Software = Bom Salário?

[quote]Se a pessoa é mesmo formada em ciência da computação, engenharia da computação ou engenharia de software [ou em especialidades como “game design” e outras] não é o caso que esteja ganhando uma miséria, muito pelo contrário. a demanda é alta e os salários idem, e mundialmente.
agora, se só se tem o ?diploma? de computação e só se sabe ?programar sistemas triviais?? prepare-se: você é commodity e será tratado e remunerado como tal.[/quote]

Leia o texto na íntegra:
http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2010/08/03/software-bom-salrio/

E quem não tem diploma e tem ótimos empregos e salários trabalhando como desenvolvedor?

A questão não é ter diploma ou não. É ter consciência de que para ganhar mais, é necessário se qualificar mais.

Qualificação é diferente de diploma.

Nem eu, nem o texto estão discordando disso.

a eterna discussão…

E eu nem li e já estou tomando conclusões. Só fui pela frase postada.

Vou ler e opino novamente. =]

Mídia querendo trazer mais dev para área, sendo que empresas falam que pagam bem só que a realidade na maioria das vezes é outra.

É possível ter salários altos, sim. Mas com muita perseverança, experiência e estudo. -_-’’

E, depois, tem que comparar com os salários de outras categorias, normalmente o salário de um programador “commodity” é razoável.
Relativo, é claro.

Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.

[quote=kicolobo]Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.[/quote]
Eu lendo os comentários e me revoltei, sem brincadeira. Mais gente falando que a culpa é dos sem formação superior, que desvalorizam o mercado porque não tem regulamentação.
Eu vejo isso e só lembro do ViniGodoy dizendo que você mesmo é assim, e também o Philip Calçado. Uma ofensa seria mesmo barrar pessoas assim.

A verdade absoluta nunca vai mudar, creio eu. O mercado é bom pra quem é bom. Independente de outras coisas, se você é medíocre vai se ofender com a matéria e com a falta de regulamentação. Lembrando que medíocre não é uma ofensa :slight_smile:

Só pra constar, Kico, isso que o Vini falou é verdade?

[quote=Rodrigo Sasaki][quote=kicolobo]Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.[/quote]
Eu lendo os comentários e me revoltei, sem brincadeira. Mais gente falando que a culpa é dos sem formação superior, que desvalorizam o mercado porque não tem regulamentação.
Eu vejo isso e só lembro do ViniGodoy dizendo que você mesmo é assim, e também o Philip Calçado. Uma ofensa seria mesmo barrar pessoas assim.

A verdade absoluta nunca vai mudar, creio eu. O mercado é bom pra quem é bom. Independente de outras coisas, se você é medíocre vai se ofender com a matéria e com a falta de regulamentação. Lembrando que medíocre não é uma ofensa :slight_smile:

Só pra constar, Kico, isso que o Vini falou é verdade?[/quote]

Minha formação é uma longa e louca história.
Comecei no curso de Filosofia em 2001 na UFMG. Fiquei por lá até 2005 se não me engano.
De 2005 a 2008 eu fiquei no curso de Matemática Computacional (UFMG). Não conclui porque precisava trabalhar e os horários da UFMG eram muito complicados pra mim.
Então em 2008 fui pra FUMEC e terminei em 2013 (três meses atrás) o curso de Ciência da Computação pro meu espanto. :slight_smile:

E sabem qual foi o curso que de fato mais me agregou? O primeiro.
Foi lá que aprendi de fato a ler, escrever, questionar, MODELAR sistemas e soluções.
E os demais, foram ruins? Nope, pelo contrário: foram aonde me lapidei e acredito que sejam essenciais apesar de todo este papo. Mas só vão te lapidar em alguma coisa se você realmente ama este negócio chamado computação e quer ficar bom na coisa. Se entrou nesta por grana, sinto muito: você se fudeu (é como o Aristóteles diz na Ética a Nicômaco: dinheiro é meio e não fim).

E tem as coisas também extra-acadêmicas que formalmente nem são mencionadas né?
Em 1985 com 6 anos escrevi meu primeiro código num TK-85, depois passei pro MSX, houve um hiato sem PCs mas sempre me interessei e amei computação. Em 1996 eu desenvolvi um software chamado MatMaker que foi abordado em diversos mestrados, doutorados, etc. Foi quando voltei pra computação mesmo.
No meio do caminho teve linguística computacional, escrita de livros, mineração, desenvolvimento pro mercado livreiro, escrita de artigos, livros, participação em pesquisas acadêmicas de menstrandos, doutorandos, etc. Coisa pra kcte.

Aí eu me pergunto o seguinte: depois de tanta coisa vão me formalizar em quê?

E vou te dar minha experiência: já passei por empresas/trabalhos nos quais sofri discriminação de gente formada medíocre por eu estar ganhando mais. Simplesmente não conseguiam entender isto. Normalmente os mesmos imbecis que reclamavam eram os caras que as 6 largavam a caneta e iam fazer o básico animal (cagar, trepar, comer, dormir) enquanto eu estava lá escrevendo, estudando, ralando.

Aliás, é tão engraçado este papo: eu tenho mais artigos publicados do que muito mestrando e doutorando por aí. E tem mais artigos, trabalhos de conclusão de curso, mestrandos e doutorandos citando uma coisa ou outra minha do que muito doutor metido a besta por aí que nunca saiu da sala de aula. Então eu me pergunto o seguinte: e daí?

Minha opinião: este papo de formalização e tal só vejo ajudar o medíocre.
To nem aí pra estes bostas.

Acho que a terminologia “medíocre” é muito forte. A grande maioria é normal, portanto, salário normal. Não tem nada errado nem vergonhoso nisso!
E, nem sempre, o salário é proporcional à qualificação ou empenho. Se você chegou nesse impasse no seu emprego, provavelmente chegou na hora de mudar. Simples assim.

[quote=A H Gusukuma]Acho que a terminologia “medíocre” é muito forte. A grande maioria é normal, portanto, salário normal. Não tem nada errado nem vergonhoso nisso!
E, nem sempre, o salário é proporcional à qualificação ou empenho. Se você chegou nesse impasse no seu emprego, provavelmente chegou na hora de mudar. Simples assim.

[/quote]

Medíocre é a palavra. E inclusive você acabou de confirmar que é a correta.
Medíocre = mediano.
“A grande maioria é normal, portanto, salário normal”

Fato: se você precisa apenas de uma formalização pra ganhar mais e ser melhor reconhecido então é porque não está se desenvolvendo o suficiente pra tal.

[quote=kicolobo]Medíocre é a palavra. E inclusive você acabou de confirmar que é a correta.
Medíocre = mediano.
“A grande maioria é normal, portanto, salário normal”[/quote]
Exatamente isso que eu quis dizer :slight_smile:

Medíocre as vezes parece ter uma conotação ruim, talvez pela forma como é usada normalmente, mas na realidade diz que é algo comum :slight_smile:

[quote=kicolobo][quote=Rodrigo Sasaki][quote=kicolobo]Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.[/quote]
Eu lendo os comentários e me revoltei, sem brincadeira. Mais gente falando que a culpa é dos sem formação superior, que desvalorizam o mercado porque não tem regulamentação.
Eu vejo isso e só lembro do ViniGodoy dizendo que você mesmo é assim, e também o Philip Calçado. Uma ofensa seria mesmo barrar pessoas assim.

A verdade absoluta nunca vai mudar, creio eu. O mercado é bom pra quem é bom. Independente de outras coisas, se você é medíocre vai se ofender com a matéria e com a falta de regulamentação. Lembrando que medíocre não é uma ofensa :slight_smile:

Só pra constar, Kico, isso que o Vini falou é verdade?[/quote]

Minha formação é uma longa e louca história.
Comecei no curso de Filosofia em 2001 na UFMG. Fiquei por lá até 2005 se não me engano.
De 2005 a 2008 eu fiquei no curso de Matemática Computacional (UFMG). Não conclui porque precisava trabalhar e os horários da UFMG eram muito complicados pra mim.
Então em 2008 fui pra FUMEC e terminei em 2013 (três meses atrás) o curso de Ciência da Computação pro meu espanto. :slight_smile:

E sabem qual foi o curso que de fato mais me agregou? O primeiro.
Foi lá que aprendi de fato a ler, escrever, questionar, MODELAR sistemas e soluções.
E os demais, foram ruins? Nope, pelo contrário: foram aonde me lapidei e acredito que sejam essenciais apesar de todo este papo. Mas só vão te lapidar em alguma coisa se você realmente ama este negócio chamado computação e quer ficar bom na coisa. Se entrou nesta por grana, sinto muito: você se fudeu (é como o Aristóteles diz na Ética a Nicômaco: dinheiro é meio e não fim).

E tem as coisas também extra-acadêmicas que formalmente nem são mencionadas né?
Em 1985 com 6 anos escrevi meu primeiro código num TK-85, depois passei pro MSX, houve um hiato sem PCs mas sempre me interessei e amei computação. Em 1996 eu desenvolvi um software chamado MatMaker que foi abordado em diversos mestrados, doutorados, etc. Foi quando voltei pra computação mesmo.
No meio do caminho teve linguística computacional, escrita de livros, mineração, desenvolvimento pro mercado livreiro, escrita de artigos, livros, participação em pesquisas acadêmicas de menstrandos, doutorandos, etc. Coisa pra kcte.

Aí eu me pergunto o seguinte: depois de tanta coisa vão me formalizar em quê?

E vou te dar minha experiência: já passei por empresas/trabalhos nos quais sofri discriminação de gente formada medíocre por eu estar ganhando mais. Simplesmente não conseguiam entender isto. Normalmente os mesmos imbecis que reclamavam eram os caras que as 6 largavam a caneta e iam fazer o básico animal (cagar, trepar, comer, dormir) enquanto eu estava lá escrevendo, estudando, ralando.

Aliás, é tão engraçado este papo: eu tenho mais artigos publicados do que muito mestrando e doutorando por aí. E tem mais artigos, trabalhos de conclusão de curso, mestrandos e doutorandos citando uma coisa ou outra minha do que muito doutor metido a besta por aí que nunca saiu da sala de aula. Então eu me pergunto o seguinte: e daí?

Minha opinião: este papo de formalização e tal só vejo ajudar o medíocre.
To nem aí pra estes bostas.[/quote]

Mas kico, concordo com você que vai ajudar os merdas, mas esse é o lado ruim da coisa…

EU ACREDITO (botei em maiúsculas pra frisar que é uma suposição… rs…) que a formalização vai ajudar a melhorar nossa área… Ela irá ser fiscalizada por órgãos competentes… Hoje existe muita merda e o próprio empregador acha que tudo é uma cagada só… o cara diz que faz e depois não faz, o cara fala que fez de um jeito e fez de outro…

Eu concordo com você em alguns aspectos, mas eu acho que se colocar em um contexto mais amplo e mais geral, a formalização não irá piorar e sim irá melhorar… Então não vejo mal, se sou correto, bom profissional, esforçado, porque vou me importar? deixem que melhore… se fosse atrapalhar os bons, aí tudo bem…

Espero ter consegui me expressar corretamente…

Vlw.

[quote=kicolobo][quote=A H Gusukuma]Acho que a terminologia “medíocre” é muito forte. A grande maioria é normal, portanto, salário normal. Não tem nada errado nem vergonhoso nisso!
E, nem sempre, o salário é proporcional à qualificação ou empenho. Se você chegou nesse impasse no seu emprego, provavelmente chegou na hora de mudar. Simples assim.

[/quote]

Medíocre é a palavra. E inclusive você acabou de confirmar que é a correta.
Medíocre = mediano.
“A grande maioria é normal, portanto, salário normal”

Fato: se você precisa apenas de uma formalização pra ganhar mais e ser melhor reconhecido então é porque não está se desenvolvendo o suficiente pra tal.[/quote]
O senso comum não leva à essa associação. Para mim, medíocre é abaixo do aceitável.
Eu nem opinei a respeito de formalização!

O que importa é dar bons resultados. Essa é uma discussão sem fim. Temos ótimos exemplos de pessoas não formadas e excelentes profissionais/desenvolvedores. Outros formados que também são excelentes.

Eu pensava assim também sabe diogogama, mas aí eu me questiono o seguinte: este órgão fiscalizador vai definir o que é melhor ou pior de que maneira?
Todo sistema precisa ser orientado a objetos? O que deve ser usado? Como devemos trabalhar? Todas estas coisas nós vemos mudar literalmente da água pro vinho (e às vezes de volta pra água) a cada dois, três anos. Como ele poderia monitorar as coisas de forma correta?

Sabe o que eu realmente acho que iria ajudar? Não um órgão fiscalizador que defina como trabalhar, quais salários, etc, mas sim uma tomada geral de consciência a respeito da responsabilidade envolvida no ato de desenvolver. Se um engenheiro, por exemplo, ferra um prédio, ele é penalizado: então nós temos uma qualidade de construção hoje aceitável (prédio quando cai é notícia de jornal, e não fato corriqueiro, o que comprova isto). Com relação ao valor, o mercado cuidaria disto. Trabalho é de qualidade? Bem pago. Trabalho ruim? Você se queima.

E outra: sobre este órgão, me pergunto outra coisa. O que garantiria que este não se tornasse a legalização de um cartel de grandes empresas de desenvolvimento? Este é um risco corrente. Muitos dizem: “ah, mas nós fiscalizariamos!”. Mentira. Você tem seus problemas diários, suas coisas em casa pra resolver e esta empolgação política raríssimas vezes dura mais que alguns prejuízos que você tomou por estar fiscalizando ao invés de resolvendo estas questões.

Aí a coisa muda: hoje há esta falsa impressão de que programar é fácil. “Crie uma app e fique milionário, abra uma startup, é fácil!”
Não, não é. E a tomada de consciência tem de vir de nós, não do cliente. É nosso papel isto: mas vem cá. Vocês vêem isto rolando? Eu não. Muito pouco aliás.

[quote=kicolobo]Minha formação é uma longa e louca história.
Comecei no curso de Filosofia em 2001 na UFMG. Fiquei por lá até 2005 se não me engano.
De 2005 a 2008 eu fiquei no curso de Matemática Computacional (UFMG). Não conclui porque precisava trabalhar e os horários da UFMG eram muito complicados pra mim.
Então em 2008 fui pra FUMEC e terminei em 2013 (três meses atrás) o curso de Ciência da Computação pro meu espanto. :slight_smile:

E sabem qual foi o curso que de fato mais me agregou? O primeiro.
Foi lá que aprendi de fato a ler, escrever, questionar, MODELAR sistemas e soluções.
E os demais, foram ruins? Nope, pelo contrário: foram aonde me lapidei e acredito que sejam essenciais apesar de todo este papo. Mas só vão te lapidar em alguma coisa se você realmente ama este negócio chamado computação e quer ficar bom na coisa. Se entrou nesta por grana, sinto muito: você se fudeu (é como o Aristóteles diz na Ética a Nicômaco: dinheiro é meio e não fim).[/quote]

Se não fossem alguns detalhes nos nomes eu iria achar fui eu quem postei esse trecho! Também tive início em Filosofia, mas fiquei apenas um semestre (tinha mais greve do que aula lá) e fui pra Engenharia de Computação (acabei desistindo por problemas de saúde). Depois passei pra Ciências da Computação e, por problemas de saúde também, tive que largar o curso. Acabou que me formei em um tecnólogo medíocre no início deste ano que mal sei o nome (e nem diploma peguei).

Também achei que o curso de Filosofia foi o que mais me agregou, foi um divisor de águas pra mim e abriu minha cabeça pra muita coisa que eu sei hoje e que faço no meu trabalho. O nível superior não me ajudou nem a conseguir um salário melhor ou pior.

Também concordo com Aristóteles (e já até soltei essa frase aqui no fórum há um tempo). Me lembro até de uma palestra do Ted Simon onde ele diz que “as pessoas não compram o que você faz, compram o porquê você faz”. (Tem uma boa semelhança com a frase do Aristóteles.)