[quote=albertoleal]O que achei do evento? Ah, essa é fácil: Ótimo!
Evento contou com uma boa organização e ótimas palestras, de alto nível,diga-se de passagem.
A única “crítica” foi que na hora do brunch foi um pouco complicado de comer. Aliás, eu nem tentei enfrentar aquela multidão…ahhaaah…Eu e uma galera do CEJUG e outros amigos fomos para o Mc Donald’s e lá nos divertimos bastante.
Para quem quiser acompanhar o desenvolvimento do vraptor3, o código está hospedado no github. Uma ótima oportunidade para aprender um pouco de git, não?
Lembrem-se que ainda há um trabalho enorme de documentação a ser feito!
Excelente localização e local, achei que poderiam usar refresqueira para o Suco, pq aquele vermelhinho de pó estava terrível
Com relação à palestra do Jim Webber, achei que deveria haver uma outra com posição um pouco contrária, pois me preocupa como ele coloca questões sobre níveis de arquitetura SOA por exemplo, protocolo leve quando em cenários enterprise ainda mais com uma cadeia de valor em processos, as exigências são outras.
Vale lembrar que nenhuma arquitetura é SilverBullet e colocar arquitetura RESTful somente inerente à Hypermedia, pode ser parcialmente verdade, já que muitos modelos nem passam por UI com o usuário.
Colocar arquitetura por exemplo como ESB somente para localização - transparência, é uma das características. Mas o conceito teve evolução, e fora Orquestração( que você não consegue fazer com REST) e Coreografia de serviços , há ainda outros valores como políticas de SLA e ESB escala sim, depende da arquitetura de domínios ( cluster) que você montar.
No começo da palestra o Jim comentou que ele não ia dar nenhuma arquitetura-solução-para-tudo. Ia mostrar algumas vantagens e deixar para quem estivesse vendo decidir quando usar e quando não usar.
Perfeito sobre não haver silver bullet, mas até onde o meu limitado conhecimento vai, a web foi a plataforma/arquitetura que conseguiu suportar os mais diversos sistemas, usos e possibilidades de integração. E a web foi feita para ser restful ;-).
Das hypermedias, eu não sei se vc pegou bem o que o Jim queria passar, mas a idéia é que elas vão ser consumidas por outros sistemas mesmo. Não é xhtml para UI, é xhtml/atom para outros sistemas lerem.
Um dos principais “valores” (?) que foi defendido nas duas palestras dele foi que o ESB está “on-the-wire”. Ou seja, conseguimos tudo que ele oferece usando simplesmente o que está disponível no protocolo.
Por exemplo, dá sim para fazer orquestração e coreografia com REST. Era justamente o que ele estava mostrando quando falava de hypermidias. Como diz o HATEOAS (hipermedia as the engine of application state), a própria hypermedia diz quais são os próximos passos em um processo/workflow, através dos links.
REST na Web é uma arquitetura que enfrenta as questões de confiabilidade e escalabilidade sériamente. Existe um modelo de tratamento de erros sofisticado, ao contrário dos tookits RPC (íncluo objectos distribuídos e coisas como JAX-WS na categoria RPC), onde o modelo de erros varia de inexistente à "vamos deixar os duendes mágicos do middleware resolver tudo’.
O Jim enfatizou bastante que ele não recomenda REST via HTTP quando o domínio pede latências de menos de um segundo. Se isso não basta para eximí-lo da acusação de vendedor de silver bullet, lembre que o ele junto com seu co-autor, Savas Parastatidis, descreveu o estilo arquitetural MEST, que, como você certamente conhece, enfatiza a troca de documentos entre servicos.
Não me recordo de nenhuma afirmação vagamente semelhante às suas objeções.
A Caelum na minha opinião é a empresa mais séria e competente na questão de capacitação e treinamento. Apostilas de qualidade e instrutores totalmente sérios e competentes como o meu xará Sergio Lopes. Eu gostaria muito de ter ido no evento, mas infelizmente não tive como.
Eu acho a idéia do SOA fundamental para as empresas de médio-grande porte. Entender a diferença de SOAP e REST é importante tb. REST me parece legal mas na prática meio overkill. Alguém no mercado está usando REST como a teoria pura prega? Facebook? Sinceramente não sei. Talvez eu esteja desinformado em relação a isso e alguém possa adicionar alguns exemplos e considerações sobre o tema “REST puro na prática”.
O problema do SOA é a quantidade de teoria em torno do assunto. REST ainda mais. A prática em si, que na minha opinião é o mais importante, fica para o “estagiário”.
Fabio , esse era exatamente o ponto que estava tratando. Não é somente papel do ESB roteamento e transparência. Existem outros pontos que o ESB auxilia e o conceito evoluiu do simples Hub-Spoke para algo mais aderente às necessidades do dia-a-dia.
Um exemplo está na definição de Throttling para um determinado serviço, ou seja, demandar processamento o quanto aquele aguenta, como se fosse uma torneira, fechando caso o processamento seja intenso demais para a solução.
Outros estão em transformação de estrutura de dados, comportando engines de XSLT e Xquery. Definição de regras de SLA, regras de segurança de maneira centralizada, como SAML e por aí vai.
Acredito que o ESB não é necessário à todos cenários, mas daí dizer que ele pode ser simplesmente substituído, acredito que se deve analisar cada caso.
Particularmente achei interessante a explanação dele sobre MicroFormats com REST e como provê - Coreografia entre os serviços, usando a Internet como infra-estrutura pura e simplesmente.
Exatamente eu vi e isso é Coreografia e não Orquestração, pois o fluxo não pode ser interrompido e manter estado, disparar processamentos paralelos e juntar o processamento ao final. São alguns cenários como o pattern Split-Join que em processamento com grandes volumes, você precisa implementar.
Fazer infra-estrutura de integração, como o cenário BMF-Bovespa pós fusão - 650 sistemas aproximadamente, passando por processos, muitos protocolos e diferentes plataformas, se não utilizar algo como o barramento de serviços, o trabalho fica praticamente inviável.
O estilo arquitetural MEST não existe, é mais um acrônimo inventado para clarificar um desenho exarcebado de SOAP sobre HTTP, a fim de mostrar aos desenvolvedores que existem outras soluções.
Sempre que posso, mostro aos meus alunos e clientes como fazer uma integração de HTTP via XML pura e simplesmente, docstyle.
Gostaria de parabenizar o pessoal da Caelum pelo evento que estava ótimo, a comida então nem se fala, comi tanto que quase me deu dor de barriga…rs e o nível das palestras estava realmente muito bom, o pessoal tem uma didática excepcional e possuem muito bom humor, realmente estão de parabéns
Quanto aos pontos fracos só achei que a palestra do Paulo Silveira e Rafael Cosentino foi muito corrida(creio que por causa do tempo), eles poderiam ter explorado mais o assunto e a palestra do Fabio Kung e Anderson Leite deixou um pouco a desejar em relação a JavaFX e Tv Digital que foram os assuntos que despertaram mais curiosidade na galera e que infelizmente foram os menos explorados. Quanto ao Jim Webber, o cara realmente é uma figura, eu nunca poderia imaginar que a palestra dele seria tão boa.
Bom é isso ai, mais uma vez Parabéns ao pessoal da Caelum e peço que continuem sempre assim!
Oi pessoal, passando pra agradecer os comentários também.
Nossa abordagem na palestra foi mostrar coisas avançadas, alguns gostam disso, alguns não.
De fato agente não deu tanto foco a javaFX e javaTV.
Quanto a falar rápido, diferente das outras palestras tentei experimentar um ritmo maior, pra ver o que dava, mais próximo a algumas aulas mais dinâmicas lá na caelum. Acho que pra palestras um ritmo rápido realmente não cai tão bem, mas agente na caelum tenta, arrisca, tudo buscando inovar, melhorar o que agente faz.
Foi o primeiro evento “nerd” da minha vida.
Comecei a carreira em Java neste ano, e me surpreendi com a importância e impacto da Caelum neste mundo Java. Juntamente com a comunidade do GUJ (e outras fontes), pude agregar valores que não imaginava. E sei que posso agregar sempre mais.
Só tenho a parabenizar todos do evento.
Gostei muito da Guerrilha SOA com o Jim Weber, Aplicações de médio porte e VRaptor 3.
Meu amigo disse que oq ele mais gostou no evento foi do Wii que ganhou…hahahahaha
O evento foi muito bom, não fui nas outras duas edições mas a idéia é não perder mas nenhuma edição. Fiquei muito satisfeito com o resultado, mesmo achando que algumas palestras perderam um pouco o foco e com isso o tempo, deixando escapar um pouco a parte técnica… A palestra do Kung foi muito boa, nível muito bom, e a do Jim nem precisa comentar né, as dicas de hibernate foram muito boas, mas como várias pessoas comentaram em seus blogs, esperava-se mais sobre outros problemas arquiteturais, mas mesmo assim a palestra foi muito boa e engraçada…
Já tinha ouvido alar sobre o vRaptor mas nunca tinha chegado a ver nada prático, gostei bastante do que vi e já estou vendo a possibilidade de usar nos projetos aqui da UNIFOR…
Eu achei o evento muito show de bola e, como o saoj disse, a Caelum é uma empresa realmente muito séria e competente em materia de treinamento. Das que eu conheço, IMHO, é a melhor. (Já participei de 2 treinamentos e 1 workshop lá.)
Achei a apresentação do Jim sobre SOA muito interessante e totalmente descompromissada com vendors. (Mais uma vez, IMHO, o problema dos “consultores SOA” é rabo-preso - sem ofensas, só pra usar uma expressão popular - com vendors de “ferramentas para SOA”.)
Registrei minha opinião mais detalhada no meu blog:
PS: Eu sei que alguns podem discordar dos termos que eu use: “consultores SOA” e “ferramentas para SOA”. Mas por favor, não vamos começar uma discução aqui em cima desses termos. O tema aqui é outro.