Boa tarde a todos.
Olha se a linguagem C é um estouro, imagine Java que veio oriunda da C, e com o recurso da multiplataforma.
Assim como você, também senti muita diferença quando migrei do Delphi para Java, porém a única diferença e que foi crucial é que o Delphi é uma IDE de desenvolvimento tipo RapidCad, ou seja, para desenvolvimento de aplicações rápidas, com uma vasta gama de bibliotecas de componentes, do tipo click e arraste e monte se formulário, encapsulando muito código, do qual você não tinha visão, onde você só construía as regras de negócio básica.
Assim como o Delphi, o novo Visual Studio, herança do antigo Visual Basic 6, seguiu a mesma linha, isto porque o arquiteto por trás do Delphi e de seu predecessor Turbo Pascal foi Anders Hejlsberg, até a sua alteração para a Microsoft em 1996, onde se tornou o arquiteto responsável pelo projeto do C# e foi peça chave na criação do ambiente Microsoft .NET, utilizado no Delphi 8.
O Delphi teve o formato da IDE alterado pela primeira vez na versão 8, basicamente similar ao formato do Microsoft Visual Studio para .NET.
Já a linguagem Java traz algumas vantagens que eu considero que são cruciais.
A primeira delas é a multiplataforma, se tornando uma linguagem híbrida (Compilada e Interpretada). No primeiro momento em que você desenvolve o seu projeto em java, o seu código somente é compilado em código independente de código nativo de máquina chamado “Bytecodes” e depois a máquina virtual Java (JVM - Java Virtual Machine) com o seu JRE (Java Runtime Enviroment - Ambiente de Execução Java), que é instalada em cada sistema operacional específico é que vai interpretar os bytecodes compilados por debaixo de uma camada de abstração, fazendo assim com que seja multiplataforama, e foi assim que o Java foi escrito com o Slogan “Make once, run everywhere - Faça uma vez, rode em qualquer lugar”.
A segunda vantagem é que java é gratuíto.
E a terceira delas é que a maioria das bibliotecas java é open source (código aberto), onde você pode, utilizando uma IDE como o NetBeans ou Eclipse, ao se clicar em um nome de classe, o código é aberto pra você analisar porém não é modificável.
Apesar de notar esta diferença, ao qual estava acostumado a montar projetos rápidos com o Delphi na base do click e arraste, para o java, onde tive que montar formulários na unha e na munheca, aprendi que quando você tem conhecimento da maioria do código que roda por traz da sua aplicação é muito melhor, inclusive na hora de identificar qualquer erro de lógica, ou até mesmo de sintaxe da linguagem, além é claro de você ampliar os seus conhecimentos.
Quando trabalhava com o Delphi, tive muito problema em utilizar bibliotecas de terceiros, tal qual o Projeto Jedi, e já com o Java, vi a oportunidade de criar as minhas próprias bibliotecas, e também de criar o próprio framework.
Além disso, existe também uma vasta gama de frameworks de java disponíveis no mercado, como o Spring, Hibernate, entre outros, e também um recurso em Java para se trabalhar com recursos de multimídia que é o Java - FX.
Um abraço.