[quote=rafael_jesus]Tive um professor que se formou na URFJ muito bom, me ensinou algoritimos com Java e teve a maior paciência do mundo no começo do curso, mas me pediu pra ensinar MVC a ele no final do curso (fiz isso com um prazer enorme)
Tive um professor que da aula de Doutorado no ITA e me disse sobre uma vaga para trabalhar com ele num projeto no INPE, quando perguntei do que era a vaga ele me disse “Orientação a Objeto”
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Rafael, antes de mais nada eu gostei da sua resposta, foi respeitosa e objetiva.
Sobre esses professores, eu não duvido que existam muito mais com esse perfil, especialmente em Universidades… mas de qualquer forma, isso é o óbvio: eles são professores de fundamentos da computação, geralmente pesquisam, propõe inovações e possuem conhecimento aprofundado em fundamentos, e não na tecnologia do momento. Mas também existe o outro lado, de pessoas bem aprofundadas tanto nos conceitos quanto nas tecnologias, inclusive dentro do ITA, como o Eduardo Guerra (Mundoj).
Eu não sou bobo, sei que para pelo menos 80% das vagas no mercado de TI, não é necessário um conhecimento tão aprofundado nos fundamentos. Mas eu aprecio o tempo que tive de acadêmico, de ter aprendido muito dos fundamentos, para hoje não ter dificuldade com novas tecnologias e desafios, ou para propor boas soluções (e não apenas a primeira opção que “resolve temporariamente”) para a maioria dos problemas que surgem.
E como lidero e já liderei tecnicamente várias equipes de desenvolvimento, sei o quanto uma pessoa com conhecimento profundo nos fundamentos faz a diferença. Não estou dizendo em hipótese alguma que é obrigatório a faculdade, mas nas minhas experiências, não é comum encontrar alguém com conhecimentos sólidos de fundamentos sem ter feito uma faculdade decente. Há exceções e pelo visto você e vários outros aqui do GUJ fazem parte deste conjunto, mas precisamos nos contentar com este dado.