Sempre vi MBA como mais voltado à gestão (independente da área). Focar um pouco em algumas áreas é bom, mas o objetivo, a meu ver, é justamente tirar o enfoque técnico da coisa e ir mais para o lado humano (gestão de pessoas, prazos, negócios e afins).
Quanto ao exemplo citado, não vejo motivo para restringi-lo tanto: projeto e de aplicações - e em Java ainda. Não poderia ser simplesmente Gestão de Projetos (de Software, se fazem tanta questão)? Se bem que, pela grade, esse o curso está mais para uma pós em engenharia de software do que um MBA. Mas isso é minha impressão.
São cursos que seguem tendências de mercado, ou seja, são o que as empresas buscam e até que ponto essas universidades tem a capacidade de mão de obra, em seu corpo docente, de oferecer todo o conteúdo que é proposto?
Novamente, duvido que as empresas busquem algo tão específico. Por exemplo, se o cara se forma em “Gestão de Projetos em Java”, não pode atuar como líder num projeto C#? Ou PHP? Não faz sentido ser
tão especialista. Não duvido, entretanto, que algumas instituições possam oferecer uma boa formação nesse âmbito. Engenharia de software e projetos, apesar de tudo, já são áreas bem evoluídas e com amplo material e referências.
Indo um pouco além esses cursos podem ser, realmente, considerados a extensão da graduação, senão até que ponto isso pode ser prejudicial para o aluno?
Eu não entendi bem o que você quis dizer com “prejudicial”? Se refere ao fato de que uma pós-graduação deixe de ser um diferencial e passe a ser um requisito. De certa forma, isso já ocorre, seja pelo fato de que há muita gente se graduando (com variados graus de competência), seja pelo fato de que algumas graduações deixam a desejar, e suas deficiências acabam sendo - indevidamente - compensadas por cursos de pós-graduação.
Abraço.