PQP. Realmente o conteúdo desta entrevista ficou muito aquem do esperado. Foi pífia. Para quem não viu, assistam no YouTube os arquivos parte 1 e parte 2. Tem muita gente comentando sem ao menos se dá o trabalho de assistir o vídeo.
Acho que os caras deveriam ter explorado o SL no sentido social e econômico para o país. E esta oportunidade foi dada. Logo de cara o entrevistador faz a pergunta:
ENTREVISTADOR: “- O que é a denominação de Software Livre? Quer dizer que é gratis?” .
Putz! Neste momento o cara tinha que começar falando do contexto que levou a iniciativa de SL. Explicando este contexto com clareza, já responderia a pergunta do entrevistador. A partir daí deveria pegar o “gancho” para o contexto social e econômico para OS PAÍSES em desenvolvimento. Mas nao… o que o cara diz?
ENTREVISTADO: “-Não…nao…Teeem…você pode fazer um software…e… fazer de duas formas… Todo software pode ser livre ou proprietário… Ele é livre quando você dá o codigo fonte junto com ele. É como um bolo”. (neste momento o cara é interrompido pelo entrevistador)
Com esta tacada, ficou claro que a coisa NAO iria sair bem. O que o entrevistador responde?
ENTREVISTADOR: “-Bom… vamos… vamos…um poooouuco mais devagar… e um pouco… um pouco antes disso.”
Claro!!! Este “um pouco antes disso” é o contexto do software em si e o contexto do SL. Tanto que o entrevistador emenda…
ENTREVISTADOR: “-explicar o que é o software livre ou não livre.”
Neste ponto da entrevista a coisa já ficou hilariante. Em seguida o cara emenda:
ENTREVISTADO: “-…é um programa de computador… faz rodar o computador, faz rodar hoje celulares… digitais… vai fazer rodar geladeira… TUDO vai ter software em breve.”
O entrevistador então “TENTA” ajudar os seus entrevistados:
ENTREVISTADOR: "- ceerto! O hardware seria a ferramenta e o software…
ENTREVISTADO: “-…hardware é aquilo que você xinga… não…é aquilo que você chuta… software é aquilo você xinga quando dá pau!!”
ENTREVISTAOR: “-RISOS…agora está claro!!”
O que ficou claro neste momento mesmo foi que, a entrevista sobre SL, “tinha ido para o brejo com cordo e tudo”. Com uma linguagem dessas onde iriamos chegar? Qualquer acadêmico de 1º período na área de computação conseguiria explicar com mais clareza o que é SW e HW.
O entrevistado deixou transparecer neste momento que NAO tinha domínio sobre o assunto, o que NAO é verdade. Acho que ele amarelou em estar na “todo poderosa” globo.
Em seguida o entrevistador insiste na questão do LIVRE (não tinha sido explicado ainda). O cara não contente de já ter “mandado a vaca pro brejo”, tenta explicar o que é software e livre. Assim emenda temos como: “rotinas escritas”, “ordem para a máquina”, “codigo fonte”, “executável”, “bolo + receita”, “altera, melhora", "sabota”… e conclui… “mas…quando você compila para a máquina rodar você tira a sabotagem”.
O Entrevistador também conclui: “…Agora eu já NAO entendi NADA!!”
Como que uma pessoa pode dizer uma coisas dessas? Falar em “tirar a sabotagem”? Putz!! Ainda teve coragem de dizer que a NASA e o departamento de defesa dos EUA usa SW livre? Não poderia existir uma coisa mais contraditória!!!
O entrevistador então pede um exemplo de SW livre que esteja na internet. Putz!! O outro cara ao invés de citar um browser da vida como Firefox… não… diz: “a própria internet Jô. A própria internet hoje é 70% livre.” A partir daí entra o exemplo do google. Um verdadeiro chute no saco!! Menos mal. Já pensou se começa a falar de HTTP para explicar o porque que a internet é 70% livre? Putz!! Daí para frente… a única coisa que se vê é “a vaca decendo brejo a dentro…”
Neste momento ficou bem caracterizado que a dupla de entrevistado estava “desintonizados”.
Não compensa fazer o transcript completo.
FOI LAMENTÁVEL! Mas… vamos aprender com os erros!!
É minha opinião somente!