Maturidade política
Acompanhar o crescimento de uma criança é a coroação da vida de qualquer pessoa. Entender os caprichos cotidianos dos pequenos é mágico, mas é sempre difícil lidar com a relativa falta de compreensão infantil. Corta o coração de qualquer mãe ter que dizer à criança de 5 anos que olha deslumbrada um caro brinquedo na vitrine: “mamãe não pode comprar filho, mamãe não tem tanto dinheiro assim”.
Ainda falta à criança uma compreensão global das dificuldades da vida para entender a pobreza e a riqueza. Pois é, São Paulo vive ainda sua infância política onde a capacidade de compreensão do coletivo se demonstra muito limitada. Democracia funciona assim: o povo elege seu governante e se ele realizar uma boa administração deve ser referendado nas urnas.
Mas São Paulo vive um caso esdrúxulo, uma gestão com aprovação de 48% e uma candidata a reeleição que tem 41% nas pesquisas eleitorais. Por que? Porque a Marta é antipática! É só conversar com as pessoas nas ruas. Quando indagadas em quem vão votar muitas dizem: no Serra. Se for feita a pergunta: mas a Marta não fez uma boa gestão? A resposta geralmente é direta: fez, mas eu não gosto dela. Os argumentos contra a Marta são todos emocionais, quando deveriam ser racionais e administrativos.
Desde quando o mérito de um administrador público é ser simpático e não eficiente? Desde nunca, e se São Paulo não vivesse ainda sua infância política isso estaria claramente demonstrado nas pesquisas de opinião. No entanto a população de São Paulo aprova a gestão mas não vota na continuidade porque não “vai com a cara” da candidata. Em “manada” o povo demonstra entender tanto de política pública quanto uma criança entende das dificuldades da vida.
Maturidade política seria entender que não importa a simpatia, mas sim a eficiência na administração publica. Seria entender que mesmo simpatizando com o outro partido é melhor para o futuro da cidade dar continuidade em uma boa administração. Seria entender que as taxas, que não são pagas pelos mais pobres, são o preço a ser pago por elegermos prefeitos corruptos e pelos anos de juros altos que o governo do PSDB impôs ao país.
Maturidade política é entender que o PSDB não é igual ao PT, e se fosse seria o mesmo partido. O PSDB é um partido formado pela elite e para elite, que sabe utilizar o marketing social e vender a imagem de seriedade e competência. O PT é um partido popular realmente comprometido com a redução da desigualdade social e com o controle popular das políticas públicas. O PSDB quer vender a imagem de que é igual ao PT mas não é. Na eleição para presidente diziam: “se vai ficar igual vote em nós”, e agora dizem: “vote em nós que vamos continuar fazendo igual”. Não acredite nisso!
O PSDB está sofrendo com uma vergonhosa falta de propostas e só consegue afirmar que irá continuar o que já está sendo feito. Ésta é a mais clara afirmação que esta gestão está sendo ótima. Agora temos que clamar pela maturidade política da população e esclarecer: o PSDB não vai fazer igual é um partido das elites e porque não acredita em controle popular. Não se deixe manipular pela estratégia de confusão do PSDB apoiado pela imprensa descaradamente parcial (vide relatório do observatório internacional da imprensa)
Já é tempo de São Paulo mostrar como se faz a democracia: valorizando uma boa gestão! Em time que está ganhando não se mexe. Não é a Marta que merece ficar, quem merece ficar é toda uma gestão, composta de centenas de pessoas comprometidas com a população mais pobre. Este time merece seu voto e merece continuar implementando suas boas políticas públicas. Só reduzindo a desigualdade social teremos uma vida melhor… todos nós!
Edgar Piccino
