[quote=elomarns][quote=lenando]Sinceramente acredito que o velho e bom Portugol para o aprendizado de lógica de programação seja o mais interessante, pois não obriga o aluno a se ater aos detalhes de uma linguagem de programação que é muitas vezes complexa, como o Java.
Meu conselho é enfiar a cara em exercícios, acredito que deva haver bons livros de lógica e refaça seus exercícios, otimizandos, eliminando código redundante ou melhorando a lógica que inicialmente você fez.
Porém, assim que sentir seguro em lógica, pule para dentro de Java de cabeça
pois nesse momento você já conseguirá entender a lógica estruturada e a lógica envolvida na orientação a objetos e as regras e segredos do nosso amigo Java :-o
Espero ter ajudado.
Att.
Fernando Lewandowski Albuquerque[/quote]
Respeito sua opinião, não haveria porque não respeitar, afinal, você expôs bem o seu ponto de vista, que, aliás, faz sentido. No entanto, eu discordo desta abordagem.
Em geral, quando alguém pergunta aqui, ou em outros lugares, qual é a sequência de estudo para aprender Java, é recomendado estudar primeiro lógica de programação, depois programação orientada a objetos, e só então Java. É evidente que esta sequência de estudo produz resultado, mas eu acho que ela assusta um pouco aqueles que não conheçam nenhum destes assuntos, já que se vêem na situação de ter que aprender dois assuntos antes de partir pro Java, o que acaba por mistificar a plataforma. Além disso, acredito que esta sequência de estudo não é a mais adequada também devido ao tempo gasto.
Na minha opinião, pode-se aprender lógica de programação diretamente com Java, ou com outra linguagem qualquer, pois mesmo que você tenha que se ater aos detalhes da sintaxe do Java, isso provavelmente não será problema, já que a sintaxe necessária para aprender conceitos relativos a lógica de programação, como estruturas de controle, é relativamente simples, a dificuldade geralmente está nos conceitos. Além disso, o Portugol também tem uma sintaxe, e mesmo sendo mais simples que a sintaxe do Java, ela também terá que ser aprendida. Sendo assim, em ambos os casos vai ser necessário aprender uma sintaxe, ainda que uma delas seja mais simples que a outra, sendo que no caso do Java o estudante vai poder visualizar o resultado do seu estudo, ou seja, vai poder executar os seus pequenos programas e ver o resultado na prática. A teoria do aprendizado afirma que se aprende melhor quando você pratica algo do que quando você apenas lê, e mesmo que com o Portugol haja prática, ela é restrita à escrita, não há nenhum resultado mais palpável produzido.
Já em relação ao estudo da programação orientada a objetos, eu novamente acredito que pode-se usar o Java como ferramenta de aprendizado, afinal, o Java é uma linguagem orientada a objetos. Sendo assim, novamente entra-se na questão de você aprender algo apenas na teoria, sem poder vislumbrar um resultado visível, para só depois ir pra prática, em comparação com aprender a teoria e a prática simultaneamente, vendo diretamente o resultado da utilização do que se está aprendendo.
Por fim, vale mencionar novamente que eu não estou questionando a eficácia da abordagem tradicional, nem a desmerecendo, até porque acredito que ela funciona. Só acho que ela não é a única a ser considerada, além de não ser a minha preferida ao recomendar uma sequência de estudo a alguém sem muitos conhecimentos em programação.[/quote]
Concordo que Portugol tem também uma sintaxe a ser aprendida, mas não se compara com a complexidade de Java …
Respeito sua opinião, porém não concordo. Acredito que uma base sólida em lógica essencial e sem ligação com nenhuma linguagem (inicialmente) é indispensável, algo que após aprendido o aluno levará consigo para as “n” linguagens que aprenderá em sua carreira.
E ainda, imagine um iniciante em lógica essencial (curioso em conhecer todo o potencial da linguagem) se deparando com threads, conceitos OO ou generics de Java ? … Acredito que este iniciante ainda não terá armas suficientes para enfrentar toda essa complexidade … e aí sim estaremos mistificando Java, mediante essa metodologia. E claro que ele não é obrigado a usar essa complexidade, mas vai convencer um iniciante a não usar todo o potencial que lhe é fornecido 
Att.
Fernando.