“Arqutieturas de Referência” são um problema. Limitar o conjunto de ferramentas que um profissional pode usar para resolver um problema é extremamente danoso para todos interessados na melhor solução. Já vivi isso prestando serviços para governos e indústria, lembro de uma situação onde uma grande ex-estatal possui um ‘framework’ destes completamente baseado em tecnologia defasada ha anos. O principal projeto da companhia foi atrasado em três anos porque (1)a tecnologia era completamente inadequada ao problema e (2) era muito difícil achar alguém que conhecesse aquela tecnologia, geralmente tínhamos que treinar pessoas.
Se minha empresa hoje investe em criar ‘um framework’ ou ‘classes facilitadoras’ para seus sistemas ela está perdendo dinheiro no processo o governo em questão certamente está. A diferença é que é dinheiro público, vindo das enormes margens de impostos que a população paga.
Enquanto isso o mercado oferece diversas alternativas baratas/gratuitas e padronizadas as pessoas queimam dinheiro público fazendo frameworks de qualidade duvidosa.
Um dos exemplos ruins é o uso de Struts 1.x., Em 2007 isso é uma péssima escolha tecnológica. Depois tem o tal JQuerena (!) que pela apresentação gera as configurações de ORM baseados em tabelas. BASEADOS EM TABELAS?!?!? Não estamsof alando de sistemas orientados a objetos? Sistemas orientados a objetos criam tabelas baseados nos objetos não o contrário!
E esse sentinela? Legal, não, nome em português para… controle de principals. Coisa que Java EE já faz e 1324214 fornecedores entregam. Tsc tsc.
Veja que legal este estaleiro, uma solução para deployment! Pergunte a qualquer administrador de servidores decente e ele vait e rdar algumas centenas de opções open-source que fazem isso e muito mais sem gastar dinheiro público.
Workflow, CMS, gerenciador de documentação, assistente de processo, uma coisa parecida com UDDI, relatórios… e por aí vem data mining, gestão de licenças, geoprocessamento… tudo com soluções de ponta a ponta prontas.
E ainda temos uma metodologia! E, adivinhe só: eles não criaram nada novo, apenas reinventaram a roda mais batida dos últimos tempos: waterfall (cascata). Quem dividiu o projeto em fases conforme mencionados no PDF não tem idéia do que é um processo iterativo como o UP que eles teoricamente adotaram (aposto que pagando uma baba para um fornecedor). O processo está definido de maneira que há mais de vinte anos já sabemos que não funciona! Se alguém precisa de um tema para monografia pode utilizar a descrição como anti-pattern.
A metodologia chega ao cúmulo de dizer em que fase devem ser ‘modelados’ os DAOs de um projeto. Ah, então todo projeto usa DAOs, certo? Por que? Padrões são soluções que fazem sentido ou não dependendo do contexto, o documento ignora o contexto e manda você usar o padrão.
E estas mesmas pessoas certamente criaram o framework.
Se fosse uma empresa eu não pegaria tão pesado mas isso aí foi feito com dinheiro público! Horas e horas de trabalho de funcionários públicos caríssimos! Não moro no paraná mas não posso aprar de pensar que o dinheiro que gastei da última vezs que estive no siqueira campos comprando uma coca e uma coxinha foi dado para este tipo de coisa! Construção de uma pseudo-plataforma 91) desnecessária e (2)ineficiente!
Aliás, que site mais confuso. “Puxar agora”, “download a correr”?!?! Será que até os termos básicos têm que ser reinventados por este pessoal? Vão lançar um framework de Internet tambem? Vão criar classes de auxílio para o browser se comunicar via HTTP?