pessoa, seja boa ou mais fraca.

O inglês, em informática, tem um peso considerável. Principalmente se você for capaz de se comunicar oralmente em inglês, mesmo sem fluência perfeita.
Numa multinacional, pode representar viagens para o exterior.

É realmente uma escolha difícil. Eu ainda ficaria com uma boa faculdade, pois certamente ela ofertará algum tipo de clube de línguas. Mas vai daí da sua capacidade de cursar as duas coisas.

A escolha entre uma e outra faculdade só não faz diferença pra três tipos de pessoa:

1 - O vagabundo que não quer nada da vida. Pra esse, não interessa a faculdade, ele não vai estudar e ponto final.

2 - Pra gênios superdotados com +50 em inteligência, cujo primeiro programa foi compilado aos 3 anos de idade

3 - Profissionais arrogantes que acham que são tão bons que:
a - nenhum dos professores de um boa faculdade tem nada pra ensinar a ele,
b - nenhum dos colegas pode ensinar alguma coisa a ele
c - mesmo que ele fique só observando os pobres mortais, também não aprenderá nada, pois provavelmente já sabe tudo o que é importante o suficiente para ser aprendido.

Agora, para quem quer estudar, oambiente faz diferença sim. Quanto melhor o quadro de professores, melhor a estrutura e melhor cultura acadêmica da faculdade, maior a chance de você ter a formação que tanto deseja.

Vou contar um pouco sobre a minha situação. Estou com 15 anos, vou fazer 16 em julho, e já sei bastantinha (ou dependendo do ponto de vista muito pouca) coisa sobre programação. Para ser mais exato já quase terminei o livro do Deitel, C++ Como Programar, e estou começando em Ruby. Também bastante coisa da parte de hardware de computador, tanto que de vez em quando me aventuro em fazer overclocks extremos com LN2, gelo seco, fazer PencilMods (modificar parte do circuito com grafite), etc.

Além de estudar numa escola particular um tanto puxada e com bolsa, eu também trabalho numa marcenaria desde os 13 anos, e faço uns 80% das coisas que se deve fazer num móvel. Minha rotina de trabalho é das 13:00 até 18:30 ou as vezes até mais. E nos finais de semana, muitas vezes faço manutenção e montagem de computadores, essas coisas, ou tiro um tempo para ler, estudar, etc.

Como podem perceber, não tenho muito tempo para estudar, logo, estava pensando no ano que vem em que estarei no 3º ano do EM, parar de trabalhar, ou reduzir no mínimo pela metade a carga horária, para poder passar num vestibular mais concorrido, como a USP.

Sei que para muitos aqui pode ser que não interesse a minha rotina diária, mas no fim, queria saber se na minha idade é comum de já se ter uma base sobre programação e se deveria continuar fundo, ou então, “investir” mais em matérias como Matemática que se usa muito na faculdade, isto pois aqui não conheço ninguém que saiba programação, ou informática mais a fundo.

A diferença de uma faculdade de nome, não é que os professores vão te dar mas atenção e talz, pelo contrário eles botar no seu bumbum todo semestre. Como?
Te dando uma aula de merda ou bem fraca, forçando você chegar em casa e estudar para entender o que foi passado. Na hora deles aplicarem a prova, eles inventam exercícios que nunca foram aplicado numa prova antiga (5 anos). Por que isto? Forçar o coitado do aluno a estudar por conta própria e se tornar um bom profissional no mercado. Lógico não é 100% assim. Tem laboratórios, tem um estrutura legal para tu fazer as suas pesquisas, seus estudos. Isto é uma faculdade nome. Eu faço um faculdade bem conceituada de Engenharia e assim que são as coisas. Dá para contar nos dedos os professores que dão uma boa aula com uma didática boa, eu acho que o problema é com engenharia mesmo.

Voltando ao contexto, se tiver como você fazer um bom inglês e a uma faculdade boa, seria perfeito… Mas acredito que para area de informática, eu optaria por inglês de melhor qualidade e faculdade mas simples, porém não desconhecida. Uma faculdade com horários flexíveis, seria ideal. Se você já estiver na área sem dúvidas iria com essa opção.

Caso você ainda não esteja na area, uma faculdade melhor seria ideal, cursos, certificações, e um inglês mais a longo prazo.

bem, excelente discussao ate, concordo com o josenaldo, e em partes com o vinny e discordo quando falaram que o ingles nao abre tantas portas assim, bem ele abre o mundo e nao as portas e aqueles que tem um fluencia de verdade nao tem o que se queixar tanto de salario e oportunidades, porem o que vejo ai que muitos brasileiros que chegam a um nivel " avancado" que as vezes eh determinado com umas escolas aqui mesmo, que nao ha garantia de ser avancado, so na pratica que dar pra ver, entender e saber responder nao acho que sinonimo de avançando, mas digo para vc que o ingles pesa muito mais que a faculdade, na empresa que trabalho recusamos profissionais das faculdades famosas ai, por nao ter um ingles nem intermediario e contratamos aquele de faculdade menos famosa por ele ter um ingles excelente, o que vale para empresa eh o quanto vc sabe e se ta no perfil da vaga e se ela vai conseguir fechar negocio com sua nova contratacao e ganhar $$ com isso, essa eh a lei do chamado capitalismo, para nosso cliente nao importa seu diploma ele nao vai pagar mais caro por isso, o que importa eh o resultado, vc eh bom tecnicamente? gosta do que faz? a vaga eh sua…

Antes de entrar na faculdade eu tinha essa preocupacao, mas com o tempo eu vi, que isso eh detalhe e que se o cara gosta do que faz, vai provar isso aonde for e vai correr atras dos seus objetivos, claro que se vc tem a faculdade como padrinho para seu sucesso, ti dando os melhores professores e estrutura teoricamente vc tem a sair bem preparado, mas nao eh essa a realidade, o que vejo mais eh alunos que quanto mais oportunidade tem, mas estrutura teve, menos preparado para o mercado ta, e estar preparado nao so tecnicamente e sim maduro suficiente para assumir responsabilidades. Acho que o profissional ele nao pode se esconder atras da marca da empresa muito menos da faculdade, em si ele deve ter sua propria marca, buscar essa independencia, eu ja entrevistei alguns e quando logo de cara ele fala: " eu sou da faculdade XX com aquele ar de que eh o cara" so ai ja perdeu 50%, nao tem humildade nao dar para trabalhar em equipe, eu quero saber o que ele sabe e nao de onde veio, a faculade dele eh boa, tem cultura, porem eu nao sei da trajetoria dele na faculdade etc.

Eh uma situacao bem complicada. Eu no seu caso, optava pelo caminho de nao perder tempo com isso, pq terminar a faculdade eh a ponta do iceberg, e traçava que vc mesmo ia construir sua carreira independente se tivesse em uma famosa ou nao.

Infelizmente eh triste ver que algumas empresas ainda estao presas a essa questao de faculdade, se nao está listada vc nao ta no perfil, os maiores nomes ai dos caras que movem Tecnologia no mundo, muitos deles nao foram em havard e colocaram muitos de havard no bolso e hj eh convidado para estar la.

Para vc ter ideia na empresa que trabalho os melhores profissionais boa parte deles vieram de faculdades particulares nao muito conhecidas e hj sao engenheiros, executivos da companhia e se vc ver o cara na midia, acha que estudou em uma mega faculdade, mas nem foi. A determinacao, objetivo, esforço foi o que fez o diferencial dele dos demais.

flw! abracos

[quote=Luiz Niedermier Custodio]Vou contar um pouco sobre a minha situação. Estou com 15 anos, vou fazer 16 em julho, e já sei bastantinha (ou dependendo do ponto de vista muito pouca) coisa sobre programação. Para ser mais exato já quase terminei o livro do Deitel, C++ Como Programar, e estou começando em Ruby. Também bastante coisa da parte de hardware de computador, tanto que de vez em quando me aventuro em fazer overclocks extremos com LN2, gelo seco, fazer PencilMods (modificar parte do circuito com grafite), etc.

Além de estudar numa escola particular um tanto puxada e com bolsa, eu também trabalho numa marcenaria desde os 13 anos, e faço uns 80% das coisas que se deve fazer num móvel. Minha rotina de trabalho é das 13:00 até 18:30 ou as vezes até mais. E nos finais de semana, muitas vezes faço manutenção e montagem de computadores, essas coisas, ou tiro um tempo para ler, estudar, etc.

Como podem perceber, não tenho muito tempo para estudar, logo, estava pensando no ano que vem em que estarei no 3º ano do EM, parar de trabalhar, ou reduzir no mínimo pela metade a carga horária, para poder passar num vestibular mais concorrido, como a USP.

Sei que para muitos aqui pode ser que não interesse a minha rotina diária, mas no fim, queria saber se na minha idade é comum de já se ter uma base sobre programação e se deveria continuar fundo, ou então, “investir” mais em matérias como Matemática que se usa muito na faculdade, isto pois aqui não conheço ninguém que saiba programação, ou informática mais a fundo.[/quote]

Diante dessa situação, sem dúvidas pare de trabalhar no ano que vem, e se mate de estudar que conserta tu consegue passar na USP, a USP não é questão de ser dificil ou não é questão de querer e se esforçar para passar.

Eu por exemplo nunca quis fazer USP, tenhos meus motivos. Tanto que eu nem perdi meu dinheiro pagando um vestibular só para saber quantos pontos eu fiz. Dinheiro mal gasto, porém eu escolhi uma faculdade do nível da USP talvez não seja a melhor faculdade para area especifica, mas não fica atrás das primeiras. A minha faculdade prepara o aluno para o mercado de trabalho, faz o coitado sofre no mínimo 5 anos para se formar(há casos de 9 anos). Mas esse sofrimento é gosto no final que ver que consigamos passar de semestre (mesmo com DP). Exemplo tem uma matéria esse semestre que vai bater o recorde de dependentes. (cerca de 80%) de dependentes que curso a matéria. A questão não saber se o aluno é bom ou não, é questão a faculdade quer aplicar um prova super dificil (ás vezes impossível)^^

Mas investa nos estudos, se mate de estudar. Aplique o tempo que tu estaria trabalhando no estudo. Concerteza tu passará na USP.

Na minha opinião faz muita diferença sim!!! Obviamente tem muito cara graduado em universidades/faculdades de nome que são uns amebas, bem como muitos formados em universidades/faculdades sem nome ou com nome “sujo” no mercado, que são grandes profissionais!!!

O aluno que faz a escola, mas de preferência facilite sua vida e:

  1. escolha uma boa instituição
  2. seja um bom aluno

e se quiser realmente arranjar um “empregão”, fale inglês fluente e se esforce muito, porque vaga tem, e muitas, mas a exigência é cruel em TI.

Na verdade, o meu sonho seria entrar no ITA pra Engenharia da Computação (Instituto Tecnológico da Aeronautica), pelo fato de ter alojamentos, ser praticamente tudo pago, além do tanto de laboratórios e apoio de grandes empresas como EMBRAER, as atividades físicas também serem estimuladas/cobradas, entre muitas outras coisas.

Só que para isso eu já deveria ter parado de trabalhar neste ano, que infelizmente não deu por certos motivos. O ITA, infelizmente, é muito difícil de passar, mas alcançável se começar a estudar cedo. Sei disso pois ano passado, teve um colega do meu colégio que conseguiu passar, mas ele praticamente eliminou a vida social no 3º ano principalmente. Professores contam que já teve outros do colégio que passaram no ITA ou IME (Instituto Militar Engenharia), mas que também ralaram muito.

Diante disso, eu estou me contentando com a USP que pelo que vejo tem uma infraestrutura também boa, ficar perto ( 13 km da casa de meus parentes).

Agora estou com dúvidas se curso Engenharia da Computação ou Ciências da Computação.

[quote=dio.msg]Na minha opinião faz muita diferença sim!!! Obviamente tem muito cara graduado em universidades/faculdades de nome que são uns amebas, bem como muitos formados em universidades/faculdades sem nome ou com nome “sujo” no mercado, que são grandes profissionais!!!

O aluno que faz a escola, mas de preferência facilite sua vida e:

  1. escolha uma boa instituição
  2. seja um bom aluno

e se quiser realmente arranjar um “empregão”, fale inglês fluente e se esforce muito, porque vaga tem, e muitas, mas a exigência é cruel em TI.[/quote]

pois eh vc falou tudo em T.I as exigencias pegam pesado mesmo e nao tem essa nao de faculdade, certificacao etc. Agora a unica coisa q ajuda o profissional eh ter o ingles fluente, mas para conversacao, e nao leitura apenas, estar apto para sentar do cliente e discutir sobre o projeto ou ate apresentar uma solucao para ele de forma que o convenca eh o ingles que eles desejam, mas que eh dificil de conseguir sao poucos, porem quando for estudar tem que pensar para atingir esse objetivo e tera o mercado aberto para vc, independente de onde fez faculdade.

[quote=Luiz Niedermier Custodio]Na verdade, o meu sonho seria entrar no ITA pra Engenharia da Computação (Instituto Tecnológico da Aeronautica), pelo fato de ter alojamentos, ser praticamente tudo pago, além do tanto de laboratórios e apoio de grandes empresas como EMBRAER, as atividades físicas também serem estimuladas/cobradas, entre muitas outras coisas.

Só que para isso eu já deveria ter parado de trabalhar neste ano, que infelizmente não deu por certos motivos. O ITA, infelizmente, é muito difícil de passar, mas alcançável se começar a estudar cedo. Sei disso pois ano passado, teve um colega do meu colégio que conseguiu passar, mas ele praticamente eliminou a vida social no 3º ano principalmente. Professores contam que já teve outros do colégio que passaram no ITA ou IME (Instituto Militar Engenharia), mas que também ralaram muito.

Diante disso, eu estou me contentando com a USP que pelo que vejo tem uma infraestrutura também boa, ficar perto ( 13 km da casa de meus parentes).

Agora estou com dúvidas se curso Engenharia da Computação ou Ciências da Computação.[/quote]

Então largue o emprego amanhã e comecesse a estudar já. Pois tem exercicios que são pedidos no ita que são matérias de faculdade como calculo de derivadas e integrais.
Mas entre as duas eu ficaria com o ITA, você é olhado com outros olhos. Muito melhor do que USP. Isto eu te garanto.

Thomaz vai me perdoar, mas melhor em que do que a USP ? Acredito que o IME possui um dos melhores cursos de formação em ciências da computação. Engenharia o ITA é excelente, pricipalmente ligado à aeronáutica, agora software não é só cálculo. Há muitos workshops, seminários, outras matérias como modelagem e aí que a USP se destaca.

Quanto a fazer diferença, sim faz muita qualquer Federal, Estadual no currículo. Claro que faculdades de primeira linha, também são excelentes opções como Mackenzie, FEI.

Sinceramente, no escuro, se o profisisonal não tem respaldo (blog, código em projeto opensource, amigos em comum) e tem uma formação fraca eu não chamo pra entrevista, simples assim. Meus critérios mudaram muito nos últimos anos, olhava muito formação acadêmica e hoje olho muito os projetos que o profissional está envolvido, sua experiência, projetos opensource e uma entrevista com um pouco mais de profundidade.

Agora para profissionais sem experiência, recém formados, ter uma “USP, Unicamp, UFfscar,” no currículo já garante uma entrevista comigo :).

Olá

[quote=marcosalex]Na minha região também tem muitas empresas que exigem diploma e fazem distinção entre universidades.

Outras não exigem, mas usam como diferencial na hora de priorizar. E como a quantidade de gente com diploma vem aumentando cada vez mais (felizmente), a tendência é isso aumentar. Isso não significa que o diploma vai obrigatoriamente te tornar um bom profissional e a falta dele vai te impedir de sê-lo, mas é fato que ele abre portas.[/quote]

Concordo plenamente. Aliás concordo com praticamente todo mundo. E inglês é fundamental, sem ele pouco adianta mestrado na USP ou no ITA.

Entrar na USP não é fácil, principalmente para quem tem pouco tempo para estudar as matérias básicas do vestibular. Espero que você seja um bom aluno na escola para não precisar se matar no ano do vestibular.

Na área de TI faculdade não é indispensável. Há muita gente boa que não fez ou não completou. Mas é como diz o Josenaldo, não se aplica a maioria. Nem todo mundo tem perfil de autodidata.

Na faculdade deveria ser ensinado:
1- Bons fundamentos de OO (melhor seriam ótimos fundamentos de OO)
2- Programar com TDD desde o início;
3- Pelo menos uma linguagem funcional
4- Muita teoria incluindo metodologias de desenvolvimento
5- pouca tecnologia da moda

Os itens 1 a 4 são mais difíceis de aprender depois que a gente entra no mercado e precisa produzir 8 horas por dia. Melhor usar o tempo da faculdae para isto.

Só tenho medo de que em poucas faculdades passem por perto dos itens 1 a 4. E um dos caras que conheço que é melhor nisto, não completou a faculdade mas suas dicas de livros são sempre apreciadas.

[]s
Luca (EE UFRJ, Mestrado COPPE)

[quote=Luca]
Na faculdade deveria ser ensinado:
1- Bons fundamentos de OO (melhor seriam ótimos fundamentos de OO)
2- Programar com TDD desde o início;
3- Pelo menos uma linguagem funcional
4- Muita teoria incluindo metodologias de desenvolvimento
5- pouca tecnologia da moda[/quote]

porém as faculdades (no geral, incluindo públicas) não atendem nenhum dos itens acima por completo, além de ignorar por completo alguns tópicos…

[quote=Luca]

Na faculdade deveria ser ensinado:
1- Bons fundamentos de OO (melhor seriam ótimos fundamentos de OO)
2- Programar com TDD desde o início;
3- Pelo menos uma linguagem funcional
4- Muita teoria incluindo metodologias de desenvolvimento
5- pouca tecnologia da moda

Os itens 1 a 4 são mais difíceis de aprender depois que a gente entra no mercado e precisa produzir 8 horas por dia. Melhor usar o tempo da faculdae para isto.

[]s
Luca (EE UFRJ, Mestrado COPPE)[/quote]

Muito interessante isso que o Luca colocou. Você verá muitos “profissionais” falando que tudo isso é bobagem e que toda ess teoria é inútil. Pelo amor de Deus, quando ver alguém falando isso tampe os ouvidos. E tente não bater na criatura. Como diria muito sabiamente meu avô, se é pra se espelhar em alguém, então escolha um espelho bom! Ignore qualquer um que diga que conhecimento é inútil. Se você analisar bem, verá que normalmente esse tipo de “profissional” acredita que computação se resume a uma área apenas (normelmente a dele), que todos ganham menos do que ele (cadê a Ferrari dele?) e que um cara com mestrado é uma topeira que sabe tudo de nada. Esqueça esse cara!

Aprenda toda teoria que puder na faculdade. Quando sair dela, verá aprenderá o que omercado exige muito mais fácil. E mais do que isso. Compreenderá, o que é mais importante!

Agora, sobre graduação, vou te contar um coisa que muita gente não aprende, mesmo pós 5 ou 6 anos. Os professores não te ensinam em sala de aula. Quer aprender de verdade? Grude neles FORA DA SALA. É no dia a dia, nos laboratórios, nas cantinas, nas bibliotecas onde eles realmente ensinam. Procure fazer estágios, projetos de pesquisa, projetos de monitoria… Qualquer coisa, desde que vc tenha objetivos traçados e acompanhamento constante deles. A teoria você aprende dos livros. Use seus professores para corrigir sua prática. E prática não dá pra fazer em 3 horários de 50 minutos por semana apenas, dá?