Noticia divulgada hoje, http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/04/1615213-dilma-quer-lancar-banda-larga-para-todos-com-velocidade-de-25mbps.shtml?cmpid=facefolha
Não ficaria com muita esperança. Socialismo tem histórico de falhar espetacularmente toda vez que é tentado.
Não vejo isso como incentivo e países tidos como ‘capitalistas’ na Europa já fizeram parecido e ppp é o qua mais anda acontecendo no mundo.
Mas não acredito que tenha resultado até 2018, é uma meta muito agressiva pra quem agora que está chegando nos 3 Mb médio e pra um país que está em crise política.
Agora, se for olhar o copo meio cheio, apesar de estarmos no meio do ranking de velocidade, estamos crescendo mais que a média dos países, ano a ano. E a quantidade de pessoas com acesso acima de 10 MB é maior do que muitos países da Europa, são uma população considerável. Esse ano pelo país estar em crise deve crescer pouco, mas a melhora vem gradual.
Interessante. Que país capitalista da Europa oferece internet de graça para seus 200 milhões de habitantes?
Sobre a parceria, acho que eles precisam de novos parceiros agora que as construtoras faliram.
[quote=ImpossiveI]Interessante. Que país capitalista da Europa oferece internet de graça para seus 200 milhões de habitantes?
Sobre a parceria, acho que eles precisam de novos parceiros agora que as construtoras faliram.[/quote]
Não encontrei referência à gratuidade no link, nem à construtoras que ofereçam serviço de banda larga.
Qual país capitalista da Europa oferece internet pra todos os habitantes por meio de PPP?
Como o governo quer fazer isso funcionar se nem os serviços essenciais funcionam? Nem a internet que pagamos temos a velocidade que pagamos, eles são obrigados a disponibilizar apenas 10% da velocidade. Acho quase impossível isso funcionar, e se funcionar, vai “funcionar” do mesmo jeito que funcionam todos serviços públicos, com muita escassez.
Num país onde pessoas não chegam a ter acesso a luz e água potável fica difícil imaginar isso dando certo.
Nosso país é atrasado em muita coisa, não somos nem mais o país do futebol, mas quando vi a notícia, nem acredito que irá funcionar na pratica, o Brasil é cheio de burocracias e não creio nesse projeto… Nos EUA funciona, la pelo menos eles investem em infraestrutura e o serviço é padrão FIFA.
[quote=bsatrianim]Nosso país é atrasado em muita coisa, não somos nem mais o país do futebol, mas quando vi a notícia, nem acredito que irá funcionar na pratica, o Brasil é cheio de burocracias e não creio nesse projeto… Nos EUA funciona, la pelo menos eles investem em infraestrutura e o serviço é padrão FIFA.
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É só limitar o tráfego apenas a blogs e sites do governo, ou de empresas que queiram pagar pelo tráfego do usuário. A maioria dos sites estariam inacessíveis nessa “internet” do governo, mas pelo menos vai ter facebook.
Alguma semelhança com a Coréia do Norte?
A princípio nada mudaria pra quem tem condicões de pagar, pra quem não tem condição, tem a “internet” gratuita do governo.
Se você ler a reportagem verá que não tem absolutamente nenhuma semelhança. Sem entrar no mérito se o momento econômico é adequado, o programa proposto é basicamente um repasse de recursos para que empresas privadas ampliem a oferta de banda larga no país, que é bem diferente do controle estatal que ocorre na Coréia do Norte.
O governo não pode decretar sua própria versão da internet como em países comunistas, mas pode oferecer uma internet socialista para a maioria da população que não teria condições de pagar por acesso a internet. A maioria acessaria uma sub-internet, fragmentada entre os diferentes países. A internet como conhecemos hoje existiria apenas para uma elite.
Operadoras já oferecem planos gratuitos com acesso apenas a redes sociais, com a economia indo mal, a tendência é isso se tornar mais popular.
Bom para desenvolvedores que trabalham em plataformas como google, apple e facebook, e mal para desenvolvedores web e quem depende de uma internet livre?
Bom vou responder o porquê eu acho que não vai dar certo, de maneira objetiva:
-
mesmo o governo aplicando 15bi, a iniciativa privada teria de investir ainda mais 35bi, que segundo eles afetaria o resultado das empresas
-
passada a etapa de expansão da rede de atendimento, você ainda teria custos de manutenção no médio e longo prazo, e daqui vejo os seguintes cenários:
- as empresas repassam os custos ao consumidor, de maneira abrupta (não gradual)
- as empresas passam a pressionar o governos por mais subsídios, gerando mais déficit fiscal
- todas as respostas anteriores
ou seja, seria um caso muito semelhante com a realidade da energia elétrica que temos hoje.
[quote=rmendes08]Bom vou responder o porquê eu acho que não vai dar certo, de maneira objetiva:
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mesmo o governo aplicando 15bi, a iniciativa privada teria de investir ainda mais 35bi, que segundo eles afetaria o resultado das empresas
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passada a etapa de expansão da rede de atendimento, você ainda teria custos de manutenção no médio e longo prazo, e daqui vejo os seguintes cenários:
- as empresas repassam os custos ao consumidor, de maneira abrupta (não gradual)
- as empresas passam a pressionar o governos por mais subsídios, gerando mais déficit fiscal
- todas as respostas anteriores
ou seja, seria um caso muito semelhante com a realidade da energia elétrica que temos hoje.
[/quote]
Acho que vai ser como se a brastemp pagasse pela energia usada pelo usuário.
Você não acha que o encontro da Dilma com o criador do facebook é uma coincidência né?
O interessante é que o governo não pode. Se você ler a reportagem toda, e não apenas a manchete, verá que quem vai ofereceria o serviço seria a iniciativa privada, não o governo. Por sua vez, as empresas de telecom tem que se submeter à regulação da ANATEL, e agora ao Marco Civil da Internet que já estabelece a neutralidade da rede. Portanto, qualquer usuário que tiver conteúdo restringido tem plenas condições de contestar o serviço na justiça.
[quote=ImpossiveI][quote=rmendes08]Bom vou responder o porquê eu acho que não vai dar certo, de maneira objetiva:
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mesmo o governo aplicando 15bi, a iniciativa privada teria de investir ainda mais 35bi, que segundo eles afetaria o resultado das empresas
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passada a etapa de expansão da rede de atendimento, você ainda teria custos de manutenção no médio e longo prazo, e daqui vejo os seguintes cenários:
- as empresas repassam os custos ao consumidor, de maneira abrupta (não gradual)
- as empresas passam a pressionar o governos por mais subsídios, gerando mais déficit fiscal
- todas as respostas anteriores
ou seja, seria um caso muito semelhante com a realidade da energia elétrica que temos hoje.
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Acho que vai ser como se a brastemp pagasse pela energia usada pelo usuário.
Você não acha que o encontro da Dilma com o criador do facebook é uma coincidência né?[/quote]
Vamos com calma …
o programa do qual trata o artigo que o colega postou não é a parceria Gov. Federal-Facebook. São programas diferentes. Quanto ao primeiro já deixei minha opinião. Quanto ao segundo (agora que li mais detalhes sobre o tema), de fato há o risco de práticas abusivas por e quebra da neutralidade.
De qualquer maneira, a prática de zero-rating não é uma exclusividade de “países socialistas”.