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O valor dos desenvolvedores - Artigo
23 Respostas
O autor “toca o pau” nas conhecidas consultorias, que oferecem às empresas desenvolvedores incógnitos, dos quais a qualidade do serviço e conhecimentos também são idem.
Infelizmente dá pra notar que essa prática tem criado uma “penca” de desenvolvedores revoltados, gerando artigos do tipo.
Sou alheio a essa situação e observo só de longe. Onde estagio não acontece isso, todos os colaboradores são da empresa e não existe terceirização.
Concordo com as palavras do autor. Essa é uma situação muito ruim, mas decadente. A cada dia vejo mais consultorias do tipo desesperadas por pessoal. Já passei pelo caso de receber 3 ligações em um mesmo dia para uma única vaga, as 3 de pessoas diferentes que - imagino eu - devem ser funcionários da consultoria em questão, desesperados em aumentar suas cotas de “head-hunting”.
Enfim, essa é uma situação que está se acabando, pelo menos aqui na região Sul. A maioria das empresas têm clientes grandes, que prezam acima de tudo responsabilidade e qualidade no serviço. Logo, são obrigadas a contratar programadores e analistas responsáveis e especialistas…
Não tem nada de empolgante, divertido ou instrutivo em trabalhar toda sua vida pra enriquecer o dono de uma empresa, quem adota esse caminho está apenas confirmando que valoriza o contrário, estabilidade e menos riscos no curto prazo.
Qual o problema de valorizar a “estabilidade” de um vida como empregado em detrimento da vida “empolgante” de um empresário? Se é que realmente há problemas em decidir por uma carreira empreendedora ou não.
Qual o problema de valorizar a “estabilidade” de um vida como empregado em detrimento da vida “empolgante” de um empresário? Se é que realmente há problemas em decidir por uma carreira empreendedora ou não.
Pois é, cada um se sente a vontade com o que prefere, independente se enriquece financeiramente ou não. Sossego de ser funcionário pode ser mais enriquecedor pra vida pessoal de muitos.
Sobre a matéria, só mesmo os próprios desenvolvedores podem mudar isso, não trabalhando em consultorias para desestimular esse tipo de mercado.
Houve algum exagero do autor, pelo tom do texto sinto que ele está chatiado quanto ao mercado dele, mas vamos a alguns pontos:
Não concordo com a questão de crescimento do 1o empregro, não adianta pegar 1 questão isolada e torna-la regra, empresas diferente fazem praticas diferentes, depende muito mais de onde voce trabalha.
Questão de como os contratos são firmados para projetos: A área de TI cobra por hora por questão de incerteza sobre o escopo do projeto, é mais facil negociar dias de desenvolvimento do que rever o valor de um projeto com orçamento fixo, isto acaba fazendo que as empresas prefiram um contrato PJ que pague por hora, assim fica mais facil para elas saberem com facilidade o seu lucro.
Qual o problema de valorizar a “estabilidade” de um vida como empregado em detrimento da vida “empolgante” de um empresário? Se é que realmente há problemas em decidir por uma carreira empreendedora ou não.
Além dos problemas mencionados no texto?
Sem dúvida, quando o projeto não tem escopo é mais fácil cobrar mais dos clientes que não sabem o que estão contratando e pagar menos pros profissionais que não sabem o que estão construindo.
Estou cada vez mais convicto que você ganha aquilo que você vale. Se você vale muito, vai ganhar muito, tanto na empresa em que está ou então será “encontrado” por outra empresa.
É muito raro você ver pessoas que se destacam como profissionais, com um excelente network, sem medo de inovar, criar, melhorar, mesmo sem ter sido solicitado pra isso, ganhando pouco ou reclamando de onde trabalha.
Normalmente profissionais com esse perfil, quase que escolhem onde vão trabalhar. O resto é “mi mi mi” de gente que se encosta em sua baia, não faz nada de inovador, não busca participar de comunidades e aumentar seu network e pensa que, por ter um diploma na parede, merece ganhar um piso ou mais do que seu colega do lado que não tem um diploma, mas trás $$ pra empresa.
Enfim, esse assunto é longo e são tantas as variações que provavelmente não chegaremos a uma conclusão só, tendo em vista que todos conhecem situações que comprovam ambos os pontos de vistas. Provavelmente o autor está correto dentro do cenário que ele vive, eu porém tenho observado outras variáveis.
Abs []
Eu concordo com autor, mas essas empresas que têm produtos próprios são poucas ainda e temos uma proliferação de consultorias. O profissional tem que se empo não baste se matar de trabalhar e estudar, esse na minha opinião também é um problema.
O mercado tem todo o tipo de empresas. Inclusive, as boas. Mas um bom lugar para se trabalhar, geralmente exige um bom profissional.
É possível trabalhar em várias empresas, como funcionário, onde usam-se boas práticas de desenvolvimento e foca-se em qualidade ao invés de quantidade. Mas a grande questão é: você está preparado para fazer software de qualidade?
O mercado tem todo o tipo de empresas. Inclusive, as boas. Mas um bom lugar para se trabalhar, geralmente exige um bom profissional.É possível trabalhar em várias empresas, como funcionário, onde usam-se boas práticas de desenvolvimento e foca-se em qualidade ao invés de quantidade. Mas a grande questão é: você está preparado para fazer software de qualidade?
Empresas boas e ruins tendem, inevitavelmente, a valorizar aquilo que elas podem medir. Como não existe no mercado medida absoluta pra “qualidade de software” (nem programadores conseguem chegar a um acordo sobre o que é qualidade de software!), aqueles que focam no que é mensurável (quantidade de horas numa tarefa, linhas de código por minuto, pontos por função) costumam ser “melhor” avaliados pelas empresas.
Resumindo, qualidade de software apesar de ser uma coisa boa na teoria, não põe comida na mesa.
Empresas boas e ruins tendem, inevitavelmente, a valorizar aquilo que elas podem medir. Como não existe no mercado medida absoluta pra “qualidade de software” (nem programadores conseguem chegar a um acordo sobre o que é qualidade de software!), aqueles que focam no que é mensurável (quantidade de horas numa tarefa, linhas de código por minuto, pontos por função) costumam ser “melhor” avaliados pelas empresas.Resumindo, qualidade de software apesar de ser uma coisa boa na teoria, não põe comida na mesa.
Não estou falando de “qualidade de software” no geral, mas de qualidade do seu trabalho. Isso é perceptível por seu gerente. Há critérios bastante claros para ele, como sua disponibilidade em aceitar tarefas, sua flexibilidade, sua velocidade e a taxa de tarefas suas que retornam. Há também a questão da postura profissional: tem desenvolvedores que quando ficam sem tarefas, ficam quietinhos, acessando o face ou gastando muito mais horas que deveriam no GUJ (ou outro site de sua preferência).
Se o único software que você é capaz de entregar é CRUD, não fique bravo por ser pago como o CRUDeiro ao lado.
Não tenho um colega sequer que seja um bom programador e que esteja desempregado ou ganhando mal - e isso inclui VÁRIOS ex-alunos.
Absolutamente todos os programadores que conheço pessoalmente que vivem reclamando de salário são profissionais acomodados.
Não tenho um colega sequer que seja um bom programador e que esteja desempregado ou ganhando mal - e isso inclui VÁRIOS ex-alunos.
Absolutamente todos os programadores que conheço pessoalmente que vivem reclamando de salário são profissionais acomodados.
Tenho apreciado tal fenômeno nos últimos 10 anos em TI.
Ainda bem que essa ficha me caiu ainda no início. [EDIT]
Abs []
Não estou falando de “qualidade de software” no geral, mas de qualidade do seu trabalho. Isso é perceptível por seu gerente. Há critérios bastante claros para ele, como sua disponibilidade em aceitar tarefas, sua flexibilidade, sua velocidade e a taxa de tarefas suas que retornam. Há também a questão da postura profissional: tem desenvolvedores que quando ficam sem tarefas, ficam quietinhos, acessando o face ou gastando muito mais horas que deveriam no GUJ (ou outro site de sua preferência).
Gerentes não tem capacidade de medir qualidade do software que esta sendo construído. Os critérios que gerentes usam focam na quantidade.
Se o único software que você é capaz de entregar é CRUD, não fique bravo por ser pago como o CRUDeiro ao lado.Não tenho um colega sequer que seja um bom programador e que esteja desempregado ou ganhando mal - e isso inclui VÁRIOS ex-alunos.
Absolutamente todos os programadores que conheço pessoalmente que vivem reclamando de salário são profissionais acomodados.
Concordo, mas o autor não disse que programador ganha mal, nem que faltam vagas.
Como assim? Até um desenvolvedor sabe se o cara que tá do seu lado sabe se ele trabalha bem ou não… Gerente de projetos, com certeza sabe, se o cara trabalha bem ou não…
Gerente lida com dados concretos, ele sabe as tarefas que o desenvolvedor fez, e as tarefas que voltam para testes, ou erros que caem no cliente.
Parte dessa visão míope que temos sobre os gerentes também são um reflexo dos nossos problemas. Eu já disse antes e repito: nós também temos o papel de aprender a nos comunicar com nossos gerentes. De entender as limitações e prioridades deles. E não adianta ficar com essa visão míope de sindicato de que o gerente só quer saber de “explorar o trabalhador”, pois isso não ajuda ninguém.
Como não? Já começa pelo título do artigo, que é “o valor dos desenvolvedores”. Ele fala que os desenvolvedores com mais de 10 anos de carreira frequentemente ganham os mesmos do que os júniores. Está falando que as empresas dão preferências aos piores desenvolvedores, e nivelando o mercado a um banco de fabricas de software. Fala da desvalorização salarial e moral.
O fato é que o mercado de 20 anos atrás era escassíssimo. Poucos tinham acesso a um computador e era fácil ser medíocre e ser valorizado. Ser desenvolvedor era um privilégio, que vc obtinha tendo acesso a equipamentos raríssimos e que custavam o valor de um carro. Fazer sistemas era custoso, demorado, etc.
A lei da oferta e procura é implacável. Hoje, temos acesso a tecnologia, e temos muitos cursos de informática. Não basta mais ser “mais um” para ser super valorizado. Vários sistemas fáceis não são mais privilégios exclusivos, aliás, pode-se obte-los muitas vezes de graça (Wordpress e PrestaShop são bons exemplos disso).
É papel do próprio indivíduo se especializar e saber desempenhar com excelência sua tarefa. E, claro, papel do indivíduo trocar para empresas melhores ao longo da carreira. O que não adianta de nada, e não dá para fazer, é ficar acomodado numa empresa, e fazer mimimi.
Como assim? Até um desenvolvedor sabe se o cara que tá do seu lado sabe se ele trabalha bem ou não… Gerente de projetos, com certeza sabe, se o cara trabalha bem ou não…
Gerente lida com dados concretos, ele sabe as tarefas que o desenvolvedor fez, e as tarefas que voltam para testes, ou erros que caem no cliente.
Aqui vai um dado concreto pra você: 70% dos projetos em TI fracassam ou terminam sem atender os requisitos do cliente.
Ah, mas ai vc já está falando de analista de requisitos e não desenvolvedor
Como assim? Até um desenvolvedor sabe se o cara que tá do seu lado sabe se ele trabalha bem ou não… Gerente de projetos, com certeza sabe, se o cara trabalha bem ou não…
Gerente lida com dados concretos, ele sabe as tarefas que o desenvolvedor fez, e as tarefas que voltam para testes, ou erros que caem no cliente.Aqui vai um dado concreto pra você: 70% dos projetos em TI fracassam ou terminam sem atender os requisitos do cliente.
E a culpa é de quem? Do gerente?
Parte dessa visão míope que temos sobre os gerentes também são um reflexo dos nossos problemas. Eu já disse antes e repito: nós também temos o papel de aprender a nos comunicar com nossos gerentes. De entender as limitações e prioridades deles. E não adianta ficar com essa visão míope de sindicato de que o gerente só quer saber de “explorar o trabalhador”, pois isso não ajuda ninguém.
Como disse anteriormente, gerentes focam na quantidade do trabalho (ao invés da qualidade), por que é o que conseguem medir, e não por que são tiranos que querem “explorar o trabalhador”.
Não localizei nenhuma referencia a júnior no texto, podia citar o trecho onde ele fala isso?
As empresas dão preferência para os “melhores” desenvolvedores (onde melhor == quem produz em + quantidade e - tempo).
Correto. A maioria das empresas são fábricas de software.
Mesmo as que trabalham com produtos, a maioria são organizados como uma fábrica internamente, e não como projetos opensource.
O argumento do autor é que a desvalorização salarial ocorre com o tempo, devido a desvalorização moral. Mas o texto se dedica mais ao aspecto moral, na minha opinião. Pelo menos foi como entendi.
"A evolução da carreira depois do primeiro emprego remunerado é meio incerta, não é incomum o profissional ganhar praticamente a mesma coisa dez anos depois."
A menos que alguém ande sendo contratado por aí como sênior… o que realmente nunca vi por aí.
Quanto a sua visão sobre os gerentes, acho que ela é parte do problema. Eu conheço gerentes (e eu sou um deles) que olha para vários outros aspectos além de "quantidade".
Há muitos aspectos mensuráveis: taxa de retorno de erros, flexibilidade do desenvolvedor para diferentes tarefas, conhecimento específico, visão estratégica, saber estimar prazos --> só para citar alguns.
E a culpa é de quem? Do gerente?
Boa pergunta. sinceramente não sei. O dado serve apenas pra mostrar que existe algo de muito errado no reino das empresas de TI.
Falha em aplicativo do Banco do Brasil expõe contas
Uma falha de segurança no aplicativo do Banco do Brasil expôs na noite de segunda-feira (9) contas bancárias de clientes, dizem usuários do app.
O problema foi reportado por leitores do G1 e amplamente comentado nas redes sociais. Diversos clientes do Banco do Brasil afirmaram que, ao tentarem acessar suas próprias contas pelo aplicativo para Android e iOS, acabaram vendo dados pessoais de terceiros, como nome completo, extratos bancários, saldos e últimas movimentações da conta.
Procurado pelo G1 na manhã desta terça-feira (10), o Banco do Brasil informou em nota que “o problema surgiu nos processos periódicos de atualização de versões dos aplicativos”, e que isso causou “intermitência e inconsistência de dados cadastrais”.
De acordo com a instituição, isso significa que as informações de terceiros que os usuários viram no app não são necessariamente verdadeiras. Ainda segundo o Banco do Brasil, “os sistemas de segurança permaneceram ativos, e não houve comprometimento de dados ou risco no caso de transações bancárias”.
O Banco do Brasil afirma que as falhas afetaram os usuários que estavam on-line no período entre 19h52 e 20h40 de segunda (9), quando os acessos ao aplicativo foram interrompidos. O aplicativo voltou a ficar disponível com estabilidade às 23h45.