Framework Pinhão

O governo do Paraná criou um framework baseado/extendendo outros frameworks como struts, hibernate, etc. O que achei legal é que, diferentemente de outros frameworks, eles não se preocuparam somente com a parte de tecnologia. Eles disponibilizaram, também, a metodologia que estão adotando para trabalhar com o framework, com padrões de nomenclatatura, documentos que esperam de saída em cada fase do processo de análise/desenvolvimento, padrões de interface, etc.

Para quem tiver interesse em saber mais:

http://www.frameworkpinhao.pr.gov.br/html/

http://www.frameworkpinhao.pr.gov.br/html/modules/wfdownloads/visit.php?cid=83&lid=273

Nome deveras pretensioso para um estado em que só sobrou 1% da Mata das Araucárias. Tem mais araucárias em São Paulo (donde não é nativa) do que no Paraná. Tudo isso ajudado pelos participantes desse fórum que criam tópicos sem fazer uma busca antes. Daqui a pouco, nem pinhão vai ter.

Vou ver se pelo menos o framework vale a pena. Mas pelo que vi, tendem ao maledito Unified Process.

Até!

Espera… o governo está criando um framework? Com 82132324 opções open-source, pagas, etc. isso não foge um pouco do escopo do que o governo deveria fazer?

Não vejo nada de absurdo. Quem sabe não foi algo interno para padronizar o desenvolvimento e agora eles abriram ao público?

Até!

Isso pode ajudar a responder a sua pergunta:

Fonte: http://www.serpro.gov.br/noticiasSERPRO/20070710_03

P.S: Antes que algum propagador da teoria da conspiração fale, já adianto que não tenho nenhuma participação no framework :smiley:

Pelo que entendi a framework é para uso interno, e não apresenta conceitos ou ferramentas diferentes das utilizadas no mercado. Sendo assim, qualquer empresa disposta a prestar serviços de desenvolvimento para o governo poderia utilizar o Pinhão ou fazer tudo utilizando as ferramenta e padrões “homologados” pelo governo.

Pessoalmente, acho uma proposta interessante para padronizar o desenvolvimento em qualquer empresa. Já trabalhei desta forma e achei muito produtivo e seguro para o cliente, pois o conhecimento era disceminado rapidamente devido a limitação de tecnologias e padrões a serem utilizados. Claro que sempre existe a turma que gosta de seguir a última tendência, porém, só eram adicionadas a framework caso o ganho fosse comprovado.

Estranho seria se o governo lançasse esta framework para uso público.

Como tem gente pessimista !!! Antes de “acharem” as coisas acessem a pagina do tal “framework”. O que eles disponibilizaram foi a metodologia que especificaram para o uso interno do desenvolvilento deles e que é comum a um monte de lugares, tem até taglibs pra formatação de números, validação de CPF/CNPJ e um monte de outras coisas que em um processo de desenvolvimento com um pouco de bom senso qualquer um vai fazer.

Eu já vi dezenas de casos de ‘frameworks caseiros que criaram economia’, nenhum deles com qualquer prova. COmrpar ferramenta? que ferramenta se a maioria é livre? Treinar terceirizados no framework? Por que não usar um padrão de indústria?

Na verdade, o nome framework é para criar um marketing sobre o produto, pois não passa de um pacotão de jars homologados com poucas classes desenvolvidas internamente, como validação de cpf e coisas do tipo, além de enfatizar o padrão/metodologias a serem seguidas.

Não creio ser uma prática ruim, pois são seguidos os padrões da indústria homologando alguns jars de mercado que são úteis para o negócio, ex: usar struts ou jsf?, poi ou jxlapi?.

Estas decisões devem ser tomadas antes que o ambiente fique poluido, pois ae sim seria comprovado o custo, pois se o desenvovedor X que fez o sistema Y utilizando framework Z (que só ele conhece) deixasse a empresa, iria acarretar um custo para a empresa de reaprender a framework ou fazer um refactory em meio a um problema em produção(caso crítico).

Quanto a comprar um produto/framework, isto fica a cargo de cada empresa, mesmo existindo produtos free, existem alguns que os superam e valem o gasto(claro que no caso do governo não se justificaria).

Alguns ganhos com esta organização são:

1 - Os problemas seriam limitados a quantidade de frameworks/produtos/metodologias/etc adotados.

2 - O desenvolvimento se torna mais agil com a quantidade de limitada de tecnologias a aprender.

3 - Desenvolvedores ficam livres para iniciar novos projetos, pois não se tornam donos dos sistemas.

Tudo que falei acima é sobre minhas experiência, não sei exatamente se o Pirão funciona assim.

[]'s

Concordo planemente com vc. As pessoas estão cheias de pré-conceitos. Penso que vale a pena dar uma conferida antes de “achar” qualquer coisa. Na pior das hipóteses você terá uma referência do que não usar em seus projetos pessoais ou organizacionais. A nível de conhecimento penso que toda leitura é válida.

Acabei de olhar o javadoc da framework e esta muito bom, de acordo com o que eu tinha dito anteriormente, nenhuma framework externa foi incorporada ao código, apenas criadas classes facilitadoras.

Não vou entrar no mérito das frameworks utilizadas como struts e jasperreports, pois isto fica a cargo de cada empresa e seu grupo de desenvolvedores/arquitetos.

O pessoal que desenvolveu a framework está de parabéns.

“Arqutieturas de Referência” são um problema. Limitar o conjunto de ferramentas que um profissional pode usar para resolver um problema é extremamente danoso para todos interessados na melhor solução. Já vivi isso prestando serviços para governos e indústria, lembro de uma situação onde uma grande ex-estatal possui um ‘framework’ destes completamente baseado em tecnologia defasada ha anos. O principal projeto da companhia foi atrasado em três anos porque (1)a tecnologia era completamente inadequada ao problema e (2) era muito difícil achar alguém que conhecesse aquela tecnologia, geralmente tínhamos que treinar pessoas.

Se minha empresa hoje investe em criar ‘um framework’ ou ‘classes facilitadoras’ para seus sistemas ela está perdendo dinheiro no processo o governo em questão certamente está. A diferença é que é dinheiro público, vindo das enormes margens de impostos que a população paga.

Enquanto isso o mercado oferece diversas alternativas baratas/gratuitas e padronizadas as pessoas queimam dinheiro público fazendo frameworks de qualidade duvidosa.

Um dos exemplos ruins é o uso de Struts 1.x., Em 2007 isso é uma péssima escolha tecnológica. Depois tem o tal JQuerena (!) que pela apresentação gera as configurações de ORM baseados em tabelas. BASEADOS EM TABELAS?!?!? Não estamsof alando de sistemas orientados a objetos? Sistemas orientados a objetos criam tabelas baseados nos objetos não o contrário!

E esse sentinela? Legal, não, nome em português para… controle de principals. Coisa que Java EE já faz e 1324214 fornecedores entregam. Tsc tsc.

Veja que legal este estaleiro, uma solução para deployment! Pergunte a qualquer administrador de servidores decente e ele vait e rdar algumas centenas de opções open-source que fazem isso e muito mais sem gastar dinheiro público.

Workflow, CMS, gerenciador de documentação, assistente de processo, uma coisa parecida com UDDI, relatórios… e por aí vem data mining, gestão de licenças, geoprocessamento… tudo com soluções de ponta a ponta prontas.

E ainda temos uma metodologia! E, adivinhe só: eles não criaram nada novo, apenas reinventaram a roda mais batida dos últimos tempos: waterfall (cascata). Quem dividiu o projeto em fases conforme mencionados no PDF não tem idéia do que é um processo iterativo como o UP que eles teoricamente adotaram (aposto que pagando uma baba para um fornecedor). O processo está definido de maneira que há mais de vinte anos já sabemos que não funciona! Se alguém precisa de um tema para monografia pode utilizar a descrição como anti-pattern.

A metodologia chega ao cúmulo de dizer em que fase devem ser ‘modelados’ os DAOs de um projeto. Ah, então todo projeto usa DAOs, certo? Por que? Padrões são soluções que fazem sentido ou não dependendo do contexto, o documento ignora o contexto e manda você usar o padrão.

E estas mesmas pessoas certamente criaram o framework.

Se fosse uma empresa eu não pegaria tão pesado mas isso aí foi feito com dinheiro público! Horas e horas de trabalho de funcionários públicos caríssimos! Não moro no paraná mas não posso aprar de pensar que o dinheiro que gastei da última vezs que estive no siqueira campos comprando uma coca e uma coxinha foi dado para este tipo de coisa! Construção de uma pseudo-plataforma 91) desnecessária e (2)ineficiente!

Aliás, que site mais confuso. “Puxar agora”, “download a correr”?!?! Será que até os termos básicos têm que ser reinventados por este pessoal? Vão lançar um framework de Internet tambem? Vão criar classes de auxílio para o browser se comunicar via HTTP?

Bem o Órgão Público onde trabalho adotou esse framework como padrão. O problema fica com questões de manutenção porque simplesmente qualquer alteração no framework não pode ser feito por nós, mas colocamos alguns jarzinho pra facilitar a vida (hehehe). É simples de trabalhar e muito fácil. Agora creio que outros frameworks de mercado sao bem melhores.

Confesso que sou iniciante nessa área, mas pelo que sei, a Celepar - Companhia de Informática do Paraná - começou utilizar todos esses conceitos de solução para deployment, Workflow, CMS, gerenciador de documentação, assistente de processo, data mining, gestão de licenças, geoprocessamento, antes de existirem ferramentas “confiáveis” no mercado. A busca do desenvolvimento das tecnologias foi quase que “solitária”, digamos assim.
A falha da Celepar, acredito, foi demorar para abrir o que tinha de conhecimento e buscar parcerias para a resolução dos problemas. Isso só começou a mudar quando o Marcos Mazoni, hoje presidente da Serpro, assumiu a presidência da Celepar e abriu o conhecimento aos outros governos.
Hoje existem várias ferramentas desenvolvidas pela Celepar que são utilizadas por outros Estados no Brasil e até pelo governo da África do Sul.
Isso tudo sem falar que, por ser uma empresa do governo estadual, a Celepar não possui assim “aquela estrutura”, já que o investimento em tecnologia é baixo. Então, pensem que, enquanto uma empresa privada de desenvolvimento possui equipamentos de última geração para tal, a Celepar trabalha com equipamentos com 5 anos de defasagem, pelo menos.
Outro problema é o salário pago pela Celepar, que é muito abaixo ao do mercado, o que gera muita rotatividade.
Não é porque é público, porque é governo, que significa que esteja sendo jogado dinheiro fora. Pelo contrário, com o trabalho da Celepar estão sendo economizados milhões de reais que antes eram gastos com terceirizadas (para tristeza de alguns).

Abraços.
(Obs.: trabalho em outra área da Celepar, e não a de desenvolvimento)