Veja na documentação

Desculpem tocar nesse assunto, mas eu realmente preciso falar.

É incrível a quantidade de “especialistas” que, ao responderem uma pergunta, mandam o autor verificar na documentação, alegando com aquela costumeira enpáfia e soberba que deveria ter olhado na documentaçao antes de perguntar. Ou então simplesmente passam o link da referida.

Oras, se não tem algo melhor a dizer, melhor se abster. Procurem a mesma pergunta no stackoverflow e encontrarão verdadeiros artigos explicando com uma qualidade e extensibilidade superior à própria documentação oficial, citando exemplos e aplicações, demonstrando diversos pontos de vista e até mesmo opiniões distintas, porém todas válidas, acerca do tema.

Não quero menosprezar os que estão aqui - e não são poucos - com o verdadeiro intuito de ajudar, por mais simplória que possa parecer a questão. Acontece que a documentação oficial NEM SEMPRE é a melhor fonte de consulta para quem está aprendendo, se assim o fosse não existiriam cursos, livros e professores do tema, bastaria “olhar na documentação” e tudo estaria esclarecido.

Infelizmente é comum esse comportamento no mundo da TI: já vi “profissionais” deixarem de ajudar um novato dizendo que ninguém os ajudou quando estavam aprendendo e que “programador tem que se virar”. Concordo, mas insisto que ás vezes é preciso orientar. É preciso ensinar a pescar, mas também é importante mostrar o lugar onde tem peixe e qual isca mais apropriada.

Outro comportamento comum na área: aquele “ar de sabedoria”, de inteligência acima da média e “mamãe-eu-quero-ser-gênio”. A despeito do talento técnico, a inteligência emocional nem sempre está no mesmo nível e muitos são obrigados a trabalhar com verdadeiros “autistas”, que não sabem (e não querem) se comunicar, não sabem se relacionar e preferem trabalhar sozinhos. A eles, meu recado: vão trabalhar sozinhos, por favor! E em vossas casas, de preferência.

Dê exemplos…

É claro que imagino que há casos em que a pessoa pede pra procurar na documentação e dar uma busca no google é melhor. Mas não generalize.
Por exemplo: Chega um cara aqui no guj, perguntando qual é o padrão de fetchtype de um OneToMany do JPA. Esse tipo de coisa, acha fácil na documentação, e não teria outro lugar mais certeiro e direto do que a própria documentação.
Outro exemplo: quando você faz um sistema, você também faz uma documentação dela, como um manual do usuário, por exemplo. Esse tipo de documentação é pra ser usado! Ele foi feito para atender a todos, de uma forma que o cliente não precise ficar ligando pra você, pra perguntar como consultar um cliente, por exemplo.

Além disso, aprendendo a ler a documentação, te faz pensar mais e refletir na solução, e não simplesmente achar um código pronto, copiar-colar, e nem entender realmente o que o código faz, e se precisa realmente daquilo.
Outro exemplo, rs: Já vi gente no guj, que estava tentando copiar um arquivo, utilizando Java. O usuário pegou um código pronto, copiou, colou, não entendeu e não funcionou. Depois pegou outro, copiou-colou, não entendeu tb e tb não funcionou para seu propósito. Com isso ele voltou ao primeiro código tentado, se esforçou nele e aí conseguiu, mas as vezes ainda sem entender o que cada classe fazia e se era necessário. Se ele tivesse estudado a API de IO, ele teria conseguido resolver com mais facilidade e até talvez não precisasse mais de ajuda na próxima vez que fosse precisar de criar/mover arquivo.

Esse tipo de postura dos “entendidos” acontece por comportamentos como o seguinte:

a) O sujeito vem aqui e posta uma dúvida bastante óbvia, em algum lugar com vasta documentação;

b) Você pacientemente responde a dúvida, dando novos exemplos e explicando detalhamente o problema;

c) O sujeito volta no fórum e diz que não funcionou. Posta o código dele e responde com um sonoro “pode postar um exemplo”?

d) Você posta outro exemplo

e) O sujeito volta no fórum e diz: “Cara, não tá indo, pode postar um exemplo usando o meu próprio código?”

Em resumo, no final, o usuário está somente querendo que você faça o código por ele. Ë muito visível uma dúvida onde a pessoa já tentou usar a documentação e diz: “Eu já tentei fazer desse jeito, eu já li isso, meu código final ficou assim, mas ainda assim não funciona.”.

Não estou dando razão. Tem gente que chega a ser agressivo nas respostas. Mas, postar um bom link de referência (que nem sempre é o Javadoc), é sim, uma boa forma de resolver uma dúvida. Eu mesmo, sou um que posto referências a documentações com frequencia e, logo em seguida, alguém agradece dizendo que resolveu.

Além disso, posturas como a que eu citei explicam - mas não justificam - porque certas pessoas acabam ficando um tanto agressivas com os anos.

Outra postura detestável em fóruns é a de gente que cria tópicos de mimimi, como você fez. Desculpe a sinceridade, mas esse seu tópico foi completamente desnecessário.

[quote=ddso]Desculpem tocar nesse assunto, mas eu realmente preciso falar.

É incrível a quantidade de “especialistas” que, ao responderem uma pergunta, mandam o autor verificar na documentação, alegando com aquela costumeira enpáfia e soberba que deveria ter olhado na documentaçao antes de perguntar. Ou então simplesmente passam o link da referida.

Oras, se não tem algo melhor a dizer, melhor se abster. Procurem a mesma pergunta no stackoverflow e encontrarão verdadeiros artigos explicando com uma qualidade e extensibilidade superior à própria documentação oficial, citando exemplos e aplicações, demonstrando diversos pontos de vista e até mesmo opiniões distintas, porém todas válidas, acerca do tema.

Não quero menosprezar os que estão aqui - e não são poucos - com o verdadeiro intuito de ajudar, por mais simplória que possa parecer a questão. Acontece que a documentação oficial NEM SEMPRE é a melhor fonte de consulta para quem está aprendendo, se assim o fosse não existiriam cursos, livros e professores do tema, bastaria “olhar na documentação” e tudo estaria esclarecido.

Infelizmente é comum esse comportamento no mundo da TI: já vi “profissionais” deixarem de ajudar um novato dizendo que ninguém os ajudou quando estavam aprendendo e que “programador tem que se virar”. Concordo, mas insisto que ás vezes é preciso orientar. É preciso ensinar a pescar, mas também é importante mostrar o lugar onde tem peixe e qual isca mais apropriada.

Outro comportamento comum na área: aquele “ar de sabedoria”, de inteligência acima da média e “mamãe-eu-quero-ser-gênio”. A despeito do talento técnico, a inteligência emocional nem sempre está no mesmo nível e muitos são obrigados a trabalhar com verdadeiros “autistas”, que não sabem (e não querem) se comunicar, não sabem se relacionar e preferem trabalhar sozinhos. A eles, meu recado: vão trabalhar sozinhos, por favor! E em vossas casas, de preferência.
[/quote]

É sempre salutar olhar para um problema verificando os vários lados do dito cujo. No caso, poderíamos olhar o lado de quem responde.
Primeiro, é bom salientar, que são voluntários. Alguns que perguntam, acham ou se comportam como se os que respondem sejam obrigados a lhes responderem dentro de um limite de tempo ou dar-lhes uma solução. Como se estivessem pagando por uma consultoria.
Outros, nem se dão ao trabalho de informar se a dica lhe foi útil ou se resolveu o problema, agradecer então…
Muitos, claramente não fizeram a lição de casa: não estudaram uma linha sobre o assunto, que é o mínimo que se espera de quem está tentando aprender.
E, para finalizar, outros ainda reclamam do valioso espaço que os fóruns oferecem e dos voluntários que prestam ajuda.

Então, não é melhor dizer “valeu pela tentativa” do que " melhor se abster"?
Ou, “procurem melhorar o relacionamento interpessoal” do que " vão trabalhar sozinhos, por favor!"?

Só como curiosidade, você tem mais de 200 mensagens, quantas são perguntas suas e quantas são respostas suas para ajudar outras pessoas?

Existem dois tipos de resposta do tipo “Veja na documentação”:

  1. Aquelas em que o autor pensou: Eu sei exatamente qual é o link que vai responder à pergunta dele, vou compartilhar.
  2. Aquelas cujo autor pensa que ao diminuir outras pessoas estará mostrando sua própria genialidade.

O primeiro tipo eu não vejo como um problema. Quem não gosta é porque é preguiçoso e quer o trabalho pronto.

O segundo é um saco, mas a boa notícia é que você pode espantá-los dos seus tópicos com uma técnica simples: demonstre na pergunta o esforço que já fez para resolver o problema.

Resista à tentação de jogar um [quote]“está dando erro, o que é?” (seguido por 1000 linhas de código).[/quote]
Ao invés disso, poderia dizer [quote]O método x() está lançando uma SbrublesException. Olhei no Javadoc e lá não diz em que situação essa exceção é lançada. Isolei aqui o trecho do código em que esse método é chamado, é possível reproduzir o erro assim:

String param = "blé"; String retorno = obj.x(param);[/quote]
Assim você não deixa nenhum espaço para os “geninhos” entrarem no tópico só para trollar (o que eles vão fazer, colocar um link para o Javadoc? Vai parecer um pateta se fizer isso), e de quebra ainda dá uma tremenda ajuda para aqueles que entrarem com intenção de ajudar (e um tremendo incentivo também, com certeza é bem mais gratificante ajudar a alguém que esteja demonstrando esforço).

Perfeito.

Eu cheguei a pensar assim quando ainda estava iniciando até ler isso: http://www.istf.com.br/perguntas/

Foi tão útil, mas tão útil, que ficou na minha assinatura do GUJ :stuck_out_tongue:

No final das contas, é um texto mais completo do que o gomesrod e o A H falaram.

Abs[]