Quantos problemas você já resolveu?!

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Está é a pergunta que todo profissional de tecnologia, que se autodenomina sênior, deve responder em uma entrevista de emprego, e sabem por quê ?
O mercado mudou??
As velhas e conhecidas entrevistas de emprego, para nossa área, estão mais do que ultrapassadas, mas as empresas de RH teimam em negar isso.
Traçar perfis psicológicos, saber se um determinando profissional se formou em exatas, já que ele trabalhará com TI, não funcionam mais para empregos da nossa área.
Mas, mesmo assim, nunca deixaremos de responder as perguntas abaixo:

[list]Quantos anos de experiência vc possui com tal ferramenta ?[/list][list]Você é formado em que ?[/list][list]Possui inglês fluente ?[/list][list]Você já trabalhou em tal setor ?[/list]
O engraçado é que elas são oriundas de uma analista de RH que não leu o seu currículo e não faz a mínima ideia com o que você trabalha, já que o foco dela é um só:
Encontrar alguém para preencher aquela vaga.
Caso ela tivesse lido e compreendido o seu currículo, todas as perguntas já estariam respondidas, e bastava a ela exercitar 5 minutos de bate-papo para saber se você está a procura de novos desafios ou de um salário maior, que são coisas totalmente diferentes.
Pode parecer prepotente de minha parte, mas sempre que sou abordado por estas mesmas 4 perguntas, eu as respondo da seguinte forma:

[list]Desculpe-me, mas todas estas perguntas estão respondidas em meu currículo, que é claro, você já teve acesso, mas não o leu e nem o interpretou.[/list][list]Leia-o, depois me ligue, e aí poderemos conversar.[/list]
Eu chamo isso de não perder tempo com entrevista para trabalho medíocre.
Sabem por que isso ?
Simples, não desligue o telefone, seja cordial, mas façam a seguinte pergunta:

[list]Qual é a faixa salarial ?[/list]
Sendo assim, eu não perco mais o meu tempo para ouvir que o salário não me agrada ou que tenho que mandar um bando de dados preenchidos, o qual me fará perder 30 minutos da minha vida, para chegar a conclusão que eu imaginava. Que o salário é uma bosta…
Agora, as melhores entrevistas de emprego que fiz até hoje, me fizeram uma simples pergunta:

[list]Quantos problemas você já resolveu ?[/list]
sabem o por que desta pergunta ?
Se você resolve problemas, você possui as seguintes qualidades que uma empresa procura em um PROFISSIONAL:

[list]Autoditata[/list][list]Corre atrás de uma solução inovadoras e capaz de atender a necessidade de seu cliente[/list][list]Sabe, e muito bem, que ninguém sabe tudo, só o Google. Mas aprendeu como um engenheiro que se preze, que a informação está aí, mas vc precisa saber catalogá-la e consultá-la, tendo como objetivo, único e exclusivo, de aprender para resolver um problema.[/list][list]Já fez cagada e aprendeu e muito com elas, não tendo medo de falar sobre elas, e mais, ensinar que você precisar errar para melhorar.[/list][list]E que você dá valor ao conhecimento empírico e a constante busca por ele.[/list]
Resumindo, quer ser um profissional de sucesso e ter um bom salário ou que atenda as suas necessidades, então faça uma simples coisa:

Resolva problemas.

E em algumas vezes acontece de estarem precisando de um programador sênior e buscarem um arquiteto no mercado, o RH fica tão perdido que você acaba desistindo de ir a entrevista por perceber o despreparo das pessoas que irão entrevistá-lo. Horrível, mas acontece.

Resolução de problemas não é a única coisa que identifica um profissional. Ele deve ser capaz de antever problemas, de implementar soluções que se adequem às necessidades da empresa e dos clientes.
“Ah, a nossa área é diferente”. Em que? Há profissionais bons e ruins em qualquer área. Em especial, na área de recrutamento e seleção, os modelos usados são batidos, mas, creiamos ou não, ainda são os mais efetivos.
Um software, como os que os bancos usam para verificar a possibilidade de empréstimo? Francamente…

q texto inspirador

Eu não tenho muito jeito com as palavras, sabe, aquela maneira de falar apaixonadamente sobre uma tecnologia, contar os casos, pegar o gancho de uma história para já mandar outra, etc. É o tipo de coisa que cativa o entrevistador.

Tem que ter uma certa habilidade em transformar atividades do dia-a-dia em uma história interessante. Por exemplo, uma vez me perguntaram “Fale sobre algum caso em que você realizou uma otimização de performance em uma aplicação”. Achei que precisava ter um caso ÉPICO para contar, acabei não dando nenhuma resposta satisfatória. Um cara com mais desenvoltura saberia trabalhar melhor os exemplos de sua rotina colocando a devida ênfase no ponto solicitado.

Por essas e outras costumo me dar mal em entrevistas com perguntas abertas… mesmo assim não nego que seja o mais certo a se fazer.

Na minha modesta opinião, se um candidato responde desse jeito, pode ser um indicativo que é provável que vai ter problemas de relacionamento com colegas e usuários. Perguntas obvias tem vários objetivos para quem está entrevistando.
Achar que em RH (ou em outras áreas) só tem gente incompetente e/ou despreparada é um erro.

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Resumo: Quer se adulto, tenha mesada.

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Tirou as palavras da minha boca. Além disso, a pergunta “quantos problemas já resolveu” é bem idiota. Primeiro, porque ninguém faz essa contagem. Segundo, pois é bem fácil mentir.

As entrevistas mais interessantes vão perguntar ao candidato que tipo de coisa ele fazia nos outros empregos, como ele acha que contribua lá, como era composto o time dele, qual era a relação dele com os chefes, etc…

A entrevista de emprego não quer saber só a sua parte técnica (que é o que o currículo descreve). Na verdade, isso é o que menos importa. Você quer ter uma impressão geral do candidato: sua postura, sua comunicação, sua educação. Quer ter perceber se ele é só um bom técnico ou se já demonstra sinais de visão estratégica, pensamento de longo prazo, etc.

Há outros canais melhores para avaliar a parte técnica. Quando você entrevista o senior, você já conta que ele tenha experiência técnica. No caso de um júnior, a parte técnica provavelmente será avaliada por uma prova, ou ele será captado em programas de estágio.

Também é muito comum você perguntar coisas que estão no currículo do cara. O entrevistador lê o currículo, mas:
a) Podem ser vários currículos - o entrevistador pode estar perguntando para se situar qual exatamente é o seu - afinal, a agenda dele é cheia pois ele é provavelmente o gerente da área (seja de TI ou RH);
b) Ler o currículo é diferente de decorar o currículo - e ele não tem a segunda obrigação;
c) O entrevistador pode querer ouvir do candidato outras impressões que não foram escritas no currículo.
d) O currículo pode estar mal escrito (um problema cada vez mais comum).

Uma resposta como aquela vai dar a impressão de que o cara é um imbecil, e certamente vai eliminar o sujeito da vaga na hora.
Eu eliminaria. E olha que geralmente faço a seleção técnica, e não de RH.

Tem alguma coisa de errado no seu time quando o neymar precisa passar por uma peneira pra ser convocado.

Também serve de indicativo para o profissional que a empresa não sabe lidar com sêniores.

Mas tudo bem porque é pra isso que serve as entrevistas, pra que ambos os lados sejam avaliados.

[quote=lkbm]Tem alguma coisa de errado no seu time quando o neymar precisa passar por uma peneira pra ser convocado.
[/quote]
É evidente que não estamos tratando do mesmo assunto, nem quantitativa nem qualitativamente. As qualificações do Neymar são públicas, mas, verifica se o Barcelona não fez (ou recebeu) uma bateria de exames clínicos (e outros) antes de contratá-lo. Ah, e quantos jogadores concorrem com ele no mundo? Não é o caso de um sênior…

Estamos focando o aspecto relacionamento humano de um profissional bem qualificado tecnicamente, que ao ser confrontado com perguntas pretensamente “sem sentido”, reage com arrogância, prepotência, impaciência e descortesia.
Imagino esse profissional sendo questionado por um júnior e responder algo do tipo: Você já leu o livro tal? Se tivesse lido não precisaria perguntar… Ou a um usuário: Já leu o manual de usuário? …
Mas, uma dúvida: seria esse mesmo comportamento se o tal emprego fosse na empresa dos sonhos, no cargo dos sonhos, com o salário dos sonhos?

[quote=A H Gusukuma][quote=lkbm]Tem alguma coisa de errado no seu time quando o neymar precisa passar por uma peneira pra ser convocado.
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É evidente que não estamos tratando do mesmo assunto, nem quantitativa nem qualitativamente. As qualificações do Neymar são públicas, mas, verifica se o Barcelona não fez (ou recebeu) uma bateria de exames clínicos (e outros) antes de contratá-lo. Ah, e quantos jogadores concorrem com ele no mundo? Não é o caso de um sênior…

Estamos focando o aspecto relacionamento humano de um profissional bem qualificado tecnicamente, que ao ser confrontado com perguntas pretensamente “sem sentido”, reage com arrogância, prepotência, impaciência e descortesia.
Imagino esse profissional sendo questionado por um júnior e responder algo do tipo: Você já leu o livro tal? Se tivesse lido não precisaria perguntar… Ou a um usuário: Já leu o manual de usuário? …
Mas, uma dúvida: seria esse mesmo comportamento se o tal emprego fosse na empresa dos sonhos, no cargo dos sonhos, com o salário dos sonhos?
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Geralmente ‘senior’ já entra indicado na boa e não passa por peneira, a entrevista é mais tranquila.

[quote=lkbm]Tem alguma coisa de errado no seu time quando o neymar precisa passar por uma peneira pra ser convocado.
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Quem seria um programador internacionalmente famoso como o Neymar? O John Carmack? Ele provavelmente não vai precisar de entrevista.

Agora, a realidade das entrevistas é que você recebe um candidato com um longo currículo, mas desconhecido, alegando ser um sênior. Se ele não participa ativamente de comunidades, e não tem nenhum destaque significativo, por que você acreditaria somente nos lindos olhos dele?

O currículo é um papel escrito pelo próprio candidato. Já vi muito cara que se diz senior e erra conceitos extremamente básicos em entrevistas.

Para mim, um senior não tem o direito de se comportar como um idiota arrogante. Prefiro contratar um senior sociável, pois as duas espécies existem e a segunda é bem melhor de lidar.

Uma das poucas coisas boas que você falou. É importante que o candidato conheça a empresa e veja se ela está alinhada com sua perspectiva de carreira e emprego também. Não basta avaliar só o salário, é bom ver o perfil do contratador, o quão rígida parece a empresa, se as tarefas que a empresa propõe são desafiadoras ou se vão somar na sua carreira a longo prazo, etc.

Isso mesmo. No meu último emprego fiz exame médico e tive que apresentar meus documentos.

Esse é o lugar do pessoal de RH, fazendo trabalho de escritório. Dar entrada na documentação, fazer o pagamento em dia. Não selecionando profissional de TI.

Quando se elimina as pessoas que reagem ao serem tratadas com descortesia você termina com um grupo de pessoas submissas.

Se parar pra pensar, até que faz sentido.

[quote=JDesenvolvedor]
Quando se elimina as pessoas que reagem ao serem tratadas com descortesia você termina com um grupo de pessoas submissas.

Se parar pra pensar, até que faz sentido.[/quote]

Você não precisa responder feito um jumento para discordar de algo. O sujeito ali começa até de forma educada “Desculpe, as informações já estão no meu currículo”, mas termina dando uma patada desnecessária.

Ser submisso é aceitar ordem sem questionar. Isso não significa que você não possa questionar de forma educada, ou dialogar com seu superior.

Agora, o cara que chega já na entrevista em clima de combate está mostrando para o contratador que ele vai gerar conflitos e estresses desnecessários com a equipe e com os colegas.

[quote=ViniGodoy][quote=JDesenvolvedor]
Quando se elimina as pessoas que reagem ao serem tratadas com descortesia você termina com um grupo de pessoas submissas.

Se parar pra pensar, até que faz sentido.[/quote]

Você não precisa responder feito um jumento para discordar de algo. O sujeito ali começa até de forma educada “Desculpe, as informações já estão no meu currículo”, mas termina dando uma patada desnecessária.

Ser submisso é aceitar ordem sem questionar. Isso não significa que você não possa questionar de forma educada, ou dialogar com seu superior.

Agora, o cara que chega já na entrevista em clima de combate está mostrando para o contratador que ele vai gerar conflitos e estresses desnecessários com a equipe e com os colegas.[/quote]
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Existe uma diferença muito grande entre ser objetivo e ser mal-educado!

Pensem no seguinte. Você está contratando um cara, que vai passar com você acordado mais tempo do que você passa com sua família. Que vai precisar receber ordens suas e, por mais que você como chefe seja gentil e gente boa, sempre haverá situações em que essas ordens não irão de encontro com a opinião do profissional.

Quem você prefere ter? O cara que dialoga, questiona e que, apresenta soluções tentando conciliar os dois lados, ou o cara que diz que você é um gerente idiota, que não sabe nada de informática e que te boicota?

Bons técnicos tem que entender que a qualidade técnica é apenas um aspecto de um bom profissional. Apesar de importante, não é o único. Eu já contratei pessoas em meu time que sabia não serem grandes técnicos, mas serem pessoas que trabalhei com tranquilidade em situações de estresse, que tem postura pró-ativa, que são cuidadosos ao realizar atividades, etc… vários outros aspectos HUMANOS, que é o que se tenta avaliar numa entrevista.

Se você passa a achar que só por ser um bom codificador pode ser um porco, é bom ser um EXCELENTE codificador, e viver só de freela (não é um mau caminho, eu conheço programadores jerks que vivem assim DE PROPÓSITO, e gostam).

Mas a partir do momento que você vai compor uma equipe, é MUITO BOM mostrar que sabe trabalhar em equipe.

A reação dele foi além da conta, sem dúvida.

Eu apenas agradeceria, me levantaria e ia embora.

Mas não faz diferença, porque a essa altura a entrevista já estava arruinada.