Licença GPL/LGPL, e a questão monetária?

Srs.,

Bom, vamos imaginar o seguinte caso: surge uma licitação do Governo Federal e alguém ganha a licitação, e escolhe o Magento como produto. O escopo da licitação deixa bem claro: a única coisa que teria que ser feita é instalar uma ferramenta como o Magento em um servidor e definir um tema visual p/ ele. Depois de feito, o lucro presumido é de 100k p/ o vencedor da licitação.

Agora vamos ao X da questão, o Magento sendo uma empresa com iniciativa openSource e licença LGPL, o que me chama a atenção é: quer dizer então que o ganhador da licitação vai levar 100k e nenhum investimento, vai retornar ao Magento? Eu não defino como certo nem uma parte desse dinheiro voltar p/ o Magento, mas sim para a Iniciativa Magento, mesmo que fossem 3k, não podendo ser retirados em forma de prolabore e apenas p/ re-investimento no produto…

A licença GPL/LGPL, pelo pouco que li, é extremamente permissiva nessa parte, podendo alguém vender o trabalho alheio com a menor modificação, e não haver retorno algum a iniciativa empreendedora… O que eu considero: ao menos uma parte, deveria voltar ao empreendedor, não como forma de lucro, mas sim de investimento na solução… A questão não é lucrar ou não, mas sim reinvestir uma pequena parte no projeto que você usou p/ coroar o seu cliente.

Resumindo: acho que essa permissividade monetária é prejudicial ao criador da app, visto que enquanto os outros lucram, ele não pode sequer reinvestir no trabalho que foi feito. O que vocês acham? Existe alguma licença que trate mais sobre esse aspecto?

Lembrando: Não estamos falando de Frameworks, mas de aplicativos!

[]'s

A licença GPL e LGPL abre mão apenas de um canal: o da venda direta do software. Ela partiu da observação de que esse canal, muitas vezes, nem sequer é o mais lucrativo.
O que se aposta é que você irá ganhar mais dinheiro distribuindo para o sistema para muitas pessoas, pois essas mesmas pessoas depois irão comprar seus manuais, treinar seus desenvolvedores, tirar suas certificações, pagar por seus plugins, contratar os programadores ou consultores que você disponibilizar para manutenção, ou seja, gastar no ecossistema que você criará para seu produto.

Além disso, muitos produtos GPL ou LGPL também tem versões mais turbinadas, para empresas. A aposta aí é que a versão para comunidade estimule o uso e crie um conjunto grande de usuários que irão aprender e passar a depender de sua ferramenta.
E oferecer serviços pagos ou versões específicas para clientes grandes, como o governo. É o caso do MySQL. Muita gente hoje usa e gosta dele, e não pensaria 2 vezes em recomendar uma versão mais parruda (é sempre mais confortável continuar recomendando um produto que você já conhece e confia).

No caso do governo que você citou. Não dá para também para olhar o valor total da licitação, mas sim, deve-se pensar em qual seria o valor do Magento se ele estivesse a venda.
E esse valor é muito menor do que os tais 100.000 que você falou.

Mas lógico, se olhar em algumas situações isoladas, pode até ser que a equipe do Magento sairá perdendo. O que no fundo tem que se pesar é…
Será que essas situações são mais frequentes, ou menos frequentes do que aquelas que ocorrem com o software pago?
Ou seja, quanto custa não ter uma comunidade realmente grande de usuários?

Isso, só uma analise financeira mais detalhada poderá responder.

[quote=ViniGodoy]A licença GPL e LGPL abre mão apenas de um canal: o da venda direta do software. Ela partiu da observação de que esse canal, muitas vezes, nem sequer é o mais lucrativo.
O que se aposta é que você irá ganhar mais dinheiro distribuindo para o sistema para muitas pessoas, pois essas mesmas pessoas depois irão comprar seus manuais, treinar seus desenvolvedores, tirar suas certificações, contratar os programadores ou consultores que você disponibilizar para manutenção, ou seja, gastar no ecossistema que você criará para seu produto.

No caso do governo que você citou. Não dá para olhar o valor total da licitação, mas sim, deve-se pensar em qual seria o valor do Magento se ele estivesse a venda.
E esse valor é muito menor do que os tais 100.000 que você falou. [/quote]

Sim, mas a questão para mim é essa não obrigatoriedade em ajudar o próprio projeto que permitiu o ganho de 100k. Exemplo pessoal: certa vez, eu estava em um treinamento de uma ferramenta GPL (embora tivesse uma empresa por trás), e o consultor da própria empresa falou: “Você nunca conseguirá colocar a versão opensource em produção”, porquê? Porquê não tinha documentação disponível, não tinha suporte, não tinha nada. E aí eu vi que uma BOA parte dos aplicativos “opensource”, são de fachada. Agora, eu estava estudando essa questão e me pareceu extremamente permissivo essa questão de qualquer um usar para qualquer fim e não ter que dar uma mínima fatia de volta.

Essa é a questão… Porquê cá entre nós, eu permitiria criar uma licença e deixar ela extremamente permissiva e apenas colocar uma cláusula como “Fica obrigado ao executor a compra de uma licença específica caso o software em questão, mesmo alterado, tenha sido vendido. O valor arrecadado por essa licença especial não poderá fazer parte do prolabore, e o valor deverá ser completamente revertido ao desenvolvimento e implementação de novos recursos à ferramenta, a ser votado pela comunidade.”

A questão não é o ecossistema, a questão é justamente até que ponto o projeto deve ser isento do benefício arrecadado pelos seus usuários. O cidadão entra na licitação com o produto X, só instala e ajeita umas coisinhas, e aí não tem que dar nada de volta? Enfim, eu tava pensando em como preencher essa lacuna… Alguma idéia? Porquê essa lacuna em si, é o que faz boa parte desses softwares serem “opensources de fachada”.

Open Source de fachada? Isso tá me cheirando a FUD.

Boa parte dos OSS que conheço são perfeitamente usáveis em produção. Veja, a filosofia das empresas OS não é de venda da licença, mas de venda de agregados. E essas empresas não se preocupam se as pessoas ganham dinheiro com seus produtos. Elas querem que isso ocorra. Porque? Porque isso acaba levando algumas dessas pessoas a se tornarem parceiros do projeto.

Você diz que a empresa que vende o Magento não beneficia a equipe "oficial do Magento, mas e o outro lado? Se uma empresa trabalha tendo como base o Magento e não investe dinheiro no Magento, ela perde muito mais que o Magento. Porque? Porque ela coloca todo o seu negócio nas mãos de terceiros!

Imagine que eu trabalhe com personalização de Joomla. Nunca ajudo o pessoal do Joomla em nada. Depois de 5 anos ganhando dinheiro, montar uma equipe, ganhar clientes, o site do Joomla sai do ar, os servidores saem do ar… Tá, eu tenho uma versão, mas essa é a última! Imagina o trabalho que será mudar todo meu negócio porque o pessoal do Joomla saiu do ar. Se eu tivesse ajudado, talvez o projeto tivesse continuado… Por isso, muitas empresas que lucram com OS, acabam abraçando os projetos que lhes abrem portas.

QUanto à questão de Justiça, desculpa, mas a situação é perfeitamente justa: quem lançou o Magento sabia que isso poderia acontecer e, com certeza, não apenas não se importa como deseja que isso possa acontecer. Quanto mais pessoas usando Magento, mais ele pode vender, direta ou indiretamente. A regra é clara e conhecida, portanto, não tem nada de injusto ou anti-ético nisso.

[quote=josenaldo]Open Source de fachada? Isso tá me cheirando a FUD.

Boa parte dos OSS que conheço são perfeitamente usáveis em produção. Veja, a filosofia das empresas OS não é de venda da licença, mas de venda de agregados. E essas empresas não se preocupam se as pessoas ganham dinheiro com seus produtos. Elas querem que isso ocorra. Porque? Porque isso acaba levando algumas dessas pessoas a se tornarem parceiros do projeto.

Você diz que a empresa que vende o Magento não beneficia a equipe "oficial do Magento, mas e o outro lado? Se uma empresa trabalha tendo como base o Magento e não investe dinheiro no Magento, ela perde muito mais que o Magento. Porque? Porque ela coloca todo o seu negócio nas mãos de terceiros!

Imagine que eu trabalhe com personalização de Joomla. Nunca ajudo o pessoal do Joomla em nada. Depois de 5 anos ganhando dinheiro, montar uma equipe, ganhar clientes, o site do Joomla sai do ar, os servidores saem do ar… Tá, eu tenho uma versão, mas essa é a última! Imagina o trabalho que será mudar todo meu negócio porque o pessoal do Joomla saiu do ar. Se eu tivesse ajudado, talvez o projeto tivesse continuado… Por isso, muitas empresas que lucram com OS, acabam abraçando os projetos que lhes abrem portas.

Quanto à questão de Justiça, desculpa, mas a situação é perfeitamente justa: quem lançou o Magento sabia que isso poderia acontecer e, com certeza, não apenas não se importa como deseja que isso possa acontecer. Quanto mais pessoas usando Magento, mais ele pode vender, direta ou indiretamente. A regra é clara e conhecida, portanto, não tem nada de injusto ou anti-ético nisso.[/quote]

Justamente, a questão é que forçam no modelo do software p/ poder executar a venda de agregados. Removem tutoriais, todo o resto, p/ que se possa vender os agregados.

Alguns links de OSS que você não consegue botar a versão free p/ rodar 100%:

http://www.alfresco.org/


Todos esses são “fachadas”. Tem uma complexidade absurda no dev / manut e por isso, esqueça conseguir botar a mão no código sem um manual. Então, já vendem o curso. É de fachada porquê não permite que as pessoas realmente usem-no sem frescuras, que consigam desenvolver sem se perder em falta de documentação. Essa falta de documentação e dificuldade de manutenção, é um incentivo a comprar as versões “pagas”, com suporte e todo o resto. Se torna refém quem quer usar esse tipo de software, eles acabam tendo que pagar algo p/ poder desenvolver. Eu já mexi com o Magento mas nunca tão profundamente. Apesar disso, tenho quase certeza que p/ poder desenvolver algo realmente interessante com ele, deve-se comprar um treinamento.

Eu não entendi a questão da empresa que trabalha com o Magento não fornecer recursos p/ o Magento, isso, em muitos casos, não ocorre mesmo. E é disso que estou falando. Sobre o Joomla digo a mesma coisa, é um projeto que tem muita gente usando? Claro, mas ele não é formalmente uma empresa pelo que eu vi. A questão é justamente essa. Nada contra um órgão como a Procuradoria da Republica utilizar o Joomla de graça, mas o que me incomoda é uma empresa ganhar milhões e não retornar 1k p/ o projeto, e acredite: ela não vai retornar.

O que eu estou propondo é um modelo verdadeiramente opensource / rentável. Estou farto dessas ferramentas que exigem cursos e todo o resto porquê são complexas, queremos algo simples, e realmente de graça p/ usar se não for uma empresa que está apenas instalando e botando uma logomarca do cliente. É esse o negócio. Por isso que estava pensando na clausula que citei no post anterior. Entendeu melhor a ideia? O que acha?

Cara, veja bem, você está olhando a coisa com a ótica de um programador que trabalha com copyright e resolveu experimentar o opensource. Aí, pegaram o trabalho dele, usaram, lucraram e ele pensa: caralho, me lasquei!

Olhe a coisa de acordo com o programador que PENSA opensource. Para esse cara, ele fez pra compartilhar mesmo e pronto. Alguém ganhou milhões usando o projeto dele? ÓTIMO!

Vamos ser práticos: as pessoas ganham milhões usando Java, Mysql. Tomcat, JBoss, Linu, Open Office… E, justamente por tantos ganharem tantos milhões, alguns poucos desse tanto resolveram doar alguns milhares para essas empresas… E assim, elas ganharam MILHÕES!

A Mozilla, só de adsense, ganha 80 milhões ao ano! A FSF tem parceiro pra caralho. A Red Hat então? Tem o fedora, linux “do bão” e o Red Hat, Linux Overpower pago! Fora outros produtos.

Quanto aos softwares que não podem entrar em produção com a versão OS, me desculpa, mas é burrice do desenvolvedor fazer isso. Ou vende logo essa zorra, ou libera algo que preste. Caso contrário, será punido caindo no ostracismo quando aparecer um concorrente que preste.

Um exemplo: O Mambo. Era um CMS OS porretinha. Daí a empresa que patrocinava o Mambo resolveu fazer alguma coisa da qual não me lembro que chateou a comunidade. Os programadores pediram demissão e criara um novo projeto: Joomla. Quem aí usa Mambo?

Outro exemplo: Tinha um banco chamado Mysql. Aí, a Oracle comprou a Sun, que tinha comprado o Mysql. Disseram que a Oracle iria jogar o Mysql na gaveta. A comunidade fez um fork chamado Maria DB. A Oracle nem ligou, continou tocando o Mysql como OS, fez (ou melhorou) uma versão comercial parruda e o povo continua usando Mysql, tanto free quanto comercial. E quase ninguém aposta no Maria DB (coitado) porque o Mysql continua bom.

Casos como esses temos aos montes. Softwares livres bons, com ótimas versões proprietárias. E porquê não? O básico, a comunidade desenvolve.

Quer JVM com Magia Negra e Memória de Mandinga? COMPRA.

[quote=josenaldo]Cara, veja bem, você está olhando a coisa com a ótica de um programador que trabalha com copyright e resolveu experimentar o opensource. Aí, pegaram o trabalho dele, usaram, lucraram e ele pensa: caralho, me lasquei!

Olhe a coisa de acordo com o programador que PENSA opensource. Para esse cara, ele fez pra compartilhar mesmo e pronto. Alguém ganhou milhões usando o projeto dele? ÓTIMO!

Vamos ser práticos: as pessoas ganham milhões usando Java, Mysql. Tomcat, JBoss, Linu, Open Office… E, justamente por tantos ganharem tantos milhões, alguns poucos desse tanto resolveram doar alguns milhares para essas empresas… E assim, elas ganharam MILHÕES!

A Mozilla, só de adsense, ganha 80 milhões ao ano! A FSF tem parceiro pra caralho. A Red Hat então? Tem o fedora, linux “do bão” e o Red Hat, Linux Overpower pago! Fora outros produtos.

Quanto aos softwares que não podem entrar em produção com a versão OS, me desculpa, mas é burrice do desenvolvedor fazer isso. Ou vende logo essa zorra, ou libera algo que preste. Caso contrário, será punido caindo no ostracismo quando aparecer um concorrente que preste.

Um exemplo: O Mambo. Era um CMS OS porretinha. Daí a empresa que patrocinava o Mambo resolveu fazer alguma coisa da qual não me lembro que chateou a comunidade. Os programadores pediram demissão e criara um novo projeto: Joomla. Quem aí usa Mambo?

Outro exemplo: Tinha um banco chamado Mysql. Aí, a Oracle comprou a Sun, que tinha comprado o Mysql. Disseram que a Oracle iria jogar o Mysql na gaveta. A comunidade fez um fork chamado Maria DB. A Oracle nem ligou, continou tocando o Mysql como OS, fez (ou melhorou) uma versão comercial parruda e o povo continua usando Mysql, tanto free quanto comercial. E quase ninguém aposta no Maria DB (coitado) porque o Mysql continua bom.

Casos como esses temos aos montes. Softwares livres bons, com ótimas versões proprietárias. E porquê não? O básico, a comunidade desenvolve.

Quer JVM com Magia Negra e Memória de Mandinga? COMPRA.[/quote]

rsrsrs,

É isso aí josenaldo. Tem toda razão. Só o movimento que esse tipo de software causa no mercado já ajuda bastante. Quantas empresas de nome já precisaram baixar preços de seus produtos para não perder campo para softwares open source.

[quote=josenaldo]Cara, veja bem, você está olhando a coisa com a ótica de um programador que trabalha com copyright e resolveu experimentar o opensource. Aí, pegaram o trabalho dele, usaram, lucraram e ele pensa: caralho, me lasquei!

Olhe a coisa de acordo com o programador que PENSA opensource. Para esse cara, ele fez pra compartilhar mesmo e pronto. Alguém ganhou milhões usando o projeto dele? ÓTIMO!

Vamos ser práticos: as pessoas ganham milhões usando Java, Mysql. Tomcat, JBoss, Linu, Open Office… E, justamente por tantos ganharem tantos milhões, alguns poucos desse tanto resolveram doar alguns milhares para essas empresas… E assim, elas ganharam MILHÕES!

A Mozilla, só de adsense, ganha 80 milhões ao ano! A FSF tem parceiro pra caralho. A Red Hat então? Tem o fedora, linux “do bão” e o Red Hat, Linux Overpower pago! Fora outros produtos.

Quanto aos softwares que não podem entrar em produção com a versão OS, me desculpa, mas é burrice do desenvolvedor fazer isso. Ou vende logo essa zorra, ou libera algo que preste. Caso contrário, será punido caindo no ostracismo quando aparecer um concorrente que preste.

Um exemplo: O Mambo. Era um CMS OS porretinha. Daí a empresa que patrocinava o Mambo resolveu fazer alguma coisa da qual não me lembro que chateou a comunidade. Os programadores pediram demissão e criara um novo projeto: Joomla. Quem aí usa Mambo?

Outro exemplo: Tinha um banco chamado Mysql. Aí, a Oracle comprou a Sun, que tinha comprado o Mysql. Disseram que a Oracle iria jogar o Mysql na gaveta. A comunidade fez um fork chamado Maria DB. A Oracle nem ligou, continou tocando o Mysql como OS, fez (ou melhorou) uma versão comercial parruda e o povo continua usando Mysql, tanto free quanto comercial. E quase ninguém aposta no Maria DB (coitado) porque o Mysql continua bom.

Casos como esses temos aos montes. Softwares livres bons, com ótimas versões proprietárias. E porquê não? O básico, a comunidade desenvolve.

Quer JVM com Magia Negra e Memória de Mandinga? COMPRA.[/quote]
O Alfresco, por si só, é uma empresa que ganha MUITO dinheiro e o software é “opensource”. Motivo das aspas? Veja http://linux.slashdot.org/comments.pl?sid=597833&cid=23991861 e https://forums.alfresco.com/en/viewtopic.php?f=20&t=9932&start=15 .

Olha só, eu citei no primeiro post: estamos falando de aplicações, não de plataformas. Vamos pensar em um software de administração de hospitais, por exemplo. Se fosse alguém desse pessoal que eu citei aí em cima, o que eles teriam feito? Removido quase toda a documentação disponível, e todo mundo que fosse comprar ia achar difícil baixar e aprender, e assim comprariam treinamentos. Eu não venderia o software, mas venderia o treinamento, na verdade as pessoas seriam praticamente reféns e comprariam treinamentos. Obviamente, nada disso é certo, mas a minha empresa apesar de ser opensource tem que ganhar dinheiro. Então, qual é a dificuldade em liberar TUDO, exatamente, TUDO, entretanto manter essa cláusula de licença comercial?

Agora imagine só que sou uma startup e tenho esse software de administração de hospitais. Coloco ele opensource, no entanto, 10 empresas do mesmo ramo vão lá e usam nas suas licitações, e aí, de onde vou tirar dinheiro? Essa limiar entre o OS e startups é que é a questão… Para vender treinamentos, você deve ter uma estrutura organizada para isso. E se o software que você está oferecendo pretende ser o mais fácil que todos os outros para dar manutenção e implementar coisas novas? Vai ter treinamento para quê? Eu estou falando de inverter os motivos dos custos. Não acho errado ganharem dinheiro com uma aplicação, mas é errado uma parte pequena disso não voltar ao empreendimento se o meu foco é deixar treinamento, e todo o resto livre.

Realmente, nesse caso, você deixar sem documentação mesmo. Geralmente, software open source bem documentado é aquele bastante complexo, que seria muito difícil alguém se dar ao trabalho de estudar o código. Para sistemas simples, o pessoal tem forçado a compra de documentação e treinamento.

Agora, o caso do Alfresco é mais sério, já é um mau uso da idéia de open source também. Ser open source não é desculpa para oferecer software instável, ou dificultado, como esse pessoal faz. Você pode ver que parte da crítica contra o Alfresco parte da própria comunidade open source.

Mas o software grátis e o software livre jamais prometeram o contrário, também. Eles te prometem o fonte e a distribuição gratuita. Nunca te ofereceram de forma gratuita também como usar o software, ou manuais, ou documentação, etc.

O que o cliente tem, é a garantia (que já é ótima) de que vai poder instalar em todo seu parque de máquinas, sem pagar a mais por isso. E que o software não vai simplesmente parar de funcionar um dia solicitando renovação de licença. E que não vai ser processado num belo dia, por alguma cláusula obscura no contrato.
Essa desburocratização, por si só, já é um grande benefício.

Você está propondo um modelo comercial diferente. É possível? Claro. Viável? Provavelmente seja também. Melhor? Bem, isso só aplicando o modelo e comparando para dizer. Será que você ganhará mais com a venda direta para uma grande companhia, do ter aumentado o potencial dela contratar você para treinar seus milhares de funcionários?

[quote=AUser][quote=josenaldo]Cara, veja bem, você está olhando a coisa com a ótica de um programador que trabalha com copyright e resolveu experimentar o opensource. Aí, pegaram o trabalho dele, usaram, lucraram e ele pensa: caralho, me lasquei!

Olhe a coisa de acordo com o programador que PENSA opensource. Para esse cara, ele fez pra compartilhar mesmo e pronto. Alguém ganhou milhões usando o projeto dele? ÓTIMO!

Vamos ser práticos: as pessoas ganham milhões usando Java, Mysql. Tomcat, JBoss, Linu, Open Office… E, justamente por tantos ganharem tantos milhões, alguns poucos desse tanto resolveram doar alguns milhares para essas empresas… E assim, elas ganharam MILHÕES!

A Mozilla, só de adsense, ganha 80 milhões ao ano! A FSF tem parceiro pra caralho. A Red Hat então? Tem o fedora, linux “do bão” e o Red Hat, Linux Overpower pago! Fora outros produtos.

Quanto aos softwares que não podem entrar em produção com a versão OS, me desculpa, mas é burrice do desenvolvedor fazer isso. Ou vende logo essa zorra, ou libera algo que preste. Caso contrário, será punido caindo no ostracismo quando aparecer um concorrente que preste.

Um exemplo: O Mambo. Era um CMS OS porretinha. Daí a empresa que patrocinava o Mambo resolveu fazer alguma coisa da qual não me lembro que chateou a comunidade. Os programadores pediram demissão e criara um novo projeto: Joomla. Quem aí usa Mambo?

Outro exemplo: Tinha um banco chamado Mysql. Aí, a Oracle comprou a Sun, que tinha comprado o Mysql. Disseram que a Oracle iria jogar o Mysql na gaveta. A comunidade fez um fork chamado Maria DB. A Oracle nem ligou, continou tocando o Mysql como OS, fez (ou melhorou) uma versão comercial parruda e o povo continua usando Mysql, tanto free quanto comercial. E quase ninguém aposta no Maria DB (coitado) porque o Mysql continua bom.

Casos como esses temos aos montes. Softwares livres bons, com ótimas versões proprietárias. E porquê não? O básico, a comunidade desenvolve.

Quer JVM com Magia Negra e Memória de Mandinga? COMPRA.[/quote]
O Alfresco, por si só, é uma empresa que ganha MUITO dinheiro e o software é “opensource”. Motivo das aspas? Veja http://linux.slashdot.org/comments.pl?sid=597833&cid=23991861 e https://forums.alfresco.com/en/viewtopic.php?f=20&t=9932&start=15 .

Olha só, eu citei no primeiro post: estamos falando de aplicações, não de plataformas. Vamos pensar em um software de administração de hospitais, por exemplo. Se fosse alguém desse pessoal que eu citei aí em cima, o que eles teriam feito? Removido quase toda a documentação disponível, e todo mundo que fosse comprar ia achar difícil baixar e aprender, e assim comprariam treinamentos. Eu não venderia o software, mas venderia o treinamento, na verdade as pessoas seriam praticamente reféns e comprariam treinamentos. Obviamente, nada disso é certo, mas a minha empresa apesar de ser opensource tem que ganhar dinheiro. Então, qual é a dificuldade em liberar TUDO, exatamente, TUDO, entretanto manter essa cláusula de licença comercial?

Agora imagine só que sou uma startup e tenho esse software de administração de hospitais. Coloco ele opensource, no entanto, 10 empresas do mesmo ramo vão lá e usam nas suas licitações, e aí, de onde vou tirar dinheiro? Essa limiar entre o OS e startups é que é a questão… Para vender treinamentos, você deve ter uma estrutura organizada para isso. E se o software que você está oferecendo pretende ser o mais fácil que todos os outros para dar manutenção e implementar coisas novas? Vai ter treinamento para quê? Eu estou falando de inverter os motivos dos custos. Não acho errado ganharem dinheiro com uma aplicação, mas é errado uma parte pequena disso não voltar ao empreendimento se o meu foco é deixar treinamento, e todo o resto livre.[/quote]

Eu acho que o que está confuso é o seu conceito de Open Source.

[quote=ViniGodoy]Realmente, nesse caso, você deixar sem documentação mesmo. Geralmente, software open source bem documentado é aquele bastante complexo, que seria muito difícil alguém se dar ao trabalho de estudar o código. Para sistemas simples, o pessoal tem forçado a compra de documentação e treinamento.

Agora, o caso do Alfresco é mais sério, já é um mau uso da idéia de open source também. Ser open source não é desculpa para oferecer software instável, ou dificultado, como esse pessoal faz. Você pode ver que parte da crítica contra o Alfresco parte da própria comunidade open source.

Mas o software grátis e o software livre jamais prometeram o contrário, também. Eles te prometem o fonte e a distribuição gratuita. Nunca te ofereceram de forma gratuita também como usar o software, ou manuais, ou documentação, etc.

O que o cliente tem, é a garantia (que já é ótima) de que vai poder instalar em todo seu parque de máquinas, sem pagar a mais por isso. E que o software não vai simplesmente parar de funcionar um dia solicitando renovação de licença. E que não vai ser processado num belo dia, por alguma cláusula obscura no contrato.
Essa desburocratização, por si só, já é um grande benefício.

Você está propondo um modelo comercial diferente. É possível? Claro. Viável? Provavelmente seja também. Melhor? Bem, isso só aplicando o modelo e comparando para dizer. Será que você ganhará mais com a venda direta para uma grande companhia, do ter aumentado o potencial dela contratar você para treinar seus milhares de funcionários? [/quote]

Opa Vini,

Pois é, mas o meu princípio é o seguinte: eu me sentiria muito chateado e enganado se tivesse que comprar um curso para poder usar corretamente a ferramenta, como a exemplo isso que te mandei sobre o Alfresco. Supondo o caso da grande companhia, contratando para o treinamento, também não há problema em relação à isso. Uma coisa não tira o mérito da outra. Mesmo que o software fosse contratado, também gostariam de ter os autores p/ treinamento. Uma coisa nao impede a outra, né? :slight_smile:

[quote=jonathan Coelho][quote=AUser][quote=josenaldo]Cara, veja bem, você está olhando a coisa com a ótica de um programador que trabalha com copyright e resolveu experimentar o opensource. Aí, pegaram o trabalho dele, usaram, lucraram e ele pensa: caralho, me lasquei!

Olhe a coisa de acordo com o programador que PENSA opensource. Para esse cara, ele fez pra compartilhar mesmo e pronto. Alguém ganhou milhões usando o projeto dele? ÓTIMO!

Vamos ser práticos: as pessoas ganham milhões usando Java, Mysql. Tomcat, JBoss, Linu, Open Office… E, justamente por tantos ganharem tantos milhões, alguns poucos desse tanto resolveram doar alguns milhares para essas empresas… E assim, elas ganharam MILHÕES!

A Mozilla, só de adsense, ganha 80 milhões ao ano! A FSF tem parceiro pra caralho. A Red Hat então? Tem o fedora, linux “do bão” e o Red Hat, Linux Overpower pago! Fora outros produtos.

Quanto aos softwares que não podem entrar em produção com a versão OS, me desculpa, mas é burrice do desenvolvedor fazer isso. Ou vende logo essa zorra, ou libera algo que preste. Caso contrário, será punido caindo no ostracismo quando aparecer um concorrente que preste.

Um exemplo: O Mambo. Era um CMS OS porretinha. Daí a empresa que patrocinava o Mambo resolveu fazer alguma coisa da qual não me lembro que chateou a comunidade. Os programadores pediram demissão e criara um novo projeto: Joomla. Quem aí usa Mambo?

Outro exemplo: Tinha um banco chamado Mysql. Aí, a Oracle comprou a Sun, que tinha comprado o Mysql. Disseram que a Oracle iria jogar o Mysql na gaveta. A comunidade fez um fork chamado Maria DB. A Oracle nem ligou, continou tocando o Mysql como OS, fez (ou melhorou) uma versão comercial parruda e o povo continua usando Mysql, tanto free quanto comercial. E quase ninguém aposta no Maria DB (coitado) porque o Mysql continua bom.

Casos como esses temos aos montes. Softwares livres bons, com ótimas versões proprietárias. E porquê não? O básico, a comunidade desenvolve.

Quer JVM com Magia Negra e Memória de Mandinga? COMPRA.[/quote]
O Alfresco, por si só, é uma empresa que ganha MUITO dinheiro e o software é “opensource”. Motivo das aspas? Veja http://linux.slashdot.org/comments.pl?sid=597833&cid=23991861 e https://forums.alfresco.com/en/viewtopic.php?f=20&t=9932&start=15 .

Olha só, eu citei no primeiro post: estamos falando de aplicações, não de plataformas. Vamos pensar em um software de administração de hospitais, por exemplo. Se fosse alguém desse pessoal que eu citei aí em cima, o que eles teriam feito? Removido quase toda a documentação disponível, e todo mundo que fosse comprar ia achar difícil baixar e aprender, e assim comprariam treinamentos. Eu não venderia o software, mas venderia o treinamento, na verdade as pessoas seriam praticamente reféns e comprariam treinamentos. Obviamente, nada disso é certo, mas a minha empresa apesar de ser opensource tem que ganhar dinheiro. Então, qual é a dificuldade em liberar TUDO, exatamente, TUDO, entretanto manter essa cláusula de licença comercial?

Agora imagine só que sou uma startup e tenho esse software de administração de hospitais. Coloco ele opensource, no entanto, 10 empresas do mesmo ramo vão lá e usam nas suas licitações, e aí, de onde vou tirar dinheiro? Essa limiar entre o OS e startups é que é a questão… Para vender treinamentos, você deve ter uma estrutura organizada para isso. E se o software que você está oferecendo pretende ser o mais fácil que todos os outros para dar manutenção e implementar coisas novas? Vai ter treinamento para quê? Eu estou falando de inverter os motivos dos custos. Não acho errado ganharem dinheiro com uma aplicação, mas é errado uma parte pequena disso não voltar ao empreendimento se o meu foco é deixar treinamento, e todo o resto livre.[/quote]

Eu acho que o que está confuso é o seu conceito de Open Source.[/quote]

Em que ponto?

[quote=AUser][quote=jonathan Coelho][quote=AUser][quote=josenaldo]Cara, veja bem, você está olhando a coisa com a ótica de um programador que trabalha com copyright e resolveu experimentar o opensource. Aí, pegaram o trabalho dele, usaram, lucraram e ele pensa: caralho, me lasquei!

Olhe a coisa de acordo com o programador que PENSA opensource. Para esse cara, ele fez pra compartilhar mesmo e pronto. Alguém ganhou milhões usando o projeto dele? ÓTIMO!

Vamos ser práticos: as pessoas ganham milhões usando Java, Mysql. Tomcat, JBoss, Linu, Open Office… E, justamente por tantos ganharem tantos milhões, alguns poucos desse tanto resolveram doar alguns milhares para essas empresas… E assim, elas ganharam MILHÕES!

A Mozilla, só de adsense, ganha 80 milhões ao ano! A FSF tem parceiro pra caralho. A Red Hat então? Tem o fedora, linux “do bão” e o Red Hat, Linux Overpower pago! Fora outros produtos.

Quanto aos softwares que não podem entrar em produção com a versão OS, me desculpa, mas é burrice do desenvolvedor fazer isso. Ou vende logo essa zorra, ou libera algo que preste. Caso contrário, será punido caindo no ostracismo quando aparecer um concorrente que preste.

Um exemplo: O Mambo. Era um CMS OS porretinha. Daí a empresa que patrocinava o Mambo resolveu fazer alguma coisa da qual não me lembro que chateou a comunidade. Os programadores pediram demissão e criara um novo projeto: Joomla. Quem aí usa Mambo?

Outro exemplo: Tinha um banco chamado Mysql. Aí, a Oracle comprou a Sun, que tinha comprado o Mysql. Disseram que a Oracle iria jogar o Mysql na gaveta. A comunidade fez um fork chamado Maria DB. A Oracle nem ligou, continou tocando o Mysql como OS, fez (ou melhorou) uma versão comercial parruda e o povo continua usando Mysql, tanto free quanto comercial. E quase ninguém aposta no Maria DB (coitado) porque o Mysql continua bom.

Casos como esses temos aos montes. Softwares livres bons, com ótimas versões proprietárias. E porquê não? O básico, a comunidade desenvolve.

Quer JVM com Magia Negra e Memória de Mandinga? COMPRA.[/quote]
O Alfresco, por si só, é uma empresa que ganha MUITO dinheiro e o software é “opensource”. Motivo das aspas? Veja http://linux.slashdot.org/comments.pl?sid=597833&cid=23991861 e https://forums.alfresco.com/en/viewtopic.php?f=20&t=9932&start=15 .

Olha só, eu citei no primeiro post: estamos falando de aplicações, não de plataformas. Vamos pensar em um software de administração de hospitais, por exemplo. Se fosse alguém desse pessoal que eu citei aí em cima, o que eles teriam feito? Removido quase toda a documentação disponível, e todo mundo que fosse comprar ia achar difícil baixar e aprender, e assim comprariam treinamentos. Eu não venderia o software, mas venderia o treinamento, na verdade as pessoas seriam praticamente reféns e comprariam treinamentos. Obviamente, nada disso é certo, mas a minha empresa apesar de ser opensource tem que ganhar dinheiro. Então, qual é a dificuldade em liberar TUDO, exatamente, TUDO, entretanto manter essa cláusula de licença comercial?

Agora imagine só que sou uma startup e tenho esse software de administração de hospitais. Coloco ele opensource, no entanto, 10 empresas do mesmo ramo vão lá e usam nas suas licitações, e aí, de onde vou tirar dinheiro? Essa limiar entre o OS e startups é que é a questão… Para vender treinamentos, você deve ter uma estrutura organizada para isso. E se o software que você está oferecendo pretende ser o mais fácil que todos os outros para dar manutenção e implementar coisas novas? Vai ter treinamento para quê? Eu estou falando de inverter os motivos dos custos. Não acho errado ganharem dinheiro com uma aplicação, mas é errado uma parte pequena disso não voltar ao empreendimento se o meu foco é deixar treinamento, e todo o resto livre.[/quote]

Eu acho que o que está confuso é o seu conceito de Open Source.[/quote]

Em que ponto?[/quote]

Uma Startup que vise lucro em primeiro lugar estará dando um passo
errado se for pelo caminho do Open source que tem como Objetivo primário
contribuir com a comunidade.O dinheiro é consequencia e não Objetivo de um projeto OS.

Um bom Exemplo é a revolução que o android fez no mundo e não pagava ainda, na ultima vez que lí
a respeito, nem os próprios custos. Mas que a longo prazo pode gerar Bilhões mas isso é algo
bem incerto.

Concordo, se você se sente chateado com o modelo, não use o produto deles. :slight_smile:
Há muitos concorrentes que não trabalham no modelo de software grátis. Alguns inclusive de código aberto, mas não gratuito.

Agora, eles tem direito de propor o modelo de negócios que eles quiserem, você tem o direito de não consumir.

Não impede, mas restringe. Quando vc vai pagar o treinamento de qualquer jeito, você vai querer pegar a que se cobra também a licença, ou a que distribui o produto de graça? Pense que depois dos seus funcionários treinados, você poderia colocar multiplicadores na sua companhia, e fazer treinamentos internos para os futuros empregados. E que você vai ter acesso a novas versões, e não vai precisar pedir revisar licença na hora de abrir mais uma filial da sua companhia, e instalar em mais várias máquinas. Se for também open source, vai ter pelo menos a possibilidade de tentar contratar alguém para corrigir um bug urgente.

Não são todas as vantagens do mundo, mas são boas vantagens, não?

[quote=jonathan Coelho][quote=AUser][quote=jonathan Coelho][quote=AUser][quote=josenaldo]Cara, veja bem, você está olhando a coisa com a ótica de um programador que trabalha com copyright e resolveu experimentar o opensource. Aí, pegaram o trabalho dele, usaram, lucraram e ele pensa: caralho, me lasquei!

Olhe a coisa de acordo com o programador que PENSA opensource. Para esse cara, ele fez pra compartilhar mesmo e pronto. Alguém ganhou milhões usando o projeto dele? ÓTIMO!

Vamos ser práticos: as pessoas ganham milhões usando Java, Mysql. Tomcat, JBoss, Linu, Open Office… E, justamente por tantos ganharem tantos milhões, alguns poucos desse tanto resolveram doar alguns milhares para essas empresas… E assim, elas ganharam MILHÕES!

A Mozilla, só de adsense, ganha 80 milhões ao ano! A FSF tem parceiro pra caralho. A Red Hat então? Tem o fedora, linux “do bão” e o Red Hat, Linux Overpower pago! Fora outros produtos.

Quanto aos softwares que não podem entrar em produção com a versão OS, me desculpa, mas é burrice do desenvolvedor fazer isso. Ou vende logo essa zorra, ou libera algo que preste. Caso contrário, será punido caindo no ostracismo quando aparecer um concorrente que preste.

Um exemplo: O Mambo. Era um CMS OS porretinha. Daí a empresa que patrocinava o Mambo resolveu fazer alguma coisa da qual não me lembro que chateou a comunidade. Os programadores pediram demissão e criara um novo projeto: Joomla. Quem aí usa Mambo?

Outro exemplo: Tinha um banco chamado Mysql. Aí, a Oracle comprou a Sun, que tinha comprado o Mysql. Disseram que a Oracle iria jogar o Mysql na gaveta. A comunidade fez um fork chamado Maria DB. A Oracle nem ligou, continou tocando o Mysql como OS, fez (ou melhorou) uma versão comercial parruda e o povo continua usando Mysql, tanto free quanto comercial. E quase ninguém aposta no Maria DB (coitado) porque o Mysql continua bom.

Casos como esses temos aos montes. Softwares livres bons, com ótimas versões proprietárias. E porquê não? O básico, a comunidade desenvolve.

Quer JVM com Magia Negra e Memória de Mandinga? COMPRA.[/quote]
O Alfresco, por si só, é uma empresa que ganha MUITO dinheiro e o software é “opensource”. Motivo das aspas? Veja http://linux.slashdot.org/comments.pl?sid=597833&cid=23991861 e https://forums.alfresco.com/en/viewtopic.php?f=20&t=9932&start=15 .

Olha só, eu citei no primeiro post: estamos falando de aplicações, não de plataformas. Vamos pensar em um software de administração de hospitais, por exemplo. Se fosse alguém desse pessoal que eu citei aí em cima, o que eles teriam feito? Removido quase toda a documentação disponível, e todo mundo que fosse comprar ia achar difícil baixar e aprender, e assim comprariam treinamentos. Eu não venderia o software, mas venderia o treinamento, na verdade as pessoas seriam praticamente reféns e comprariam treinamentos. Obviamente, nada disso é certo, mas a minha empresa apesar de ser opensource tem que ganhar dinheiro. Então, qual é a dificuldade em liberar TUDO, exatamente, TUDO, entretanto manter essa cláusula de licença comercial?

Agora imagine só que sou uma startup e tenho esse software de administração de hospitais. Coloco ele opensource, no entanto, 10 empresas do mesmo ramo vão lá e usam nas suas licitações, e aí, de onde vou tirar dinheiro? Essa limiar entre o OS e startups é que é a questão… Para vender treinamentos, você deve ter uma estrutura organizada para isso. E se o software que você está oferecendo pretende ser o mais fácil que todos os outros para dar manutenção e implementar coisas novas? Vai ter treinamento para quê? Eu estou falando de inverter os motivos dos custos. Não acho errado ganharem dinheiro com uma aplicação, mas é errado uma parte pequena disso não voltar ao empreendimento se o meu foco é deixar treinamento, e todo o resto livre.[/quote]

Eu acho que o que está confuso é o seu conceito de Open Source.[/quote]

Em que ponto?[/quote]

Uma Startup que vise lucro em primeiro lugar estará dando um passo
errado se for pelo caminho do Open source que tem como Objetivo primário
contribuir com a comunidade.O dinheiro é consequencia e não Objetivo de um projeto OS.

Um bom Exemplo é a revolução que o android fez no mundo e não pagava ainda, na ultima vez que lí
a respeito, nem os próprios custos. Mas que a longo prazo pode gerar Bilhões mas isso é algo
bem incerto.[/quote]

Você está equivocado. Veja: http://www.startupsopensourced.com/ … Uma série de cases de startups opensourced, o site não é só disso, mas tem algumas lá. :slight_smile:

E leia isso tb: http://www.readwriteweb.com/start/2010/09/why-your-startup-should-be-inv.php