[off] Testemunha - processo contra empresa

47 respostas
CarlosEduardoDantas

galera… to com um problema e acho que muita gente aki ja deve ter passado por isso…

trabalhei em uma empresa de software, e um cara que era meu colega de departamento saiu da empresa e a processou… agora o cara quer me obrigar a testemunhar a favor dele, falando que vai colocar meu nome no processo como testemunha, logo eu receberia uma intimacao para depor…

pergunto: é obrigatório comparecer no tribunal? Ou o cara ta so blefando, pq até aonde eu sei, em direito trabalhista isso nao é obrigatório…

abraços… e lembrem-se… o topico é off… caso alguem ache que foi perda de tempo ler isso… me desculpem mas escrevi off antes

47 Respostas

Daniel_Quirino_Olive

Consulte um advogado ou um defensor público. Dúvido que alguém neste fórum tenha capacidade para aconselhá-lo juridicamente.

CarlosEduardoDantas

eu postei aqui porque esse tipo de coisa acontece frequentemente, especialmente em empresas de software aonde a troca de cadeiras é grande, entao mesmo uma pessoa nao tendo grandes noções em direito, tendo passado por isso ja pode dar um conselho válido.

Daniel_Quirino_Olive

Bom, lembre-se que a responsabilidade é apenas sua em aceitar seguir os conselhos daqueles que porventura o aconselharem :wink: No final das contas, o que custa você pedir aconselhamento jurídico para um defensor público?

CarlosEduardoDantas

ok… vou procurar um… mas nessa rotina de trabalho escrava, só posso ir sabado… entao ja queria conselhos de alguem que tenha passado por isso… mas mesmo assim… obrigado

Daniel_Quirino_Olive

O TRT daí de Uberlândia tem dois telefones disponíveis para tirar dúvidas a respeito de processos: ([telefone removido] ou 3228-7314. Tente contactá-los a respeito deste processo em que supostamente você vai ser obrigado a comparecer e pergunte por assistência jurídica gratuita. Se sua cidade tiver alguma faculdade que ofereça curso de Direito, muito provavelmente ela oferece este serviço para o público, então vale a pena perguntar por isso também. :wink:

Boa sorte.

CarlosEduardoDantas

mais uma vez obrigado…

mas so pra corrigir… (31) é prefixo na regiao de Belo Horizonte… aqui é (34) :wink:

Kenobi

Sim ele pode acioná-lo no processo e o juiz pode ORDENAR que você venha a testemunhar.

Falso testemunho é crime, entretanto você pode dar um susto, dizendo que vai ser à favor da empresa se você for obrigado, isto é, contra sua vontade.

Mas se a empresa foi FDP com o cara, acho que por uma questão de respeito ao profissional, você deveria ir para ajudá-lo sim, afinal um dia você pode precisar…

PS: Vou me certificar disso com o pessoal aqui em casa, mas já ouvi falarem sobre isso outras vezes … (advogados) …

F

Cadu é que o DQO passou os telefones do 3º TRT que é responsável pelas varas de Uberlandia e esse realmente fica em BH.

Mas a Justiça do Trabalho ai em Uberlandia fica no endereço:
Endereco: Av. Cesário Alvim, 3.200
Cidade: Uberlândia
Estado: MG
CEP: 38400-696
Telefone: ([telefone removido]
Fax: ([telefone removido]

agodinho

Se ele “averbar” seu nome no processo vc é obrigado a comparecer sim. Se ele tiver seu endereço e alguma identidade tua vc dançou.

agodinho

Isso pode ser o suficiente pra vc. Basta vc deixar claro que vc não acrescentará nada à favor dele caso ele te force a depor.

agodinho

Ó homem de pouca fé!!!

boaglio

Acho pouco provável que em um processo trabalhista (e não criminal) um juiz obrigue alguém a testemunhar.

Eu já fui testemunha de uma colega numa empresa que demitiu todos os 15 funcionários (eu inclusive) de uma vez sem pagar ninguém. Ela ganhou o processo, a juíza na ocasião nem quis escutar as testemunhas da empresa.
Infelizmente no meu caso não consegui testemunha e perdi o processo.

Como já foi dito, falso testemunho é crime, mas a sua palavra vale mais para a juíza do que a do seu amigo ou da empresa. Pense nisso e não deixe de falar com algum advogado.

agodinho

Legalmente vc é obrigado sim. Agora se o juiz vai tomar alguma medida isso é outra história. Vc arriscaria? Com risco de prisão (pela lei) ?

CarlosEduardoDantas

eu tinha um pensamento parecido com o do boaglio… que dificilmente chamaria… mas sendo intimado, obviamente eu vou… agora so pra informacao, o cara ta argumentando algumas coisas que nao existem, entao eu ja deixei avisado pra ele: me chamando eu conto a verdade, entao ele se queima…

agodinho

Advogado.
Contador
e
ex-mulher

Vc ainda vai ter um!!!

boaglio

Legalmente vc é obrigado sim. Agora se o juiz vai tomar alguma medida isso é outra história. Vc arriscaria? Com risco de prisão (pela lei) ?

Se está averbado no processo é outra história, é preciso comparecer sim.

Eu não só arriscaria com já fiz, como já disse no post anterior.

Kenobi

Se a verdade for contra ele, realmente não faz sentido ele o chamar por obrigação.

lrpfeliciano

Se o juíz te intimar, você é OBRIGADO a ir, mesmo que você nem entre na sala de julgamento.

E claro, que você recebe uma ressalva abonando o tempo em que ficou na vara (de trabalho, é claro, relaxa).

Porém, seguindo os conselhos dos colegas, consulte um advogado.

L

Se ele “averbar” seu nome no processo vc é obrigado a comparecer sim. Se ele tiver seu endereço e alguma identidade tua vc dançou.
E se mentir, vai preso, não esqueça disso…

L

agodinhost:
Advogado.
Contador
e
ex-mulher

Esse é o pior.

Acrescente:

Vendedor de Automóveis;

Corretor de Imóveis.

Fábrica de Software.

Pronto, sua vida virou um inferno.

F

Cadu,

Se vc for testemunhar contra a empresa que ainda trabalhe pense bem. Se o cara te forçar a barra em testemunhar contra a empresa que ainda trabalha não vale a pena nem considera-lo…

peczenyj

Ja fui testemunha, mas contra uma ex-empresa. Eu achei que ela tinha sacaneado legal um cara e não tive duvidas em participar.

Ainda hoje eu me pergunto se isso não me prejudicará no futuro, porém fiquei com a consciência tranquila.

Vc tem que pensar muito bem nisso: a tua empresa prejudicou esse cara? vc vai falar alguma coisa que comprometa a tua empresa? vale tanto o teu emprego que vc tenha que se arriscar e mentir? E, sobretudo, o que impede que, no dia de amanhã, vc não esteja na mesma situação que esse cara (processando a propria empresa)?

F

Tb concordo em testemunhar se vc acha que a empresa sacaenou a pessoa.

E tbm não testemunhar se o contrario for verdadeiro. Sei de muitos que trabalham como PJ e depois entra na justiça pedindo vinculo. Nesses casos meu pensamento é assim, a pessoa concordou e fez um acordo com a empresa em trabalhar dessa maneira e depois ainda quer tirar uma “casquinha” é sacanagem da pessoa.

Agora se a empresa prometeu mundos e fundos a pessoa e depois não cumpriu então posso até testemunhar para a pessoa.

Um caso que aconteceu comigo, um cara que trabalhava comigo e a empresa sempre disse que não pagava as horas extras e que quem quisesse sair no horario poderia sair. Então existia um grupinho que podia acontecer o que fosse, dando o horario estava indo embora e o cara era justamente era dessa turma. O cara depois veio pedir para testemunhar para ele, neguei e sai fora. Uma das pessoas que aceitou ir lá quase saiu presa pois a empresa apresentou todos os registros de ponto e a pessoa nunca tinha feito nenhum minuto de hora extra e pelo contrario na pelo banco de horas estava em debito. Conclusão a juiza ficou P* da vida com o ex-funcionário e com a testemunha e deu um susto grande neles chamou a policia e mandou escolta-los até fora do Forum…

Luca

Olá

Quem trabalha como empregado, isto é, cumpre horários e obedece hierarquia mas recebe como PJ, já é um cara extremamente sacaneado.

Realmente acho que é uma sacanagem que fazem com nossa classe esta coisa de obrigar a ser PJ. O certo mesmo seria todo mundo entrar na justiça contra a empresa.

Porém, já consultei um advogado sobre isto e ele me alertou que o melhor dos mundos é mesmo ser PJ e fazer um contrato bem claro. Porque? Por 2 motivos:

  1. Na justiça trabalhista é fácil ganhar um processo e dificílimo receber. Há casos em que se leva mais de 10 anos para receber.
  2. Com um contrato, as coisas podem se decidir muito mais rapidamente.

Diante do exposto, pergunto: Quantos PJs aqui tem um contrato com a empresa?

[]s
Luca

CarlosEduardoDantas

Em primeiro lugar é uma empresa que já trabalhei, mas como eu saí pela porta da frente, ou seja, de forma extremamente amigável, nao quero testemunhar contra ela.

O que acontece é que o cara trabalhou sem registro, e está alegando que a empresa o despediu do nada e ainda por cima sem pagar as horas extras. A empresa nao pagou mesmo, mas compensou com dias de folga, inclusive tendo como consequencia no atraso de um projeto em que estávamos (o que me deixou puto de raiva na epoca), entao se eu for testemunhar, vou contra o cara, alegando que a empresa deu vários dias de folga, mas em compensação nao posso negar que o cara trabalhou la sem registro por alguns meses…

F

Luca:
Olá

Quem trabalha como empregado, isto é, cumpre horários e obedece hierarquia mas recebe como PJ, já é um cara extremamente sacaneado.

Realmente acho que é uma sacanagem que fazem com nossa classe esta coisa de obrigar a ser PJ. O certo mesmo seria todo mundo entrar na justiça contra a empresa.

Porém, já consultei um advogado sobre isto e ele me alertou que o melhor dos mundos é mesmo ser PJ e fazer um contrato bem claro. Porque? Por 2 motivos:

  1. Na justiça trabalhista é fácil ganhar um processo e dificílimo receber. Há casos em que se leva mais de 10 anos para receber.
  2. Com um contrato, as coisas podem se decidir muito mais rapidamente.

Diante do exposto, pergunto: Quantos PJs aqui tem um contrato com a empresa?

[]s
Luca

O que eu vejo é que muita gente é PJ por querer ganhar mais. Muitas das vagas que vejo é vc pode optar por PJ ou CLT, mas com salarios distintos.

A questão do PJ não é exclusiva de nossa classe e sim de cargos com salários altos.

Acho que se a pessoa aceita é conivente e na maioria das vezes estava ciente do que iria ganhar ou deixar de ganhar.

E com a alta demanda e falta de profissionais acho que as pessoas não estão com a corda no pescoço podendo escolher a melhor proposta de trabalho que conseguir.

CarlosEduardoDantas

flaleite:
Tb concordo em testemunhar se vc acha que a empresa sacaenou a pessoa.

E tbm não testemunhar se o contrario for verdadeiro. Sei de muitos que trabalham como PJ e depois entra na justiça pedindo vinculo. Nesses casos meu pensamento é assim, a pessoa concordou e fez um acordo com a empresa em trabalhar dessa maneira e depois ainda quer tirar uma “casquinha” é sacanagem da pessoa.

Agora se a empresa prometeu mundos e fundos a pessoa e depois não cumpriu então posso até testemunhar para a pessoa.

Um caso que aconteceu comigo, um cara que trabalhava comigo e a empresa sempre disse que não pagava as horas extras e que quem quisesse sair no horario poderia sair. Então existia um grupinho que podia acontecer o que fosse, dando o horario estava indo embora e o cara era justamente era dessa turma. O cara depois veio pedir para testemunhar para ele, neguei e sai fora. Uma das pessoas que aceitou ir lá quase saiu presa pois a empresa apresentou todos os registros de ponto e a pessoa nunca tinha feito nenhum minuto de hora extra e pelo contrario na pelo banco de horas estava em debito. Conclusão a juiza ficou P* da vida com o ex-funcionário e com a testemunha e deu um susto grande neles chamou a policia e mandou escolta-los até fora do Forum…

Concordo. A partir do ponto em que houve um acordo entre o empregador e o funcionário, mesmo sendo uma sacanagem o regime PJ, se o funcionário aceitou, paciencia! Acho correto o funcionário entrar na justiça a partir do ponto em que a empresa deixe de cumprir o que prometeu, ou que sacaneou o cara… etc… ai tudo bem … mas sempre no ultimo caso, acho que o ideal é buscar um acordo com a empresa… nestes casos, muitas vezes falta diálogo, infelizmente…

vou citar um exemplo de um colega meu…

o cara tava desesperado atrás de trabalho, depois de 1 mes procurando conseguiu uma proposta de 2 salarios em uma empresa… baixissimo o salario mas o cara aceitou… passados 6 meses, o cara vive reclamando que a empresa é sacana, que paga mal demais, blablabla, que vai mudar de emprego, eu so fiz a perguntinha basica: “voce ja conversou e pediu aumento?” … “nao!” …

dreamspeaker

agodinhost:
Advogado.
Contador
e
ex-mulher

Vc ainda vai ter um!!!


Ih, rapaz, a minha futura estuda pra ser… advogada! Se um dia ela virar ex-mulher, tô bem frito!!!.. :mrgreen:

Dificil, via de regra o contrato é com a consultoria.

CarlosEduardoDantas

sou CLT FULL… pelo menos nos lugares em que trabalhei, sempre compensou e por enquanto, nao pretendo largar…

esb

Luca:
Olá

Quem trabalha como empregado, isto é, cumpre horários e obedece hierarquia mas recebe como PJ, já é um cara extremamente sacaneado.

Realmente acho que é uma sacanagem que fazem com nossa classe esta coisa de obrigar a ser PJ. O certo mesmo seria todo mundo entrar na justiça contra a empresa.

Porém, já consultei um advogado sobre isto e ele me alertou que o melhor dos mundos é mesmo ser PJ e fazer um contrato bem claro. Porque? Por 2 motivos:

  1. Na justiça trabalhista é fácil ganhar um processo e dificílimo receber. Há casos em que se leva mais de 10 anos para receber.
  2. Com um contrato, as coisas podem se decidir muito mais rapidamente.

Diante do exposto, pergunto: Quantos PJs aqui tem um contrato com a empresa?

[]s
Luca

Eu aproveito a pergunta do Luca e acrescento: é permitido ou existe a possibilidade de que o contratado redija o contrato? Sim, porque tem umas consultorias que contratam profissionais como PJ com cada contrato leonino que eu vou te contar…

Luca

Olá

Só para esclarecer algo que os profissionais de informática pensam que é bom mas no fundo não é.

  1. Geralmente é a empresa que impõe PJ. Ainda não vi nenhum caso em que se ofereceu a opção

  2. Em outras profissões, PJs NÃO cumprem horário e nem obedecem a hierarquia, porque em informática se aceita isto?
    Resposta: porque em informática há muitos garotos inexperientes que acham que ganham bem e aceitam ser explorados.

  3. O fato das empresas pagarem menos para CLTs é apenas parte da coação para que o FUNCIONÁRIO (em negrito porque é funcionário mesmo) aceite trabalhar sem nenhum direito.

Na verdade a classe não existe, não é defendida por ninguém, há vários sindicatos de olho na contribuição sindical mas que não fazem nada.

Porque em outros países não é assim? Se ser biscateiro fosse coisa boa, no resto do mundo todo mundo seria assim.

E por mim o último argumento: poucos PJs tem oportunide de crescer na profissão, subir na empresa e alcançar uma gerência. Porque sempre são considerados como estranhos à empresa.

Sobre o contrato que meu advogado citou: ele pode ser feito por qualquer das partes inclusive uma consultoria. Só que deve examinado com atenção para ver se resguarda os direitos de quem presta os serviços. Na área de TI há muitos empregos. Não aceite contratos leoninos.

[]s
Luca

peczenyj

Eu ja vi acontecer mais de uma vez e, normalmente, as pessoas preferem PJ.

CarlosEduardoDantas

aonde eu trabalho é opcional, porém muitos aqui preferem CLT porque o valor PJ nao é muito acima do valor CLT… cerca de 40% a mais…

CarlosEduardoDantas

cara… na boa… isso é muito relativo…

F

Luca:
Olá

Só para esclarecer algo que os profissionais de informática pensam que é bom mas no fundo não é.

  1. Geralmente é a empresa que impõe PJ. Ainda não vi nenhum caso em que se ofereceu a opção

  2. Em outras profissões, PJs NÃO cumprem horário e nem obedecem a hierarquia, porque em informática se aceita isto?
    Resposta: porque em informática há muitos garotos inexperientes que acham que ganham bem e aceitam ser explorados.

  3. O fato das empresas pagarem menos para CLTs é apenas parte da coação para que o FUNCIONÁRIO (em negrito porque é funcionário mesmo) aceite trabalhar sem nenhum direito.

Na verdade a classe não existe, não é defendida por ninguém, há vários sindicatos de olho na contribuição sindical mas que não fazem nada.

Porque em outros países não é assim? Se ser biscateiro fosse coisa boa, no resto do mundo todo mundo seria assim.

E por mim o último argumento: poucos PJs tem oportunide de crescer na profissão, subir na empresa e alcançar uma gerência. Porque sempre são considerados como estranhos à empresa.

Sobre o contrato que meu advogado citou: ele pode ser feito por qualquer das partes inclusive uma consultoria. Só que deve examinado com atenção para ver se resguarda os direitos de quem presta os serviços. Na área de TI há muitos empregos. Não aceite contratos leoninos.

[]s
Luca

Luca,

Até concordo com vc…

Muitas empresas oferecem salários baixos para coagir o funcionário, mas vai da pessoa aceitar…

Conheço pessoas de outras áreas que tbm são PJs. Muitos administradores são PJ e trabalham como funcionário.

Muitos diretores e gerentes de muitas empresas são CLT Flex (CLT + PJ). E o que acontece em muitas áreas é a pessoa ser CLT e para subir de cargo e para uma salário maior passarem a ser PJ.

Concordo com vc, Luca, que isso é “biscataria” e “prostituição”. Não acho certo ou justo, mas se quem aceita paciência…

Existe o velho ditado “O combinado não sai caro”, bem essa é minha opinião…

Luca

Olá

No caso não se trata de combinado e sim imposto.

  1. Sou engenheiro. Engenheiros geralmente ganham bem e não são PJs.

  2. Sou PJ há mais de 25 anos. Antigamente eu tinha muitos clientes ao mesmo tempo e um contrato com cada um deles. Desenvolvi sistemas durante muitos anos em que ao mesmo tempo minha empresa fazia administração de redes. Esta história de PJ ser igual a empregado é coisa recente de no máximo 5 ou 6 anos.

  3. Eu acho que a exploração dos profissionais de TI pelas empresas “body shop” cafetãs de mão de obra, foi facilitada pela entrada de muitos “profissionais” inexperientes muito jovens recém saídos dos cursos colegiais ou de faculdades de 3 anos.

Estas coisas de informalidade como camelôs, transporte alternativo por ônibus pirata, Van ou perua e “code monkey” explorado por empresas de 3 letrinhas intermediarias de mão de obra, devem ser coibidas no início.

O Governo fechou os olhos e agora a situação ficou quase incontrolável. No duro mesmo, há poucas oportunidades do profissional de TI brasileiro ter seu trabalho respeitado. Não digo que não existam, mas são poucas as empresas que oferecem uma perspectiva de futuro ao profissional de TI.

[]s
Luca

L

as empresas de 3 letrinhas tem muitos defeitos, eu concordo. Entre os principais pagar mal, mas faça se justiça, a maioria contrata por regime CLT e dão todos os benefícios para o funcionário.

Luca

Olá

Quero ressaltar que quando citei empresas de 3 letrinhas pensei nas intermediárias de mão de obra.

Há uma ENORME empresa de 3 letrinhas, que muitos por aí falam mal geralmente sem conhecer a fundo e que eu fiquei lá dentro (terceirizado) por mais de 1 ano. Percebi que seus funcionários gostam muito dela. Eles não ganham mal, tem mais direitos do que o CLT normal e um horário bem tranqüilo para a maioria dos funcionários. O único problema que percebi é que há muita pressão em cima dos funcionários para o projeto dar lucro de qualquer jeito.

[]s
Luca

L

Luca:
Olá

Quero ressaltar que quando citei empresas de 3 letrinhas pensei nas intermediárias de mão de obra.

Há uma ENORME empresa de 3 letrinhas, que muitos por aí falam mal geralmente sem conhecer a fundo e que eu fiquei lá dentro (terceirizado) por mais de 1 ano. Percebi que seus funcionários gostam muito dela. Eles não ganham mal, tem mais direitos do que o CLT normal e um horário bem tranqüilo para a maioria dos funcionários. O único problema que percebi é que há muita pressão em cima dos funcionários para o projeto dar lucro de qualquer jeito.

[]s
Luca

ah…entendi! Então tah certo…é que o seu conceito de 3 letrinhas é um pouco diferente do pcalcado então, que é o adotado por padrão aqui no forum.

essas intermediárias de mão de obra são a lama mesmo…

RaulCarlin

Eu já vi duas situações completamente diferentes…

Na minha antiga empresa, as pessoas ralavam para ser PJ para ganharem mais(!!!), às vezes era rídicula a diferença, mas, era uma empresa de 3 letrinhas com 5 letrinhas…

Já na minha atual empresa, os PJ’s é que viram CLT, que foi o meu caso.

Nesta minha antiga empresa, teve um PJ que guardou minunciosamente diversos e-mails do tipo “á partir de hoje, todos de gravata…”, “funcionários devem bla bla bla”, isto é prova de vínculo e, de boa fé ou não, é válido num processo PJ X Empresa. Até notas fiscais são usadas para provar vínculo emprgatício e tem juíz que aceita.

Bom, voltando ao assunto do tópico, que situação hein meu camarada… é literalmente se correr o bicho pega se ficar o bicho come(se você for muito amigo do cara, lógico).

F

Luca,

Concordo contigo, só quero salientar uma coisa a maioria das pessoas se sujeitam ao que é imposto por falsas ilusões principalmente de empresas de 3 letrinhas. Sendo que existem muitas empresas que só contratam CLT ou empresas que contratam CLT ou PJ vc decidindo a maneira que vc acha melhor.

Body-shop, CLT ou não, já é exploração.

Muitos, a grande maioria, diretores (a grande maioria), managers (não gerentes operacionais) de todas as áreas não só TI, trabalham com CLT Flex a muito mais de 5 ou 6 anos, com CC da empresa, carro de luxo da empresa, clube de golfe, férias pagas, parte de salario em CLT e parte em contrato.

Concordo com sua visão e acho que tudo deveria ser CLT e não existir outras maneiras de se contratar.

E é cara-de-pau o cara dizer que foi coagido a passar 3 anos como PJ, numa área que uma pessoa não passa 1 mês sem uma oferta de emprego.

eliziario

Luca:
Olá

Só para esclarecer algo que os profissionais de informática pensam que é bom mas no fundo não é.

  1. Geralmente é a empresa que impõe PJ. Ainda não vi nenhum caso em que se ofereceu a opção

Eu já declinei vagas por só oferecerem CLT.
Eu coloco PJ como condição, por alguns motivos:
a) No meu contrato a empresa não tem obrigação de dar aviso prévio, e EU TAMBÉM não tenho a obrigação de pagar 30 dias pra sair
b) Eu não gosto de vale-transporte, ticket-refeição, plano de saude de empresa (que geralmente é uma bosta) e outras palhaçadas pra enganar trouxa

Eu basicamente faço meu horário, tem empresa que é inteligente e a gente se entende (como a minha atual), em outras impera a burrice e eu posso até eventualmente chegar todo dia no mesmo horário, mas só o meu corpo chega, naturalmente cobro pelas horas que trabalho apenas (geralmente 7 por dia), mas também tenho a liberdade de cobrar 12 nos dias em que realmente fico 12 horas, isso não é questão do profissional ser PJ ou CLT, mas realmente seria muito difícil fazer isso em uma empresa grande com CLT.
Quanto a NÃO obedecer hierarquia eu não vejo onde isso não acontece com PJ em outras profissões, eu recebo pra fazer coisas que meu cliente paga para eu fazer, dentro das condições dele e dentro do razoável. O cliente manda, eu obedeço.

Nem sempre e não necessariamente. existe um overhead causado pelos impostos, obrigações previdenciárias, FGTS e outros penduricalhos, E ainda existe o passivo representado pela multa de 40% na demissão. Se eu sou empregador e acho que seu trabalho vale 120.000 por mês do meu rico dinheirinho eu tenho
A)Te pagar 10.000/mês PJ
B)Te pagar 14.30 (Férias e 13º) salários por mês de 6000, você leva 5000 em cada um dos 14 salários depois do leão e do INSS e eu gasto os mesmo 10.000 por mês

Concordo. Mas eu sou crescidinho e me defendo sozinho.

Fora a Itália de Mussolini eu não conheço país que tenha coisa bizarra como a CLT. Eu tenho o meu contrato formal, registrado em cartório e revisado por meu advogado com as empresas as quais presto serviço (é mais de uma) e meus contratos me bastam. Pago meus impostos, minha previdência privada e ocasionalmente negocio algumas benesses extras no meu contrato, como bonificação de férias pagas pela empresa. Mas isso é resultado do meu trabalho e da minha negociação. Se encherem meu saco eu faço minha trouxa, se encherem o saco de mim, me dão tchau. Eu cuido da minha vida, se ficar doente tenho um seguro, se morrer minha família recebe outro, pago meu ônibus, minha comida, decido se vou fazer plano de saúde ou não.

Há empresas e empresas. Eu não quero crescer em nenhuma empresa, e sim crescer profissionalmente e consequentemente cobrar mais caro por meus serviços.

Sim. Procure um bom advogado, marque uma hora, explique cuidadosamente sua situação e analise com ele qualquer contrato antes de ser assinado. Ao aceitar uma oferta, exija sempre um compromisso formal por escrito da empresa que o contrata antes de deixar seu emprego atual. Ao negociar um contrato PJ, na entrevista apropriada levante todas as questões pertinentes, e se não gostar de uma proposta DIGA isso. Normalmente o negociador do outro lado vai regatear, mas seja firme e se você for bom conseguirá um acordo melhor, quem já ficou do outro lado da mesa de entrevista sabe a pedreira que é achar profissionais qualificados, então use isso a seu favor e exija o que você acha que merece. E naturalmente, o melhor momento para analisar outras propostas é quando você está satisfeito no lugar onde está.

rogeriop80

Até por isso que muitas as empresas estão mudando isso. Li em uma VOCÊ S/A senão me engano que as empresas de TI estão novamente em uma onda de mudança e contratando a maioria da galera como CLT agora.

Vc pode ter o contrato dessa forma, mas seu contrato não está acima da constituição, no fundo você é um funcionário CLT que ganha de outra forma. Mas um ponto eu concordo plenamente, é uma opção sua.
Fico um pouco indignado com pessoas que aceitam esse tipo de contrato e depois resolvem processar a empresa em que trabalharam (obviamente este NÃO é o seu caso eliziario, que aceitou ser PJ e sabe dos beneficios e desvantagens).

Abracos.

agodinho

O quê eu acho que essa matéria esqueceu de dizer é que essa “onda” só está realmente rolando nas empresas grandes (EDS, Accenture, IBM, etc).

Nas médias e pequenas a onda realmente é o lixo da CLT-Cota.

Woody

eric_jf

Luca:

  1. Geralmente é a empresa que impõe PJ. Ainda não vi nenhum caso em que se ofereceu a opção

  2. Em outras profissões, PJs NÃO cumprem horário e nem obedecem a hierarquia, porque em informática se aceita isto?
    Resposta: porque em informática há muitos garotos inexperientes que acham que ganham bem e aceitam ser explorados.
    Luca

A questão é como saimos dessa situação de exploração.

Porque o cara que está entrando agora no mercado, não tem noção dos salários e acha que é bastante. até porque quando era estagiário ganhava muito menos ainda, e nem sabe o gasto que vai ter como PJ.

Acho que a única saida é criarmos um orgão de fiscalização que entre com processo para todas essas iregularidades. E isso é facil de fazer.

Eduardo_Bregaida

caduengenheiro:
galera… to com um problema e acho que muita gente aki ja deve ter passado por isso…

trabalhei em uma empresa de software, e um cara que era meu colega de departamento saiu da empresa e a processou… agora o cara quer me obrigar a testemunhar a favor dele, falando que vai colocar meu nome no processo como testemunha, logo eu receberia uma intimacao para depor…

pergunto: é obrigatório comparecer no tribunal? Ou o cara ta so blefando, pq até aonde eu sei, em direito trabalhista isso nao é obrigatório…

abraços… e lembrem-se… o topico é off… caso alguem ache que foi perda de tempo ler isso… me desculpem mas escrevi off antes

Obrigado é, mas se o cara é teu amigo pede pra ele n te envolver…

E

Boa tarde pessoal! Sobre os vínculos trabalhistas e PJ tenho algumas considerações para os Senhores pensarem:

  1. Quem ganha mais sempre é o contratante na relação PJ, diminuindo os encargos trabalhistas que não são plenamente repassados aos contratados, que perdem direitos que não são muito bem esclarecidos e nem mencionados, como férias +1/3, adicional de Horas extras, Licença maternidade, 13 salário (SEM A INCIDÊNCIA DAS HORAS EXTRAS), afastamento por DOENÇAS(VC é empresa ou pessoa física, adoece então?), afastamentos por mortes na família, etc. Direiros que a gente não conta nos 40%, sem falar das verbas indenizatórias, não é mesmo!
  2. Aqui em Brasília existe um cartel de empresas de informática, dentro das suas ações sujas destacam-se:
    a) Manipulação das licitações, como se o mercado de TI de Brasília fosse um bolo em fatias;
    b) Empresas de fora são intimidadas e desistimuladas a participarem dos processos licitatórios, são várias as formas de coibição;
    c) Profissionais de TI não podem ser contratados entre as empresas, ou seja: Se trabalho para a Politec, então a CTIS não me contrata, existe um “acorde de cavalheiros”, que inibe a projeção profissional e financeira do profissional, isso é deprimente, me enoja!
    d) Os salários são tabelados por essas empresas do Cartel, hoje um analista de sistemas (pleno) ganha cerca de R$3.000,00 em carteira, o mesmo de 10 anos atrás;
    e) Os lucros dessas empresas são declarados na mídia, vejam o novo comercial da CTIS que declara ter crescido mais de 2.500% em 9 anos… Deixa claro e explícito a situação, se alguém ganha muito é porquê alguém está perdendo, não existe segredo nisso!
    f) Não há investimento no profissional terceirizado, esse é descartável;
    g) Não há promoções, na verdade, a central nem sabe quem você é ou o que faz, os gestores são meros capatazes cobrando a frequência dos colaboradores PJ, Eles não tem autonomia alguma;

Dessa forma, caros amigos, a luta para manter o salário é brutal, alía-se a isso a grande quantidade de novos profissionais no mercado e outros fatores não menos relevantes, como as próprias características da área de TI e suas constantes necessidades de atualização.

Agradeço o espaço, isso foi um desabafo mesmo!

Criado 23 de julho de 2007
Ultima resposta 14 de nov. de 2007
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