Falo dessas “consultorias” de tecnologia que contratam profissionais (geralmente PJ) para trabalhar em outras empresas. Aí o profissional de fato trabalha no cliente da consultoria (fica alocado lá, tem tudo a ver com lá) mas tem o contrato com a consultoria.
Eu não consigo entender para que serve isso. A única coisa que pensei é para jogar a bomba para essas consultorias quando o profissional resolve processar a empresa por ter trabalhado no regime PJ (Não estou falando que isso seja certo).
Porque empresas, como a UOL, não contratam diretamente seus profissionais? RH é tão complicado assim? A consultoria nada faz de produtivo e ainda cobra uma boa taxa em cima da hora do profissional, além de deixar o processo seletivo mais longo (porque sempre depois de ir na consultoria, se faz a entrevista de fato na empresa).
Você terá um RH especializado na procura do funcionário
A contratante não lotará o RH dela com papelada de mais funcionários
TI tem rotatividade alta e isso gera alta demanda do RH
Poupa filtragem de currículo e entrevistas - com isso o tempo de gerentes em entrevistas serão reduzidos.
Quem quer contratar como PJ é a consultoria, para quem contrata a consultoria tanto faz como você é contratado. Quem contrata vai pagar X por você independente do seu acordo com a consultoria, seja CLT, CLT Flex, PJ e tals.
[quote=Hebert Coelho]Aos olhos das empresas (UOL por exemplo):
Você terá um RH especializado na procura do funcionário
A contratante não lotará o RH dela com papelada de mais funcionários
TI tem rotatividade alta e isso gera alta demanda do RH
Poupa filtragem de currículo e entrevistas - com isso o tempo de gerentes em entrevistas serão reduzidos.
Quem quer contratar como PJ é a consultoria, para quem contrata a consultoria tanto faz como você é contratado. Quem contrata vai pagar X por você independente do seu acordo com a consultoria, seja CLT, CLT Flex, PJ e tals.
[=[/quote]
A primeira vista, faz sentido mas aqui vai uma observação: as consultorias mal tem ideia das vagas, o que se vê de descrição errada ou incompleta (ou ainda totalmente exagerada) não é brincadeira. Quantas consultorias por aí que mal sabem o que é Scrum, por exemplo, e vão filtrar o quê?
Olha, eu imagino que a rotatividade dos profissionais poderia ser bem menor se as empresas justamente não terceirizassem essas responsabilidades e prestassem atenção a seus funcionários. Que pagassem então salários maiores aos seus funcionários em vez de pagar uma consultoria.
E quer saber mais? Empresas como a UOL sabem que isso não é bom. Elas contratam de fato os funcionários que gostaram depois de algum tempo.
Mas OK, boa resposta. Deve ser algo assim mesmo, só estou dizendo agora que não concordo e que para mim não faz sentido. Não faria isso na minha empresa.
[quote=Metallica][quote=Hebert Coelho]Aos olhos das empresas (UOL por exemplo):
Você terá um RH especializado na procura do funcionário
A contratante não lotará o RH dela com papelada de mais funcionários
TI tem rotatividade alta e isso gera alta demanda do RH
Poupa filtragem de currículo e entrevistas - com isso o tempo de gerentes em entrevistas serão reduzidos.
Quem quer contratar como PJ é a consultoria, para quem contrata a consultoria tanto faz como você é contratado. Quem contrata vai pagar X por você independente do seu acordo com a consultoria, seja CLT, CLT Flex, PJ e tals.
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A primeira vista, faz sentido mas aqui vai uma observação: as consultorias mal tem ideia das vagas, o que se vê de descrição errada ou incompleta (ou ainda totalmente exagerada) não é brincadeira. Quantas consultorias por aí que mal sabem o que é Scrum, por exemplo, e vão filtrar o quê?
Olha, eu imagino que a rotatividade dos profissionais poderia ser bem menor se as empresas justamente não terceirizassem essas responsabilidades e prestassem atenção a seus funcionários. Que pagassem então salários maiores aos seus funcionários em vez de pagar uma consultoria.
E quer saber mais? Empresas como a UOL sabem que isso não é bom. Elas contratam de fato os funcionários que gostaram depois de algum tempo.
Mas OK, boa resposta. Deve ser algo assim mesmo, só estou dizendo agora que não concordo e que para mim não faz sentido. Não faria isso na minha empresa.[/quote]
putz kra, vc tá certo!
várias vagas com requisitos e descrições incorretos
objetivos e responsabilidades não claros
dentre outros
o problema é q as empresas querem se isentar de certa forma de processos trabalhistas, outra questão é a rotatividade, um exemplo q a maioria do guj sabe é o da UOL, meu, parece q aquela empresa contrata consultor java todo dia rs… e o engraçado é q tem n consultorias TQI, 5a, Cadmus e por aí vai tudo fazendo seleção pra eles rs para as mesmas vagas rs…
[quote=Hebert Coelho]
Quem quer contratar como PJ é a consultoria, para quem contrata a consultoria tanto faz como você é contratado. Quem contrata vai pagar X por você independente do seu acordo com a consultoria, seja CLT, CLT Flex, PJ e tals.
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não é bem assim não…
estive conversando com algumas “meninas” de rh, tem cliente q exige q o vínculo seja CLT principalmente qdo a vaga é projeto indeterminado, e tem várias empresas q já vi fazendo isso, Mazzatech (consultoria) e Accenture (cliente) são dois exemplos…
Essa é uma prática que muita empresa cliente tem abandonado, em favor da contratação CLT. Porque? Porque essa é uma pratica que eu chamo carinhosamente de “por favor, me estuprem”.
O cara fica alocado no cliente, recebendo um alto valor PJ. Daí o projeto acaba, o cara sai e resolve processar a empresa. Mas veja, ele não vai processar a consultoria, e sim o cliente, que é onde ele ficou trabalhando. E os juízes, com raras exceções, vão dizer para a empresa cliente que ela tem que pagar todos os encargos relativos ao salário CLT. Só que o valor considerado como salário CLT é o valor que o cara estava ganhando.
Um processo desse faz estrago. Agora imagina um monte de gente processando? Sem falar nas multas, sindicato em cima, imagem ruim da empresa no mercado, alta rotatividade, ter que se contentar em contratar profissionais medíocres por que os bons estão correndo da empresa… Enfim, o estrago demora de vir, mas quando vem, é pior do que o Kid Bengala surtado.
Qual era a vantagem que a empresa tinha em mentre mesmo? Ah sim, era poder terceirizar (e economizar) nos processos de contratação e ter o menor vínculo possível com o funcionário. Mas é que nem casamento, sabe. Pra ser união estável, não precisa assinar papel.
Aqui no DF a prática de contratar PJ também vem diminuindo bastante por conta de incentivos fiscais maiores para quem contrata como CLT. Isso faz com que não compense tanto mais o risco de contratar um PJ, já que você sempre está sujeito a problemas com justiça do trabalho.
Infelizmente é a nossa realidade. Carga tributária alta faz com que as empresas (e as pessoas) busquem alternativas para “sobreviver”. PJ é uma delas. E não são só empresas brasileiras. A própria Red Hat do Brasil faz muito isso contratando pessoas por “parceiros”.
O pior que essas consultorias as vezes não sabe nada, mas nada do negócio do cliente, e contratam um time inteiro e põe dentro do cliente. Não consigo entender porque o próprio cliente não contrata diretamente. Não acho que seja apenas para poupar o rh de burocracia. Não sei, mas acho que valor pago as consultorias vale mais a pena que contratar diretamente, não vejo outra explicação.
Será que os clientes ainda não perceberam que se contratassem diretamente(pagando o valor parecido que pagam as consultorias) a rotatividade seria bem menor.
Acaba sendo uma estratégia de negócio em alguns casos. Difícil dizer se compensa ou não. As vezes nem as próprias empresas tem esse número completamente objetivo. Acaba sendo uma aposta mesmo.
Acredito que não seja apenas em determinados lugares, vejo uma tendência pela diminuição do PJ.
A idéia básica é reduzir custos com tributos (afinal, se você paga R$ 5 mil pra um CLT, paga quase o mesmo em impostos, taxas e afins).
Basicamente o PJ não deveria ter horário estipulado, apenas um contrato definindo quantas horas deve fechar no mês (normalmente, 168 horas). Coisas como horário para entrar, sair, almoçar, dias para trabalhar ou não são, comprovadamente, vínculos empregatícios (CLT). São estas coisas que dão margem à processos que, normalmente, são causas ganhas. Qualquer advogado meia boca consegue boas indenizações com estas causas.
O PJ é uma modaldiade legal? Sim, desde que a prestação de serviços seja de natureza ocasional. Quando passa a ser contínua, existe o vínculo.
Um outro detalhe, tanto a consultoria quanto o cliente podem ser envolvidos no processo e, por isso, alguns clientes estão restringindo os PJs.
[quote=rodrigo.uchoa]Acaba sendo uma estratégia de negócio em alguns casos. Difícil dizer se compensa ou não. As vezes nem as próprias empresas tem esse número completamente objetivo. Acaba sendo uma aposta mesmo.[/quote] Mas tenho certeza que é uma aposta errada quando levamos em conta a rotatividade.
A conta que a maioria das empresas faz é simples:
CLT + tributos: R$ 12 mil.
PJ: R$ 8 mil.
Vendem o funcionário por R$ 12 mil, pagam 8 e embolsam 4.
[/quote] Então, os clientes poderiam pagar 6k clt e teriam um funcionário muito mais comprometido e com possibilidade real de ficar mais tempo na empresa e pagando um valor igual a que pagaria a terceirizadas.
A conta que a maioria das empresas faz é simples:
CLT + tributos: R$ 12 mil.
PJ: R$ 8 mil.
Vendem o funcionário por R$ 12 mil, pagam 8 e embolsam 4.
[/quote] Então, os clientes poderiam pagar 6k clt e teriam um funcionário muito mais comprometido e com possibilidade real de ficar mais tempo na empresa e pagando um valor igual a que pagaria a terceirizadas.[/quote]
Acontece que o cliente não quer contratar diretamente. Então ele procura uma empresa “especializada” nisso, coisa muito comum em call centers e outros nichos de mercado.
Para o cliente, não importa de onde vem a mão de obra, provavelmente isso nem é colocado em contrato. Apenas importa o produto sendo desenvolvido. Para ele, seja PJ ou CLT, ele demite e a consultoria que se vire.
Uma questão bem interessante é que essas grandes empresas de TI no Brasil, principalmente as multinacionais(e posso dizer com conhecimento, trabalho em uma há mais de um ano), vivem de projetos curtos e sazonalidades.
Aqui onde trabalho por exemplo, a única certeza que se tem é a de mudança. As únicas equipes realmente fixas aqui são as equipes de suporte e fábrica de software C# .Net. De resto, é tudo muito rotativo.
Pra terem noção, passei pela fábrica, fui pra Peoplesoft e agora estou aguardando entrada em outro setor, tudo isso no período de um ano. Tá ferrando com meu currículo, mas sou estagiário e preciso do dinheiro desse estágio, torço pra que consiga uma vaga com Java agora, e claro, tenho outras alternativas caso não dê certo aqui…
Atualmente as empresas estão preferindo aposentar sua parafernalha de ERPs e colocar tudo SAP no cliente. Sai muito mais barato pagar consultores SAP CLT e depois manter o setor de Suporte SAP. Observo muito a mudança de TI como produto para TI como serviço.
Acreditem, pelo menos aqui na região Sul, o cargo que mais estabilidade tem é Analista de Suporte…