Não vejo problema nenhum. Afinal de contas, somos mesmo recursos. Ok, não um recurso inanimado, mas um recurso do mesmo jeito. Estamos disponíveis e permitimos o andamento de um projeto, então porque não somos recursos?
O termo é muito abrangente.
O problema maior está quando o gerente confunde as coisas, e nos trata como máquinas. Aí gera gerente que falam absurdos como:
“Não entendo como o projeto atrasou. Ok, fulano ficou doente por 10 dias, mas eu ciclano entrou no imediatamente lugar”
(como se tirar um programador que já tem experiência no projeto e substituir por um outro que cai de para-quedas fosse ter exatamente o mesmo resultado).
“Simples, para ganhar 20% de produtividade, basta trabalhar essa semana 20% mais horas”
(claro, claro… basta deixar a máquina ligada por mais tempo).
Entretanto, já trabalhei em empresas que tinham excelentes RHs, e que tratavam os funcionários como “recursos”. Mas levavam a sério a parte do “humanos” que vem logo em seguida.
Muitos problemas também vem do fato de termos gerentes despreparados. A maioria sequer se preocupa em fazer um cursinho básico de gestão. Não sabem negociar com o cliente, não sabem atribuir tarefas, ou não entendem que estimativas num cronogramas são, como o nome diz, estimativas, e não o espelho da verdade. Fora que, muitas vezes o gestor também fica de mãos atadas, pq o problema está em escalas mais altas da administração. Coisas como o comercial poder definir prazos, fazer promessas, sem nenhum tipo de consulta ao desenvolvimento…
Quem me dera o meu maior problema ser ser chamado de recurso…