Gostaria de compartilhar e discutir a experiência que cada um tem com linguagens que realmente estão fora do dia-a-dia de 99% das empresas. Falo de linguagens como Ruby, Erlang, Haskell, Scheme, Lisp, ML, O’Caml, forth e similares.
Ruby certamente é a única que está em trânsito para o main-stream, dado que gerentes agora até sabem que ela existe, mas as demais tenho certeza que deve dar para contar nos dedos quantos deles em SP conhecem.
Eu já brinquei com várias das que citei, principalmente Erlang, Ruby e Scheme. Das quais Ruby foi a que menos me chamou a atenção, não sei se é pela familiaridade com Java e C, ou pelo fato de ser menos interessante que as outras duas.
Uma das coisas que mais me irrita é o fato de que o pessoal administrativo acredita piamente na teoria do ‘one size fits all’, que o desenvolvimento deve ser padronizado em torno de apenas uma linguagem. Já ví muitos e muitos casos onde a linguagem em questão, quase sempre Java, C# ou C/C++ era uma das piores opções, na qual usar uma linguagem menos popular não somente iria acelerar o desenvolvimento quanto iria produzir melhores resultados.
Um desenvolvedor que não consegue de aprender uma nova linguagem em poucos dias tem que se matar, pois independente da sua forma e paradigma, o raciocínio envolvido em desenvolver software não está relacionado diretamente à linguagem utilizada.
