O Sobrinho - A solução do seu cliente... o Motivo do seu bolso vazio

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Um dia, seu cliente pão duro estava precisando de algum serviço de internet. Após pedir orçamento de vários profissionais da área viu que não achava justo pagar uma certa quantia para seu job. Daí nesse tempo, surge a faxineira dizendo:

“O meu sobrinho, fica todo dia no computador na tal da internética nu tal de iu tubi e iorgut e jogando cê é si”.

Logo o chefe percebe que está a vista com um grande profissional e logo contrata com um salário extremamente safado, mas que é motivador para O Sobrinho.

Veja a pretensão salarial de um sobrinho, dependendo do seu nível:


Sobrinho Junior

Cargo: Ficar jogando CS o dia inteiro, entrar em site de putaria e ficar votando em vídeos do youtube. Porem é muito rápido no “Alt + Tab”, um mestre nesta técnica.

Função: Arrumar qualquer porcaria que esteja mal feita ou que não esteja funcionando. Normalmente ele se alto nomeia Web DesigNER Junior e possui um pendrive com milhares de gifs do tipo “pisca e pula” para dar uma empererecada em sua página. Também é altamente afiado quando o assunto é fazer html utilizando a parte gráfica do DreamWeaver, quando não faz o conteúdo no próprio Word e na hora de salvar escolhe a extensão .html

Salário: R$500,00 /mês ou dinheiro suficiente para um hot dog, coca-cola e Mc no final de semana.


Sobrinho Pleno

Cargo: Web DesigNER

Função: Desenvolver páginas utilizando figuras de um exclusivo banco de imagens chamado “Google” é seu diferencial. Inserir diversos audios na página também faz parte do seu trabalho. Já está começando a aprender a argumentar, ex: “Tio, vamos colocar uma música de fundo no site para acalmar o visitante, dar dinamismo e vida para a página, a experiência do usuário vai ser única, mais rica…etc…etc…” e
também ja sabe fazer um “fale conosco*”.

Obs: O Sobrinho Pleno ainda não é capaz de fazer um formulário para o fale conosco. Essa página de contato tem somente o seguinte conteúdo:

" Contate-nos através do e-mail [email removido] ! "

Salário: R$700,00 /mês ou dinheiro suficiente para ter uma conta corrente com limite maior que seu salário e talão de cheques para fazer o financiamento de um playstation2


Sobrinho Master Blaster

Cargo: Web Master

Função: Roubar scripts da internet, criar sites no dreamwaver não mais no modo “visual básico” e sim no “visual intermediário” e pegar templates de sites grátis (retirando a marca d’água do jpg roubado). É especialista em copiar e colar partes de códigos do tipo javascript para implantar funções fantásticas como abrir pop up (mesmo o navegador bloqueando sempre) e dar “bom dia” (dependendo do horário “boa tarde” ou “boa noite”) ao internauta. (Sim. e Sobrinho Master Blaster chama você de Internauta, assim como o Silvio Santos ). Fazer formulários ja é uma realidade neste nivel de Sobrinho (o formulário não funciona, não faz nada, mas o formulário ta lá, dando até um refresh após o clique no botão submit)

Salário: R$1000,00, suficiente para comprar um carro financiado, mesmo que não sobre 1 centavo para uma coca. O carro neste nível é prioridade.

pasteldocaverna.blogspot.com

42 Respostas

eduardoromcy

Isso é uma grande verdade, o detalhe é que o funcionário que entrar pra substituir vai fica ouvindo que o profissional era o melhor do mundo e apesar de você fazer mais coisas e de melhor forma, nunca estará ao pés do “sobrinho”.

Coisas da vida (e de empresas sem fundo profissional).

Marky.Vasconcelos

HAuhAUhauhaU… conheço uns dois desses… e meu padastro é um Web Master

R

Perfeito!
Aqui na Região Norte então… esse tipo de empresa e profissional imperam.

(respondi logo, antes que algum moderador ditador bloqueie o tópico, o que será feito fatalmente…)

Att.

bsmachado

Ja vi isso também, a empresa pede o orçamento e o cara faz até um esboço do site por exemplo, ai aparece a desculpa, meu sobrinho vai fazer…
Por isso, antes de tudo, alem do orçamento, é bom assimar um contrato de compromisso.

victorwss

Me lembra as habilidades de webdesigner do meu pai. Por “algum motivo” minha irmã o proibiu de mexer em layout de html por causa disso, mas é claro que ele sempre vai lá e mexe. :smiley:

cs.santos0

kkkkk…mó comedia

financiar um play2…kk

josue_carrecon

heeererere, bothia o sobrinho pra estudar

guariba

Pior que o sobrinho é “o que eu quero é bem simples, eu mesmo ia fazer, mas estou sem tempo…”

Tchello

Outro clássico.
“É só um SISTEMINHA, coisa besta”.
“É só colocar um BOTAOZINHO besta aqui, coisa pouca”.

Por ai vai.

F

.

Mauricio_Linhares

Rapaz, se tem “sobrinho” fazendo o trabalho de vocês, o problema não é com os pobres familiares, é com vocês.

Tá ruim assim de entender isso?

Se o cara faz o mesmo que você faz, é problema seu, não dele, oras.

Leozin

Mauricio Linhares:
Rapaz, se tem “sobrinho” fazendo o trabalho de vocês, o problema não é com os pobres familiares, é com vocês.

Tá ruim assim de entender isso?

Se o cara faz o mesmo que você faz, é problema seu, não dele, oras.

Maurício, é a mesma choradeira de sempre. O pessoal reclama que se “formou” e perde emprego pra “sobrinhos”. Caramba, se o cara passar 4 míseros anos na faculdade pra estar no mesmo nível do sobrinho, quem está errado? Estudou o que afinal?

Aí como se já não bastasse tudo estar ruim, o exército dos “perdi emprego pra sobrinho” vão vir com “temos que legalizar a profissão, pois precisamos de melhores condições”

É cada coisa que me aparece…

R

Mauricio Linhares:
Rapaz, se tem “sobrinho” fazendo o trabalho de vocês, o problema não é com os pobres familiares, é com vocês.

Tá ruim assim de entender isso?

Se o cara faz o mesmo que você faz, é problema seu, não dele, oras.

Hum, mas agora quem não entendeu o problema foram vocês! O ‘cara’ não faz o mesmo trabalho porco do ‘sobrinho’, mas o CLIENTE acha que sim (na verdade se ilude, exatamente pra “economizar”, pensamento de 3o mundo…).

Ai, pra quem não está nos grandes centros, onde tem emprego para ‘caras’ e ‘sobrinhos’, estes últimos, infelizmente, levam a melhor.

Agora sério, por que vocês “grandes Java-Gurus e God-Codders” sempre dão um jeitinho de, em qualquer thread, dar liçãozinha de moral do tipo “se é assim é porque você não se garante, vá estudar e blábláblá…” e não veem que com isso só poluem os tópicos e incitam as mesmas Flamewars, que depois são os primeiros a criticar? Tsc tsc tsc…

Mauricio_Linhares

rat-rafa:
Hum, mas agora quem não entendeu o problema foram vocês! O ‘cara’ não faz o mesmo trabalho porco do ‘sobrinho’, mas o CLIENTE acha que sim (na verdade se ilude, exatamente pra “economizar”, pensamento de 3o mundo…).

Ai, pra quem não está nos grandes centros, onde tem emprego para ‘caras’ e ‘sobrinhos’, estes últimos, infelizmente, levam a melhor.

Agora sério, por que vocês “grandes Java-Gurus e God-Codders” sempre dão um jeitinho de, em qualquer thread, dar liçãozinha de moral do tipo “se é assim é porque você não se garante, vá estudar e blábláblá…” e não veem que com isso só poluem os tópicos e incitam as mesmas Flamewars, que depois são os primeiros a criticar? Tsc tsc tsc…

E se mesmo com o sobrindo fazendo trabalho porco o cara não achou que você valia mais, continua sendo problema seu. Quem compra normalmente não quer saber se é porco ou não, quer saber se funciona ou não.

Sério, acho que todo e qualquer programador aprenderia um bocado indo numa dessas palestras motivacionais pra vendas pra entender o que é realmente um produto e o que é que se vende pra clientes, é uma pena que os “universitários” se achem bons demais pra se passar a uma coisa dessas né :slight_smile:

E sobre a “lição de moral”, se você se doeu, bom pra você, agora se mexa e trate de fazer alguma coisa, um canudo debaixo do braço não vai lhe dar nada de graça não.

jingle

acho que o problema pior nem é quanto a sobrinhos, e sim quanto a profissionais capacitados e competentes que tem “medo” da concorencia dos “sobrinhos” e acabam fazendo o preço que o cliente quer, ai acaba ficando um trabalho prostituido, mas que normalmente no final vai lhe render muita dor de cabeça que não paga seu preço inicial.

R

Mauricio Linhares:
rat-rafa:
Hum, mas agora quem não entendeu o problema foram vocês! O ‘cara’ não faz o mesmo trabalho porco do ‘sobrinho’, mas o CLIENTE acha que sim (na verdade se ilude, exatamente pra “economizar”, pensamento de 3o mundo…).

Ai, pra quem não está nos grandes centros, onde tem emprego para ‘caras’ e ‘sobrinhos’, estes últimos, infelizmente, levam a melhor.

Agora sério, por que vocês “grandes Java-Gurus e God-Codders” sempre dão um jeitinho de, em qualquer thread, dar liçãozinha de moral do tipo “se é assim é porque você não se garante, vá estudar e blábláblá…” e não veem que com isso só poluem os tópicos e incitam as mesmas Flamewars, que depois são os primeiros a criticar? Tsc tsc tsc…

E sobre a “lição de moral”, se você se doeu, bom pra você, agora se mexa e trate de fazer alguma coisa, um canudo debaixo do braço não vai lhe dar nada de graça não.

Não Mauricio. Não foi o caso. Não “me doí” e nem acho que é possível conseguir algo “de graça” hoje em dia, ou em tempo, ou lugar algum (a não ser sendo ‘sobrinho’).

Só tentei chamar a atenção para o fato de que já vi vários posts trancados por moderadores, inclusive por você, por causa de discussões mais acaloradas entre membros, discussões as quais, por diversas vezes, foram iniciadas por um moderador ou por um membro mais “experiente/Java-Guru/Super-Ultra-God-Codder”.

Logo, penso (é uma opinião, posso estar redondamente enganado) que os moderadores e usuários mais experientes deveriam manerar nos seus posts e tentar não ofender quem tem menos experiência, veio de outras linguagens, esta passando dificuldades e/ou simplismente tem outra opinião, muitas vezes devida a simples desigualdades regionais, por exemplo.

Eu, particularmente, tenho meu emprego garantido pelo que faço, e não pelo meu diploma de engenharia, título, aliás, que não me ajudou muito na carreira… vim do Clipper, Pascal, Delphi, C#, agora trabalho com Java e desenvolvo em Ruby por lazer, tudo graças a esforço pessoal, porém, infelizmente aqui na Região Norte do país, muitas vezes a opção é se render aos desejos medíocres do cliente, pra sobreviver, e virar um ‘sobrinho’, ou ir fazer carreira nos grandes centros. (p.s. Eu não escolhi nenhum desses caminhos! Ainda existem salvações…)

Sem mais, desculpe qualquer coisa.

adriano_si

A questão não é valer mais ou funcionar ou não funcionar… o problema é que o cliente quer pagar pouco… ou vc cobra o mesmo que o sobrinho ou ele não contrata… não está na minha incompetência, está no valor cobrado… existem sistemas em minha cidade onde o “sobrinho” (hauhauaauauh termo engraçado) cobra R$ 150,00 quando vc sabe que faz um dez vezes melhor, só que terá que cobrar 15 vezes mais… Aqui na região Norte (concordo com o rat-rafa) os caras fazem logo a pergunta: “Quanto custa ?” ou seja, ele não quer saber o que o sistema vai trazer de bom… ele acha que é apenas aquela telinha ou aquele sisteminha besta… aí é fods… tbm não me prostitui e nem muito menos sucumbo ao preço do Sobrinho e nem muito menos vejo a criação de conselhos para a profissão como a solução… mas que é um problema real isso é… e problemão aqui no Norte…

Sem mais…

Falows :wink:

pinto

É óbvio que esse tipo de “cliente” que compra de “sobrinho” não compra tambem do profissional formado, pra depois comparar os dois sistemas e optar pelo melhor. Ele não sabe e nem quer saber que o sistema do profissional é muito melhor. Ele sempre opta pelo mais barato. Por este mesmo motivo, não adianta o profissional de informática se especializar tambem em vendas, como sugeriu um dos “gurus”. O “cliente” não vai ouvir outra coisa que não seja o preço. E, convenhamos, conselho porco esse de que o profissional técnico tem que ser tambem o vendedor. Então o cara tem que projetar, desenvolver, vender, instalar, e prestar assistência técnica do seu produto? Quem compraria algo de uma empresa com esta “estrutura”?
Rafael, não esquenta a cabeça com essa gente.
Isso acontece muito por aqui.
Alguns caras que são profissionais bem sucedidos e/ou são diferenciados e/ou conseguiram um bom emprego, se tornam arrogantes e passam a pisotear os demais. Usam essa frases prontas de livro de auto-ajuda, como se para todos, em qualquer lugar e em qualquer situação, fosse muito fácil subir instantaneamente ao topo da carreira.
Tá demorando pra um deles escrever a clássica frase “Bem-vindo ao mundo adulto!”.
Agora, este tipo de comportamento vindo de um moderador, realmente não fica bem.
Afinal, o cara deveria é moderar, e não incendiar.
Sugiro que vc mande uma MP para alguem acima do cara relatando o ocorrido.
Se bem que aqui, normalmente, a moderação é muito boa. Provavelmente este caso já está sendo tratado.

fabiozoroastro

Leozin:
Mauricio Linhares:
Rapaz, se tem “sobrinho” fazendo o trabalho de vocês, o problema não é com os pobres familiares, é com vocês.

Tá ruim assim de entender isso?

Se o cara faz o mesmo que você faz, é problema seu, não dele, oras.

Maurício, é a mesma choradeira de sempre. O pessoal reclama que se “formou” e perde emprego pra “sobrinhos”. Caramba, se o cara passar 4 míseros anos na faculdade pra estar no mesmo nível do sobrinho, quem está errado? Estudou o que afinal?

Aí como se já não bastasse tudo estar ruim, o exército dos “perdi emprego pra sobrinho” vão vir com “temos que legalizar a profissão, pois precisamos de melhores condições”

É cada coisa que me aparece…


Creio que o que a idéia que nosso amigo quis passar é que as vezes um possível cliente - Que não sabe nada sobre software - prefere pagar R$300,00 pra o sobrinho dele fazer um sistema ao invés de pagar R$5.000,00 para um profissional. Não há como fugir disso. Não que isso seja ruim, pois sistemas assim só dão dor de cabeça e nenhuma satisfação profissional, na minha opinião.

Mauricio_Linhares

rat-rafa:
Só tentei chamar a atenção para o fato de que já vi vários posts trancados por moderadores, inclusive por você, por causa de discussões mais acaloradas entre membros, discussões as quais, por diversas vezes, foram iniciadas por um moderador ou por um membro mais “experiente/Java-Guru/Super-Ultra-God-Codder”.

Logo, penso (é uma opinião, posso estar redondamente enganado) que os moderadores e usuários mais experientes deveriam manerar nos seus posts e tentar não ofender quem tem menos experiência, veio de outras linguagens, esta passando dificuldades e/ou simplismente tem outra opinião, muitas vezes devida a simples desigualdades regionais, por exemplo.

Olha rat-rafa, os moderadores não são os donos da verdade e se a minha mensagem foi ofensiva, minhas sinceras desculpas, não foi essa a minha intenção, o que eu queria era chamar a atenção pra questão de que as pessoas acham que um diploma dá super-poderes ou faz você mais importante do que o resto do povo ou, pior ainda, demonstra que você sabe fazer alguma coisa. Essa época já passou faz tempo.

Olha, eu moro no Nordeste e a situação também não é das melhores, mas também não é caso pra se desesperar não. Obviamente que se você quiser um salário digno, vai ter que abrir sua própria empresa e ralar ou passar num concurso público, mas os salários das empresas privadas aqui normalmente dão conta do recado pra se ter uma vida tranquila. Só vira “sobrinho” quem realmente quer.

Tem até uma história interessante aqui, tinha um cara que começou a chatear todo mundo por vender os seus softwares “barato demais” na cidade. Todo mundo dizia que esse cara era um escroto, que ele estava prostituindo o mercado, que ele não tinha nada, que as coisas dele eram uma porcaria e por aí vai, o cara era um “sobrinho” completo. Hoje, esse sobrinho, é o dono de uma das maiores empresas de automação comercial da cidade e ele já começou a se espalhar pras cidades vizinhas mas continua vendendo as suas ferramentas a preço de “sobrinho”. Ele está rico, todo mundo que reclamou que ele vendia barato demais ficou na merda, com as suas empresinhas de uma sala em prédio comercial, enquanto ele inaugurou um prédio gigantesco numa das principais vias da cidade.

Moral da história?

Um sobrinho inteligente vale muito mais do que um bando de graduados que acha que sabe demais mas mal sabe conversar com um leigo sem o insultar.

Mauricio_Linhares

Já ouvi demais essa choradeira. Agora vamos lá, quem vai vender pra o “cliente” normalmente é um cara sem experiência em vendas, que não tem uma empresa aberta de verdade, que não tem uma equipe, sendo um daqueles famosos “projetos de um homem só”, como é que se espera que alguém assim seja mais considerado do que um “sobrinho”? E quem é que garnate que você vai fazer melhor que o “sobrinho”? Pior, cobrar 15 vezes mais? Tipo, cobrar 5000 reais pra um sistema de caixa que só faz imprimir uma nota fiscal? Você não tá falando sério não né?

pinto

Parabens pela atitude e pela mensagem.

Concordo plenamente.

jvlouvem

É realmente uma pena que em nossa área profissional muitos sigam um caminho como se desenvolvimento fosse futebol, ou seja, não querem estudar… pra que né ?

Se os craques de futebol observam os outros e depois praticam, então dá pra fazer o mesmo com o desenvolvimento, assim o hd(cerebro) dedica espaco só para o trabalho e mais nada… é o tão sonhado “estado da arte”

Mauricio_Linhares

Se você quer ser respeitado, comece respeitando os outros, não tem ninguém faltando com respeito ou apontando o dedo aqui.

Se você não tem ao menos uma empresa, é tão amador quanto o sobrinho, que pode muito bem ser formado também. E essa história de que o cliente não ouve nada além do preço é furada também, eu conheço empresas aqui que fazem trabalho de “sobrinho” e cobram o preço de “sobrinho”, mas existem outras que fazem o mesmo trabalho e cobram o preço de “profissional formado” (Aargh!), quem não sabe vender não chega muito longe mesmo não e espernear ou criar conselhos não vai resolver isso. Não é com um cartel que se resolve a falta de competência.

pinto

Cada um tem o respeito que merece.
Com ironias, desprezo pela opinião alheia, chamando os seus colegas de forum de chorões e de incompetentes, você não consegue obter respeito.
Se você tivesse a certeza de que não estava faltando com o respeito com os seus colegas, não precisaria escrever um enorme post se desculpando para o Rafael.

O seu desprezo pela formação acadêmica me faz supor que você é um autodidata, e, tambem suponho, um profissional de sucesso, que merece todo o respeito.
Mas existem opiniões diferentes.
Na minha opinião, por exemplo, é muito mais provável que se consiga formar um bom profissional numa universidade do que por conta própria.
Os motivos são óbvios.
As exceções tambem são óbvias, existem ótimos profissionais autodidatas, e péssimos profissionais formados (desculpe usar novamente esta palavra, que tanto lhe incomoda), e vice-versa.
E por favor, eu nunca defendi conselhos, regulamentações ou qualquer outro tipo de reserva de mercado.
Aliás, trabalhei muito tempo sem a formação acadêmica.
Esta é uma atividade extremamente democrática, onde a competência sempre tem vez.

Agora, por favor, use o bom senso que DEVERIA ser inerente à sua função aqui neste forum, e vamos encerrar esta discussão inútil.

Mauricio_Linhares

Errado, eu tenho duas graduações, Sistemas de Informação e Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, mas isso não vem ao caso, já que a discussão não é sobre isso.

pinto:
Na minha opinião, por exemplo, é muito mais provável que se consiga formar um bom profissional numa universidade do que por conta própria.
Os motivos são óbvios.

Questão de opinião. Também acho que seja mais fácil formar alguém em uma faculdade razoável, porque vão haver professores e até mesmo outros alunos na faculdade que podem fornecer a sua experiência. Mas isso não desmerece o auto-didata ao ponto de ser tratado como o “sobrinho burro e sem competência” do cliente. Isso além de ser pré-conceito com uma pessoa que nem ao menos se conhece, demonstra falta de segurança na própria capacidade de se produzir alguma coisa realmente útil.

E eu disse e repito mais uma vez, o graduado que sai da faculdade e vai fazer sistemas de automação comercial de forma amadora como o “sobrinho” do cliente não está nem um pouco acima do tal “sobrinho”. Ambos estão no mesmo barco furado, o que vai diferenciar eles é a capacidade que cada um vai ter de passar o seu sistema pra frente ou não. As vezes eu acho que quem faz computação esquece que quem compra não está interessado em boas práticas, facilidade de manutenção ou coisas do gênero,ele quer uma ferramenta que funcione e que resolva o problema dele (ou que o vendedor consiga convencer que resolve o problema, claro).

Quem quer abrir o seu próprio negócio e viver de vender software vai ter bem mais chances de sobreviver e chegar em algum lugar se puder gastar um tempinho indo ao SEBRAE e estudando sobre vendas do que aprendendo a escrever um compilador ultra-hiper mega fodão. No fim, se você realmente precisa disso, vai ter dinheiro o suficiente pra contratar alguém pra fazer o trabalho.

Mero_Aprendiz

Gostaria de deixar minha simples e humilde opinião

Bem, aqui “no Guiáis” também existem o sobrinhos, como está sendo referênciado o profissional que não tem capacitação e/ou qualidade profissional de muitos aqui do fórum. Mas o que venho observando com conhecidos, e analisando o mercado no qual eu quero entrar e que, o cliente não quer saber se seu software foi feito em Java ou VB, se você utilizou os mais conhecidos frameworks OO ou se fez tudo estruturado. O cliente quer o software que atenda as suas necessidades! Imagino que isso seja em todo o Brasil. Se o cliente tem pouco para investir, e se você cobra mais caro, é claro que ele vai atraz do sobrinho. Ou por acaso, qual de nós aqui vai comprar um tênis Nike de R$ 5.000 para ir ao trabalho? Vai comprar que atenda as suas necessidades, e vai tentar pagar o mais barato por isso.

Bem, se fosse eu estando nesta situação, fariá o software dez vezes melhor, e cobrariá R$ 140, mesmo tendo 1 graduação e 2 pós-graduações.
Não se ganha um cliente dizendo que o seu software é melhor porque utiliza uma melhor tecnologia ou um lógica melhor, e muitas vezes, propor um software que não se encaixa no processo (mesmo que muito bagançado) do cliente, pode gerar uma grande insatisfação, coisa que o sobrinho faz talvez apenas implementando o “caos”. O cliente que saber, na verdade, é quando ele vai sair ganhando trocando o software do sobrinho pelo seu, e nesse caso, já são R$ 10,00.
Uma estrategia que eu já vi aqui no meu estado é o de uma empresa que tem um software de DMS( coisa de tributação do governo). O software dos caras é tão bacana, que até onde eu sei, eles cobram é no percentual em que a prefeitura vai arrecadar a mais depois da implatação do software. Isso sim é fazer o software 10 vezes melhor. :wink:

[]'s
JL

celso.martins

Mauricio Linhares:

… As vezes eu acho que quem faz computação esquece que quem compra não está interessado em boas práticas, facilidade de manutenção ou coisas do gênero,ele quer uma ferramenta que funcione e que resolva o problema dele (ou que o vendedor consiga convencer que resolve o problema, claro).

Cara, creio que, com relação a falta de interesse direto na qualidade, você tenha até razão. Sou chato com isso, mas é uma tecla que vou bater até morrer, ou até alguém me convencer do contrário.

Quando surgir um CR, e você gastar 2 horas e não 2 dias para atender, acho que a falta de interesse pela qualidade desaparece. Ainda mais se ficar bem claro que agora leva 2 horas devido à qualidade do código.

Ainda existem sistemas onde a POG impera e depois de um tempo, nem uma vírgula pode ser acrescentada ou removida… estes sistemas deveriam vir com uma mensagem de boas-vindas no login, tipo: Este sistema se auto destruirá em 6 meses. Ou tempo de vida = 3 meses, depois faz outro. :wink:

Acho que essa falta de interesse pela qualidade, uma visão superficial. E cabe a nós, desenvolvedores, mudar esse pensamento. Se o cara compra uma coxinha na feira, ele pensa na qualidade. Porque quando compra um sistema crítico para o negócio, pode ser cheio de gordura e osso de frango?

Abraços.

felipeguerra

Uma curiosidade, essa foto é da Aracy de Almeida??

elomarns

celso.martins:
Mauricio Linhares:

… As vezes eu acho que quem faz computação esquece que quem compra não está interessado em boas práticas, facilidade de manutenção ou coisas do gênero,ele quer uma ferramenta que funcione e que resolva o problema dele (ou que o vendedor consiga convencer que resolve o problema, claro).

Cara, creio que, com relação a falta de interesse direto na qualidade, você tenha até razão. Sou chato com isso, mas é uma tecla que vou bater até morrer, ou até alguém me convencer do contrário.

Quando surgir um CR, e você gastar 2 horas e não 2 dias para atender, acho que a falta de interesse pela qualidade desaparece. Ainda mais se ficar bem claro que agora leva 2 horas devido à qualidade do código.

Ainda existem sistemas onde a POG impera e depois de um tempo, nem uma vírgula pode ser acrescentada ou removida… estes sistemas deveriam vir com uma mensagem de boas-vindas no login, tipo: Este sistema se auto destruirá em 6 meses. Ou tempo de vida = 3 meses, depois faz outro. :wink:

Acho que essa falta de interesse pela qualidade, uma visão superficial. E cabe a nós, desenvolvedores, mudar esse pensamento. Se o cara compra uma coxinha na feira, ele pensa na qualidade. Porque quando compra um sistema crítico para o negócio, pode ser cheio de gordura e osso de frango?

Abraços.


Acho que o Maurício não estava se referindo à qualidade do código da aplicação, e sim da sua qualidade externa. Por mais que a idéia nos pareça estranha, um software pode ter sim uma péssima qualidade interna, ou seja, um código horrível e de difícil manutenção, e ainda assim ter qualidade externa, resolvendo bem o problema do cliente. E no fim das contas, para muitos clientes, a qualidade externa é a única que conta ao determinar a qualidade total do aplicativo.

Mauricio_Linhares

celso.martins:
Cara, creio que, com relação a falta de interesse direto na qualidade, você tenha até razão. Sou chato com isso, mas é uma tecla que vou bater até morrer, ou até alguém me convencer do contrário.

Quando surgir um CR, e você gastar 2 horas e não 2 dias para atender, acho que a falta de interesse pela qualidade desaparece. Ainda mais se ficar bem claro que agora leva 2 horas devido à qualidade do código.

Ainda existem sistemas onde a POG impera e depois de um tempo, nem uma vírgula pode ser acrescentada ou removida… estes sistemas deveriam vir com uma mensagem de boas-vindas no login, tipo: Este sistema se auto destruirá em 6 meses. Ou tempo de vida = 3 meses, depois faz outro. :wink:

Acho que essa falta de interesse pela qualidade, uma visão superficial. E cabe a nós, desenvolvedores, mudar esse pensamento. Se o cara compra uma coxinha na feira, ele pensa na qualidade. Porque quando compra um sistema crítico para o negócio, pode ser cheio de gordura e osso de frango?

Qualidade é uma coisa que sempre se pagou, quem produz produtos de qualdiade normalmente está a frente do mercado, porque o custo de desenvolvimento, personalização e suporte são sempre menores, mas isso não importa pra quem compra, apenas pra quem vende. Quem sompra só quer saber da qualidade perceptível do produto, que é o quão bem ele executa as ações que deveria.

E o pessoal não tem essa preocupação toda com software simples porque eles estão acostumados a usar soluções nas coxas e que funcionam dependendo da fase da lua.

C

Otimo que hoje qualquer pessoa pode fazer uma sistema que vai servir a uma outra, significa que a tecnologia evolui o suficiente para permitir que isso acontecesse. Nao vejo como um retrocesso ou pratica danosa que precisa ser extinguida.

É impressao minha ou os sobrinhos sao geralmente mais produtivos? Gostaria de saber qual linguagem que eles usam…

trainpotting

se lembram dos metalurgicos norte-americanos destruindo carros japoneses em publico? caso não tenha cabelos brancos, vale a pena saber se o google ou youtube disponibilizam estas pérolas.
estes fatos refletem um ponto de inflexão - a mudança dos hábitos de consumo dos clientes - os próprio norte-americanos. Confuso né?
se lembram do metalurgico sentado à direita da rainha na foto oficial do ultimo encontro do G20? este é outro paradigma que poderá ser usado daqui a 20 anos nesta lista para explicar outro personagem imaginário/virtual:
o ciclano que era beltrano. que um dia já foi sobrinho. e ambos tem uma mesma linha evolutiva - o zé… pelo menos é o que afirma um fulano chamado darvin…
chorar é importante porque nos coloca de frente com nossas fraquezas e dá um alivio temporário para recompor as forças e enchergar os pontos de inflexão que mudam os interesses de quem paga a conta e nos contrata ou demite.
acho importante deixar de lado a pré-ocupação e o pré-conceito do contrário, o choro não surtirá efeito nenhum.

abs e boa sorte :slight_smile:

trainpotting

mas pelo cargo e atividades do meliante da pra ver que ele não usa a PLATAFORMA java!!! kkkkkkkkkkkkk

abs

celso.martins

elomarns:

Acho que o Maurício não estava se referindo à qualidade do código da aplicação, e sim da sua qualidade externa. Por mais que a idéia nos pareça estranha, um software pode ter sim uma péssima qualidade interna, ou seja, um código horrível e de difícil manutenção, e ainda assim ter qualidade externa, resolvendo bem o problema do cliente. E no fim das contas, para muitos clientes, a qualidade externa é a única que conta ao determinar a qualidade total do aplicativo.

Acho que o que você quis dizer foi qualidade no front-end da aplicação, no V (View) do MVC, isto é, qualidade nas telas. Isso também é muito importante, apesar que devo confessar que é o meu maior ponto fraco, desde a época que eu desenvolvia em Clipper. Na verdade, nunca gostei dessa parte. Com o advento do CSS, as coisas passaram a ser um pouco menos dolorosas para mim. Graças a Deus, hoje em dia, o front-end de qualidade não é mais de minha responsabilidade. Quando é, não precisa ficar “bunitinho”.

Também acredito que isso seja a realidade atual. Mas isso não impede de ficarmos inquietos e nos mexermos para mudar essa tendência. Existem boas práticas que desenvolvedores não praticam por pura preguiça. Abordo este assunto nesse post. Infelizmente, o que mais ouço é: “Cara, não tenho tempo para pensar nisso” ou “Cara, o prazo é curto”. E o tipo de qualidade que mostro no post vai na contramão dessas afirmações. O exemplo é muito simples, propositalmente. Muita gente se nega a desenvolver daquela forma alegando falta de tempo. E com isso eu não concordo. Inclusive, se o tal do interesse indireto não existisse, é o nome do desenvolvedor que está na classe. Poxa, vamos, pelo menos, tentar fazer algo de que possamos nos orgulhar.

É o desenvolvimento focando apenas a correção (suficiência no atendimento dos requisitos) e robustez. Os outros princípios ficam esquecidos.

Mauricio Linhares:

E o pessoal não tem essa preocupação toda com software simples porque eles estão acostumados a usar soluções nas coxas e que funcionam dependendo da fase da lua.

Cara, adorei essa frase. E, quando o sistema não está “numa Lua boa”, a culpa é nossa. “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Abraços.

Thiago_Senna

Não é a toa que Delphi é o que é! E o swing, coitado… mais de 5 anos e ainda não é fácil o suficiente para um sobrinho aprendê-lo.

celso.martins

Acho que depende do ponto de vista sobre produtividade. Um especialista em construções de vasos de barro, pode fazer 5 vasos por dia. Eu posso fazer 10 e todos tortos, sem durabilidade.

Não estamos falando de linha de produção. Estamos falando de engenharia de software. Construir a BL, normalmente, é diferente de um sistema para outro, mesmo com clientes no mesmo segmento de mercado.

Abraços.

Y

O problema é que o pessoal sai da faculdade e querem que lhes sejam esticados tapetes vermelhos e pétalas de rosas.

É como o Mauricio Linhares falou, se voce esta perdendo lugar para um “sobrinho”, o problema é seu e nao dele. Se um sobrinho consegue ser mais produtivo que voce alguma coisa tem de errado.

Um projeto, mesmo pequeno, com codigo de qualidade leva menos tempo que um pog. Se o programador nao consegue ser produtivo com uma ferramenta é porque nao tem dominio sobre ela, ou esta usando a ferramenta errada.

Marky.Vasconcelos

O Sobrinho tem sim uma coisa a mais que nós.

Tem o Tio que é o QI dele… e contra isso é difiçil ser melhor.

Se voce procura alguém para fazer um sistema (Imagine-se no papel de cliente) chega alguém e fala… ahh… eu conheço uma pessoa que faz. Voce não sabe se o cara é bom ou não… mas como é indicado voce acha que é bom.

elomarns
celso.martins:
elomarns:
Acho que o Maurício não estava se referindo à qualidade do código da aplicação, e sim da sua qualidade externa. Por mais que a idéia nos pareça estranha, um software pode ter sim uma péssima qualidade interna, ou seja, um código horrível e de difícil manutenção, e ainda assim ter qualidade externa, resolvendo bem o problema do cliente. E no fim das contas, para muitos clientes, a qualidade externa é a única que conta ao determinar a qualidade total do aplicativo.
Na verdade eu quis dizer com qualidade externa a qualidade percebida pelo cliente, e não apenas uma interface agradável e eficiente, embora isso também determine a qualidade total e externa da aplicação. Ou seja, estou me referindo a um software que efetivamente faz o que o cliente precisa, e que portanto é percebido pelo cliente como um bom produto, possuindo qualidade externa.

Um software desse pode ou não possuir também qualidade interna, mas a maioria dos clientes não se importa, desde que ele resolva os problemas do seu negócio, ainda que com um código medonho.

Por exemplo, vamos supor uma aplicação qualquer que possui registro e login de usuários. Nesse caso, o usuário obviamente só pode ser cadastrado se tiver um login, logo deve haver uma validação para verificar a presença do login, conforme o código abaixo, escrito em Ruby, e que usa o ActiveRecord, do Rails.

class User < ActiveRecord::Base
  (...)

  def validate
    self.errors.add(:login, "O login do usuário deve ser informado.") if self.login.blank?
  end
end

Por mais que o código acima não seja o mais adequado, uma vez que um validates_presence_of :login já resolveria o problema, ele continua resolvendo o problema de só registrar usuários que informarem o login. Logo, uma aplicação pode ter vários trechos de código assim, usando opções que não são as melhores, ou então até usando os recursos certos, mas com uma legebilidade ruim, caracterizando assim um código ruim. Mas ainda assim a aplicação resolverá o problema a qual foi proposto, já que não há um erro de lógica, apenas mal uso da linguagem e/ou framework.

E no fim das contas o cliente não se importará com esses problemas, já que o aplicativo faz o que ele precisa, e se ele precisar adicionar algo na sua aplicação quem sofrerá com o código ruim não será ele.

celso.martins

Ou não tem vontade. E a vontade, normalmente, é diretamente proporcional ao reconhecimento que dão para o seu trabalho. Podemos romper com esse tipo de pensamento também. Eu procuro fazer sempre o meu melhor (!= conseguir sempre) para ficar em paz com a minha consciência.

Eu me preocupo como as pessoas me avaliam (óbvio, não vivo numa ilha deserta). Se o próximo que assumir algo desenvolvido por mim, me criticar, quero saber os motivos. Se tiver razão, mudo meu pensamento. Se não tiver, vou argumentar em prol das minhas soluções. Dessa forma, evoluimos. Consolidamos os nossos conhecimentos. Isso beneficia a todos.

O que vou relatar aconteceu em 2006, se não me falha a memória. Uma dupla de desenvolvedores assumiu o meu trabalho, pois a filha do dono não gostava de mim. Criticaram tudo o que eu já tinha feito. Consegui extrair boas coisas deles, mas foi um período duro para a minha carreira. Entrei em depressão e pensei em opções para largar o desenvolvimento. Só não me demitiram devido à grande confiança que o dono da empresa tinha em mim. Também, esse foi o ano que meu filho nasceu. E o meu emprego por um fio.

As críticas, obviamente, faziam parte da venda e, na verdade, refletia o ódio que a “filha” nutria por mim. É a mesma que me criticou por eu ouvir música enquanto desenvolvia.

Resumo da ópera, cobraram R$30.000,00, não conseguiram entregar NADA, sumiram, a “filha” sumiu e, até hoje, as minhas soluções estão rodando. E até hoje, sou solicitado a desenvolver novas soluções.

Tenho muito a agradecer a esses dois. Foram a principal razão do nascimento do meu psicopatismo sadio pela qualidade.

Analise o que está acontecendo com frieza. Até dos infernos astrais coisas boas podem brotar.

elomarns:


E no fim das contas o cliente não se importará com esses problemas, já que o aplicativo faz o que ele precisa, e se ele precisar adicionar algo na sua aplicação quem sofrerá com o código ruim não será ele.

Entendi… você estava falando da suficiência.

Agora, o cliente sofrerá sim com um CR em código mal feito. O problema é que ele ainda não sabe disso. É nossa obrigação começar a dissipar essas nuvens da visão dele. Eu já contei este exemplo aqui, ele também está incluído no primeiro post do meu blog e, por isso, vou resumir a história:

No primeiro semestre de 2007 fui contratado para atuar numa consultoria de soluções Delphi. Tudo era programado nos eventos, nada de OO e boas práticas. Boas práticas para o dono significava comentário no código. Manutenções de 2 horas duravam 2 semanas. Isso é real. Agora você imagina uma equipe de 3 pessoas trabalhando com uma fila de 40/50 CR’s. Propague estas 2 semanas e verá a realidade. A consultoria está perdendo seus principais clientes (que não podem esperar tanto tempo por um CR) e está indo a falência. Cara, em empresa pequena, é normal você conhecer o dono e, vou te dizer, é triste, muito triste, ver um trabalho de anos desmoronando. Tentei ajudar, tentando mudar um pouco a filosofia da empresa, mas fui taxado de teórico e fui demitido.

Talvez eu tenha errado na abordagem. Entretanto, apesar da história triste, foi possível extrair algo de bom: consolidei ainda mais meus princípios e comecei a estudar técnicas de vendas (Maurício =) ) e conversação. Tudo isso está me ajudando a vender as minhas idéias.

Hoje, atuo numa das maiores consultorias do mundo, e vivo um momento na carreira em que sou mais respeitado e mais ouvido. Dissemino melhor a minha experiência para os mais novos e consigo vender melhor as minhas idéias para os meus superiores. Simples assim.

Abraços.

adriano_si

Opa… bom dia galera… a Choradeira não é minha graças a Deus… em Breve sonho em montar minha empresa sim… mas com certeza meu cliente não será o “TIO” vou atrás do cliente de verdade…

Quanto ao mais, gostaria de complementar uma coisa… esse assunto de fez faculdade é bom e blá blá blá já foi… acho que ninguém aqui tocou no assunto e se não me engano nem o tópico inicial tocou nesse assunto… A discussão é outra… precisa se mudar a cabeça dos “TIOs” empresários e com isso fazer o sobrinho aprender mais…

Aqui em minha cidade ao entrar no site de uma grande concessionária (GRANDE MESMOOOO) ví uma página feita no FrontPage com aquele famoso link (>> ENTRAR <<) sei que foi o sobrinho e que se f… o TIO que o chamou para fazer o site porco… nem muito menos digo que esse sobrinho daqui a alguns anos não estrá sendo um dos maiores empresários do mundo… só estou dizendo que muita gente boa deixa de vender seu trabalho decente por conta desse tipo de atitude, NÃO DO SOBRINHO (esse tá ganhando a sua grana sem roubar, nem matar, nem se prostituir) mas sim do “TIO” empresário que economiza pagando o sobrinho por um trabalho porco (não que não existam sobrinhos que façam um excelente trabalho…)

Quanto ao amigo que falou que cobraria os mesmo R$ 140,00 do sobrinho… vá lá cara… fique a vontade pra dar seu preço, meu trabalho vale mais…

e ao Maurício… não cara… creio que vc tbm entendeu errado… não to falando de “sisteminhas de cadastro que imprimem uma notinha fiscal escrota” não… to falando do cara que tá precisando de um sistema ERP próprio, que atenda ao seu negócio especificamente, mas que acha que o “Sisteminha de cadastro que emite uma nota fiscal” tá ótimo pra ele, e 90% do trabalho dele continua sendo manual e ele as vezes é até roubado pelos seus próprios funcionários por conta disso…

Só pra finalizar, não estou entrando no mérito do SOBRINHO… como já falei, esse cara faz o papel dele… minha preocupação aqui em minha cidade (não apenas pela grana, mas pela qualidade de TI que acaba marginalizada) é com a cabeça dos “TIOs” sacaram ?? sei que vão rebater horrores esse tópico aqui, mas com uma empresa aberta por uma semana em Belém-PA vocês entenderiam… hehehehehehehe… São realidades diferentes e estou falando da realidade do meu local (Sem generalizar é claro).

Falows :wink:

Criado 3 de março de 2009
Ultima resposta 30 de abr. de 2009
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