Veja: Ao insistir no software livre, o governo deixa de melhorar os serviços eletrônicos aos cidadão

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Leandro_BSB

Caríssimos,

na edição de Veja desta semana, há uma matéria que, se não for paga, foi escrita por uma pessoa sem a menor noção do que é software livre. O raciocínio (?) do autor é o seguinte: Como o Governo Federal não consegue fazer o cruzamento de dados entre as secretarias de Segurança, da Receita Federal e dos tribunais eleitorais, o software livre não presta.

Em outro trecho, o autor chega a associar o uso do software livre com o aumento da corrupção com o seguinte raciocício(?): O governo federal é ineficiente, usa software livre, e faz apenas 46% de suas compras públicas - de material de escritório a papel higiênico - pela internet, contra 80% do governo de São Paulo, o que diminui a transparência do processo e aumenta os riscos de corrupção.

Um momento de bondade do autor: Nem sempre o software livre é pior que o comercial

Percebam que em nenhum momento são citados casos de sucesso, como o do Banco do Brasil, que usa Java com muito sucesso, inlusive na parte de Internet Banking.

Vamos ler nas entrelinhas, colegas, pois estão querendo acabar com o software livre para abrir caminho para apenas uma empresa no mundo.

Conclamo todos os gujeiros a enviarem e-mail para a redação da revista esclarecendo àqueles senhores o que é o software livre.

Segue o texto:

Um critério para avaliar a eficiência da administração pública é o uso da informática para reduzir a burocracia estatal e facilitar a vida do cidadão. Quatro anos atrás, o Brasil pertencia à elite mundial nesse quesito, à frente do Japão. Brasileiros eram convidados para descrever em congressos internacionais a experiência nacional com as compras públicas pela intemet, com a declaração on-line do imposto de renda e com o voto eletrônico. O governo Lula mudou radicalmente as prioridades nessa área. Em lugar de ampliar as experiências bem-sucedidas, passou a priorizar a implantação do software livre na administração federal. O resultado: o Brasil caiu dezenove posições no ranking das Nações Unidas que avalia o uso da informática pelos governos, ficando atrás do Chile e do México.

A oposição aos programas comerciais - leia-se aí a Microsoft fabricante do sistema operacional Windows e a maior empresa mundial de software - é uma bandeira do PT. A posição está baseada, em parte, na desconfiança ideológica que o partido nutre em relação às grandes corporações capitalistas. “Não podemos depender dos programas vendidos por uma ou outra empresa privada”. explica Rogério Santanna, secretário do Comitê Executivo de Governo Eletrônico, subordinado ao Ministério do Planejamento. O software livre é um programa ou sistema operacional que pode ser modificado por qualquer um e, em princípio, pode ser obtido gratuitamente na internet. Em teoria, é uma boa idéia usar e não pagar. Na prática, talvez seja um problemão, sobretudo se o uso se transformar em obrigação. “Ao optar por um programa, é preciso pesar cuidadosamente os prós e os contras”, diz Fernando Parra, presidente da DTS, empresa de São Paulo que desenvolve softwares e presta serviços de tecnologia. “Não se podem tomar, com base em motivos ideológicos. decisões que deveriam ser técnicas.”

A migração para o software livre custou caro para os cofres públicos. O governo federal precisou contratar 2000 técnicos em informática. Só os salários e os encargos trabalhistas desses programadores ultrapassam 56 milhões de reais por ano - o dobro do que o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, vinculado à Casa Civil, estima que o governo federal economizou com os programas que deixou de comprar em 2004. Nem sempre o software livre é pior que o comercial, mas sua adoção pelo governo brasileiro revelou-se ineficiente. Os técnicos do Serpro, empresa de processamento de dados subordinada ao Ministério da Fazenda, tentaram em vão substituir por software livre os programas que funcionavam com perfeição mas estavam sendo rejeitados apenas porque operavam em Windows, o sistema da Microsoft. Foram feitas versões em código aberto do programa de imposto de renda on-line e do portal de compras públicas ComprasNet. O resultado foi tão ruim que os dois programas continuam funcionando no sistema Windows. “A cruzada ideológica pelo software livre é apenas a ponta do iceberg”, diz Florencia Ferrer, diretora-presidente da FF Pesquisa & Consultoria, de São Paulo, especializada em governo eletrônico. “O governo também foi incapaz de inovar na administração pública usando a tecnologia.”

O governo do Paraná envia mensagens para o celular de desempregados informando sobre vagas disponíveis. Em São Paulo, já é possível preencher o boletim de ocorrência policial pela internet e pedir segunda via do documento de identidade. O governo federal nem sequer conseguiu fazer o mesmo com a emissão de passaportes. Um dos principais atrasos refere-se à licitação on-line. O governo federal faz apenas 46% de suas compras públicas - de material de escritório a papel higiênico - pela internet, contra 80% do governo de São Paulo. Em uma licitação on-line, a União informa que bens deseja comprar, e fornecedores de todo o país e do exterior se engalfinham para ganhar a concorrência com o menor preço. O comprador sempre sai ganhando, porque o número de ofertas é muito maior, e a transparência no processo diminui os riscos de corrupção. Se o governo federal tivesse o mesmo padrão de compras on-line que o estado de São Paulo, teria economizado 3 bilhões de reais nos últimos três anos, segundo estudo da FF Pesquisa & Consultoria.

Algumas promessas de governo eletrônico foram cumpridas apenas parcialmente, como a de fazer com que as bases de dados dos diversos órgãos públicos conversem entre si. O governo tenta sem sucesso fazer o cruzamento de dados entre as secretarias de Segurança, da Receita Federal e dos tribunais eleitorais. Em lugar de investir para oferecer serviços aos cidadãos e melhorar a eficiência da máquina burocrática, o governo Lula usou as conquistas eletrônicas da administração anterior em sua desastrada campanha para se tornar líder sul-americano.
A conseqüência dessa política foi um banho de água fria nas aspirações comerciais de muitas empresas sediadas no Brasil que desenvolvem software e urnas eletrônicas. A Unisys e a Diebold Procomp, fabricantes de urnas eletrônicas de São Paulo, tinham planos de exportar a tecnologia para os países vizinhos. Em vez de emprestar algumas poucas umas para fazer propaganda, o governo Lula decidiu bancar as eleições alheias. Só para o Paraguai foram emprestadas 15 000 urnas para as eleições de 2005 e 2006. A empresa Vesta, de São Paulo, deixou de vender softwares de compras públicas on-line para a Bolívia porque Lula, em seu primeiro ano no poder, resolveu oferecer ao país, de graça, um programa com a mesma função. “O governo federal não só reinventou a roda com o software livre à custa do contribuinte, como prejudicou a competição no mercado de tecnologia”, diz Paula Santos, sócia da Vesta. E a política do software livre contra o livre mercado.

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jmp

O sistema do banco do brasil é DB2 e Natural/Adabas, (Assim como o bacen)

peczenyj

O Jornalista é um idiota. simples assim.

nilolima

Isso é inacreditável. Como que a VEJA publica isso.
Horrível.
Vou mandar email para lá.

Mauricio_Linhares

Não, sem onda, tem alguém aqui que leva a Veja a sério? :lol:

PelaMãeDoGuarda minha gente! :stuck_out_tongue:

abstract

Claro que sim cara! Todas as pessoas que levam a sério faustão, gugu liberato, e acham as reportagens da hebe um barato!

Maurício Linhares:
Não, sem onda, tem alguém aqui que leva a Veja a sério? :lol:

PelaMãeDoGuarda minha gente! :P

jack_ganzha

O problema é que o Brasil não está todo aqui. :smiley:

Eu ia criar esse topico na sexta, quando chegou aqui em casa a edição da Veja (por algum motivo chegaram algumas edições grátis aqui em casa). O problema foi a total confusão entre mal uso de software livre pelo governo com “software livre é ruim”. A reportagem só serve para confundir os desavisados de plantão.

valeuz…

nefertiti

Olá…

Esqueçam a Veja…essa revista é vendida!!!..

Até mais

Patty

ateubh

Toda revista tem sua ideologia e segue esse caminho… assim como a veja todas as outras revistas em suas matérias compradas.

1112

Erros do governo, segundo a revista:

Ou seja, adotar o software livre é um erro. Incondicionalmente. Yeah, right.

marcelomartins

Não leio a Veja, e tomei conhecimento dessa matéria atravéz da internet. Históricamente a Veja acusa o governo do PT nas mais diversas areas. Mas o que o PT faz?

Na revista Veja da semana passada, ela acusa o Lula de alguma coisa (também não li), mas ai o Lula respondeu com o seguinte: “- É mentira”. E ponto, só isso. Será que não tem alguma coisa errada ai?

Quero ver o governo para quem eu pago meus impostos rebater todos os pontos da revista.

E espero muito mesmo que a revista veja e mais outros meios de comunicação continuem criticando o governo, falando mal, despejando todo o veneno, comprado ou não, contra o governo. E quero ver o governo rebater todas as criticas. Porque dizer simplesmente “- É mentira” eu vou ser obrigado a acreditar na Veja.

Vamos pensar, nessa matéria fala em contratação de 2 mil tecnicos. Ninguem acha isso estranho? 2 mil profissionais é muita coisa, e pra mim tem falcatrua ai. Ou a veja aumentou o número muitas vezes, ou é verdade e o governo ta contratando até a mae pra fazer cabide de emprego. Então a veja disse: “- contratou 2 mil tecnicos”. Agora quero ver o governo se explicar, e dizer quantos contratou, dizer pra que, e porque. Mas não adianta dizer “- É mentira” porque ai a veja vai estar com a razão.

Acho uma excelente forma de fiscalizar o governo essas matérias compradas da veja! :slight_smile:

F

Um dos grandes problemas do software livre é o fanatismo.
Eu não diria que "Nem sempre o software livre é pior que o comercial " eu diria “Nem sempre o software livre é melhor que o comercial”

Mas existem pessoas que são contra tudo que se pague e, as vezes, no final, o barato sai caro.

nefertiti

Carrego a bandeira do software livre…e quando soube da ação do governo de implantar softwares não-proprietários fiquei radiante…a migração necessita-se de planejamento e cautela…migração é migração…e requer tempo…agora como disse o colega lá em cima: " A Veja fez as ‘denúncias’ , resta ao governo contestá-las…"

Até mais

Patty

dsiviotti

Uma palavra: MIGRAÇÃO

Muitas coisas estão dando problema ou não evoluíram como se desejava por que migrar de A para B ou de B para A é sempre um processo conturbado. Infelizmente muitas outas não acontecem justamente por medo (plausível) do impacto da migração de bancos de dados por exemplo.

Não se esqueçam do fator político, que no setor público é mais importante que o tecnológico.

saoj

Veja é a revista mais arrogante e imparcial que existe.

Eu até gosto dela quando ela fala mal dos deputados, denuncia a corrupção, etc e tal. Nessa área um pouco de arrogância e imparcialidade é bem-vinda.

Mas já em outras áreas a coisa fica feia…

Thiagosc

marcelomartins:
Vamos pensar, nessa matéria fala em contratação de 2 mil tecnicos. Ninguem acha isso estranho? 2 mil profissionais é muita coisa, e pra mim tem falcatrua ai. Ou a veja aumentou o número muitas vezes, ou é verdade e o governo ta contratando até a mae pra fazer cabide de emprego. Então a veja disse: “- contratou 2 mil tecnicos”. Agora quero ver o governo se explicar, e dizer quantos contratou, dizer pra que, e porque. Mas não adianta dizer “- É mentira” porque ai a veja vai estar com a razão.

Sem o devido contexto fica difícil saber qualquer coisa. A Veja poderia ter dado maiores explicações a respeito desse número, como:

  • como foi obtido;
  • quando;
  • em que circustância foram contratadas as pessoas;
  • para fazer exatamente o quê;
  • comparações com mandatos anteriores, etc.

Um pouquinho de trabalho de jornalista, sabe?

Acredito que as matérias da Veja deveriam ser melhor escritas. Dá a impressão que o público alvo deles são os idiotas.

Portanto não é possível levar muita coisa do que eles dizem a sério, incluindo essa “reportagem”. Acho que o ônus da prova pertence a Veja.

kuchma

Flin:
Um dos grandes problemas do software livre é o fanatismo.
Eu não diria que "Nem sempre o software livre é pior que o comercial " eu diria “Nem sempre o software livre é melhor que o comercial”

Software livre nao quer dizer “nao-comercial”. Acho que nem todo software livre eh melhor que software proprietario. Acho tambem que, como a grana que paga o software utilizado no governo eh publica, ele deveria incentivar o desenvolvimento e compra de software livre.

Marcio Kuchma

cv1

Dificil responder a um argumento tao carregado de ignorancia quanto “ao presentear paises vizinhos com software livre, o governo tirou mercado de empresas brasileiras”…

Como se empresas brasileiras fossem famosas fornecedoras de sistemas a outros paises.

peczenyj

implantação de software ja é uma coisa q dá pra fazer muita falcatrua, ainda mais no estado onde se tu roubar não dá nada, o dinheiro não é teu…

o que deve ter acontecidoé alguem usar o nome de ‘software livre’ e encher o bolso com a grana do estado. ai uma revista pega um jornalista imbecil que acha que o problema é do software.

como se o fato do banco de dados instalado na secretaria X seja Oracle ou seja PostgreSQL fizesse diferença num esquema de corrupção.

peczenyj

cv:
Dificil responder a um argumento tao carregado de ignorancia quanto “ao presentear paises vizinhos com software livre, o governo tirou mercado de empresas brasileiras”…

Como se empresas brasileiras fossem famosas fornecedoras de sistemas a outros paises.

Pois é, na cabeça de um imbecil desses, as empresas não apenas demitiram horrores como é totalmente impossivel uma empresa brasileira fornecer software livre.

Esse cara deve pensar “software livre é aquilo q a gente baixa de graça e não pagamos pra ninguem tipo o winamp”

Edufa

Eu gosto de software livre, mas não considero a oitava maravilha do mundo, parte dos meus clientes usa windows e já ganhei muito $ programando para windows. Não é a melhor coisa do mundo mas popularizou o computador.

Realmente a reportagem é bem tendenciosa, não mostrando os dois lados da questão, uma mudança tão profunda como o governo queria fazer demora, pelo q dá para entender, o governo quiz apressar a migração ao invés de investir na melhoria do serviço, se foi isso, sou contra essa migração, principalmente com a contratação desse volume de pessoas, se colocar no papel saiu mais caro.

Agora realmente como disseram, se é exagero da revista, se é invenção o governo tem de rebater as acusações com fatos, de forma concreta. O argumento “é mentira” ou “eu não sabia”, ambos argumentos que o governo usa bastante, são vagos demais. E fica a impressão que a revista está certa.

Fabricio_Cozer_Marti

Isso vai abalar a comunidade S.L. do Brasil, não tenha dúvidas!

A Veja quer se enterrar, ou é impressão minha ? A revistinha já não está lá com essa moral toda e ainda faz uma dessas ? Só pode ter tido novamente como sempre houve interesses transversais de políticos aí.

Eu não leio essa revista nunca mais, vou tentar formular um texto resposta pra veja, quem sabe não sai na edição seguinte nas cartinhas (selecionadas) … rs.

Se esse jornalista pensasse, poderia ao menos contar quantos estados, prefeituras o Brasil possui, quantos softwares proprietários estão sendo desenvolvidos para esses órgãos ? Com certeza existe muita coisa que é repensada centenas de vezes, se eles entendessem a idéia, incentivariam mais as autoridades de que a adoção de S.L. não está diretamente ligada a venda, aliás nunca teve, e sim a forma de interoperar nichos diferentes, aumentando a contribuição de cada um deles, originando softwares com qualidade, e sendo referência no mundo.

Mais uma vez … decepcionado com a Veja (conhecida como ‘Fecha’).

Mauricio_Linhares

Vamos pensar um pouquinho.

A Veja é lida, em sua maioria, pela classe média e média alta. A maior parte as pessoas dessa classe social não tem conhecimentos avançados de informática e não compra esses computadores “frankesntein” que a galera que trabalha com informática costuma comprar (eu mesmo escolhi cada peça do meu :stuck_out_tongue: ), eles compram o “computador completo” na loja, que invariavelmente vem com Windows e Office originais e pagos diretamente a Microsoft.

Resolvida a questão?

É muito mais interessante pra Microsft desacreditar o software livre pra essa camada da população, porque ela vai continuar comprando o “computador completo” com Windows, mesmo sendo mais caro, porque o software livre é perigoso.

RodrigoSol

Sem enrolação: Cambada de FDP.

TheMask

Antes de mais nada, alguém é capaz de não perceber que a Veja é tucana após ler um parágrafo de qualquer matéria???

Tenta induzir a idéia de que éramos mais eficientes que o Japão em adm pública (coincidentemente com o governo FHC - bye-bye-teles).

A declaração do imposto de renda e o voto eletrônico vão muito bem, obrigado. Juro que não entendi. :stuck_out_tongue:

SL!=Bem-sucedido??? Balela. IMHO, há erros na condução da política de adoção de SL no governo, mas a mal-informada/intencionada Veja está passando longe. :slight_smile:

Só faltou colocar: recorte essa página agora e leve-a até uma revenda Microsoft para obter 30% de desconto na compra do seu Windows XP Home Edition.

Meu vizinho, seu Juvenal, me concluiu o seguinte (lógico que não foi a intenção da Veja):
Mas se pode ser modificado por qualquer um não é seguro. Usar e não pagar é roubo. Obtido gratuitamente na internet, deve vir com vírus. E a própria revista disse que é um problemão…
No comments!

Concordo. Em outro contexto, essa frase seria imparcial.

De onde saíram esses dados? Se estão se referindo ao Serpro, é mentira. A relevância das aquisições pode até ser discutida mas o motivo para os analistas de lá terem sido convocados, não foi SL.

Está embutida nesta frase em letras garrafais: SL, GERALMENTE, É PIOR DO QUE O COMERCIAL!

Pergunta de um amigo do Serpro quando leu: e desde quando a Suite Rational funcionava bem?

Hahahahhahahahahaha… A qualidade do produto é até discutível mas dizer que a culpa é do SL? E, por falar nisso, a declaração do IRPF em Java rodou macio, macio.

veja:

…Em São Paulo, já é possível preencher o boletim de ocorrência policial pela internet e pedir segunda via do documento de identidade. O governo federal nem sequer conseguiu fazer o mesmo com a emissão de passaportes. …

Nossa, a complexidade dos sistemas é rigorosamente a mesma. E tudo tem a ver com SLxProprietério.

veja:

… Um dos principais atrasos refere-se à licitação on-line. O governo federal faz apenas 46% de suas compras públicas - de material de escritório a papel higiênico - pela internet, contra 80% do governo de São Paulo…

O governo de São Paulo, até então gerido pelo Alckmin, é exemplo? Nada tendenciosa essa matéria.

E o que isso tem a ver com SL?

Hã?

veja:

A conseqüência dessa política foi um banho de água fria nas aspirações comerciais de muitas empresas sediadas no Brasil que desenvolvem software e urnas eletrônicas. A Unisys e a Diebold Procomp, fabricantes de urnas eletrônicas de São Paulo, tinham planos de exportar a tecnologia para os países vizinhos. Em vez de emprestar algumas poucas umas para fazer propaganda, o governo Lula decidiu bancar as eleições alheias. Só para o Paraguai foram emprestadas 15 000 urnas para as eleições de 2005 e 2006. A empresa Vesta, de São Paulo, deixou de vender softwares de compras públicas on-line para a Bolívia porque Lula, em seu primeiro ano no poder, resolveu oferecer ao país, de graça, um programa com a mesma função. “O governo federal não só reinventou a roda com o software livre à custa do contribuinte, como prejudicou a competição no mercado de tecnologia”, diz Paula Santos, sócia da Vesta. E a política do software livre contra o livre mercado.

E essas empresas não ganharam prestando consultoria?

1112

Outros contra-ataques:

http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/Veja__Lula____e_o_software_livre/id/2831
http://www.softwarelivre.org/news/6563

jmp

a revista não disse mentira alguma. Só culpou o sujeito errado.

Se voce não for usar java no linux, por exemplo. vai usar o que?

C? Python? Perl? Conte quantos profissionais existem no mercado que sabem isso e quantos sabem VB, Delphi, etc.

Fora isso, suporte a hardware no mundo open source é MUITO mas MUITO precário. Eu não posso usar linux no meu notebook pq não tem driver para: bluetooth, wireless, dvd-rw, placa de video.

São coisas essenciais para mim.

[]s

RodrigoSol

NetCraft sobre www.veja.com.br :

boaglio

Ao invés de reclamar aqui, reclame com a revista.

Como fazer isso ?

É só mandar um email reclamando sobre o artigo para [email removido] .

Uma sugestão de email é essa:

boaglio

jmp:
Eu não posso usar linux no meu notebook pq não tem driver para: bluetooth, wireless, dvd-rw, placa de video.

:shock: :shock: :shock:

Acho que o Linux que vc usou na instalação era de 199x …

nefertiti

#@®®¡$:
Outros contra-ataques:
http://www.softwarelivre.org/news/6563

Viva Sergio Amadeu!!!

Depois das célebres palavras de Sérgio Amadeu, não é necessário falar mais nada!..

Até mais

Patty

nefertiti

Já enviei a minha reclamação!!

movimento BRLinux :

Até mais

Patty

C

envie ainda hoje uma resposta para a revista Veja
movimento no BRLinux contra a Veja

C

envie ainda hoje uma resposta para a revista Veja
movimento no BRLinux contra a Veja

1112

Minha adesão à campanha do BR-Linux

rcsilva83

Venho acompanhando o site há algum tempo e, como funcionário do SERPRO, me vi obrigado a fazer logo o cadastro no fórum para esclarecê-los de alguns fatos:

Se realmente a revista estava falando do SERPRO, na questão das 2.000 contratações, o jornalista está TOTALMENTE enganado. Os 2.000 contratados do SERPRO estão trabalhando com diversas tecnologias (livres e proprietárias) e os motivos para uma contratação tão grande assim são basicamente dois: a empresa está crescendo bastante, pois está conseguindo novos clientes e projetos; e a grande maioria do corpo funcional está para se aposentar em, no máximo, 5 anos e é preciso passar o conhecimento antes que ele fique perdido.

Outro fato é que mesmo que a empresa tivesse contratado SOMENTE para trabalhar com software livre, este dinheiro não é da união. O SERPRO já não faz parte do OGU (Orçamento Geral da União) acho que desde 2000 e, desde então, vem se sustentando com seus próprios lucros, como uma empresa privada.

Depois dos fatos, minha opinião:

Dá para ver claramente que está reportagem tem um único objetivo: queimar o governo Lula a qualquer preço. Não sou nem um pouco politizado, mas até eu consegui ver a “campanha” pró-Alckmin que a revista está fazendo. É só reparar na comparação nesta matéria que o jornalista faz entre o governo federal (Lula) com o governo de São Paulo (Alckmin). O pior de tudo é que distorce completamente os fatos e até pessoas de um nível intelectual melhor ficam confusas (como foi o caso neste tópico). É claro que as pessoas vão querer saber o porquê de se ter contratado todas essas pessoas! Só faltava o jornalista ter entrevistado com alguém do SERPRO para saber isto que eu disse aí em cima.

E mais, a reportagem está muito mal escrita e elaborada, se mantendo a superfície de tudo que “denuncia” e, como vimos com este meu pequeno exemplo, distorce o que comenta. Acho que mesmo uma pessoa leiga em informática consegue ver o quão mal escrita está a matéria.

Abraço,

Rodrigo

bgbraga

Acho que todos tem que reclamar com esse tipo de posição da revista.
Existem muitas pessoas que não entendem nada de tecnologia lendo o assunto, e é muito ruim vê-las sendo levadas por uma matéria totalmente errada.

Justificativas bem mais completas já foram divulgadas em sites, mas fiz a minha reclamação básica:

Kenobi

nefertiti:
Carrego a bandeira do software livre…e quando soube da ação do governo de implantar softwares não-proprietários fiquei radiante…a migração necessita-se de planejamento e cautela…migração é migração…e requer tempo…agora como disse o colega lá em cima: " A Veja fez as ‘denúncias’ , resta ao governo contestá-las…"

Até mais

Patty

Sinceramente acho que o autor tem razão em alguns pontos. Aplicações tecnológicas não devem seguir unicamente por bases ideológicas. Isso seria realmente anti-racional.

Se o governo fosse uma empresa, haveria um estudo sobre o ROI da solução “paga” vs OpenSource. Em alguns cenários, realmente a produtividade dos profissionais com algumas ferramentas abertas cai drasticamente.

Produtividade, performance, escabilidade, suporte, são alguns custos que podem impactar e dar a falsa impressão que o governo está economizando, quando na verdade está perdendo dinheiro.

Nem todo software pago é ruim. No nosso mundo, o application server Bea é um dos melhores e para alguns cenários, é impensável substituí-lo por outros servidores.

Banco de dados Oracle por exemplo, o 10G tem capacidade de Grid e talvez (não sou especialista na área) para alguns serviços isso fosse interessante, para escabilidade.

Concordo com o ponto de vista "As decisões deveriam ser técnicas e não ideológicas. ". Entendo que em alguns casos há lobby e falta de transparência… por tanto a bandeira ideológica erguida, ao menos dá um certo conforto sobre a receita investida.

Mas novamente, nem sempre o ROI de uma solução opensource é satisfatório.

E por fim, no caso da exportação da tecnologia de Urnas, como a Veja citou a Unisys, tudo depende do tipo de contrato e quem é dono da propriedade intelectual.

Não sei como foi contratado isso e no meu ponto de vista, se eu fosse a empresa e o governo estivesse quebrando contrato, eu o processaria por perdas e danos. Entretanto, duvido que o governo não seja o proprietário da tecnologia e mais a Unisys suga o governo federal à anos e isso ninguém contou !!

kuchma

Kenobi:
Sinceramente acho que o autor tem razão em alguns pontos. Aplicações tecnológicas não devem seguir unicamente por bases ideológicas. Isso seria realmente anti-racional.

Se o governo fosse uma empresa, haveria um estudo sobre o ROI da solução “paga” vs OpenSource. Em alguns cenários, realmente a produtividade dos profissionais com algumas ferramentas abertas cai drasticamente.

Produtividade, performance, escabilidade, suporte, são alguns custos que podem impactar e dar a falsa impressão que o governo está economizando, quando na verdade está perdendo dinheiro.

Nem todo software pago é ruim.

Acho que aqui voce quis dizer “proprietario”.

Alem argumentos ideologicos e economicos, acho que outro componente a ser analisado, ja que estamos falando de governo, eh a questao estrategica. O governo deve buscar melhores solucoes da mesma forma que uma empresa privada, mas deve usar criterios para selecionar essas opcoes que levem em conta os interesses da nacao. Acho que isso inclui alguns quesitos como soberania e independencia de solucoes proprietarias e estrageiras. Mas sem demagogia.

Marcio Kuchma

Paulo_Silveira

por essas e outras (muitas outras) estou na comunidade do orkut “Leu na Veja? Azar o seu!”… essa do software livre foi a gota dagua… que parcialidade!

como estao falando por ai, a proxima capa da veja vai ser algo do tipo “Marta Suplicy da aulas de sexo a integrantes do PCC para em troca esses realizarem ataques contra o excelente governo de Sao Paulo”…

marcelomartins

Isso mostra que tu não entende nada de linux, e não tem nem idéia do que ta falando sobre software livre, e coisas relacionadas.

E com todo esse conhecimento tu ainda quer dar opinião?

É uma besteira tão grande que não vou nem dar argumentos :lol:

1112

http://br-linux.org/linux/ITI_responde_acusacoes_da_Veja

dsiviotti

Atualmente o governo e as empresas públicas acabam tendo que justificar o porquê de usar software livre. Se pensarmos bem, elas deveriam justificar é o uso de software proprietário quando se tem opções grátis e de código aberto.

Rubem_Azenha

marcelomartins:

Isso mostra que tu não entende nada de linux, e não tem nem idéia do que ta falando sobre software livre, e coisas relacionadas.

E com todo esse conhecimento tu ainda quer dar opinião?

É uma besteira tão grande que não vou nem dar argumentos :lol:

Perae, eu gosto muito de Linux, mas tenho q concordar com o cara de que o suporte a hardware do Linux as vezes deixa a gente na mão!
Fiquei p da vida quando o Ubuntu 5.04 não conseguiu instalar o Grub no meu SATA. O windows que é mais antigo conseguiu fazer o serviço numa boa.

Ta, “não é o Linux que não suporta seu hardware, é o seu hardware que não suporta Linux”. Mas eu gostaria de não ter que me preocupar com isso.

Tem de se admitir que o suporte a hardware do Linux melhorou absurdamente. No meu outro PC que o hd não é SATA dificilmente um hardware não é configurado corretamente. Com exceção da multifuncional HP, aquela joça não funciona direito em SO algum!

Leandro_BSB

Excelente resposta do governo pode ser acessada em

http://www.softwarelivre.gov.br/

Uma das verdades esclarecidas pelo desmentido:

A reportagem da Veja realmente deu (pseudo)argumentos para quem não trabalha com software livre. Ontem, durante a aula na pós, um dos colegas, que é analista em C#, estava querendo me convencer o quanto a plataforma Microsoft é mais produtiva e barata, usando a reportagem da Veja como argumentação. E é com esta conversa que ele tenta (e consegue) convencer os seus clientes a ficar pagando rios de dinheiro de licença ou ficar na clandestinidade, utilizando software pirata.

Lamentável

[]s

Leandro

jmp

boaglio:
jmp:
Eu não posso usar linux no meu notebook pq não tem driver para: bluetooth, wireless, dvd-rw, placa de video.

:shock: :shock: :shock:

Acho que o Linux que vc usou na instalação era de 199x …

esotu usando ubuntu - dapper

jmp

Isso mostra que tu não entende nada de linux, e não tem nem idéia do que ta falando sobre software livre, e coisas relacionadas.

E com todo esse conhecimento tu ainda quer dar opinião?

É uma besteira tão grande que não vou nem dar argumentos :lol:

Quem falou asneira foi voce.

Todos os problemas que eu tive:

http://www.thejemreport.com/mambo/content/view/233/42/

Kenobi

Exato, esse é um raciocínio válido. Softwares proprietários precisam necessariamente compravar seu ROI de forma plausível.

Uma das grandes justificativas da indústria é o suporte. A JBoss company oferece suporte profissional e mantém o application server como opensource e sem custos.

Entretanto, dependendo do cenário, você pode ter um incremento de performance utilizando Bea (exemplo hipotético) que representaria custo de aquisição de hardware menor.

Acredito que a decisão deve sempre ser balisada pelo lado técnico e não somente ideológico.

A indústria como um todo está colocando o pé em OpenSource. Alguns modelos de negócio não estão se mostrando tão eficientes.

No meio da ideologia socialista de distribuição do capital intelectual, muitas empresas fecharão as portas, alguns programadores perderão seu emprego e outros tantos serão alcoados - prestando serviço junto à clientes.

Agora fato é que uma grande fatia desse mercado provém de doações de empresas com softwares proprietário.

Queria saber como elas exergam seu modelo de receita num futuro próximo, em especial casos como Oracle, SAP, Microsoft.

F

Na verdade vc tem que justificar o por que de usar um e de não usar o outro. Mas pensando sempre que cada caso é um caso e existem vários casos em que o TCO de softwares proprietarios sejam menores que de soluções abertas.

cv1

Concordo - mas, especialmente no caso do governo, o lado ideologico vale mais do que de costume. Fomentar o mercado de desenvolvimento de software nacional, seja ele aberto ou nao, eh uma das coisas que exigir o uso de software livre faz.

Assim como muitas empresas abrirao suas portas e muitos programadores ganharao emprego. :wink:

Existem 3 argumentos principais pro governo usar quase que unica e exclusivamente software livre:

1: Eu sou programador e quero ver se o meu governo ta fazendo o trabalho dele direito. Quero poder olhar o software por onde passa o meu dinheiro e ver se nao existem brechas para desvios ou corrupcao e, caso eu ache uma, quero poder apontar os culpados (se deixada intencionalmente) e/ou corrigi-la eu mesmo.

2: Eu sou contribuinte e cada vez que eu pago meus impostos eu estou comprando servicos do meu governo: educacao, seguranca, etc. Muitos desses servicos dependem de software, e eu quero ter acesso a esse software tambem. Se ele for util, talvez com adaptacoes, pra minha empresa, otimo! - o dinheiro que eu paguei em impostos teve bom retorno.

3: Eu sou estudante e sei que tenho talento, mas nao consigo experiencia de trabalho. Que lugar melhor pra conseguir essa experiencia do que trabalhando em sistemas de missao critica do governo, no meu tempo livre?

Claro, existem argumentos contra:

1: Pode ser que o dinheiro investido no desenvolvimento de software livre possa ser melhor usado em outros servicos do governo, caso nao haja uma alternativa livre que possa ser usada de imediato (ao contrario do OpenOffice, por exemplo). Ainda assim, a longo prazo esse argumento perde bastante valor.

2: Outros paises e organizacoes podem se beneficiar do dinheiro gasto pelo contribuinte brasileiro. Ate ai, a alternativa seria mandar o dinheiro pra Redmond ou Palo Alto. Depois, nos tambem estamos nos beneficiando do dinheiro gasto por outros paises e organizacoes na criacao de software livre; nada mais justo.

danieldestro

Hehehe… O Paulo é um brincalhão mesmo… Só não fala que Carta Capital é legal.

Eu presto serviço pra “dona” da revista. Aqui os app servers foram migrados para Open Source. Sistemas novos são em Java. Só O BD não deve mudar. Ou seja, o próprio grupo adota SL na infra da empresa.

Vou dar uma lida na matéria.

ps: Não sou leitor de Veja.

Fabricio_Cozer_Marti

Leandro BSB:
Excelente resposta do governo pode ser acessada em

http://www.softwarelivre.gov.br/

Uma das verdades esclarecidas pelo desmentido:

A reportagem da Veja realmente deu (pseudo)argumentos para quem não trabalha com software livre. Ontem, durante a aula na pós, um dos colegas, que é analista em C#, estava querendo me convencer o quanto a plataforma Microsoft é mais produtiva e barata, usando a reportagem da Veja como argumentação. E é com esta conversa que ele tenta (e consegue) convencer os seus clientes a ficar pagando rios de dinheiro de licença ou ficar na clandestinidade, utilizando software pirata.

Lamentável

[]s

Leandro


depois dessa reportagem, o que vai ter de gente querendo se aproveitar, principalmente essa gente da microsoft, nada contra a microsoft, mas a maioria dos adeptos dela adere ao código fechado, sem chaves, sem luz, sem progresso …

Grinvon

Achei a posição do governo boa por adotar software livre para a maioria dos casos.

Também achar que sempre e somente o software livre traz soluções é ser “ista” daqueles que ver maldade em qualquer software que seja proprietário.

É claro que essa matéria é totalmente articulada contra o governo Lula. Já que a todo custo essa imprensa quer meter a culher, pau, vassoura, metralhadora nesse governo, ele sendo bom ou ruim.

Criado 14 de maio de 2006
Ultima resposta 20 de mai. de 2006
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