O que eu quis dizer com o obvio, é que nenhuma refatoração do catálogo te dá nenhum insight, ou dica de algo que você não pensaria, sem ler o livro. Você pode entende-las simplesmente lendo sua descrição e é perda de tempo ler um livro sobre como faze-las.
O que o fowler fez, com esse livro, é enumerar os passos para faze-las de maneira segura. São passos bem lógicos, que qualquer um chega se pensar minimamente sobre o assunto. Com esses passos, foi possível elaborar softwares, que façam a refatoração sozinhos.
Esses softwares já existem e estão na sua IDE.
O que é realmente valioso nesse livro são mesmo os primeiros capítulos, onde ele fala da importância dos testes, explica alguns code smells, dá uma noção de até onde refatorar e como. São dicas como “se você está escrevendo um comentário para explicar um trecho de código, passe esse trecho para um método, com um nome descritivo”. Algumas até nos assustam, como a forma que ele recomenda para encapsular loops em métodos e evitar otimizá-los prematuramente.
No mais, o catálogo é até bem bobinho. Não é à toa que ele disponibiliza ele na internet (EDIT: Agora que vi que ele retirou as descrições, mas antes elas estavam completas no site): http://www.refactoring.com/catalog/index.html
Afinal, só ler isso aí não trás nenhuma inovação ou novidade. Boa parte das refatorações são contraditórias, e sem a base inicial elas não servirão para muita coisa. Além disso, a maior parte do que você lê por lá, você lerá em outros livros. Seja de OO, de programação, ou na sua própria faculdade.