Boa noite a todos!
Não sou da área técnica, mas é interessantíssimo acompanhar o debate, de um assunto tão presente no meu dia a dia.
Teste de software não é tendência ou moda! É ganha pão, no meu caso. Eu vendo o que vocês discutem.
A questão interessante de tantos pontos de vista, é que independente da metodologia utilizada pelas empresas desenvolvedoras, tanto quanto pelas rotinas ou “teses!” defendidas na hora do teste, o dia a dia me aponta dois pontos cruciais nessa equação:
Quanto custa um erro: em desenvolvimento e na homologação. Custa muito caro! Custa carreira de muita gente, custa tempo ( esse é o bem mais valioso), custa dinheiro e na maioria da vezes, dinheiro dos outros…e pode custar vidas. A morte de pessoas.
O cerne do teste, começa ali, na hora que o cliente chama o desenvolvedor e diz: eu preciso disso…
Quem garante que o que foi pedido será realmente entregue? Exatamente da forma como o usuário necessita? A qualidade começa no momento da definição dos requisitos dos sistemas. Sendo ainda um pouco menos técnica, e bastante superficial, começa na alfabetização e na capacidade de cada ser humano em realizar uma adequada interpretaçao de texto.
O ponto é simples: aprendi ( e não estou sendo tendenciosa) ao acompanhar cerca de 7 grandes projetos de test center, participando das reuniões de projetos, que o teste e todos os tipos deles ( funcionais, não funcionais, exploratórios, unitários, de performance, de integração, de segurança, entre outros) são medidas para economizar. São parâmetros de eficiência e eficácia de cada etapa que envolve a construção de um software.
Querem um exemplo? Quanto uma determinada companhia perdeu de dinheiro, quando diante de uma promoção de venda de passagens ou de um show, realizada pela internet, o site ficou fora do ar por pelo menos um dia? 24 horas? MUITO DINHEIRO! Erro no código na aplicação… erro na capacidade de realizar simultaneamente a mesma operação…Erros de infra.
Quando cai um avião, por um erro da aplicação do controle da aeronave, morrem pessoas e perdem-se patrimônios.
A falta de teste, dói no bolso! e pode doer na vida das pessoas também. Não podemos achar que nada temos a ver com isso.
A área de Qualidade de software tem uma missão, e a meu ver quase impossível: que absolutamente ninguém sinta-se constrangido por um erro encontrado, mas sim feliz por participar de uma cadeia de ações ( desde a idéia da concepção do software), para se fazer algo em menos tempo, gastando-se menos dinheiro e de uma forma melhor.
Experiência pessoal: o retorno de um investimento em uma fábrica de software de testes funcionais, foi de 4 meses. Ou seja: O meio milhão de reais que foi gasto em medidas preventivas com a fábrica de testes, fez com que a empresa recuperasse o dinheiro em 4 meses de projeto ( diminuição de retrabalho, satisfação de clientes, et…etc…etc…). O cliente agradeceu em festa!
Não adianta se construir uma casa maravilhosa, caprichando no material, nos profissionais, na arquitetura, seja de alvenaria ( RUP) ou pré-fabricada ( métodos ágeis), se ao final, na entrega das chaves, casualmente se perceber que a casa não tem as janelas ou que as portas não abrem, simplesmente porque ninguém “unitariamente” observou a falta das esquadrias ou das maçanetas.
Espero ter contribuído.
[]s
Regina