rubinelli:
Sabe, eu até entendo a posição do gargula. Se eu tivesse acabado de gastar entre 6 e 9 mil reais numa ferramenta, eu provavelmente também estaria disposto a defender a minha decisão. Eu só não sei se chegaria aos mesmos extremos.
No final das contas, principalmente se você trabalha sozinho e pode escolher suas ferramentas, tem mais que experimentar e escolher o que funciona para você. Eu duvido que uma linguagem visual seja mais produtiva para mim, mas se quem comprou está feliz, então muito bem. Só não venham dizer que esta é a grande tendência que vai finalmente acabar com os programadores (algo que vem sendo alardeado desde os anos 60) ou que tem qualquer coisa a ver com o Language Workbench do Simonyi (que eu pessoalmente também não vejo como a grande solução que alguns apregoam).
O que algumas pessoas não entendem é que não estou defedendo produto algum, tudo que postei aqui são baseados no meu uso. Não sou um teorico, que fica viajando e achando que sabe alguma coisa, e nem estou querendo me colocar como “Cientista”, que algumas vezes fazem afirmativas sobre o maker como se o conhecesse mais do que eu, que uso a ferramenta, imagine !!!
Não preciso convencer ninguém a comprar ou usar o maker. Se o fabricante do maker “quebrar” tô pouco me lichando. Continuarei criando aplicações e dando manutenção com o que tenho hoje. Posso inclusive extender a ferramenta e fazer o que quiser independente deles. Basta dar uma olhadinha em nossa volta que veremos a quantidade de sistemas feitos com linguagens descontinuadas. Quantas aplicações existem em Clipper, mumps, cobol-80, etc. que rodam por ai ??? (que espero substituir todos com meus sistemas), o que importa é a qualidade e quantidade de sistemas que consigo colocar no mercado. O meu futuro é hoje.
É realmente difícil conceituar um produto que tem um mix de tecnologias embarcadas. Cada vez que você olha para ele você o enxerga de um ângulo novo. Guardadas as proporções (pelo amor de DEUS !!!), obviamente, é como se fosse o iphone, não dá pra definir de forma simples o que ele é, sem usá-lo. Acho inclusive que essa é uma fragilidade do produto. Eles deveriam liberar uma DEMO/TRIAL Gera uma certa confusão na cabeça. Antes de assistir uma apresentação detalhada e tirar minhas dúvidas, pensava assim também.
Gostaria muito de poder satisfazer o ego de alguns, deixar de ser “chato” como me tacharam, e dizer que não presta, que é uma porcaria, que é um gerador de código, mas… também não disse, em nenhum momento, que é a oitava maravilha do mundo, ou que é a ultima bolacha do pacote. Meus posts são baseados no meu uso e na minha experiência. Repito: Uso apenas para desenvolver meus sistemas de gestão (forms,reports and rules).Até agora não consigo enxerga-lo como sendo uma alternativa para rdesenvolver outras coisas, um SO (o VISTA por exemplo). hehehe !!
Sei que algumas pessoas ficam espantadas com meus post e acham que não conheço, e partem até para ofensas pessoas, mas, conheço sim e até pedurando no “pau de arara” reafirmo tudo que postei aqui, não estou fazendo propaganda nenhuma, a merd* do maker funciona assim mesmo. Quem assistir uma apresentação detalhada vai ratificar tudo que postei aqui. E que para mim,repito, não tem nada de mais, o que eles fizeram foi juntar “pedaços” de tecnologias já existentes, só isso.
O GUJ tem me ajudado (forçado) muito a “fuçar” o maker e enxergar outros ângulos. A questão do IP e DSL é uma delas.
Adolfo Rodrigues:
pcalcado:
Não existe “DSL Universal”. Uma DSL é uma linguagem específica à um domínio. Se é universal ela não é específica, deixa de ser uma DSL e passa a ser uma General Purpose Language, GPL. Java é uma GPL, a linguagem gráfica do maker é uma abstração em cima disso -que nem GPL é. Novamente: é o que fazemos há décadas e nunca deu certo (pelo menos não em grande escala).
Phillip, concordo que os termos “DSL” e “Universal” são paradoxais, logo DSL Universal foi uma puta viagem do Gargula. Mas fiquei com uma dúvida: a linguagem gráfica do maker não pode ser considerada uma DSL? Se pensarmos que um domínio se refere a geração/manipulação de fluxogramas, uma linguagem que pega esse fluxograma (imaginando que ele possa ser alguma estrutura do tipo grafo/árvore/etc) e o exibe graficamente não pode ser considerada uma DSL? Exemplificando, aquele “Graphviz” (não sei se a grafia está correta) não é uma DSL?
Cara é isso mesmo. Fiz um teste e dá para fazer isso memso. Vejamos:
Você pode desenvolver simples regras de negócio/lógica e também dominios com o maker. O flow trabalha com “camadas”.
Fiz a seguinte experiência:
- Criei uma camada próxima da linguagem (visão do programador), 2) Criei um outro nível com uma abstração voltada para um gerente de projetos, 2) criei outra camada, com a visão do médico, 4) e outra camada com a visão do financeiro. Posso criar camadas intermediarias ou superiores, o limite é a imaginação e conceito.A estrutura é vc que define. Obviamente (pelo amor de DEUS!!!) o que eu fiz foi um “pequenino” experimento.
Dai cheguei a seguinte conclusão: Obviamente, nem o médico, nem o gerente de projetos, nem o financeiro, NUNCA vão querer desenvolver sistema algum. O fato de você saber pegar uma faca e fazer um corte num pedaço de carne não o transforma num cirurgião.
Conclusão (ufa!!!): Está história de que vão acabar com os programadores, ISSO NÃO EXISTE e NÃO VAI EXISTIR NUNCA, isso é puro terrorismo psicológico para assustar ou vender o produto. Ele não é para leigos em TI. O que ele faz é abstrair camadas, como fazemos todos os dias com “framewoks e ide’s”. Sou desenvolvedor Java e ninguém pode negar isso, mesmo sem necesitar tocar no código, porque se quiser, posso fazer interação direto com o código.
Para reflexão e para ver se alguém toma coragem para desenvolver o PPPmaker, tracker ou zzzmaker, sei lá, totalmente FREE, segue mais um trechinho do Charles Simonyi:
"Simonyi tinha escalado a escada da abstração. Mas ele sentia ele que não estava bastante alto. Em muitas formas a programação ainda era primitiva. Por que os programadores ficaram ainda presos com sintaxes de linguagens de programação incompatíveis? Porque era tão difícil extender as suas linguagens de programação preferidas em novas áreas? Porque os programadores ainda trabalham com texto pleno, arrumando um pequeno número de caracteres em strings lineares como fizeram no passado? O trabalho de Wysiwyg de Simonyi permitiu trabalhadores a criarem e editarem documentos complexos. Engenheiros e desenhistas estavam usando ferramentas CAD/CAM avançadas para desenhar e modificar plantas para arranha-céus e aeronaves. Porque os programadores, magos que tornaram tudo isso possível, ainda digitam seu código uma letra por vez? "
Ah, cv, antes que eu me esqueça, se você quiser bloquear este tópico a hora é essa cara !!!
ADEUS !!!