Galera, recentemente fiz uma entrevista em uma empresa grande… metalúrgica…
Na vaga exigia SAP, SQL, Conhecimento em Processos de Software e um pouco de BI.
Durante a entrevista, o gestor de TI perguntou se eu tinha interesse em curso de empilhadeira? respondi que não…
Ai… ele comentou que o profissional de TI tem que se adequar a rotina de uma metalúrgica…
Que acham dessa declaração?
Profissionais de TI nas Metalúrgicas
23 Respostas
Tu mandou uma dessa na entrevista?? Ele está certo, afinal qual objetivo da empresa? Entregar código fonte ou metal? Tecnologia é só o meio. Quanto mais conhecer os processos da empresa melhor serão os resultados, mais natural a comunicação com os usuários, conhecimento real da rotina, etc. Onde você também pode agregar para o negócio.
Espero que a pergunta dele seja uma simples pegadinha (e acho também ridículo esse tipo de pergunta), agora se isso que ele disse for uma verdade, eles não estão querendo contratar um cara para Tecnologia eles estão querendo um cara para trabalhar com empilhadeira.
Quando se participar de um processo de seleção a vaga diz o que você está sendo avaliado se isso não tem na vaga eu até responderia melhor, diria: na vaga a exigência não era essa ou estou enganado? tipo uma sub pergunta diante de um pergunta estapafúrdia que o entrevistador fez.
E mais sobre o comentário: que o profissional de TI tem que se adequar a rotina de uma metalúrgica, eu concordo, mas, na sua área e não nas diversas áreas … se não se também vai ganhar diferente, também vai ser gerente da empresa ou até dono! veja a minha ideia agora foi estapafúrdia …
Resumindo: deveria ter feito uma sub pergunta indagando o que está escrito nas exigências da vaga se por acaso ele ainda afirmasse tal curso de empilhadeira você poderia dizer que isso não faz parte das exigências e só estou aqui pelas exigências proposta pela vaga que me cabe.
Alguns vão contra talvez a minha maneira porque muitas vão falar ai eu aceito fazer curso de empilhadeira, pra mim isso é um desrespeito a um pessoa que está num processo de seleção e as exigências já foram citadas, agora se isso fosse citada nas exigências da vaga a história é outra que pelo visto não ocorreu.
Acho que empilhadeiras sao apenas um meio também, nao o objetivo da empresa.
É importante você aprender sobre o domínio onde estará atuando, mas nao dá pra esperar conhecer todos os processos da empresa.
É importante clarificar como esse conhecimento ajudaria na sua funçao e o motivo da pergunta.
Não todos os processos, mas se o projeto que ele for atuar for para processo de empilhamento do produto da empresa, é importante conhecer pelo menos isso. Infelizmente a maioria dos analistas/desenvolvedores se limitam a código e firulas técnicas (que pouco importam pros objetivos da empresa), dificultando o dia a dia ou felizmente já prevendo isso na contratação quando se percebe a falta de interesse pelo processo que ele vai atender.
Concordo com você javaflex.
Não faz sentido uma empresa fazer divulgação de uma função de T.I e depois de contratar pagar um curso de empilhadeira e colocar o cara numa empilhadeira, até do pondo de vista financeiro ficaria mais caro pra empresa.
Eu acredito que a pergunta tenha objetivo de verificar a flexibilidade do profissional de entender a fundo os processos da empresa e assim poder contribuir de modo significativo.
Temos sempre que lembrar que o objetivo da empresa não é linguagem de programação ou algoritmos etc… Elas tem problemas reais bem mais proximos do dia a dia do que do jargão do mundo da tecnologia. Imagine que uma empresa tenha 10 empilhadeiras, gerando custo de manutenção, pessoal etc… mas, através de uma melhor adequação do processo/sistema de armazenamento será reduzido para 7, gerando assim redução de custo e melhorando a competitividade da empresa, isso não seria legal? Porém para que isso ocorrece seria necessário que o analista/programador/profissional de T.I tivesse uma visão mais ampla, observando não apenas “o mundo tecnologia”, aprendendo muito mais de outras áreas.
Concordo com você javaflex.
Não faz sentido uma empresa fazer divulgação de uma função de T.I e depois de contratar pagar um curso de empilhadeira e colocar o cara numa empilhadeira, até do pondo de vista financeiro ficaria mais caro pra empresa.
Eu acredito que a pergunta tenha objetivo de verificar a flexibilidade do profissional de entender a fundo os processos da empresa e assim poder contribuir de modo significativo.
Eu concordo com vocês dois também, o curso provavelmente é para o desenvolvedor aprender mais sobre empilhadeiras e então conseguir desenvolver melhor.
Não faz sentido contratar um desenvolvedor para trabalhar com empilhadeira, mas eu conheço alguns Devs que foram contratados como Desenvolvedor, recebem como Desenvolvedor e ficam apenas no suporte
Eu não acredito que esse seja o seu caso também, mas tem que ficar esperto
No meu ponto de vista, a empresa não quer só um desenvolvedor: Quer um quebra-galho.
No meu primeiro trampo (15 anos, moleque novo), trabalhava no “setor de T.I.” de uma faculdade. No caso, era um helpdesk. Mas não só arrumar PC e ajudar usuário: Eu montava projetores, fazia cabeamento, atendia clientes na secretaria (?), projetava e montava laboratórios inteiros, arrumava celulares, carregava documentos e afins. E eu nem era estagiário, era só o “cara do T.I” mesmo. Isso quando eu não ficava operando o caixa na cantina, pq afinal se você mexe com computadores você deve entender de absolutamente todos os softwares existentes. Well, fazer oq heuh
Eu posso estar vendo da forma errada, mas foi isso que deu a entender do seu caso. Curso de empilhadeira? Pra mim fez pouco sentido, por parte da empresa. Especialmente essa parte:
o profissional de TI tem que se adequar a rotina de uma metalúrgica
“ou seja, vc tem que se adequar e se tiver que trabalhar na empilhadeira algumas vezes vc vai, né?”
Eu acho que você se livrou de uma grande dor de cabeça, isso sim.
PORÉM
A perspectiva dos colegas acima faz sentido. Em minha opinião, você deveria ter perguntado na entrevista: “Curso de empilhadeira? Entendo, mas qual seria o impacto disso para o meu cargo?”. Aí, você teria a resposta do por que ter esse curso.
Alguns vão contra talvez a minha maneira porque muitas vão falar ai eu aceito fazer curso de empilhadeira, pra mim isso é um desrespeito a um pessoa que está num processo de seleção e as exigências já foram citadas, agora se isso fosse citada nas exigências da vaga a história é outra que pelo visto não ocorreu.
Minha visão é semelhante a essa. Poxa, ser desenvolvedor não é fácil. Nosso conhecimento, ainda hj, é muito desvalorizado por quem não tá na área de tecnologia. Acham que desenvolvedor, suporte, pós-venda, engenheiro/arquiteto de soft, helpdesk e etc é tudo a mesma coisa.
Hoje eu penso que não me submeteria a qualquer cargo, por mais remunerado que seja. A valorização do profissional começa por ele mesmo se valorizando. Muitos aqui ainda pensam que programar é fácil - não é por você ter facilidade que é fácil…
“Curso de empilhadeira? Entendo, mas qual seria o impacto disso para o meu cargo?”. Aí, você teria a resposta do por que ter esse curso.
É a única coisa até agora concreta na discussão. Não sabemos qual o objetivo e muita coisa aqui foi inferida. Dizer que o objetivo dele era avaliar como você se sentiria com a situação, ou que o objetivo era pra conheceres mais a empresa ou até mesmo que era pra você ser um quebra galho quando faltasse um empilhador (é assim que fala?) é apenas ficar tentando adivinhar o objetivo da empresa. Eu, no meu caso, diria que se o cargo fosse meu, faria o curso sim de boa caso não fosse me tomar muito tempo e a empresa bancasse todos os custos, motivo? Sou curioso pra KCTi e gostaria de aprender a operar uma empilhadeira 
Porém, o perigo real é daqui a pouco, o fulano da empilhadeira faltar ao trabalho algumas vezes e o analista/programador da TI que sabe operar a empilhadeira ficar lá quebrando o galho 90% do tempo da operação.
Veja, conhecer o negócio é uma coisa, assumir a função para o qual você não foi contratado é outra. Talvez conhecer como operar uma empilhadeira não seja o meio mais eficaz de aprender como funciona um galpão. Há outras formas de achar problemas em um galpão de uma metalúrgica do que aprender a operar a máquina que carrega o material.
Espero ter ajudado. 
No meu ponto de vista, a empresa não quer só um desenvolvedor: Quer um quebra-galho.
Uma grande metalurgica querer um quebra-galho? Já frequentou esse tipo de empresa?
Tenho um relativo que, por grande coincidência, trabalha numa das maiores metalúrgicas da região. Já ouvi relatos sobre isso, sim. Não especificamente o mesmo caso, mas por aí vai…
Quanto mais conhecer os processos da empresa melhor serão os resultados
Concordo, porém, você não tem a necessidade de hands-on em tudo o que a empresa faz. Se for uma produtora de filmes pornô, vai fazer o cara fazer o filme, também? Não faz sentido e não há necessidade.
Processos podem (e devem!) ser mapeados por uma equipe capacitada para isso.
Espero que a pergunta dele seja uma simples pegadinha ( e acho também ridículo esse tipo de pergunta ), agora se isso que ele disse for uma verdade, eles não estão querendo contratar um cara para Tecnologia eles estão querendo um cara para trabalhar com empilhadeira.
No meu ponto de vista, a empresa não quer só um desenvolvedor: Quer um quebra-galho.
Concordo com o @FearX.
Que acham dessa declaração?
Independente do tamanho da empresa ou do seu setor, temos que lembrar que podemos encontrar diversos tipos de gestores: dos capacitados e que “nasceram para isso”, até os que foram colocados naquela posição por serem parentes de alguém importante (serviço público entra nisso aqui, viu?).
Por que não, então, contratar um profissional operador de empilhadeira e oferecer a ele um curso/graduação em TI/SI e fomentar a carreira dessa pessoa?
Não que operar uma empilhadeira seja um trabalho menos digno que programação (por vezes, é muito mais digno e bem remunerado). A questão é o desrespeito com o profissional.
De mais a mais, tenham uma coisa em mente? não é por precisar do emprego que vocês devem aceitar qualquer propostinha. É preciso se encantar pela empresa, seus valores, missão e visão. Além de entender que isso deve conceber o teu crescimento profissional e a tua qualidade de vida.
Concordo, porém, você não tem a necessidade de hands-on em tudo o que a empresa faz.
Tudo não, pode não ser necessário, mas desejável conhecer dependendo do processo envolvido. Pra eles existe necessidade ou pelo menos desejo.
Tenho um relativo que, por grande coincidência, trabalha numa das maiores metalúrgicas da região. Já ouvi relatos sobre isso, sim. Não especificamente o mesmo caso, mas por aí vai…
Qual grande metalúrgica seria essa com quebra-galhos?
Como alguém que trabalhou ANOS em empresas de engenharia posso dizer com segurança: 99% de chance da pessoa ter feito esta pergunta brincando. É bem típico de engenharia isto.
Com certeza você não seria contratado para usar uma empilhadeira, mas sim atuar na TI.
E dependendo de como você respondeu a esta pergunta pode ter tido um resultado bem negativo na sua avaliação por não mostrar senso de humor na visão do avaliador.
@kicolobo, talvez eu seja ranzinza demais, mas…
Eu tive o privilégio de ter um certo contato com profissionais de outras nacionalidades (Índia, Polônia, Ucrânia, Estônia, Alemanha, Portugal, Malta, etc) e posso afirmar com todas as letras: bom humor é fundamental para esse ramo. Agora, isso não significa que o candidato não será avaliado pelas competências técnicas e psicológicas para a atividade a qual está se candidatando.
Mas, a bagunça que são os processos seletivos daqui… Pffffff.
Não é muito o caso em áreas de TI/SI, mas, CV com foto, pedir informações pessoais (estado civil, mora com quem, religião, bebe, fuma, opção e orientação sexual, etc) é um absurdo.
Além de todo o estresse que é procurar um emprego, a pessoa ainda precisa ser figurante da praça é nossa?
Galera… esse assunto rendeu… não esperava tantas opiniões, mas li todas e concordo que pra uma vaga de TI, o cara não precisa saber operar nenhuma maquina, afinal… no meu ponto de vista, não está no contrato de trabalho que ele tenha que fazer isso… Sobre processos seletivos no Brasil… confesso que as vezes viajam em certas exigências… certificação na área… pós… seria melhor…
Agradeço aos comentários.
há claramente um exagero na postura do candidato aqui. Não é ser figurante de “Praça é Nossa”, muito pelo contrário: dou 90% de chance da pessoa estar tentando aqui na realidade apenas tentando quebrar o gelo.
Galera… esse assunto rendeu… não esperava tantas opiniões, mas li todas e concordo que pra uma vaga de TI, o cara não precisa saber operar nenhuma maquina, afinal… no meu ponto de vista, não está no contrato de trabalho que ele tenha que fazer isso… Sobre processos seletivos no Brasil… confesso que as vezes viajam em certas exigências… certificação na área… pós… seria melhor…
Agradeço aos comentários.
Pode não ser exigencia, pode ser que desejem alguem que não seja bitolado em codificação, que se interesse em viver um pouco o processo que o sistema atende. Não é pra levar tudo ao pé da letra, como se voce fosse operar empilhadeira, mas procurar saber o que seria proveitoso.
Realmente bsmachado o assunto rendeu muito! Mas entre tantos pontos elencados, é impossível ter uma opinião que seja uma “bala de prata”, cada caso é um caso. Não é legal se a empresa desviar demais as atividades do profissional de T.I, ou exigir muitos papeis sem que a remuneração acompanhe. Como também não é legal um profissional de T.I que seja inflexível e/ou fechado “no seu mundinho de tecnologia”, recluso em sua bolha dificilmente vai poder contribuir significativamente com a empresa.
Gostaria de compartilhar aqui o que aconteceu comigo, tenho um cliente ao presto serviços de T.I voltado a suporte técnico. No dia a dia percebi que havia processos que eram muito complexos e davam muito prejuizo pra empresa, resolvi aprender, em alguns momentos assumi até o lugar no funcionario pra aprender na prática, entendi o fluxo, identifiquei os gargalos e desenvolvi um software que resolveu o problema. Hoje o software trouxe resultados significativos pra empresa e estou preparando pra implantar em outras empresas. Penso que em algum momento não tivesse feito isso, jamais ganharia a experiência que estou adquirindo, pra mim valeu muito a pena sair dos assuntos restritos de T.I pra entender melhor como a empresa funciona, a empresa ganhou e eu também.
Gostaria de compartilhar aqui o que aconteceu comigo, tenho um cliente ao presto serviços de T.I voltado a suporte técnico. No dia a dia percebi que havia processos que eram muito complexos e davam muito prejuizo pra empresa, resolvi aprender, em alguns momentos assumi até o lugar no funcionario pra aprender na prática, entendi o fluxo, identifiquei os gargalos e desenvolvi um software que resolveu o problema. Hoje o software trouxe resultados significativos pra empresa e estou preparando pra implantar em outras empresas. Penso que em algum momento não tivesse feito isso, jamais ganharia a experiência que estou adquirindo, pra mim valeu muito a pena sair dos assuntos restritos de T.I pra entender melhor como a empresa funciona, a empresa ganhou e eu também.
É disso que estou falando, profissionais assim são valiosos, não é apenas um técnico.
há claramente um exagero na postura do candidato aqui. Não é ser figurante de “Praça é Nossa”, muito pelo contrário: dou 90% de chance da pessoa estar tentando aqui na realidade apenas tentando quebrar o gelo.
@kicolobo respeito muito tua opinião desde sempre. Agora, é função de quem recruta/entrevista entender que há pessoas mais expansivas e pessoas mais introspectas.
Ainda mais nessa área.
A minha vida toda eu tive problemas por ser muito tímido e ter um sério problema de não conseguir manter contato visual.
Uma vez eu fui questionado sobre essas dificuldades, respondi que era devido a timidez. A recrutadora, uma psicóloga com larga experiência, reportou que eu não era o pior caso. Que há profissionais que simplesmente travam. Não conseguem falar nada.
Portanto, em meu entender, faltou tato do entrevistador para sacar que o tal sujeito não era afeito a este tipo de brincadeiras.
este é justamente o drama do recrutamento: você cai neste tipo de situação com muita facilidade.
Por um lado, você tem o recrutador como pessoa que lidará diretamente com o contratado, que não tem vivência alguma de RH, que vai corresponder a uns 90% das situações. Esta pessoa realmente pode ar um fora, não deveria ocorrer, mas acontece. Do outro lado, a mesma pessoa normalmente é também aquela que melhor sabe qual o perfil daquele que deve ser contratado.
Por outro lado você tem o recrutador terceirizado ou que não lidará diretamente com quem estiver entrando na empresa. Esta pessoa talvez (normalmente tem) tenha formação em psicologia, o que ajuda a detectar melhor o perfil psicológico da pessoa (como timidez, por exemplo). Serve como uma segunda opinião. Mas aí tem como problema o fato de não ter o mesmo conhecimento que o entrevistador direto, que lidará diretamente com o contratado a respeito do perfil necessário e mesmo das dificuldades do cargo no dia a dia.
Já passei pelas duas posições, então vou te contar como resolvi isto, e é bastante simples: nenhuma entrevista de emprego é feita por um único recrutador, sempre tem pelo menos duas pessoas, até pra que se evite foras e se consiga uma avaliação melhor. Isto reduz significativamente a possibilidade de situações constrangedoras como esta.