Olá, pessoal.
Uma frustração que me vem perseguindo em todos esses 12 anos de carreira (e sim ja me fez desistir da mesma) e paradoxio que há no meio de T.I.
Pois se ainda é umas das áreas com mais carência de profissionais, porque nós temos que nos sujeitar a tanto assedio moral?
Ok, vou ser mais especifico:
Somos na maioria das vezes profissionais tecnicos, ou pelo menos nos candidatamos a vagas com esses perfis e passamos por processos seletivos que nos avaliam para o que seria atuações desse perfil.
Então porque temos que nos sujeitar em nossos oficios fazer atividades que não correspondem ao que nos propomos.
Porque temos que nos virar para fazer com que a empresa nos forneça os devidos acessos e ferramentas se até mesmo (na maioria das vezes em minhas experiencias) nosso contratos expressam em clasulas que é de responsabilidade do empregador fornecer os mesmos.
Ou seja temos que fazer os trabalhos de nossos gestores, e se não fazemos vem logo os seguintes bordoes: “Você precisa correr atras”, “Precisa ser pro ativo”.
O mais frustante e que parece que apenas eu me incomodo tanto com isso, pois sempre que vejos os motivos que os profissionais da area acharem a tao estressante, são coisas do tipo ter que estudar muita programação e tecnologias, ver codigo o dia todo, resolver bugs.
Ora isso é o básico que nos propomos a fazer quando escolhemos tal área, me de dois milhoes de linhas de codigo pra refatorar mas não me obrigue a fazer algo que não seja da minha alçada.
As vezes ate me parece que a deficiência tecnica de muitos profissionais são supridas por essa disposição a aturar essas coisas.
Olá
Em toda atividade tem coisas que gostamos e outras que não, mas isso é normal.
Confesso que acabei não entendendo o que exatamente você não gosta de fazer que te incomoda tanto. Pode ser mais específico?
[quote=snype]Olá, pessoal.
Uma frustração que me vem perseguindo em todos esses 12 anos de carreira (e sim ja me fez desistir da mesma) e paradoxio que há no meio de T.I.
Pois se ainda é umas das áreas com mais carência de profissionais, porque nós temos que nos sujeitar a tanto assedio moral?
Ok, vou ser mais especifico:
Somos na maioria das vezes profissionais tecnicos, ou pelo menos nos candidatamos a vagas com esses perfis e passamos por processos seletivos que nos avaliam para o que seria atuações desse perfil.
Então porque temos que nos sujeitar em nossos oficios fazer atividades que não correspondem ao que nos propomos.[/quote]
Também acho que faltou ser mais específico. Não entendi do que você está falando.
Pode ser por vários fatores:
-
Falta de orçamento: comum em empresas menores;
-
Excesso de zelo com segurança: Comum em empresas que já sofreram processos trabalhistas, ou tiveram em seu time pessoas que abusaram do acesso (roubando tecnologia, usando torrent, comprometendo a empresa com vírus, etc). Note que as restrições de acesso partem de políticas geralmente definidas pelo próprio departamento de informática (infra) e não diretamente pelo gerente administrativo;
-
Má gestão: pode ser pelo gestor ser incompetente, ou por falta de conhecimento técnico mesmo. No último caso, também pode ser uma falha da equipe ao orientá-lo.
São poucos os gestores que contratam profissionais inteligentes e especializados para terem que “bater o bumbo pro soldado marchar”. Comprometimento, pró-atividade e correr atrás é o básico para qualquer profissional universitário. É graças a essas características que muitas empresas implementam ponto flexível, ao invés de um regime de chão de fábrica.
Uma das piores coisas que existe num time é um programador apático, que acha que está fazendo um bom trabalho só por ter conhecimento técnico ou anos de casa. Que não tem visão de futuro, não pede ajuda aos colegas, não manifesta problemas, não conversa com o gestor, etc. O problema é que muitos programadores acreditam que só ter a parte técnica é suficiente, quando não é. Se você tiver péssimas skills sociais e ótimas técnicas, sugiro que mude para o esquema de freelance.
Sobre “ter que tolerar”. Bem, você não tem. Não conheço nenhuma área hoje com mais empregos do que a de informática. Se está assim tão insatisfeito, troque de emprego. Talvez sua região não ofereça tantas oportunidades e seja o caso de você considerar trocar de região. Eu sei que não é fácil, mas é fácil continuar se sujeitando a assédio moral?
Outra coisa que vejo muito são os programadores reclamando que não conseguem comunicar com seus gestores. Mas a reclamação sempre parte do pressuposto que o gestor deve se esforçar ao máximo para entender o programador, e não o contrário. Sinto em dizer, mas a comunicação é uma via de mão dupla e aprender a falar e atender as necessidades da gestão é também muito importante. De nada adianta você exigir uma ferramenta cara, sem demonstrar a empresas como e onde ela tratá retorno, ou fazer uma pesquisa de como ela poderia se enquadrar no orçamento. Passar a ter uma visão mais gerencial das coisas ajuda qualquer profissional a se desenvolver, além de reduzir muito os desentendimentos com a gerência.
O estigma de que seu gerente é um estúpido é muito prejudicial. É claro que há maus gerentes. Mas já vi gente boa sendo taxada assim, quando na verdade o problema estava em falsas espectativas do técnico.
[quote=snype]Olá, pessoal.
Uma frustração que me vem perseguindo em todos esses 12 anos de carreira (e sim ja me fez desistir da mesma) e paradoxio que há no meio de T.I.
Pois se ainda é umas das áreas com mais carência de profissionais, porque nós temos que nos sujeitar a tanto assedio moral?
Ok, vou ser mais especifico:
Somos na maioria das vezes profissionais tecnicos, ou pelo menos nos candidatamos a vagas com esses perfis e passamos por processos seletivos que nos avaliam para o que seria atuações desse perfil.
Então porque temos que nos sujeitar em nossos oficios fazer atividades que não correspondem ao que nos propomos.
Porque temos que nos virar para fazer com que a empresa nos forneça os devidos acessos e ferramentas se até mesmo (na maioria das vezes em minhas experiencias) nosso contratos expressam em clasulas que é de responsabilidade do empregador fornecer os mesmos.
Ou seja temos que fazer os trabalhos de nossos gestores, e se não fazemos vem logo os seguintes bordoes: “Você precisa correr atras”, “Precisa ser pro ativo”.
O mais frustante e que parece que apenas eu me incomodo tanto com isso, pois sempre que vejos os motivos que os profissionais da area acharem a tao estressante, são coisas do tipo ter que estudar muita programação e tecnologias, ver codigo o dia todo, resolver bugs.
Ora isso é o básico que nos propomos a fazer quando escolhemos tal área, me de dois milhoes de linhas de codigo pra refatorar mas não me obrigue a fazer algo que não seja da minha alçada.
As vezes ate me parece que a deficiência tecnica de muitos profissionais são supridas por essa disposição a aturar essas coisas.[/quote]
Infelizmente isso não tem muito haver com demanda. Isso que relatou até que acho toleravel, pois quando entro em uma empresa, o sentimento que tenho é que faço parte de uma sociedade. então, quando percebo logo o que precisa ser feito, sei como faze-lo e posso faze-lo, eu já faço logo pra não demorar com as burocracias. Mesmo não tando isso citado no meu contrato. Mas o problema mesmo, o que considero chato, é quando a coisa sai do profissional e vai para o pessoal, com deboche, intolerância ao expor assuntos profissionais, insinuações, indiretas, xingamentos… isso aconteceu contigo?
Dinheiro é igual merda. Atrai sociopatas assim como a merda atrai moscas. Nem todos os sociopatas matam (psicopatas), mas existem diversos impulsos agressivos diferentes que os saciam Infelizmente é uma tendência, vc consegue identificar algum?
[quote=ViniGodoy][quote=snype]Olá, pessoal.
Uma frustração que me vem perseguindo em todos esses 12 anos de carreira (e sim ja me fez desistir da mesma) e paradoxio que há no meio de T.I.
Pois se ainda é umas das áreas com mais carência de profissionais, porque nós temos que nos sujeitar a tanto assedio moral?
Ok, vou ser mais especifico:
Somos na maioria das vezes profissionais tecnicos, ou pelo menos nos candidatamos a vagas com esses perfis e passamos por processos seletivos que nos avaliam para o que seria atuações desse perfil.
Então porque temos que nos sujeitar em nossos oficios fazer atividades que não correspondem ao que nos propomos.[/quote]
Também acho que faltou ser mais específico. Não entendi do que você está falando.
Pode ser por vários fatores:
-
Falta de orçamento: comum em empresas menores;
-
Excesso de zelo com segurança: Comum em empresas que já sofreram processos trabalhistas, ou tiveram em seu time pessoas que abusaram do acesso (roubando tecnologia, usando torrent, comprometendo a empresa com vírus, etc). Note que as restrições de acesso partem de políticas geralmente definidas pelo próprio departamento de informática (infra) e não diretamente pelo gerente administrativo;
-
Má gestão: pode ser pelo gestor ser incompetente, ou por falta de conhecimento técnico mesmo. No último caso, também pode ser uma falha da equipe ao orientá-lo.
São poucos os gestores que contratam profissionais inteligentes e especializados para terem que “bater o bumbo pro soldado marchar”. Comprometimento, pró-atividade e correr atrás é o básico para qualquer profissional universitário. É graças a essas características que muitas empresas implementam ponto flexível, ao invés de um regime de chão de fábrica.
Uma das piores coisas que existe num time é um programador apático, que acha que está fazendo um bom trabalho só por ter conhecimento técnico ou anos de casa. Que não tem visão de futuro, não pede ajuda aos colegas, não manifesta problemas, não conversa com o gestor, etc. O problema é que muitos programadores acreditam que só ter a parte técnica é suficiente, quando não é. Se você tiver péssimas skills sociais e ótimas técnicas, sugiro que mude para o esquema de freelance.
Sobre “ter que tolerar”. Bem, você não tem. Não conheço nenhuma área hoje com mais empregos do que a de informática. Se está assim tão insatisfeito, troque de emprego. Talvez sua região não ofereça tantas oportunidades e seja o caso de você considerar trocar de região. Eu sei que não é fácil, mas é fácil continuar se sujeitando a assédio moral?
Outra coisa que vejo muito são os programadores reclamando que não conseguem comunicar com seus gestores. Mas a reclamação sempre parte do pressuposto que o gestor deve se esforçar ao máximo para entender o programador, e não o contrário. Sinto em dizer, mas a comunicação é uma via de mão dupla e aprender a falar e atender as necessidades da gestão é também muito importante. De nada adianta você exigir uma ferramenta cara, sem demonstrar a empresas como e onde ela tratá retorno, ou fazer uma pesquisa de como ela poderia se enquadrar no orçamento. Passar a ter uma visão mais gerencial das coisas ajuda qualquer profissional a se desenvolver, além de reduzir muito os desentendimentos com a gerência.
O estigma de que seu gerente é um estúpido é muito prejudicial. É claro que há maus gerentes. Mas já vi gente boa sendo taxada assim, quando na verdade o problema estava em falsas espectativas do técnico.[/quote]
+1
Pedi informações adicionais justamente para entender se as reclamações se enquadram em “assédio moral”, que é crime, ou não.
Acho que o pior é quando te pedem para fazer algo que não agrega nada profissionalmente e na maioria das vezes não tem nada a ver com o que foi acordado na contratação.
Ex: ser contratado como especialista em uma linguagem e trabalhar em outra muito antiga. ou até mesmo fazer trabalhos não relacionados a programação.
Sim, também considero a possibilidade dele não estar se referindo a assédio moral.
[quote=douglaskd]Acho que o pior é quando te pedem para fazer algo que não agrega nada profissionalmente e na maioria das vezes não tem nada a ver com o que foi acordado na contratação.
Ex: ser contratado como especialista em uma linguagem e trabalhar em outra muito antiga. [/quote]
Eu fui contratado como especialista Java na Siemens e tive que manter um sistema em VB6. É chato, mas faz parte da profissão. Não vejo isso como um problema, desde que o seu trabalho não seja só mexer na linguagem antiga.
Independente, você é programador em primeiro lugar, especialista em segundo.
Também não vejo isso como um problema, a menos que se torne muito frequente.
[quote=ViniGodoy][quote=douglaskd]Acho que o pior é quando te pedem para fazer algo que não agrega nada profissionalmente e na maioria das vezes não tem nada a ver com o que foi acordado na contratação.
Ex: ser contratado como especialista em uma linguagem e trabalhar em outra muito antiga. [/quote]
Eu fui contratado como especialista Java na Siemens e tive que manter um sistema em VB6. É chato, mas faz parte da profissão. Não vejo isso como um problema, desde que o seu trabalho não seja só mexer na linguagem antiga.
Independente, você é programador em primeiro lugar, especialista em segundo.
Também não vejo isso como um problema, a menos que se torne muito frequente.[/quote]
qual a “sua” quantidade de meses aceitável em mexer na tecnologia antiga ?
qual a “sua” frequência aceitável de trabalhos nao relacionados a programação ?
lembrando que não é pagando bem não, é o valor acordado na contratação…
você saiu da siemens ? teve alguma relação com esses trabalhos desagraveis ?
ViniGodoy o que acontece é o seguinte, eu te contrato pra trabalhar com java.
por algum motivo eu quero que você peça as contas mas não quero te demitir, te coloco pra trabalhar com VB6 ou tarefas não relacionadas a programação (e que sejam chatas) e espero você pedir as contas.
Quanto tempo você guenta ?
Quando você quer buscar desafios, um salário maior, um cargo mais atraente e trabalhos mais complexos, você precisa e deve ter um background legal, onde você precisa ter muita experiência com determinadas tecnologias e negócios, além de grandes trabalhos concretizados.
Quando você trabalha com tecnologia defasada, além de perder tempo, você acaba esquecendo coisas básicas que já sabia, e o pior fica atrasado com relação a novas tecnologias, você não esta parado, você esta literalmente andando para traz. 6 meses trabalhando com tecnologia antiga, podemos dizer que você andou 1 ano pra traz, considerando os esquecimentos.
Não é só chato, você fode sua carreira, se tem intensão de carreira fora do Brasil, você soma esse tempo (claro quebrado) com a faixa de idade que as empresas do exterior costumam contratar e você certamente já estará fora da faixa e com um monte de conhecimento antigo que não serve pra nada fora do Brasil.
é ai que você começa a perceber e se arrepender das mudanças que poderia ter feito.
Não mediria em meses. Na Siemens eu trabalhei 3 anos com VB6. Mas lá, essa era uma das atividades e, em paralelo, eu desenvolvia também em Java e C++, o que era muito gratificante.
Eu nunca recomendo a ninguém “só” trabalhar com tecnologia antiga. Em hipótese nenhuma.
Sai, mas não teve nenhuma relação. Se você não estiver preparado a fazer trabalhos desagradáveis, melhor ir morar com os pais. Emprego onde todo mundo é feliz em 100% do tempo, só existe mesmo na Malhação (a novela). E digo isso sendo uma pessoa extremamente satisfeita com a área de TI, e apaixonada pelo que faço.
[quote]ViniGodoy o que acontece é o seguinte, eu te contrato pra trabalhar com java.
Por algum motivo eu quero que você peça as contas mas não quero te demitir, te coloco pra trabalhar com VB6 ou tarefas não relacionadas a programação (e que sejam chatas) e espero você pedir as contas.
Quanto tempo você guenta ?[/quote]
Primeiramente, eu falo com o chefe. Se o cara não der qualquer feedback, eu procuro outra empresa melhor e peço as contas assim que encontrar.
Entretanto, provavelmente eu já teria pedido as contas antes, pois garanto que esse chefe não foi inconveniente só no momento que decidiu me demitir.
Eu não ficaria resistindo para esperar a empresa me demitir, só para receber a multa do FGTS como muita gente faz. Minha saúde mental e minha satisfação pessoal valem mais do que isso. Também não dou uma de louco e saio dando piti no trabalho, pedindo as contas antes de arranjar outro emprego.
Até quando aguento? Até ter uma proposta de trabalho em um lugar melhor em mãos. E com um clima desses, esse lugar nem precisa ser tão melhor assim.
Como eu falei, fazer atividades desse tipo só não é um problema se elas não forem excessivas. Se elas forem, é sim, um grande problema. Eu só ressalto porque tem muito programador que fica de mimimi quando o chefe pede uma vírgula fora de uma linha de código. Ou porque fica chateado de ter que, além de fazer o sistema novo, manter o legado também. E esse tipo de coisa fará parte do dia-a-dia.
[quote=douglaskd]ViniGodoy o que acontece é o seguinte, eu te contrato pra trabalhar com java.
por algum motivo eu quero que você peça as contas mas não quero te demitir, te coloco pra trabalhar com VB6 ou tarefas não relacionadas a programação (e que sejam chatas) e espero você pedir as contas.
Quanto tempo você guenta ?[/quote]
Isso é assedio moral pra vc?
[quote=ImpossiveI][quote=douglaskd]ViniGodoy o que acontece é o seguinte, eu te contrato pra trabalhar com java.
por algum motivo eu quero que você peça as contas mas não quero te demitir, te coloco pra trabalhar com VB6 ou tarefas não relacionadas a programação (e que sejam chatas) e espero você pedir as contas.
Quanto tempo você guenta ?[/quote]
Isso é assedio moral pra vc?[/quote]
Isso aí é, sim, assédio moral.
Entretanto, novamente, cabe a comunicação antes com a chefia. Talvez seu chefe tenha visto que você se dá bem com VB, e não percebeu que te colocar full time nesse projeto seria humilhante para você. Se essa comunicação não der certo, cai fora.
Como eu falei, se o chefe já era um babaca antes, e vocë acha que essa comunicação não faria sentido, então, você já demorou a trocar de emprego.
PS: Claro que o que estou falando vale é só para a nossa área. Felizmente, temos essa sorte em TI. Minha irmã, por exemplo, não tem essa sorte. Ela está em uma área que você comemora muito quando consegue ser chamado em um emprego. Que mesmo que você se dedique full time a procurar algo novo, pode levar vários meses, ou até anos, para achar um emprego melhor.
Nesse caso, só engolindo o sapo mesmo.
discordo que ter que trabalhar com vb6 seja assedio moral, agora fazer trabalho não relacionado a programação é outra história.
Depende muito do caso. Se você foi contratado, e isso estava explícito na vaga, aí não é assédio moral. Foi sua escolha trabalhar. É o caso, por exemplo, de muita gente que trabalha com Cobol hoje.
Agora, você é contratado para trabalhar com Java. Entra, e faz parte de um time de Java. Do nada, você troca de lugar, sem muita explicação, e fica sozinho trabalhando em VB6.
Você sinaliza ao seu chefe que está insatisfeito, que a tecnologia é obsoleta e que isso prejudica sua carreira e ele fica irredutível, sem te dar maiores explicações do porque tomou essa decisão, ou te dar qualquer perspectiva.
Isso é considerado assédio moral.
Na nossa área, não vejo porque alguém deva tolerar esse tipo de coisa. Eu mesmo procuraria outra coisa.
[quote=ViniGodoy]
Depende muito do caso. Se você foi contratado, e isso estava explícito na vaga, aí não é assédio moral. Foi sua escolha trabalhar. É o caso, por exemplo, de muita gente que trabalha com Cobol hoje.
Agora, você é contratado para trabalhar com Java. Entra, e faz parte de um time de Java. Do nada, você troca de lugar, sem muita explicação, e fica sozinho trabalhando em VB6.
Você sinaliza ao seu chefe que está insatisfeito, que a tecnologia é obsoleta e que isso prejudica sua carreira e ele fica irredutível, sem te dar maiores explicações do porque tomou essa decisão, ou te dar qualquer perspectiva.
Isso é considerado assédio moral.
Na nossa área, não vejo porque alguém deva tolerar esse tipo de coisa. Eu mesmo procuraria outra coisa.[/quote]
Se existe algum assédio moral é pela falta de comunicação e isolamento e não porque vb6.
Até porque no contrato de trabalho não menciona as tecnologias que vai trabalhar, nem faz sentido ter. 
Claro, é pela postura. Por romper um acordo, mesmo que verbalmente estabelecido. É por colocar o cara na “geladeira”, de maneira sistemática e sem maiores explicações.
O duro é que esse tipo de coisa é muito subjetiva.
Eu não penso que manutenção de legados em tecnologia antiga seja “humilhante”. Sempre será necessário, ou nós saímos sempre reescrevendo todos os sistemas quando uma linguagem fica obsoleta?
Eu quero que a grande quantidade de sistemas feitos em Delphi (no qual trabalhei bastante tempo) continue precisando de manutenção e que ele vire o novo Cobol em alguns anos, pagando horrores pela falta de profissionais 
Claro, não tirando a razão de quem entra para trabalhar com X e depois tem que trabalhar com Y assim de cara, sem aviso, vai lá e se vira. Não importa se a tecnologia é nova ou velha, tem que se dar opção e tempo para o profissional, e incentivos também, afinal se é tão importante para a empresa e pode fazê-lo “regredir” na carreira… Embora essa regressão seja fruto do preconceito contra legados, quem consegue dar manutenção e refatorar os trambolhões, para mim é herói.