Olá,
Vejo tanto um medo desmedido dos ditos “forks”, quanto uma confiança exagerada na gestão deste “processo”. Sou jovem e relativamente inexperiente em Java (22 anos, 4 desenvolvendo em J2SE e J2EE), mas creio que seja a primeira vez que uma linguagem enfrente um desafio semelhante. Se alguma outra linguagem já passou por isso, certamente não foi em contexto semelhante ao que vivemos agora.
Não tenho medo dos forks; Se alguém desenvolver para a suposta “Gnome JVM”, estará abrindo mão da portabilidade, conscientemente. Uma linguagem não pode - ou melhor, não deve - se comprometer em resolver o problema da “irresponsabilidade” do desenvolvedor. Em outras palavras: é melhor manter o código fechado, para “garantir” a portabilidade tal qual ela existe hoje, ou os benefícios da abertura do código são maiores? Creio que nem é preciso responder.
Por outro lado, se a entidade mantenedora da especificação não funcionar de forma eficiente, e com a “velocidade” necessária, aí sim, concordo que a linguagem será refém de um movimento como o descrito. É preciso que a governança adotada seja livre de interesses egoístas, e realmente zele pelo aprimoramento constante da linguagem.
Resumindo minha opinião: como esse problema é, sob certos aspectos, “original”, é preciso que seja administrado como tal. Serão necessários respeito, confiabilidade e eficiência por parte da entidade mantenedora da especificação; e apoio, ética e responsabilidade por parte dos desenvolvedores colaboradores.
Rodrigo